União Espírita Kardecista Dr. Krall

União Espírita Kardecista Dr. Krall Somos uma Fraternidade Espírita Kardecista. Somos uma casa destinada ao tratamento espiritual a todos que necessitam.

Também temos como missão a reflexão e divulgação da doutrina espirita.

E chegamos  aos 22 anos.Temos sido abençoados com a oportunidade de semear o bem, a caridade, a paz e o conhecimento esp...
11/02/2026

E chegamos aos 22 anos.
Temos sido abençoados com a oportunidade de semear o bem, a caridade, a paz e o conhecimento espírita. Cada coração que tocamos, cada alma que acolhemos, contribui para o nosso propósito maior de evolução e fraternidade.
Agradecemos a todos que fizeram e fazem parte dessa história.
Que possamos continuar caminhando juntos, fortalecendo nossos laços de amizade.
Que a paz de Jesus nos envolva sempre!

02/02/2026

Medo
Esmagadora maioria das criaturas padece a rigorosa constrição do medo. Adversário dos mais cruéis, o medo é responsável por tragédias inomináveis que varrem a Terra em todas as direções, gerando clima nefando de atrocidades de classificação muito complexa.
Sob o comando do medo, homens e mulheres se atiram a dissipações venenosas, entregando-se a paulatino aniquilamento, do qual dificilmente se libertam.
Jovens em todos os hemisférios do planeta sofrem na atualidade os miasmas do medo, que os intoxicam, enlouquecendo-os de surpresa. Não obstante as superiores conquistas do pensamento, as largas expressões da comunicação os debates francos e livres, as liberdades dos costumes, as realizações tecnológicas preciosas para o contexto humano, nos dias modernos, falecem os ideais do enobrecimento e as linhas da sóbria razão, graças aos tenazes do medo dominante em todos os campos da ação.
A fuga espetacular dos deveres e os desregramentos se***is são portas falsas pelas quais enveredam as hodiernas comunidades subitamente transformadas em manicômios de largas proporções, permitindo-se os jovens, em razão disso, encontros periódicos e maciços para se sentirem uns aos outros e, ao impacto da música selvagem como dos entorpecentes, esquecer, sonhar, embalar aspirações para eles irrealizáveis na sociedade chamada de consumo...
O medo de enfrentar problemas e solvê-los, como consequência do falso paternalismo do passado, empurra as mentes novas a formas diversas de expressão, muitas delas inspiradas por outras mentes desencarnadas que intercambiam psiquicamente em clima obsedante de longo curso entre as duas esferas: aquém e além da morte.
Alimentado ou esmagado nos painéis da alma, raramente vencido nos combates face a face de cada dia, o medo se alonga e prossegue, mesmo quando o espírito desencarna, permanecendo atado às reminiscências infelizes, anestesiado pela hipnose do pavor.
Dizimando em largas faixas da experiência humana, o medo não tem recebido o necessário investimento do estudo psicológico na Terra, quanto às suas raízes, que se encontram cravadas nos recessos íntimos do espírito, bem como não tem merecido a justa apreciação para combatê-lo com os hábeis recursos, específicos, capazes de o vencer e destruir.
*
O criminoso inqualificável que mata com requintes de sadismo e o suicida melancólico que investe, cobarde, contra a própria vida, sofrem a psicose do medo.
O grupo anarquista que consuma agressões revoltantes em nefastas maquinações da crueldade e o pai de família insensível no lar, ocultam-se nos rebordos do medo, buscando ignorar a enfermidade que os desequilibra.
Na quase totalidade dos crimes que explodem, opressivos, encontram-se os rastros do medo sempre presente.
As constrições morais pungentes, econômicas apavorantes, sociais caóticas, educacionais de solução difícil, das enfermidades de caráter irreversível, se fazem fatores preponderantes para que grasse o medo, soberano. Em tal particular, desempenharam relevante papel as normas religiosas do passado que ensinavam o "temor" em detrimento do amor" a Deus, os preconceitos exacerbados ante os quais a gravidade do erro era ser este conhecido e não apenas praticado, desde que se demorasse ignorado, contribuíram expressivamente para a atmosfera que hoje se espalha célere e morbífica.
Contudo, as informações espíritas responsáveis pela natural realidade do além-túmulo, desvelando os falsos "mistérios" e elucidando os enigmas ontológicos, são portadoras do antídoto ao medo, mediante a confiança que ministra aos que se abeberam da sua água lustral, penetrando de paz quantos se comprazam em meditar e agir com segurança nas diretrizes de fácil aplicação.
O labor fraternal, o culto doméstico do Evangelho, o pensamento de otimismo frequente e o recolhimento da oração, a par do uso da água magnetizada e do passe, produzem expressiva terapêutica valiosa e de imediatos resultados para a aquisição da saúde e da renovação, combatendo o medo.
*
Retornando da sepultura vazia, disse Jesus aos discípulos amedrontados: "Sou eu, não temais".
Todo o Evangelho é lição viva de sadia tranquilidade e elevado otimismo.
Ora reeditado através do Espiritismo, é o mais eficaz processo psicológico atuante, capaz de edificar nos corações e nos espíritos conturbados do presente a consubstanciação das promessas de Jesus:
"Eu vos dou a minha paz.
"Eu ficarei convosco por todo o sempre.
"Vinde a mim os cansados e oprimidos.
"Tende bom ânimo: eu venci o mundo!"
Reflitamos, e, sem receio, avancemos construindo com o amor a fim de que o amor nos responda à sementeira de esperança, com a floração da paz e da alegria a benefício de todos.
*
"Não temais: ide avisar a meus irmãos que se dirijam à Galileia e lá me hão de ver". Mateus: capítulo 28º, versículo 10.
*
"A calma e a resignação hauridas da maneira de considerar a vida terrestre e da confiança no futuro dão ao espírito uma serenidade, que é o melhor pr********vo contra a loucura e o suicídio". Evangelho Segundo Espiritismo. Capítulo 5º - Item 14.
FRANCO, Divaldo Pereira. Florações Evangélicas. Pelo Espírito Joanna de ngelis. LEAL. Capítulo 21.

02/02/2026

Quando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espetáculo de beleza rara.

O barco, impulsionado pela força dos ventos, vai ganhando o mar azul e nos parece cada vez menor.

Não demora muito e só podemos contemplar um pequeno ponto branco na linha remota e indecisa, onde o mar e o céu se encontram.

Quem observa o veleiro sumir na linha do horizonte, certamente exclamará: Já se foi.

Terá sumido? Evaporado?

Não, certamente. Apenas o perdemos de vista.

O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha, quando estava próximo de nós.

Continua tão capaz, quanto antes, de levar ao porto de destino as cargas recebidas.

O veleiro não evaporou, apenas não o podemos mais ver. Mas ele continua o mesmo.

E talvez, no exato instante em que alguém diz: Já se foi, haverá outras vozes, mais além, a afirmar: Lá vem o veleiro.

Assim é a morte.

Quando o veleiro parte, levando a preciosa carga de um amor que nos foi caro e o vemos sumir na linha que separa o visível do invisível dizemos: Já se foi.

Terá sumido? Evaporado?

Não, certamente. Apenas o perdemos de vista.

O ser que amamos continua o mesmo. Sua capacidade mental não se perdeu. Suas conquistas seguem intactas, da mesma forma que quando estava ao nosso lado.

Conserva o mesmo afeto que nutria por nós. Nada se perde, a não ser o corpo físico de que não mais necessita no outro lado.

E é assim que, no mesmo instante em que dizemos: Já se foi, no mais Além, outro alguém dirá feliz: Já está chegando.

Chegou ao destino levando consigo as aquisições feitas durante a viagem terrena.

A vida jamais se interrompe nem oferece mudanças espetaculares, pois a natureza não dá saltos.

Cada um leva sua carga de vícios e virtudes, de afetos e desafetos, até que se resolva por desfazer-se do que julgar desnecessário.

A vida é feita de partidas e chegadas. De idas e vindas.

Assim, o que para uns parece ser a partida, para outros é a chegada.

Um dia partimos do mundo espiritual na direção do mundo físico; noutro, partimos daqui para o espiritual, num constante ir e vir, como viajores da Imortalidade que somos todos nós.

* * *

Victor Hugo, poeta e romancista francês, que viveu no século XIX, falou da vida e da morte dizendo:

A cada vez que morremos ganhamos mais vida. As almas passam de uma esfera para a outra sem perda da personalidade, tornando-se cada vez mais brilhante.

Eu sou uma alma. Sei bem que vou entregar à sepultura aquilo que não sou.

Quando eu descer à sepultura, poderei dizer, como tantos: meu dia de trabalho acabou. Mas não posso dizer: minha vida acabou.

Meu dia de trabalho se iniciará de novo na manhã seguinte.

O túmulo não é um beco sem saída, é uma passagem. Fecha-se ao crepúsculo e a aurora vem abri-lo novamente.



Redação do Momento Espírita, com pensamentos
finais de Victor Marie Hugo, do livro A
reencarnação através dos séculos, de Nair
Lacerda, ed. Pensamento.
Em 6.8.2014.

02/02/2026

INGRATIDÃO

“Quando o fracasso nos desafia de perto, quando a tentação e a enfermidade nos visitam, quando a nossa esperança se dissolve no sofrimento, quando a provação se nos afigura invencível, quando somos apontados pelo dedo da injúria, quando os próprios amigos nos abandonam, quando todas as circunstâncias nos contrariam, quando a mágoa aparece, quando a incompreensão nos procura, ameaçadora, quando somos intimados a esquecer-nos, em benefício dos outros... Então é chegado para nós o momento de sermos testados na Escola da Vida, para efeito de elevação. O pior ingrato é aquele que não sabe reconhecer o que foi feito por ele e pelos seus. E o espirita que abre mão dos próprios te**es é o mais ingrato que tem, pois já foi descortinado seus olhos. Então não sejamos ingratos, sejamos fiéis aos nossos irmãos. Cada um de nós nasce com uma provação e a cada um segundo suas obras.
(Francisco Cândido de Paula Xavier)

Mais um encontro com pessoas tão maravilhosas. A amizade de vocês é um presente divino, uma bênção que nos impulsiona no...
19/06/2025

Mais um encontro com pessoas tão maravilhosas. A amizade de vocês é um presente divino, uma bênção que nos impulsiona no caminho do bem. Gratidão por cada gesto de carinho, de apoio e pelas doações feitas.
Alguns não saíram na foto mas ficaram na lembrança. No próximo bingo tiramos a fotos antes rsrsrs

"A caridade é um exercício espiritual... Quem pratica o bem, coloca em movimento as forças da alma."Chico XavierMais um ...
13/04/2025

"A caridade é um exercício espiritual... Quem pratica o bem, coloca em movimento as forças da alma."
Chico Xavier

Mais um bingo beneficente na nossa Casa, com a presença e ajuda de pessoas tão maravilhosas que tornaram nossa noite mais que especial. Gratidão a todos os amigos.

Mais um bingo beneficente realizado. Gratidão a Deus e a todos os amigos que participaram e aqueles que colaboraram auxi...
21/09/2024

Mais um bingo beneficente realizado. Gratidão a Deus e a todos os amigos que participaram e aqueles que colaboraram auxiliando sempre 💕💕

21/08/2024

PARASITOSE MENTAL
Livro : Instruções Psicofônicas
Francisco Cândido Xavier

Na reunião da noite de 28 de outubro de 1954, fomos novamente felicitados com a palavra do
nosso Instrutor Espiritual Doutor Francisco de Menezes Dias da Cruz, que nos enriqueceu os estudos,
palestrando em torno do tema que ele próprio definiu por “parasitose mental”.
Observações claras e precisas, estabelecendo um paralelo entre o parasitismo no campo físico e o vampirismo no campo espiritual, o Doutor Dias da Cruz, na condição de médico que é, no-las
fornece, aconselhando-nos os elementos curativos do Divino Médico, através do Evangelho, a fim de que estejamos em guarda contra a exploração da sombra.
Avançando em nossos ligeiros apontamentos acerca da obsessão, cremos seja de nosso
interesse apreciar o vampirismo, ainda mesmo superficialmente, para figurá-lo como sendo
inquietante fenômeno de parasitose mental.
Sabemos que a parasitogenia abarca em si todas as ocorrências fisiopatológicas, dentro das
quais os organismos vivos, quando negligenciados ou desnutridos, se habilitam à hospedagem e à
reprodução dos helmintos e dos ácaros que escravizam homens e animais.
Não ignoramos também que o parasitismo pode ser externo ou interno.
Nas manifestações do primeiro, temos o assalto de elementos carnívoros, como por exemplo
as variadas espécies do aracnídeo acarino sobre o campo epidérmico e, nas expressões do segundo,
encontramos a infestação de elementos saprófagos, como, por exemplo, as diversas classes de
platielmíntios, em que se destacam os cestóides no equipamento intestinal.
E, para evitar as múltiplas formas de degradação orgânica, que o parasitismo impõe às suas
vítimas, mobiliza o homem largamente os vermífugos, as pastas sulfuradas, as loções mercuriais, o
pó de estafiságria e recursos outros, suscetíveis de atenuar-lhe os efeitos e extinguir-lhe as causas.
No vampirismo, devemos considerar igualmente os fatores externos e internos,
compreendendo, porém, que, na esfera da alma, os primeiros dependem dos segundos, porqüanto
não há influenciação exterior deprimente para a criatura, quando a própria criatura não se deprime.
É que pelo ímã do pensamento doentio e descontrolado, o homem provoca sobre si a
contaminação fluídica de entidades em desequilíbrio, capazes de conduzi-lo à escabiose e à ulceração,
à dipsomania e à loucura, à cirrose e aos tumores benignos ou malignos de variada procedência,
tanto quanto aos vícios que corroem a vida moral, e, através do próprio pensamento desgovernado,
pode fabricar para si mesmo as mais graves eclosões de alienação mental, como sejam as psicoses
de angústia e ódio, vaidade e orgulho, usura e delinqüência, desânimo e egocentrismo, impondo ao
veículo orgânico processos patogênicos indefiníveis, que lhe favorecem a derrocada ou a morte.
Imprescindível, assim, viver em guarda contra as idéias fixas, opressivas ou aviltantes, que
estabelecem, ao redor de nós, maiores ou menores perturbações, sentenciando-nos à vala comum da
frustração.
Toda forma de vampirismo está vinculada à mente deficitária, ociosa ou inerte, que se rende,
desajustada, às sugestões inferiores que a exploram sem defensiva.
Usemos, desse modo, na garantia de nossa higiene mento-psíquica, os antissépticos do
Evangelho.
Bondade para com todos, trabalho incansável no bem, otimismo operante, dever
irrepreensivelmente cumprido, sinceridade, boa-vontade, esquecimento integral das ofensas
recebidas e fraternidade simples e pura, constituem sustentáculo de nossa saúde espiritual.
— «Amai-vos uns aos outros como eu vos amei» recomendou o Divino Mestre.
— «Caminhai como filhos da luz» — ensinou o apóstolo da gentilidade.
Procurando, pois, o Senhor e aqueles que o seguem valorosamente, pela reta conduta de
cristãos leais ao Cristo, vacinemos nossas almas contra as flagelações externas ou internas da
parasitose mental.
Dias da Cruz

E nossa festa junina e bingo beneficente foram especiais com a presença de amigos tão maravilhosos...nossa gratidão a to...
24/06/2024

E nossa festa junina e bingo beneficente foram especiais com a presença de amigos tão maravilhosos...nossa gratidão a todos que participaram 💕

"Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo."Chico XavierE ass...
09/02/2024

"Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo."
Chico Xavier

E assim, mesmo tendo quebrado uma das velas rsrsrs, nós comemoramos 20 anos de União Espírita com as bênçãos de Deus e da Espiritualidade Maior.
Gratidão a todos os amigos e familiares que fazem parte da nossa história 🩷

09/02/2024

ESPÍRITAS MEDITEMOS
Livro Estude e Viva
Chico Xavier e Waldo Vieira
Pelos espíritos Emanuel e André Luiz

Um templo espírita é, na essência, um educandário em que as leis do Ser, do Destino, da Evolução e do Universo são examinadas claramente, fazendo luz e articulando orientação, mas, por isso, não deve converter-se num instituto de mera preocupação academicista.
Manterá o simpósio dos seareiros experientes, sempre que necessário, mas não o situará por cima da obra de evangelização popular.
Alentará a tribuna em que o verbo primoroso lhe honorificará os princípios, diante de assembléias cultas e atentas; contudo, não se esquecerá do entendimento fraternal, de
coração para coração, em que os companheiros mais sábios se disponham, pacientemente, a responder às perguntas e a sossegar as inquietações dos menos
instruídos.
Fornecerá informações preciosas aos pesquisadores da Verdade, na esfera dos conhecimentos superiores que veicula; no entanto, trabalhará com maior devotamento em
favor dos caídos em provação e necessidade, que lhe batem à porta, esmagados de sofrimento.
Prestigiará a ciência do mundo que suprime as enfermidades e valorizará o benefício da prece e o do magnetismo curativo, no socorro aos doentes.
Divulgará o conceito filosófico e a frase consoladora.
Propiciará o ensino, multiplicando o pão.
Um templo espírita, revivendo o Cristianismo, é um lar de solidariedade humana, em que os irmãos mais fortes são apoio aos mais fracos e em que os mais felizes são trazidos ao
amparo dos que gemem sob o infortúnio.
Nesse sentido, é lícito recordar os apelos endereçados pelo Mundo Espiritual aos espíritas, através da Codificação Kardecista, no item 4, do capítulo XX, de >, que nos apontam rumo certo: >
Espíritas, reflitamos!
Estudemos, sentindo, compreendendo, construindo e ajudando sempre.
Auxiliemos o próximo, sustentando, ainda, todos aqueles que procuram auxiliar.
Jesus chamou a equipe dos apóstolos que lhe asseguraram cobertura à obra redentora, não para incensar-se e nem para encerrá-los em torre de marfim, mas para erguê-los à condição de amigos fiéis, capazes de abençoar, confortar, instruir e servir ao povo que, em todas as latitudes da Terra, lhe constitui a amorosa família do coração.

19/11/2023

" OS QUINHENTOS DA GALILÉIA "

LIVRO: BOA NOVA
PSICOGRAFIA DE FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
PELO ESPIRITO HUMBERTO DE CAMPOS

Depois do Calvário, verificadas as primeiras manifestações de Jesus no cenáculo singelo de Jerusalém, apossara-se de todos os amigos sinceros do Messias uma saudade imensa de sua palavra e de
seu convívio. A maioria deles se apegava aos discípulos, como querendo reter as últimas expressões de
sua mensagem carinhosa e imortal.
O ambiente era um repositório vasto de adoráveis recordações. Os que eram agraciados com as visões do Mestre se sentiam transbordantes das mais puras alegrias. Os companheiros inseparáveis e íntimos se entretinham em longos comentários sobre as suas reminiscências inapagáveis.
Foi quando Simão Pedro e alguns outros salientaram a necessidade do regresso a Cafarnaum, para
os labores indispensáveis da vida.
E, breves dias, as velhas redes mergulhavam de novo no Tiberíades, por entre as cantigas rústicas
dos pescadores.
Cada onda mais larga e cada detalhe do serviço sugeriam recordações sempre vivas no tempo. As refeições ao ar livre lembravam o contentamento de Jesus ao partir o pão; o trabalho, quando mais intenso, como que avivava a sua e recomendação de bom ânimo; a noite silenciosa reclamava a sua
bênção amiga.
Embebidos na poesia da Natureza, os apóstolos organizavam os mais elevados projetos, com
relação ao futuro do Evangelho. A residência modesta de Cefas, obedecendo às tradições dos primitivos ensinamentos, continuava a ser o parlamento amistoso, onde cada um expunha os seus princípios e as
suas confidências mais recônditas. Mas ao pé do monte o Cristo se fizera ouvir algumas vezes, exaltando as belezas do Reino de Deus e da sua justiça, reunia-se invariavelmente todos os antigos seguidores mais
fiéis, que se haviam habituado ao doce alimento de sua palavra inesquecível. Os discípulos não eram estranhos a essas rememorações carinhosas e, ao cair da tarde acompanhavam a pequena corrente popular pela via das recordações afetuosas.
Falava-se vagamente de que o Mestre voltaria ao monte para despedir-se. Alguns dos apóstolos aludiam às visões em que o Senhor prometia fazer de novo ouvida a sua palavra num dos lugares prediletos das suas pregações de outros tempos.
Numa tarde de azul profundo, a reduzida comunidade de amigos do Messias, ao lado da pequena
multidão, reuniu-se em preces, no sítio solitário. João havia comentado as promessas do Evangelho,
enquanto na encosta se amontoava a assembléia dos fiéis seguidores do Mestre.
Viam-se, ali, algumas centenas de rostos embevecidos e ansiosos. Eram romanos de mistura com judeus
desconhecidos, mulheres humildes conduzindo os filhos pobres e descalços, velhos respeitáveis, cujos
cabelos alvejavam de neve dos repetidos invernos da vida.

Nesse dia, como que antiga atmosfera se fazia sentir mais fortemente. Por instinto, todos tinham a impressão de que o Mestre voltaria a ensinar as bem-aventuranças celestiais. Os ventos recendiam suave perfume, trazendo as harmonias do lago próximo. Do céu muito azul, como em festa para receber a claridade das primeiras estrelas, parecia descer uma tranqüilidade imensa que envolvia todas as coisas.
Foi nesse instante, de indizível grandiosidade, que a figura do Cristo assomou no cume iluminado pelos
derradeiros raios de Sol.
Era Ele.
Seu sorriso desabrochava tão meigo como ao tempo glorioso de suas primeiras pregações, mas de
todo o seu vulto se irradiava luz tão intensa que os mais fortes dobravam os joelhos. Alguns soluçavam
de júbilo, presas das emoções mais belas de sua vida. As mãos do Mestre tomaram a atitude de que
abençoava, enquanto um divino silêncio parecia penetrar a alma das coisas. A palavra articulada não tomou parte naquele banquete de luz imaterial; todos, porém, lhe perceberam a amorosa despedida e, no mais intimo da alma, lhe ouviram a exortação magnânima e profunda:
- "Amados - a cada um se afigurou escutar na câmara secreta do coração -, eis que retorno a vida em meu Pai para regressar à luz do meu Reino!... Enviei meus discípulos como ovelhas ao meio de lobos e vos recomendo que lhes sigais os passos no escabroso caminho. Depois deles, é a vós que confio a tarefa sublime da redenção pelas verdades do Evangelho. Eles serão os semeadores, vós sereis o
fermento divino. Instituo-vos os primeiros trabalhadores, os herdeiros iniciais dos bens divinos. Para
entrardes na posse do tesouro celestial, muita vez experimentareis o martírio da cruz e o fel da ingratidão... Em conflito permanente com o mundo, estareis na Terra, fora de suas leis implacáveis e
egoístas, até que as bases do meu Reino de concórdia e justiça se estabeleçam no espírito das criaturas.
Negai-vos a vós mesmos, como neguei a minha própria vontade na execução dos desígnios de Deus, e tomai a vossa cruz para seguir-me.
"Séculos de luta vos esperam na estrada universal. É preciso imunizar o coração contra todos os enganos da vida transitória, para a soberana grandeza da vida imortal. Vossas sendas estão repletas de fantasmas de aniquilamento e de visões de morte. O mundo inteiro se levantará contra vós, em
obediência espontânea às forças tenebrosas do mal, que ainda lhe dominam as fronteiras. Sereis
escarnecidos e aparentemente desamparados; a dor vos assolará as esperanças mais caras; andareis
esquecidos na Terra, em supremo abandono do coração. Não participareis do venenoso banquete das posses materiais, sofrerei a perseguição e o terror tereis o coração coberto de cicatrizes e de ultraje. A chaga é o vosso sinal, a coroa de espinhos, vosso percurso ditoso da redenção. Vossa voz será a do deserto, provocando, muitas vezes, o escárnio e a negação da parte dos que dominam na carne perecível.
"Mas, no desenrolar das batalhas incruentas do coração, quando todos os horizontes estiverem
abafados pelas sombras da crueldade, dar-vos-ei da minha paz, que representa a água viva. Na existência ou na morte do corpo, estareis unidos ao meu Reino. O mundo vos cobrirá de golpes terríveis e destruidores, mas, de cada uma das vossas feridas, retirarei o trigo luminoso para os celeiros infinitos da
graça, destinados ao sustento das mais ínfimas criaturas!... Até que o Reino se estabeleça na Terra, não conhecereis o amor no mundo; eu, no entanto, encherei a vossa solidão com minha assistência incessante. Gozarei em vós, como gozareis em mim, o júbilo celeste da execução fiel dos desígnios de
Deus. Quando tombardes, sob as arremetidas dos homens ainda pobres e infelizes, eu vos levantarei no
silêncio do caminho, com as minhas mãos dedicadas ao vosso bem. Sereis a união onde houver separatividade, sacrifício onde existir o falso gozo, claridade onde campearem as trevas, porto amigo, edificado na rocha da fé viva, onde pairarem as sombras da desorientação. Sereis meu refúgio nas igrejas mais estranhas da Terra, minha esperança entre as loucuras humanas, minha verdade onde se perturbar
a ciência incompleta do mundo!...
"Amados, eis que também vos envio como ovelhas aos caminhos obscuros e ásperos. Entretanto, nada temais! Sede fiéis ao meu coração, como vos sou fiel, e o bom ânimo representará a vossa estrela!
Ide ao mundo, onde teremos de vencer o mal! Aperfeiçoemos a nossa escola milenária, para que aí seja interpretada e posta em prática a Lei de Amor do Nosso Pai, em obediência feliz à sua vontade augusta!"
Sagrada emoção senhoreara-se das almas em êxtase de ventura. Foi então que observaram o Mestre, rodeado de luz, como a elevar-se ao céu, em demanda de sua gloriosa esfera do infinito.

Os primeiros astros da noite brilhavam no alto, como flores radiosas do Paraíso. No monte Galileu,
cinco centenas de corações palpitavam, arrebatados por intraduzível júbilo. Velhos trêmulos e encarquilhados desceram a encosta, unidos uns aos outros, como solidários, para sempre, no mesmo trabalho de grandeza imperecível. Anciãs de passo vacilante, coroadas pela neve das experiências da vida, abraçavam-se às filhas e netas, jovens e ditosas, tomadas de indefinível embriaguez d'alma.
Romanos e judeus, ricos e pobres confraternizavam, felizes, adivinhando a necessidade de cooperação na
tarefa santa. Os antigos discípulos, cercando a figura de Simão Pedro, choravam de contentamento e
esperança.
Naquela noite de imperecível recordação, foi confiado aos quinhentos da Galiléia o serviço glorioso
da evangelização das coletividades terrestres, sob a inspiração de Jesus - Cristo. Mal sabiam eles, na sua
mísera condição humana, que a palavra do Mestre alcançaria os séculos do porvir. E foi assim que, representando o fermento renovador do mundo, eles reencarnaram em todos os tempos, nos mais diversos climas religiosos e políticos do planeta, ensinando a verdade e abrindo novos caminhos de luz, através do bastidores eternos do Tempo.
Foram eles os primeiros a transmitir a sagrada vibração de coragem e confiança aos que tombaram
nos campos do martírio, semeando a fé no coração pe******do das criaturas. Nos circos da vaidade humana, nas fogueiras e nos suplícios, ensinaram a lição de Jesus, com resignado heroísmo. Nas artes e nas ciências, plantaram concepções novas de desprendimento do mundo e de belezas do céu e, no seio das mais variadas religiões da Terra, continuam revelando o desejo do Cristo, que é de união e de amor, de fraternidade e concórdia.
Na qualidade de discípulos sinceros e bem-amados, desceram aos abismos mais tenebrosos, redimindo o mal com os seus sacrifícios purificadores, convertendo, com as luzes do Evangelho, à corrente da redenção, os espíritos mais empedernidos. Abandonados e desprotegidos na Terra, eles passam, edificando no silêncio as magnificências Reino de Deus, nos países dos corações e, multiplicando
as notas de seu cântico de glória por entre os que se constituem instrumentos sinceros do bem com Jesus Cristo, formam a caravana sublime que nunca se dissolverá.

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