Tumba da Junça Filho

Tumba da Junça Filho Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Tumba da Junça Filho, Organização religiosa, Rua 2 de Julho de Baixo n° 9, Santo Amaro.

Fundado em 1963, por Tata kia Mukixi Luruquê ria Nbamburusema (Pai Celino), filho de Nengúa Diamin ria Ndandalunda e neto de Deré Lubidi e Tata Benedito (Gamo Oyasi).

"Morremos nesta vida para nascer em uma outra"É com pesar que comunicamos o falecimento da Nengwá Sekerê de Kokueto (Dal...
04/11/2019

"Morremos nesta vida para nascer em uma outra"

É com pesar que comunicamos o falecimento da Nengwá Sekerê de Kokueto (Dalva de Iemanjá), do segundo barco de Tata Luruquê (Pai Celino). Uma guerreira, que lutou até seus últimos dias.
Fará muita falta para todos do Tumba da Junça Filho!
O sepultamento será às 16hs do dia de hoje (04/11).
Que Nzambi lhe conduza no caminho da paz!

Daqui a pouco iremos louvar Santo Antonio de Pádua. Às 21:00hs não percam! Logo após a reza, teremos samba tradicional d...
15/06/2019

Daqui a pouco iremos louvar Santo Antonio de Pádua. Às 21:00hs não percam! Logo após a reza, teremos samba tradicional do Recôncavo. Sendo assim, finalizando a noite dos Vodunsis.

Ficamos imensamente felizes! 100 anos (um século), não são 100 dias. Que a chama chamada "Resistência", não se apague em...
14/06/2019

Ficamos imensamente felizes! 100 anos (um século), não são 100 dias. Que a chama chamada "Resistência", não se apague em nosso meio. Kiuá Tumba Junsara. Salve nossa ancestralidade.



Há cem anos em Acupe de Santo Amaro era fundado o Tumba Junsara. Dez anos antes no mesmo dia 13/06 nasciam pelas mãos da Mam'eto Tuenda dya Nzambi os Tatas Nlundiamungongo e Kambambe. Assim, neste dia Santo, comemoramos juntos a todos parentes e aderentes, as lutas travadas para preservação da nossa memória histórica.
Kiua Tumba Junsara! Kiua o Candomblé Angola!

CONTAGEM REGRESSIVA PARA O ACOMPANHAMENTO DE SANTA BÁRBARA DO TERREIRO TUMBA DA JUNÇA FILHO... FALTAM APENAS 4 DIAS. 😍😍😍...
05/12/2017

CONTAGEM REGRESSIVA PARA O ACOMPANHAMENTO DE SANTA BÁRBARA DO TERREIRO TUMBA DA JUNÇA FILHO... FALTAM APENAS 4 DIAS.
😍😍😍
❤❤❤❤❤❤❤

Hoje 4 de dezembro além de ser o dia de Santa Bárbara - Nbamburusema (sincretismo religioso), o Terreiro Tumba da Junça ...
04/12/2017

Hoje 4 de dezembro além de ser o dia de Santa Bárbara - Nbamburusema (sincretismo religioso), o Terreiro Tumba da Junça Filho também comemora os 75 anos de nascimento do seu patriarca Tata Luruquê ria Nbamburusema.
Hoje é dia de festa, comemorar e agradecer a Nzambi Mpungu pelas graças recebidas.
Que Nbamburusema dona do Tumba da Junça Filho venha guerrear contra todos os males e demandas contra o povo de santo.
Que nós venha se unir para vencer a batalha contra a intolerância religiosa, preconceito e racismo.
Makuiu Nzambi.

Estão todos convidados para a festa em louvor a Santa Bárbara - Nbamburusema que representa um dos grandes movimento de ...
22/11/2017

Estão todos convidados para a festa em louvor a Santa Bárbara - Nbamburusema que representa um dos grandes movimento de resistência do candomblé no Brasil além da união das nações Angola e Ketu. O Acompanhamento de Santa Bárbara acontecerá no dia 09 de dezembro de 2017, às 19:00hs saindo do Terreiro de Mãe Iara no Trapiche de Bairro para o nosso Terreiro localizado no 2 de Julho de Baixo. Makuiu! Nzambi ua kuatensar. Flaviane Nogueira Rafaela Castro Danilo Freitas Sylvia Oliveira Marques Marques Danielly Di Paulla Heraldo Lopes Guimarães Junior Ramon Babalorisá Rodrigo Leandro Leo

Então eu sou suspeita? Suspreta PretaSim, aquela que não é morenaQue não é da cor do pecadoDa cor do pecado?Que pecado c...
21/11/2017

Então eu sou suspeita?
Suspreta
Preta
Sim, aquela que não é morena
Que não é da cor do pecado
Da cor do pecado?
Que pecado cometi
pra ser chamada assim?
Sou suspreta de que mesmo?
Em qual crime me envolvi?
O de existir, resistir...
Eu, Mulher Preta, existo e resisto!

(Autora: Jay Santos)

A Sociedade Religiosa Tumba da Junça Filho fundada em 1963, por Tata Ria Mukixi Luruquê ria Bamburusema, filho de Diamin...
13/09/2017

A Sociedade Religiosa Tumba da Junça Filho fundada em 1963, por Tata Ria Mukixi Luruquê ria Bamburusema, filho de Diamin ria NdandaLunda e bisneto de Deré Lubidi do Ntumbensara, na pessoa de Kanambura ria Lembá vem através deste manifesto, repudiar todo e quaisquer ato de “Intolerância Religiosa” contra os terreiros de candomblé e umbanda que infelizmente está ocorrendo em massa no Estado do Rio de Janeiro. Nós praticantes das religiões afro-brasileira também temos direito a “Liberdade de culto” conforme o Art. 5, inc. VI da Constituição Federal de 1988 (Atual Constituição regente do Brasil).

O ser humano deve respeitar o próximo e as crenças alheias. Nós afro-religiosos sempre fomos atacados, desde a chegada de nossos antepassados ao Brasil, será que o tempo da escravidão está voltando? Nossos direitos não estão sendo respeitados, será que a única solução é se esconder? Recuar? Cadê os Poder Judiciário, Legislativo e Executivo? Cobramos soluções, e punição aos os criminosos que estão com total ódio de nossas crenças.

O candomblé é o maior movimento de resistência dos povos negros do Brasil, eles lutaram por liberdade, infelizmente ainda continuamos lutando e pedindo respeito por algo já conquistado (Liberdade). Tenho fé em Nzambi a Mpungu e nos Jinkisi que dias melhores virão.



Ngunzo para quem é de Ngunzo e Axé para quem é de Axé!

Na última quarta-feira (19/07/2017) Tata Luruquê - Pai Celino, completou mais um ano de pura resistência e amor ao cando...
23/07/2017

Na última quarta-feira (19/07/2017) Tata Luruquê - Pai Celino, completou mais um ano de pura resistência e amor ao candomblé, fazendo 48 anos de iniciado pelas mãos de Mametu Diamin ria NdandaLunda. O amor pelos Jinkisis sempre fala alto nas lutas do dia a dia para continuar dentro do candomblé. Um grande baluarte da nação Angola na cidade de Santo Amaro da Purificação.
"Eu sou apenas servo e filho dos Jinkisis, Nzambi Mpungu fez questão que eu viesse a terra com uma missão e estou cumprindo ela a cada dia que passa. Aprendendo cada vez mais com os Santos... Sou feliz por ser de Bamburusema com Mutalambô e ter Caboclo Erú para me auxiliar." (Tata Luruquê).
Que Nzambi Mpungu, Tatetu Lembá Dilê, NdandaLunda, Bamburusema, Mutalambô e todos Jinkisis aumente seus anos de vida, trazendo paz, prosperidade, amor, saúde.

O Calundu – As origens do CandombléDesde o século XVII se tem notícias de cultos africanos em terras brasileiras. De fat...
25/04/2017

O Calundu – As origens do Candomblé

Desde o século XVII se tem notícias de cultos africanos em terras brasileiras. De fato, há cerca de vinte anos, uma imensa massa de informações sobre o que se convencionou chamar “calundu colonial” começou a ser revelada por historiadores e antropólogos brasileiros, que, investigando nos arquivos públicos da santa inquisição, se depararam não apenas com novos dados, mas também com novas interpretações sobre um tema até então mal conhecido. Os animadores desses misteriosos cultos de origem africana começaram então a ocupar a cena historiográfica.Figuras como o congolês Domingos Umbata, flagrado em 1646 pelos visitadores da Inquisição na capitania de Ilhéus; a angolana Branca, ativa na cidade baiana de Rio Real nos primeiríssimos anos do século XVIII; a outra angolana, Luzia Pinta, muito bem-sucedida na freguesia de Sabará, nas Minas Gerais, entre 1720 e 1740; a courana Joseja Maria ou Josefa Courá com sua “dança de Tunda”, estabelecida em 1647 no arraial de Paracatu, Minas Gerais; o daomeano Sebastião, estabelecido em 1785 na cidade de caichoeira, no Recôncavo Baino; e enfim, Joaquim Baptista, ogan (uma espécie d líder de terreiro) do ‘culto ao seu deus Vodun”, no Accu de Brotas, freguesia periférica da cidade da Bahia, em 1829. A esta lista poderia ser acrescentada de Zacharias Wagener, artista que viveu no Pernambuco holandês de 1634 a 1641, representando uma festa de africanos e trazendo preciosas informações visuais sobre a variedade e a disposição dos atores, figurinos e instrumentos musicais. Os adeptos dos calundus organizavam suas festas públicas na residência de uma pessoa importante da comunidade, ou então em casas também destinadas a outras ocupações. Não tinham templos propriamente ditos, mas, também não se tratava de simples cultos domésticos, uma vez que tinham um calendário de festas, iniciavam vários fiéis em diferentes funções e eram frequentados por um número razoavelmente grande de pessoas, inclusive brancos vindos de diversos arraiais. Ademais, o sacerdote principal tinha condições de ganhar bem a vida com atendimento individual e se tornar financeiramente independente ao prestar à população serviços essenciais que o Estado colonial não assegurava satisfatoriamente.
A documentação da época permite três tipos de sacerdócio, às vezes reunidos numa mesma pessoa, como Luzia Pinta, que era “culunduzeira, curandeira e adivinhadeira”. Isso significa que, além de oficiantes religiosos, esses personagens sabiam preparar tisanas, cataplasma, e unguentos que aliviavam os males corriqueiros dos habitantes da colônia, eram também capazes de curar doenças mais graves como a tuberculose, a varíola e a lepra, usando os recursos da farmacopéia tradicional, participaram inclusive do combate às epidemias que assolaram a Bahia em meados do século XIX; também sabiam, curar distúrbios mentais ou espirituais, usando tratamentos combinados e complexos. Na cidade de Rio Real, no interior baiano, o Santo Ofício identificou o caso de um senhor empresário que pagou caro por, pelo menos, duas escravas curandeiras afamadas, montando com elas uma espécie de clínica onde se praticavam vários tipod de cura, e dividindo com elastodos os lucros. Desses registros, surgiram notícias de curandeiros e adivinhadores sendo recebidos em monastérios, nos meios ricos, onde eram bem pagos, e até agraciados pelo rei de Portugal por bons serviços prestados. A eficiência questionava o monopólio da cura atribuído à Igreja e mesmo à medicina oficial.
Como o escravismo se configurava como um regime de opressão, sempre se pensou que os calundus tivessem sido duramente perseguidos. Mas, de fato, se isso fosse realidade, seus líderes jamais poderiam ter se estabelecido estavelmente, como, por exemplo, Luzia Pinta, quese manteve atuante vinte anos na cidade mineira de sabará. Na verdade, existia no seio da classe governante um debate constante a respeito da melhor maneira de controlar a massa escrava e liberta. Se a política tirânica parece ter predominado nos períodos de crise, em grande parte do tempo foi a política moderada que predominou.
Assim, desde o século XVII os calundus funcionavam normalmente no Brasil, pelo menos até que seus líderes se tornassem muito visíveis, angariassem clientela branca ou se envolvessem em revoltas. Faziam parte da paisagem social porque eram funcionais, respondiam a várias necessidades de uma população carente e não pretendiam ser seitas secretas. Sua vocação era se tornar, como na África, instituições públicas reconhecidas.
Desse lado do Atlântico, os calundus de diversas origens africanas, como Natu ( das regiôes ao sul da África, como Angola, Congo, MOçambique) e Jeje (da África Ocidental, atual República de Benin), por exemplo, acabaram aderindo ao Catolicismo, já o sincretismo com os cultos ameríndios deu-se apenas com os bantos. Alguns, como o de Luzia Pinta, misturaram tradições africanas, católicas e indíginas no mesmo ritual, dando origem ao que se convencionou chamar Umbanda.
Ao contrário dos anteriores, o calundu Jeje do Pasto de Cachoeira era uma organização tipicamente urbana, e o primeiro a ter como endereço uma rua, embora de periferia. Já o candomblé do Accu é um dos vários cultos jejes que começaram a funcionar no Recôncavo Baiano em meados do século XIX, situados em freguesias urbanas apenas no nomes-eram, na verdade, chácaras cercadasde mata atlântica.
Esses cultos Jejes eram mais marcadamente cumitários e com fortes tradições litúrgicas, as que foram implantadas na Bahia. Nesse processo, receberam apoio dos calundus bantos existentes, que detinham um saber ritual acumulado, bem adaptado ao meio. O próximo passo, ousado, nessa trajetória de constituição da religião afro-brasileira, seria precisamente organizar o culto na cidade, exibi-lo como instituição urbana legítima, buscar sua oficialização.

Texto: Renato da Silveira
Professor Universidade da Bahia
Antropólogo e Doutor pela E.H.E.S.S de Paris.

Acompanhamento de Santa Bárbara (Matamba)Uma junção dos santos das igrejas católicas com os mikisi (santo do candomblé A...
25/04/2017

Acompanhamento de Santa Bárbara (Matamba)

Uma junção dos santos das igrejas católicas com os mikisi (santo do candomblé Angola), que se tem por nome de "Sincretismo Religioso", o acompanhamento de Santa Bárbara (Matamba), que já acontece a 40 anos no Nzo Tumba dá Junça Filho, é uma festa de devoção aos Mikisi e em especial Matamba, em agradecimento pelas gracas recebidas, que Matamba venha abrir nossos caminhos e traga prosperidade, lutando contra todos os males. Uma celebração que reúne pessoas de diversas religiões como católicos, candomblécistas, umbandistas e espíritas, que também tem o objetivo de lutar contra a "Intolerância Religiosa" dizendo não as desigualdades que infelizmente ainda hoje em dia prevalece no Brasil.
Quando falamos de Sincretismo Religioso estamos falando do maior movimento de resistência negra do candomblé, já que possivelmente se não houvesse esse tão famoso Sincretismo Religioso não haveria hoje o candomblé, pois os negros eram proibidos de cultuar suas divindades e obrigados a cultuar os santos católicos.
O acompanhamento de Santa Bárbara do Terreiro Tumba da Junça Filho, saí todos os meses de dezembro, do Terreiro de Oyá, que está sob a Direção de Mãe Iara, aonde é um terreiro ketu, e vai em direção ao Tumba dá Junça Filho que está sob direção de Pai Celino que é um Terreiro Angola. Além de se comemorar o Sincretismo Religioso, também se comemora a junção das nações de candomblé Ketu e Angola. Nesse acompanhamento junto com Santa Bárbara (Matamba), também saem Santo Antônio (Nkosi), São Jorge (Mutalambô) e Santo Expedito (Ngongombila), e percorre algumas ruas de Santo Amaro, passando pelo Trapiche, Rua do Imperador, Praça do Rosário, Rua Direita e vai até a Praça dá Purificação Saudar a Padroeira da Cidade Nossa senhora dá Purificação (Mikaia) e depois corre em direção a Rua 2 de Julho (aonde está localizado o Terreiro Tumba da Junça Filho).

Celino da Purificação da Silva, mais conhecido como Pai Celino ou Tata Luruquê, nasceu no município de Santo Amaro da Pu...
25/04/2017

Celino da Purificação da Silva, mais conhecido como Pai Celino ou Tata Luruquê, nasceu no município de Santo Amaro da Purificação (Conhecida por ser a cidade dos nascimentos de Caetano Veloso e Maria Bethânia, e também por ser palco do único candomblé de rua o “Bembé do Mercado”), no dia 04 de dezembro de 1942. É um Tata Ria Nkisi (Pai de Santo, no candomblé banto), iniciado no dia 19 de Julho de 1969 por Mametu Ria Nkisi Diamin, é filho dos Mikisi Matamba e Mutalambô e tem como caboclos Erú e Tupinambá.
Sempre Pai Celino diz que não entrou no candomblé por vontade própria e sim pela vontade de Matamba, na sua adolescência teve um problema de saúde que ficou muito magro, parecendo que se encontrava tuberculoso, a casa parecia uma farmácia de tanto remédios, Doutor Ramunfu Paranhos ia sempre receitar ele com Dona Joana (Mãe de Celino), e num certo dia, um babalorixá chamado Luisinho que morava no Bairro do Ideal, aonde Celino só tinha conhecimento de vista, e não tinha intimidade, chegou na porta da casa de Celino na Rua 2 de Julho de Baixo n°9, chamando-o para ir na casa dele e logo Celino disse que não ia, ai Pai Luisinho foi embora. Passando uns 15 dias, Pai Luisinho tornou a ir à casa de Celino, chamando-o para ir a casa dele, ai Celino arrumou as roupas que tinha no caixote e foi com Luisinho. Luisinho tinha um restaurante no Sergimirin, aonde em cima tinha um Sótão (Lugar para dormir), de tão bom que Celino estava que Luisinho teve que carrega-lo para subir a escada e botar em cima da cama, e Luisinho disse a Celino que ia passar a noite no Sergimirin e quando o dia raiasse iriam para o terreiro (aonde se localizava no Ideal). Conta Pai Celino que no dia seguinte quando chegou ao Terreiro de Pai Luisinho, sentou em uma cadeira e ficou esperando Pai Luisinho que tinha ido à cozinha, quando ele voltou para o barracão apareceu com muitos pratos e bangos (Comidas dos ebós), colocou Celino no meio dos pratos e começou a passar as coisas do ebó pelo corpo, depois levou Celino para tomar banho e logo após passou pemba, incenso, entre outras coisas. Faltando 1 dia para 1 mês Luisinho recebeu uma carta de Belo Horizonte para fazer um trabalho lá, e ele perguntou a Celino se queria ir para casa ou viajar com ele, e Celino respondeu que queria ir para casa. E Pai Luisinho disse que Celino teria que assentar o santo dele, porque tudo o que ele tinha feito foi a pedido de Matamba que veio em sonhos e pediu, ai Celino comprou tudo, mas como não queria santo na casa de pessoa nenhuma, preferiu chamar Tata Regi (Noca de Jacó), Mauy zidi (Ogã Menininho), Bandacuenum (Mãe Lidia), Mãe Umbelinha, Diamin e Diamazi, e eles assentaram os santos na casa de Celino no Buraco da Gia, no ano de 1962, daí surge o terreiro de Pai Celino, mesmo ainda não feito, no entanto, só era um terreiro para louvar os mikisi e caboclos e ainda não iniciava filhos. Passando alguns anos, Celino foi ao Nzo (Terreiro) de Mametu Diamin (Cacilda de Jesus, filha de Nengwá Deré Lubidi e Tata Benedito - Gamo Oyasi para visitar Alaíde que estava recolhida, bolou com Matamba e raspou Nkisi e hoje ele está com 48 anos de iniciado, tendo já raspado mais de 43 filhos de santo. Sempre Tata Luruquê diz que “no candomblé encontrou algumas dificuldades, já que as maiorias dos filhos de santo não tinham dinheiro para comprar as coisas de suas iniciações e ele que tirava do próprio bolso, porque Pai de Santo é para viver por amor e não por interesse de dinheiro”.
E acha que ultimamente o candomblé tem se modificado, porque ele vê Yaôs ficando 7, 14 ou 21 dias recolhidos, Yaô de kelê usando shortinho curto, de bermuda, já que no tempo dele ficavam no mínimo 3 meses recolhido e até a queda do kelê mulheres de saia e homens de calça. “Hoje o candomblé está muito folclore, muito mudado e só me desanima cada dia mais são rituais pela internet que em meu tempo não existia e muitas coisas que tem na internet não está certo, porque gente velha no santo se respeita e não bota essas coisas na internet, porque candomblé é de tradição oral. Em minha casa mesmo é no mínimo 1 mês e 21 dias recolhido, 3 meses de kelê, e nesse período ensino ao muzenza os ingorosis (rezas) da nação angola, como o tibuko, muchacá, nle nle, sekese, bandalekongo, Tabela, Curran de Angorô, curran de Nsumbu e curran de Lembá, entre outras rezas importantes para o iniciado saber.
Hoje o terreiro de Celino tem por nome Nzo Tumba da Junça Filho e está localizado na Rua 2 de Julho de Baixo n° 09, e é o terreiro angola mais velho da cidade de Santo Amaro com 55 anos de fundado, pertencente à Família Tumba Junsara.

Endereço

Rua 2 De Julho De Baixo N° 9
Santo Amaro, BA
44.200-000

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 17:00
Terça-feira 09:00 - 17:00
Quarta-feira 09:00 - 17:00
Quinta-feira 09:00 - 17:00
Sexta-feira 09:00 - 17:00
Sábado 09:00 - 17:00
Domingo 09:00 - 17:00

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