GETAL - Grupo Espírita Trabalho Amor e Luz

GETAL - Grupo Espírita Trabalho Amor e Luz “A caridade é o processo de somar alegrias, diminuir males, multiplicar esperanças"❤️🙏🏼

24/05/2026

Passe Espírita🙌🏼

Nem sempre percebemos o quanto um ambiente entra em nós.A convivência diária, os assuntos repetidos, o modo como as pess...
16/05/2026

Nem sempre percebemos o quanto um ambiente entra em nós.

A convivência diária, os assuntos repetidos, o modo como as pessoas reagem, o tom das conversas, a dureza, a leveza, a ironia, a pressa, tudo isso vai pousando devagar sobre o espírito. Primeiro como presença. Depois como hábito. Por fim, como comportamento. A alma humana aprende também pelo clima em que respira.

Certos lugares adoecem sem tocar o corpo.

Uma casa em que só se fala com aspereza ensina medo. Um grupo que se alimenta de malícia enfraquece a pureza do olhar. Um convívio em que o desânimo se tornou linguagem comum vai apagando, pouco a pouco, a esperança de quem permanece ali por tempo demais. Nem toda influência chega em forma de conselho. Muita coisa nos molda pelo simples fato de estar sempre perto.

Por isso, vigilância espiritual não serve apenas para o que se pensa em silêncio.
Serve também para o que se frequenta.

Há companhias que elevam.
Há ambientes que limpam.
Há presenças diante das quais a alma se recolhe melhor, a palavra encontra mais decência, o coração se sente convidado à paz. Em contrapartida, outros espaços atiçam o pior, banalizam o erro, fazem parecer normal aquilo que já começou a ferir por dentro.

Ninguém passa ileso pelo fogo moral do meio em que vive.

Mesmo quem conserva boa intenção sente o peso de certas atmosferas. Daí a necessidade de discernimento. Nem sempre será possível sair de imediato de tudo o que desgasta. Mas sempre será possível perceber. E perceber já é um começo de defesa. Porque o espírito atento deixa de chamar de normal aquilo que está lhe roubando clareza, mansidão e verdade.

Escolher bem os lugares da alma, as vozes que se escutam, as intimidades em que se permanece, isso também é cuidado.

Uma consciência amadurece mais depressa quando não faz morada onde o bem vive sufocado. Deus fala de muitas maneiras, e uma delas é pelo desconforto íntimo que certas presenças provocam. Quando o coração se entristece repetidamente depois de alguns convívios, talvez não seja fraqueza. Talvez seja lucidez.

Ambiente não é detalhe.
É semente.

E toda semente, cedo ou tarde, encontra em nós algum modo de nascer.

E então, como seria?
15/05/2026

E então, como seria?

Nas enfermidades longas, a alma costuma receber cuidados que os olhos da família não conseguem perceber. Enquanto o corp...
09/05/2026

Nas enfermidades longas, a alma costuma receber cuidados que os olhos da família não conseguem perceber. Enquanto o corpo se enfraquece, mãos invisíveis de misericórdia se aproximam com respeito, ternura e silêncio, preparando o espírito para a grande passagem, sem violência, sem pressa, sem abandono.

A família, tomada pelo amor, deseja reter aquele que sofre. Ora pela permanência, vigia cada melhora, teme cada pausa, espera mais um dia, mais uma conversa, mais um sinal. Deus não condena esse apego, porque conhece a dor de quem ama. Ainda assim, os pensamentos aflitos podem criar laços de retenção em torno do espírito que já se prepara para seguir.

Em certos momentos, surge uma melhora inesperada. O olhar se acende, a voz retorna por instantes, o doente parece mais sereno, e todos respiram com algum alívio. Na visão espiritual, esse intervalo pode funcionar como uma bênção discreta: a casa se acalma, os corações afrouxam a angústia, e os benfeitores encontram melhores condições para auxiliar o desprendimento com mais suavidade.

No velório, a prece vale mais que o desespero. A saudade merece respeito, as lágrimas possuem sua dignidade, mas o espírito amado necessita de paz ao redor. Palavras de revolta, gritos e inconformação podem alcançá-lo como ruído doloroso. Uma oração sincera, uma lembrança agradecida, uma conversa íntima com Deus, tudo isso chega como claridade para quem parte.

A desencarnação não deveria ser vista como castigo, nem como aniquilamento. Para a fé espírita, ela representa retorno, mudança de morada, continuidade da vida em outro plano. O corpo encerra sua tarefa, mas a consciência prossegue, levando consigo o bem que praticou, os afetos que cultivou e as marcas morais de sua caminhada.

Mais suave será a passagem de quem aprendeu a confiar em Deus, a perdoar, a servir e a entregar o que não pode controlar. Para esse espírito, a morte se parece com um despertar amparado, entre vozes amigas e luzes conhecidas.

A vida não termina. Apenas se revela maior.

29/04/2026

💙 Empatia pode ser entendida como a capacidade de se colocar no lugar do outro, olhando além de si mesmo e percebendo com atenção o que as pessoas ao redor sentem e vivenciam.

Trata-se de sair do modo automático e desenvolver sensibilidade para reconhecer emoções, dificuldades e experiências alheias. Não é uma habilidade pronta desde o nascimento, mas algo que se desenvolve ao longo do tempo, com prática diária. É esse exercício constante de compreensão que fortalece os vínculos e melhora a convivência entre as pessoas.

27/04/2026

✨ Você conhece a mulher por trás da base do Espiritismo?

Gabrielle (Amélie Boudet), chamada por Kardec carinhosamente de Gabi ou, habitualmente, de Amélie - Gabrielle Boudet, foi muito mais do que companheira de Allan Kardec. Educadora brilhante, artista talentosa e gestora estratégica, ela foi uma das principais responsáveis por sustentar, organizar e preservar a doutrina espírita desde sua origem.

📚 Em um período de intensas transformações após a Revolução Francesa, Gabrielle já se destacava pelo compromisso com a educação e pelo pensamento inovador. Ao lado de Kardec, construiu projetos pedagógicos e participou ativamente da estruturação do Espiritismo — desde os bastidores até a continuidade da obra após sua morte.

💡 Mesmo com atuação discreta, seu impacto foi profundo e decisivo. Sem Gabrielle, o Espiritismo talvez não tivesse alcançado a mesma força e organização que conhecemos hoje.

22/04/2026

Quem já amou um cão sabe… eles levam um pedaço de nós, mas deixam tudo deles. 🐾

A consciência da brevidade da vida muda o peso das coisas. Aquilo que hoje alimenta disputa, vaidade, endurecimento e or...
22/04/2026

A consciência da brevidade da vida muda o peso das coisas. Aquilo que hoje alimenta disputa, vaidade, endurecimento e orgulho, amanhã talvez nem conserve importância alguma diante da eternidade. Dias inteiros se perdem em ressentimentos cultivados com zelo, em ausências voluntárias, em respostas que poderiam ter sido mais brandas, em afetos deixados para depois, como se o tempo estivesse sempre à nossa disposição. A visão espiritual corrige essa ilusão com doçura e gravidade. A existência no corpo passa depressa, e cada hora desperdiçada no egoísmo representa uma oportunidade que não volta da mesma forma.

O coração humano costuma agir como se a convivência fosse permanente. Um pai imagina que ainda haverá ocasião para pedir perdão. Um filho acredita que amanhã conseguirá demonstrar gratidão. Um amigo adia a palavra justa. Um irmão conserva a distância por orgulho. Uma criatura inteira se habitua a postergar o bem, como se a vida aceitasse indefinidamente esse adiamento. A verdade, porém, caminha em silêncio: muita coisa termina sem aviso, muita porta se fecha sem anúncio, muita despedida acontece antes que a reconciliação encontre coragem.

A doutrina espírita ensina que a existência terrestre não se resume a bens, títulos, prestígio ou domínio sobre os outros. Seu valor mais alto aparece no uso moral que fazemos do tempo recebido. Um gesto de bondade, uma renúncia silenciosa, uma presença fiel, um amparo oferecido na hora exata, tudo isso permanece. A felicidade que ajudamos a acender no caminho alheio não se perde. O bem praticado segue conosco, porque modifica a alma que o recebe e também a alma que o realiza.

A pressa do mundo ensina a competir. O Cristo ensina a servir. O mundo estimula o acúmulo. Jesus recorda a caridade. O mundo distrai. A consciência desperta pede lucidez. Quando alguém compreende, ainda que por instantes, que a vida material é breve, muitas durezas começam a parecer pequenas, e muitas ocasiões de amar deixam de ser tratadas como detalhe.

A melhor resposta à passagem do tempo não está no medo, mas no aproveitamento digno dos dias.

14/04/2026

Evangelização Infantil

O amor, quando ainda nasce misturado ao desejo de posse, cobra presença, exige retorno e adoece diante da ausência. Uma ...
14/04/2026

O amor, quando ainda nasce misturado ao desejo de posse, cobra presença, exige retorno e adoece diante da ausência. Uma resposta tardia basta para inquietá-lo, um silêncio já lhe parece abandono, uma mudança de afeto quase sempre lhe soa como ruína. Nesse estágio, muito do que se chama amor ainda é necessidade, apego, carência vestida de devoção. O coração sofre, não apenas porque perdeu alguém, mas porque esperava receber dessa pessoa a parte de paz que nunca poderia vir de fora em caráter definitivo.

Joanna de Ângelis toca com delicadeza numa verdade que poucos aceitam sem resistência. O amor real não vive daquilo que o outro entrega como recompensa. Sua fonte mais funda não está nas gratificações, no conforto de ser escolhido, na segurança de ser preferido, nem no prazer de sentir-se indispensável. Sua raiz mora no íntimo do ser, onde a criatura aprende a amar como expressão de amadurecimento espiritual, e não como comércio afetivo. Nessa altura, amar deixa de ser prender e passa a ser abençoar.

Uma alma ainda imatura confunde vínculo com domínio. Quer garantir a permanência, vigia os sinais, interpreta tudo como ameaça e transforma o afeto em campo de tensão. Outra, mais educada pela dor e pela consciência, compreende que ninguém pertence a ninguém. Pessoas se encontram para crescimento, reparação, auxílio, aprendizado e ternura, mas não para servirem de propriedade emocional umas das outras. O bem que verdadeiramente ama deseja a liberdade moral do ser amado, respeita seu tempo, não explora suas fraquezas e não converte saudade em exigência.

Nisso repousa uma das disciplinas mais difíceis da vida interior. Amar sem prender. Cuidar sem invadir. Sentir profundamente sem fazer da presença do outro a única razão da própria estabilidade. Não se trata de frieza, distanciamento ou renúncia à beleza dos laços. Trata-se de purificar o sentimento, retirando dele o peso das cobranças que sufocam. O amor elevado continua sentindo falta, mas não se desfigura por ela. Continua lembrando, mas não se revolta. Continua desejando o bem, mesmo quando já não pode recolher para si os frutos da convivência.

A felicidade afetiva mais limpa começa quando o coração encontra em Deus, na consciência e na própria retidão a base do seu equilíbrio. Desse centro nasce um amor mais livre, mais luminoso e mais verdadeiro. Um amor que não mendiga provas a todo instante, porque já aprendeu que sua maior riqueza não está no que recebe, mas no que se tornou capaz de oferecer sem perder a paz.

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