30/04/2025
A CORRUPÇÃO DO CRISTIANISMO
Jesus de Nazaré caminhava entre os pobres, curava os doentes, sentava-se com os marginalizados e anunciava um Reino que não era deste mundo. Ele rejeitou o poder político, recusou-se a usar a força, e lavou os pés dos discípulos como um servo. Pregava que os maiores no Reino de Deus seriam os menores aqui na Terra. Disse: "Amai os vossos inimigos", "dai a César o que é de César" e "o meu Reino não é deste mundo."
No entanto, poucos séculos após sua ressurreição, aquilo que começou com pescadores e perseguidos se transformou em uma instituição poderosa, aliada ao trono do imperador. A Igreja de Cristo tornou-se a Igreja do Império, com palácios, roupas de reis, influência política e uma hierarquia rígida.
Cristo oferecia o perdão pela fé e pelo arrependimento. A Igreja passou a controlar a salvação por meio de rituais, clero e dogmas oficiais.
Cristo pregava simplicidade: "Não ajunteis tesouros na Terra", mas a Igreja ajuntava riquezas, relíquias e poder.
Cristo nunca obrigou ninguém a crer — chamava, não impunha. Mas a Igreja, ao se unir ao poder romano, passou a perseguir quem pensava diferente, destruindo templos, silenciando vozes, e eliminando os que discordavam da doutrina oficial.
Enquanto Jesus orava em silêncio nos montes, os líderes eclesiásticos agora discutiam fé nos salões do poder.
Enquanto os primeiros cristãos eram conhecidos por seu amor uns pelos outros, agora muitos eram conhecidos por sua ambição e intolerância.
Isso não quer dizer que toda a Igreja se perdeu — havia fiéis sinceros, monges humildes, crentes verdadeiros. Mas a estrutura institucional se afastou do Evangelho simples para abraçar o trono do mundo.
Cristo nos chamou para carregar a cruz, não para empunhar a espada. Para servir, não para dominar. Para viver pela fé, não para governar pela força.