07/04/2026
Hoje, o que mais se vê são pessoas buscando status, posição e reconhecimento dentro da religião, mas sem interesse real em viver a espiritualidade de forma verdadeira. Querem o título, a aparência, o respeito dos outros — mas não querem o compromisso, a disciplina e a responsabilidade que a fé exige.
Abominam a mensalidade, criticam qualquer forma de contribuição, como se sustentar uma casa espiritual não fosse parte do próprio caminho religioso. Esquecem que tudo ali existe porque há esforço, dedicação, tempo e responsabilidade de quem mantém a casa de pé.
Há ainda aquele filho que anda em várias casas, busca orientação, trabalhos e respostas em todos os lugares, mas nunca alcança resultado. Sempre encontra uma desculpa, nunca se compromete de verdade, e, claro, nada dá certo. Quer resultados, mas não quer caminhar com constância, não quer se entregar ao processo.
Muitos não estão dispostos a trocar seu final de semana por um serão de sessão, estudo ou trabalho espiritual, mas esperam que tudo dê certo instantaneamente. Querem que Orixá ou Exu abra caminhos, resolva problemas e traga prosperidade, sem fazer sua parte. Quando se faz um trabalho e não se alcança o esperado, é preciso refletir: será que você realmente merecia? Será que houve entrega suficiente, respeito e responsabilidade para receber o que pediu?
A fé verdadeira não está no número de pessoas, nem na aparência de grandeza. Não está na roupa, no cargo ou no reconhecimento. Está na entrega silenciosa, no respeito ao sagrado, na constância das atitudes e na humildade de aprender.
Uma casa cheia pode impressionar, mas nem sempre representa verdade. Já uma casa simples, com poucos, pode carregar uma força imensa — porque ali existe fundamento, verdade e conexão real com o espiritual.
Religião não é vitrine, não é palco e não é conveniência. É compromisso. É responsabilidade. É troca. Quem busca apenas benefícios, sem estar disposto a viver os princípios, não está buscando o sagrado — está apenas usando-o.
E o sagrado, cedo ou tarde, revela quem está de verdade e quem está apenas de passagem. **crédito Tami de oya Nique*