Núcleo Mata Verde - Umbanda

Núcleo Mata Verde - Umbanda Instituto Mata Verde - Templo de Umbanda, f**a localizado na Rua Julio de Mesquita 209 - Santos/SP
Reuniões às sextas-feiras com início às 20:00hs

Venha conhecer e estudar na plataforma de Ensino a Distância do Núcleo Mata Verde. Um espaço com conteúdos organizados, ...
25/03/2026

Venha conhecer e estudar na plataforma de Ensino a Distância do Núcleo Mata Verde. Um espaço com conteúdos organizados, que permite aprender no seu próprio ritmo, com qualidade e flexibilidade.

Acesse: www.ead.mataverde.org e comece sua jornada de aprendizado.

20/03/2026

Curso Tradição Espiritual dos Sete Reinos Sagrados

Fundamentos da Umbanda Durante a preparação do curso anual da Tradição Espiritual dos Sete Reinos Sagrados, senti a nece...
11/03/2026

Fundamentos da Umbanda

Durante a preparação do curso anual da Tradição Espiritual dos Sete Reinos Sagrados, senti a necessidade de acrescentar alguns tópicos simples, mas muito importantes. A intenção é ajudar principalmente os iniciantes, que em nossa tradição chamamos de Abá Guassu, a compreender melhor o que entendemos por Umbanda e quais são os ensinamentos transmitidos no Núcleo Mata Verde.
Os fundamentos que apresento aqui não são ideias novas. São ensinamentos que recebi há mais de cinquenta anos, na tenda onde iniciei minha caminhada como médium umbandista. Ao longo da vida, esses princípios sempre foram reforçados pelos mentores espirituais que me acompanham e também pelos guias que orientam os trabalhos do Núcleo Mata Verde.
Nos últimos tempos tenho visto e ouvido muitas coisas sendo apresentadas como se fossem fundamentos da Umbanda. Algumas dessas ideias são bastante estranhas à tradição que aprendi. Em alguns casos, podem até fazer parte de outros cultos de matriz africana, que merecem respeito, mas não fazem parte da Umbanda que conheci e aprendi a amar.
Por esse motivo, achei importante apresentar uma pequena lista de fundamentos que considero básicos para qualquer umbandista. Sei que existe uma grande diversidade de ritos e práticas dentro da Umbanda, e isso faz parte da riqueza dessa religião. Porém, também tenho visto alguns exageros e até verdadeiros absurdos sendo ensinados aos mais novos, especialmente aos jovens que estão chegando agora à nossa religião.
Peço Agô (perdão e licença) àqueles que não concordarem com os fundamentos ensinados por meus mestres. Apenas compartilho aquilo que aprendi e que me guiou até aqui, mantendo viva minha fé e meu amor pela Umbanda.
A seguir, apresento alguns fundamentos da Umbanda, explicados de maneira simples.

Monoteísmo

A Umbanda acredita em um único Deus, criador de tudo o que existe. Esse Deus é conhecido por muitos nomes, mas na Umbanda geralmente o chamamos de Zambi, Olorum ou Deus Pai. Todas as coisas do universo existem por vontade desse Criador. Os Orixás, os espíritos e todas as forças da natureza trabalham dentro dessa grande lei divina.

Evolução Espiritual

Um dos princípios mais importantes da Umbanda é a evolução do espírito. Acreditamos que todos os seres espirituais estão em processo de aprendizado e crescimento. Ninguém nasce perfeito. A vida é uma escola onde aprendemos, erramos, corrigimos nossos erros e buscamos nos tornar pessoas melhores.

Mediunidade disciplinada

A mediunidade é uma capacidade natural que algumas pessoas possuem de perceber ou transmitir a manifestação dos espíritos. Na Umbanda, essa mediunidade deve ser disciplinada. Isso signif**a que o médium precisa desenvolver equilíbrio emocional, maturidade espiritual e responsabilidade. O desenvolvimento mediúnico é um processo interior, feito com estudo, prática e orientação espiritual. Não faz parte da Umbanda o uso de substâncias enteógenas ou qualquer tipo de recurso artificial para provocar estados espirituais.

Trabalho com Guias Espirituais

Na Umbanda existe a comunicação e o trabalho com Guias Espirituais, que são espíritos mais experientes que auxiliam na orientação e no auxílio às pessoas. Entre eles estão os Pretos Velhos, Caboclos, Crianças, Exus e outros trabalhadores da espiritualidade. Esses espíritos trabalham sempre dentro da lei divina e com o objetivo de ajudar, orientar e promover o bem.

A Caridade

A caridade é considerada o grande fundamento da Umbanda. Os trabalhos espirituais, os atendimentos e as orientações são feitos com o objetivo de ajudar as pessoas. A verdadeira prática religiosa não se resume a rituais, mas sim à disposição sincera de fazer o bem ao próximo.

A Reencarnação

A Umbanda ensina que o espírito vive muitas existências ao longo do tempo. A reencarnação permite que o espírito tenha novas oportunidades de aprendizado, reparação de erros e evolução espiritual. Cada vida é uma oportunidade de crescimento.

Culto aos Orixás

Os Orixás são compreendidos na Umbanda como divindades primordiais, forças divinas que representam aspectos fundamentais da criação e da natureza. Cada Orixá manifesta qualidades específ**as da lei divina e auxilia na organização espiritual do mundo.

Respeito à natureza

A natureza é considerada sagrada na Umbanda. Rios, matas, montanhas, mares e todos os elementos naturais são expressões das forças divinas. Por isso, o respeito e o cuidado com a natureza fazem parte da prática espiritual umbandista.

Respeito ao livre-arbítrio

Por fim, a Umbanda ensina que cada pessoa possui livre-arbítrio, ou seja, a liberdade de fazer suas próprias escolhas. Nenhuma prática espiritual deve interferir na vontade ou na liberdade das pessoas. O papel da religião é orientar, aconselhar e ajudar, mas sempre respeitando a decisão individual de cada ser humano.
Esses fundamentos simples ajudam a compreender o espírito da Umbanda que aprendemos e praticamos no Núcleo Mata Verde: uma religião baseada na fé, na caridade, no respeito e na busca constante pela evolução espiritual. ✨

São Vicente, 11 de Março de 2026

Pai Manoel Lopes

06/03/2026
O Que Representa o Grau 07 na Tradição dos Sete ReinosHoje realizaremos a iniciação ao Grau 07 – Abaré Angá, sacerdote d...
01/03/2026

O Que Representa o Grau 07 na Tradição dos Sete Reinos

Hoje realizaremos a iniciação ao Grau 07 – Abaré Angá, sacerdote das almas, na vibração de Pai Omulu. Este é o último grau iniciático dentro da tradição espiritual dos Sete Reinos Sagrados. Assim como nas demais iniciações, neste dia prestamos homenagem ao Orixá regente do reino correspondente, que neste caso é Pai Omulu, senhor do Reino das Almas.
O sétimo grau está diretamente ligado ao sétimo reino, chamado Reino das Almas. Este é o último dos sete reinos e representa o reino dos espíritos. Está relacionado à morte, à transformação, à deterioração, à transmutação, ao desconhecido e ao oculto. Porém, não devemos entender esses aspectos como algo negativo. Pelo contrário, tratam-se de processos naturais da vida. Tudo o que nasce passa por mudanças. Tudo o que se transforma evolui. E tudo o que aparentemente termina apenas inicia um novo ciclo.
Neste dia sagrado realizamos nossas oferendas com elementos naturais pertencentes aos sete reinos, escolhidos de acordo com a tradição dos sete reinos sagrados. Esses elementos devem vibrar na força primordial de Angá Pyatã, força que os iniciados conhecem, sentem e sabem identif**ar na natureza. Cantamos pontos sagrados, fazemos nossas orações, reafirmamos nossos juramentos e nos colocamos humildemente diante do sagrado. Batemos a cabeça em sinal de respeito e entrega, e recebemos do Dirigente a Guia do Grau 07, identif**ada pela cor preta, que indica o nível iniciático alcançado pelo discípulo.
Neste mesmo dia, o iniciado também recebe o elemento consagrado do grau, preparado durante o rito. No Grau 07, esse elemento é uma cruz de madeira, símbolo profundo de passagem, equilíbrio entre planos e união entre o mundo material e o espiritual.
Pai Omulu, também conhecido como Obaluaiê, é o Orixá ligado aos mistérios da vida e da morte, da doença e da cura, da deterioração e da regeneração. Ele rege os processos de transformação profunda. É, ao mesmo tempo, temido e respeitado, pois governa forças que fogem ao controle humano. No entanto, Omulu não é o senhor da morte no sentido destrutivo. Ele é o senhor da passagem. Representa a lei natural que conduz todos os seres pelo ciclo do nascer, crescer, transformar-se e retornar à essência.
No plano espiritual, Omulu é visto como o grande médico. É o curador silencioso, aquele que atua onde ninguém vê. Sua palha da costa, que cobre seu corpo, simboliza o mistério e o respeito diante do sofrimento humano. Ele trabalha nas linhas das Almas, promovendo limpeza energética profunda, descarregos e corte de miasmas espirituais. Está associado à terra, aos cemitérios, à noite e ao silêncio, pois nesses ambientes se revela o mistério da transição.
Se observarmos pela ótica biológica, podemos compreender seu simbolismo de forma ainda mais clara. O corpo humano vive constantemente processos de morte celular programada, regeneração e resposta imunológica. Sem a destruição do que está doente ou degenerado, não há equilíbrio nem saúde. Assim também atua Omulu: removendo o que precisa ser transformado para que a vida continue seu curso.
No campo psicológico, sua energia se manifesta nos momentos de crise, luto e dor. Ele ensina que o sofrimento pode ser instrumento de crescimento. Muitas vezes é na perda que aprendemos o desapego. É na doença que valorizamos a saúde. É na escuridão que descobrimos nossa própria luz.
Dentro da estrutura dos Sete Reinos Sagrados, Omulu representa o ponto final de um ciclo e, ao mesmo tempo, o início de outro. O Reino das Almas não é um fim definitivo, mas uma etapa de transmutação. Ele nos recorda que nada se perde; tudo se transforma.
Receber o Grau 07 é aceitar essa verdade com maturidade espiritual. É compreender que a evolução passa pela transformação interior. É reconhecer que a morte simbólica do ego abre caminho para o nascimento da consciência ampliada.
Omulu não é punição. Ele é purif**ação. Não é destruição. É renovação. Não é medo. É sabedoria profunda da natureza.
Que sua força nos ensine a transformar a dor em crescimento, a perda em aprendizado e o fim em novo começo.
Atotô, Omulu!
São Vicente, 01 de Março de 2026

Pai Manoel Lopes

A Harmonia das Sete Forças SagradasHoje é domingo e chove muito aqui em São Vicente. A chuva cai constante, forte, quase...
22/02/2026

A Harmonia das Sete Forças Sagradas

Hoje é domingo e chove muito aqui em São Vicente. A chuva cai constante, forte, quase como se estivesse lavando o céu e a terra ao mesmo tempo. Depois de dias de um calor quase insuportável, esse clima mais fresco traz alívio. O ar f**a mais leve, o corpo descansa, e até a mente parece desacelerar. Há algo de especial nos dias de chuva: eles nos convidam a parar, refletir e ouvir melhor os próprios pensamentos.
Aproveitei esse momento para escrever. Enquanto a água caía lá fora, algumas ideias vieram à minha mente. Ideias sobre Deus, sobre a criação do universo e sobre as sete divindades construtoras que, na tradição espiritual dos Sete Reinos Sagrados, chamamos de orixás primordiais.
Muitas pessoas imaginam Deus como uma figura distante, separada do mundo. Mas existe outra forma de compreender essa realidade maior. Podemos entender Deus como a Vontade Suprema, a Inteligência que dá origem a tudo o que existe. Dentro dessa vontade divina existem várias potencialidades, ou seja, várias capacidades diferentes de agir e se manifestar.
Os orixás primordiais podem ser compreendidos como aspectos funcionais dessa vontade divina. Isso signif**a que eles não são deuses separados, competindo entre si. Eles são formas diferentes pelas quais a vontade de Deus atua no universo. Cada um representa uma qualidade específ**a, uma força essencial que participa da construção da realidade.
Na tradição dos Sete Reinos Sagrados, entendemos que existem sete dessas forças básicas. Cada uma delas corresponde a um “gênero energético”, ou seja, a um tipo fundamental de energia que ajuda a formar e organizar o universo.
O Reino do Fogo representa a força do impulso, da iniciativa, da ação. É a energia que dá o primeiro passo, que rompe a inércia. O Reino da Terra representa a estrutura, os limites, as leis que organizam a matéria. Sem estrutura, nada se mantém de pé. O Reino do Ar traz o movimento, a expansão, o crescimento. É a energia que espalha, que conecta, que transforma ideias em caminhos.
O Reino da Água simboliza a adaptação, o amor e a harmonia. A água se molda, contorna obstáculos e mantém a vida. O Reino das Matas representa a nutrição, a renovação e o sustento da vida. É a força que faz as plantas crescerem e alimenta os seres vivos. O Reino da Humanidade está ligado à consciência, ao livre-arbítrio e às relações entre as pessoas. Já o Reino das Almas se relaciona com a transformação, a passagem, o mistério da vida e da morte.
Essas sete forças não atuam isoladamente. Elas se complementam. Assim como no corpo humano diferentes sistemas trabalham juntos — o sistema nervoso, o respiratório, o circulatório — também na criação do universo essas energias cooperam entre si. O fogo precisa da terra para ter base. A água precisa do ar para circular. A vida nas matas depende do equilíbrio entre todos os elementos.
Até a ciência moderna mostra que o universo é formado por interações. Na física, falamos em forças fundamentais. Na biologia, aprendemos que a vida depende do equilíbrio entre diversos sistemas. Na ecologia, entendemos que tudo está interligado. Nada existe sozinho.
Assim, quando dizemos que os orixás são aspectos funcionais da vontade divina, estamos afirmando que o universo não é fruto do acaso desorganizado. Ele é resultado de forças inteligentes e complementares. Cada orixá primordial representa uma dessas forças básicas, necessárias para que a realidade exista e se desenvolva.
Enquanto a chuva continua caindo neste domingo em São Vicente, penso que talvez a própria chuva seja um exemplo dessa harmonia. Ela refresca o calor do fogo, alimenta a terra, fortalece as matas e sustenta a vida. Tudo está conectado.
Refletir sobre isso nos ajuda a perceber que fazemos parte dessa grande construção. Não estamos separados da vontade divina. Somos também expressão dessas forças. Dentro de cada pessoa existem impulsos, limites, emoções, pensamentos, capacidade de amar, de transformar e de evoluir.
Talvez compreender os orixás primordiais seja, no fundo, compreender melhor a nós mesmos e o papel que desempenhamos na formação contínua do universo.
Saravá!
São Vicente, 22 de fevereiro de 2026

Pai Manoel Lopes

Alegria imensa de receber no Núcleo Mata Verde o Junior. Médium da Casa de CURA Caboclo Pena Branca, comandada pela Mãe ...
21/02/2026

Alegria imensa de receber no Núcleo Mata Verde o Junior. Médium da Casa de CURA Caboclo Pena Branca, comandada pela Mãe Claudia. Terreiro localizado no cidade de Sorocaba e que segue a Tradição dos Sete Reinos Sagrados.

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Rua Julio De Mesquita 209
Santos, SP
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