Diocese de Santo Ângelo - Pascom Missões

Diocese de Santo Ângelo - Pascom Missões Com mais de 60 anos de criação e instalação (12/06/1962), a Diocese de Santo Ângelo é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica no Rio Grande do Sul.

Sua sede está situada na cidade de Santo Ângelo/RS.

29 de agosto — Memória do Martírio de São João BatistaA Igreja celebra em 29 de agosto a Paixão ou Martírio de São João ...
29/08/2026

29 de agosto — Memória do Martírio de São João Batista

A Igreja celebra em 29 de agosto a Paixão ou Martírio de São João Batista, recordando o testemunho daquele que foi o Precursor de Jesus Cristo e que entregou a própria vida por permanecer fiel à verdade e à vontade de Deus.

São João Batista foi enviado por Deus para preparar o caminho para o Messias. Sua missão consistia em chamar o povo à conversão, anunciando a proximidade do Reino de Deus e convidando todos ao arrependimento. Com coragem, denunciava o pecado, sem fazer distinção entre pessoas humildes ou poderosas. Sua vida austera e sua pregação fizeram dele uma das grandes figuras do início do Evangelho.

Entre aqueles que João Batista repreendeu estava Herodes Antipas, governante da Galileia. Herodes havia tomado para si Herodíades, esposa de seu irmão Filipe, e João lhe dizia claramente: “Não te é permitido tê-la por mulher.” O profeta não permaneceu em silêncio diante da injustiça, mesmo sabendo que suas palavras poderiam lhe trazer graves consequências.

Herodes ficou incomodado com a denúncia de João e mandou prendê-lo. Entretanto, tinha certo temor do profeta, pois reconhecia nele um homem justo e santo. Herodíades, porém, guardava grande ressentimento contra João e desejava sua morte.

Durante uma festa realizada por ocasião do aniversário de Herodes, a filha de Herodíades dançou diante dos convidados e agradou ao governante. Entusiasmado, Herodes prometeu conceder-lhe qualquer coisa que pedisse. Orientada por sua mãe, ela pediu a cabeça de João Batista em uma bandeja.

Embora entristecido, Herodes, por causa do juramento e dos convidados, ordenou que o pedido fosse cumprido. João foi decapitado na prisão, e sua cabeça foi entregue à jovem, que a levou à sua mãe.

Assim, aquele que havia anunciado corajosamente a chegada do Cordeiro de Deus tornou-se também testemunha de Cristo pelo derramamento do próprio sangue. Seu martírio aconteceu antes da Paixão de Jesus, mas já manifestava a lógica do Evangelho: permanecer fiel à verdade, mesmo quando isso exige sacrifício.

Os discípulos de João, ao saberem de sua morte, foram buscar seu corpo e o sepultaram. A comunidade cristã primitiva conservou com profunda veneração a memória de seu martírio.

São João Batista é uma figura singular no Novo Testamento. Foi o último dos profetas do Antigo Testamento e o Precursor imediato do Messias. Sua missão foi apontar para Jesus e preparar os corações para recebê-Lo. Sua própria vida pode ser resumida em suas palavras: “É necessário que Ele cresça e eu diminua.”

A Igreja celebra seu nascimento em 24 de junho, com a Solenidade da Natividade de São João Batista, e seu martírio em 29 de agosto. É um dos poucos santos cuja Igreja celebra tanto o nascimento quanto a morte com grande destaque litúrgico.

O martírio de João Batista nos ensina que a fidelidade a Deus não pode ser negociada. Ele preferiu perder a própria liberdade e, finalmente, a própria vida a abandonar a verdade. Seu testemunho continua sendo um chamado à coragem cristã diante das injustiças, do pecado e de tudo aquilo que se opõe ao Evangelho.

Ó São João Batista, Precursor do Senhor e fiel testemunha da verdade, intercedei por nós. Dai-nos coragem para permanecer firmes na fé, mesmo diante das dificuldades, perseguições e incompreensões. Ensinai-nos a preparar sempre o caminho para Cristo em nosso coração e a proclamar a verdade com caridade e humildade. Que, seguindo vosso exemplo, saibamos diminuir para que Jesus cresça em nós. Amém.

São João Batista, mártir da verdade e Precursor de Cristo, rogai por nós!

28/08/2026

SEXTA-FEIRA 28/08/2026 19h.

Celebração presidida pelo Pe. André Marmilicz.

No meio da Igreja o Senhor abriu os seus lábios, encheu-o com o espírito de sabedoria e inteligência e o revestiu com um manto de glória (Eclo 15,5).

Agostinho nasceu em Tagaste, norte da África, no ano 354 e faleceu em Hipona, na mesma região, em 430. Convertido ao cristianismo, foi aclamado bispo pelo povo. De inteligência brilhante, escreveu grande número de obras, que se tornaram e continuam sendo referência indispensável para todas as épocas. Inspirou a fundação da Ordem dos Agostinianos. A seu exemplo, mantenhamos sempre acesa a lâmpada da fé e da sabedoria da cruz.

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A Paróquia da Catedral agradece!

28 de agosto — Dia de Santo Agostinho, Bispo e Doutor da IgrejaSanto Agostinho nasceu em 13 de novembro de 354, em Tagas...
28/08/2026

28 de agosto — Dia de Santo Agostinho, Bispo e Doutor da Igreja

Santo Agostinho nasceu em 13 de novembro de 354, em Tagaste, no norte da África, atual Argélia. Era filho de Patrício, pagão que posteriormente recebeu o Batismo, e de Santa Mônica, uma mulher de profunda fé que rezou durante muitos anos pela conversão do filho. Desde cedo, Agostinho demonstrou inteligência extraordinária e grande interesse pelos estudos.

Foi enviado para estudar retórica e filosofia e, ainda jovem, mudou-se para Cartago. Durante parte de sua juventude, viveu distante da fé cristã de sua mãe e buscou respostas para as grandes questões da existência por meio de diferentes correntes filosóficas e religiosas. Durante algum tempo, aproximou-se do maniqueísmo, movimento religioso que afirmava oferecer uma explicação para o problema do bem e do mal.

Agostinho também viveu uma juventude marcada por paixões e escolhas que posteriormente reconheceria como afastamento de Deus. Teve um filho, Adeodato, e, apesar de sua vida moralmente desordenada, jamais abandonou completamente a busca pela verdade. Seu coração permanecia inquieto e desejoso de encontrar uma resposta definitiva para o sentido da existência.

Em busca de melhores oportunidades profissionais, mudou-se para Roma e depois para Milão, onde passou a exercer importante função como professor de retórica. Foi justamente em Milão que sua vida começou a mudar profundamente.

Ali conheceu o bispo Santo Ambrósio, cujas pregações impressionaram profundamente o jovem Agostinho. Aos poucos, começou a compreender a profundidade espiritual das Escrituras e a perceber que muitas das dificuldades que encontrava na fé cristã podiam ser compreendidas de maneira diferente daquela que imaginava.

A conversão de Agostinho aconteceu após um longo e intenso combate interior. Um dos episódios mais conhecidos está registrado em suas próprias palavras nas Confissões. Em meio à angústia, ouviu uma voz infantil que dizia: “Toma e lê.” Ele abriu as Escrituras e encontrou uma passagem que o exortava a abandonar a vida desordenada e revestir-se de Cristo. A partir daquele momento, decidiu entregar-se definitivamente a Deus.

Na Vigília Pascal de 387, em Milão, Agostinho foi batizado por Santo Ambrósio, juntamente com seu filho Adeodato e seu amigo Alípio. Sua mãe, Santa Mônica, teve a alegria de presenciar o acontecimento que havia pedido a Deus durante tantos anos.

Pouco depois, Mônica morreu em Óstia. Agostinho retornou então ao norte da África e iniciou uma vida dedicada à oração, ao estudo e ao serviço da Igreja. Em 391, foi ordenado sacerdote em Hipona e, quatro anos depois, tornou-se bispo da cidade.

Como bispo de Hipona, dedicou-se intensamente à pregação, à catequese, à defesa da fé e ao cuidado pastoral de seu povo. Escreveu inúmeras obras para responder aos desafios teológicos de seu tempo e tornou-se um dos maiores pensadores cristãos da história.

Entre suas obras mais importantes estão as Confissões, uma profunda autobiografia espiritual na qual narra sua caminhada de pecado, busca, conversão e encontro com Deus; A Cidade de Deus, uma reflexão monumental sobre a história humana, a sociedade e a ação de Deus; e A Trindade, na qual desenvolve uma profunda reflexão teológica sobre o mistério do Deus Uno e Trino.

Agostinho enfrentou também diversas controvérsias teológicas. Combateu o maniqueísmo, o donatismo e o pelagianismo, defendendo a doutrina cristã sobre a graça de Deus, o pecado, a liberdade humana e a necessidade da salvação oferecida por Cristo.

Sua vida espiritual pode ser resumida em uma de suas frases mais conhecidas: “Nosso coração está inquieto enquanto não repousa em vós.” Para Agostinho, toda a busca humana por felicidade encontra sua verdadeira realização somente em Deus.

Nos últimos anos de sua vida, Hipona foi cercada pelos vândalos. Agostinho permaneceu na cidade junto de seu povo, mesmo diante da ameaça. Enfraquecido por uma doença, morreu em 28 de agosto de 430, aos 75 anos.

Seu corpo foi posteriormente transferido para Pavia, na Itália, onde é venerado na Basílica de São Pedro no Céu Dourado.

Foi reconhecido desde a Antiguidade como uma das maiores autoridades teológicas da Igreja e, em 1298, foi proclamado Doutor da Igreja pelo Papa Bonifácio VIII.

Santo Agostinho é um dos maiores exemplos de conversão da história do cristianismo. Sua vida recorda que ninguém está longe demais da misericórdia de Deus e que uma busca sincera pela verdade pode conduzir o coração ao encontro com Cristo.

Ó Santo Agostinho, grande buscador da Verdade e Doutor da Igreja, alcançai-nos a graça de jamais nos cansarmos de procurar a Deus. Intercedei por aqueles que estão afastados da fé, pelos jovens que buscam o sentido da vida e por todos aqueles que lutam para vencer suas fraquezas. Ensinai-nos a entregar nosso coração inteiramente a Cristo, para que encontremos n’Ele a verdadeira paz. Amém.

Santo Agostinho, Bispo e Doutor da Igreja, rogai por nós!

Recebemos, com grande pesar, a notícia do falecimento do Irmão Celso Schneider, SJ, ocorrido hoje, em Porto Alegre.  Irm...
27/08/2026

Recebemos, com grande pesar, a notícia do falecimento do Irmão Celso Schneider, SJ, ocorrido hoje, em Porto Alegre.
Irmão Celso foi uma pessoa importante para o retorno dos Jesuítas à Diocese de Santo Ângelo. Amante da história das Missões Jesuítico-Guarani, nestes últimos anos o religioso atuou nas paróquias de São Miguel das Missões, Caibaté e no Santuário do Caaró.
Nossa oração pelo seu descanso e pelo conforto dos corações que sentem sua partida, especialmente sua família e a Companhia de Jesus - SJ.
Rogamos que os Santos Mártires das Missões e a Virgem Conquistadora o acolham nas portas do paraíso, a fim de que esse nosso irmão receba o descanso e a paz merecida após uma vida dedicada ao Reino de Deus.
Descanse em paz. Amém.

27 de agosto — Dia de Santa MônicaSanta Mônica nasceu por volta do ano 331, provavelmente em Tagaste, no norte da África...
27/08/2026

27 de agosto — Dia de Santa Mônica

Santa Mônica nasceu por volta do ano 331, provavelmente em Tagaste, no norte da África, região que atualmente corresponde à Argélia. Era cristã e pertencia a uma família de costumes profundamente religiosos. Desde jovem cultivou uma vida de oração e procurou viver com fidelidade os ensinamentos do Evangelho.

Foi dada em casamento a Patrício, um homem de temperamento difícil e que inicialmente não compartilhava da fé cristã. Apesar das dificuldades da vida matrimonial, Mônica procurou responder às situações com paciência, oração e caridade. Sua perseverança acabou contribuindo para a conversão do marido e também de seu filho mais novo.

Mônica teve três filhos: Agostinho, Navigio e Perpétua. Foi especialmente a vida de Agostinho que lhe trouxe grandes preocupações. Dotado de inteligência extraordinária, ele se afastou da fé cristã recebida de sua mãe e passou a seguir diferentes correntes filosóficas e religiosas. Também levou durante certo período uma vida distante dos princípios cristãos.

Mônica, porém, jamais deixou de rezar por ele. Durante anos acompanhou sua caminhada com lágrimas, esperança e perseverança. Quando Agostinho decidiu partir para Roma e depois para Milão, ela o acompanhou. Seu desejo era vê-lo retornar à fé e encontrar em Cristo a verdade que tanto procurava.

Em Milão, Mônica conheceu o bispo Santo Ambrósio, que se tornou uma importante referência espiritual para ela. Ambrósio ajudou Agostinho a compreender melhor a fé cristã e teve papel decisivo em seu caminho de conversão.

Depois de muitos anos de oração, finalmente Mônica teve a alegria de presenciar o Batismo de seu filho. Na Vigília Pascal de 387, em Milão, Agostinho foi batizado por Santo Ambrósio juntamente com seu filho Adeodato e seu amigo Alípio.

Pouco tempo depois, quando Mônica e Agostinho se preparavam para retornar à África, permaneceram algum tempo em Óstia, próximo de Roma. Ali tiveram uma profunda experiência espiritual contemplando juntos as coisas de Deus. Esse episódio foi registrado por Agostinho em suas Confissões e tornou-se uma das passagens mais belas da literatura cristã antiga.

Santa Mônica morreu em Óstia, provavelmente no ano 387, aos cerca de 55 anos. Antes de morrer, pediu aos filhos que não se preocupassem com seu corpo, mas que se lembrassem dela diante do altar do Senhor. Suas últimas preocupações estavam voltadas para Deus e para a unidade de sua família.

Seu corpo foi posteriormente transferido para Roma e atualmente é venerado na Basílica de Santo Agostinho em Campo Marzio.

A vida de Santa Mônica tornou-se um dos maiores testemunhos cristãos de perseverança na oração. Ela é especialmente conhecida como mãe de Santo Agostinho e como modelo das mães e esposas que rezam por suas famílias, especialmente pelos filhos que se encontram afastados da fé.

Sua memória é celebrada em 27 de agosto, um dia antes da festa de seu filho, Santo Agostinho.

Santa Mônica nos ensina que a oração perseverante jamais deve ser abandonada. Sua história mostra que, mesmo quando não vemos imediatamente os frutos de nossas súplicas, Deus continua trabalhando silenciosamente nos corações.

Ó Santa Mônica, mãe fiel e mulher de perseverante oração, intercedei por nossas famílias. Apresentai a Deus nossas preocupações, especialmente pelos filhos e familiares que estão afastados da fé. Dai-nos paciência, esperança e confiança na misericórdia do Senhor, para que nunca deixemos de rezar por aqueles que amamos. Amém.

Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho, rogai por nós!

26 de agosto — Dia de São Zeferino, Papa e MártirSão Zeferino foi o décimo quarto Papa da Igreja de Roma, exercendo seu ...
26/08/2026

26 de agosto — Dia de São Zeferino, Papa e Mártir

São Zeferino foi o décimo quarto Papa da Igreja de Roma, exercendo seu ministério aproximadamente entre os anos 199 e 217, durante um período importante para o crescimento e a organização da comunidade cristã.

Pouco se sabe com certeza sobre sua origem e sua vida antes do pontificado. A tradição antiga o apresenta como sucessor do Papa Vítor I. Seu pontificado aconteceu durante os governos dos imperadores Septímio Severo e Caracala, em uma época na qual os cristãos ainda enfrentavam períodos de perseguição e dificuldades.

Zeferino teve de conduzir a Igreja de Roma em meio a importantes debates teológicos. Uma das questões mais delicadas dizia respeito à maneira de compreender o mistério da Santíssima Trindade e a relação entre o Pai e o Filho. Alguns grupos defendiam posições que confundiam as pessoas divinas, enquanto outros corriam o risco de separar excessivamente o Pai e o Filho. O Papa procurou preservar a fé recebida dos Apóstolos e a unidade da Igreja.

Durante seu pontificado, teve como colaborador próximo o presbítero Hipólito de Roma, que posteriormente entraria em conflito com o Papa e se tornaria antipapa. Apesar das controvérsias, Zeferino permaneceu empenhado em defender a fé e a comunhão da Igreja.

Uma importante contribuição de seu pontificado foi o fortalecimento da organização da Igreja de Roma. Segundo a tradição, promoveu maior disciplina na administração dos cemitérios cristãos e favoreceu o desenvolvimento das catacumbas, que se tornaram lugares de sepultamento e de memória dos mártires.

São Zeferino também é lembrado por sua preocupação com a vida sacramental e com a unidade dos cristãos. Em um período no qual a Igreja ainda era pequena e frequentemente perseguida, procurou assegurar que a fé fosse transmitida de maneira fiel e que os cristãos permanecessem unidos em torno de Cristo.

Após sua morte, por volta do ano 217, foi sepultado nas catacumbas da Via Ápia, em Roma. A tradição antiga preservou sua memória como pastor fiel da Igreja romana.

Embora algumas tradições posteriores o apresentem como mártir, os dados históricos sobre um martírio de São Zeferino não são suficientemente seguros. Por isso, é mais adequado recordá-lo principalmente como Papa e defensor da fé, sem afirmar como fato histórico aquilo que permanece incerto.

São Zeferino foi sucedido pelo Papa Calisto I, que havia sido seu colaborador e que posteriormente também seria venerado como santo e mártir.

Sua memória é celebrada em 26 de agosto.

Ó São Zeferino, pastor fiel da Igreja de Roma, alcançai-nos a graça de permanecermos firmes na fé recebida dos Apóstolos. Ajudai-nos a amar a Igreja, conservar a unidade cristã e testemunhar Jesus Cristo com fidelidade, especialmente nos momentos de dificuldade e provação. Amém.

São Zeferino, Papa, rogai por nós!

25 de agosto — Dia de São Luís, Rei de FrançaSão Luís IX, rei da França, nasceu em 25 de abril de 1214, em Poissy, na Fr...
25/08/2026

25 de agosto — Dia de São Luís, Rei de França

São Luís IX, rei da França, nasceu em 25 de abril de 1214, em Poissy, na França. Era filho do rei Luís VIII e de Branca de Castela, mulher de profunda fé que exerceu grande influência na formação cristã do filho. Após a morte do pai, em 1226, Luís tornou-se rei com apenas 12 anos, ficando inicialmente sob a regência de sua mãe.

Branca educou o jovem rei na fé e ensinou-lhe que sua autoridade deveria ser exercida como um serviço a Deus e ao povo. Já adulto, Luís procurou governar com justiça, prudência e preocupação pelos mais pobres. Casou-se com Margarida da Provença, com quem teve onze filhos, e procurou transmitir à família os mesmos valores cristãos que havia recebido.

Como rei, São Luís buscou fortalecer a justiça e a paz em seu reino. Era conhecido por sua preocupação com os pobres, pelos quais demonstrava especial atenção. A tradição conta que costumava receber necessitados pessoalmente e que, algumas vezes, servia-lhes alimento com as próprias mãos. Também promoveu a construção de hospitais, igrejas, mosteiros e instituições de assistência.

Uma das imagens mais conhecidas de sua vida é a do rei sentado sob um carvalho, no bosque de Vincennes, ouvindo pessoalmente as queixas do povo e procurando fazer justiça. A tradição conserva essa imagem como símbolo de seu desejo de exercer a autoridade com retidão.

São Luís também foi profundamente ligado à Igreja e procurou defender a fé cristã. Durante seu reinado, apoiou a construção da célebre Sainte-Chapelle, em Paris, destinada a guardar importantes relíquias da Paixão de Cristo, entre elas a Coroa de Espinhos.

Movido pelo ideal de defender os cristãos da Terra Santa, participou de duas Cruzadas. Na Sétima Cruzada, partiu em 1248 e chegou ao Egito, mas a expedição terminou em derrota. Luís foi capturado e libertado mediante pagamento de um resgate. Depois, permaneceu durante alguns anos no Oriente, procurando fortalecer as posições cristãs e estabelecer relações diplomáticas.

Em 1270, já novamente na França, decidiu participar de uma nova expedição, a Oitava Cruzada, desta vez dirigida a Túnis. Durante a campanha, uma epidemia atingiu o exército. São Luís contraiu a doença e morreu em 25 de agosto de 1270, próximo a Túnis, entregando sua vida nas mãos de Deus.

Segundo a tradição, suas últimas palavras foram de confiança em Cristo. Seu corpo foi inicialmente sepultado na Basílica de Saint-Denis, onde eram sepultados os reis da França.

Sua fama de santidade espalhou-se rapidamente. Foi canonizado em 1297 pelo Papa Bonifácio VIII, apenas 27 anos após sua morte.

São Luís é lembrado como modelo de rei cristão, alguém que procurou unir o exercício da autoridade à justiça, à caridade e à fé. Sua vida recorda que toda autoridade deve ser compreendida como serviço e que a grandeza de uma pessoa não está no poder que possui, mas na maneira como utiliza esse poder para promover o bem.

É venerado como padroeiro da França, dos reis, governantes e da Ordem Terceira Franciscana.

Ó São Luís, rei justo e servo fiel de Deus, ensinai-nos a exercer toda responsabilidade com humildade, justiça e caridade. Intercedei pelos governantes e por todos aqueles que possuem responsabilidades sobre outras pessoas, para que busquem sempre o bem comum, a paz e a dignidade de cada ser humano. Dai-nos também um coração generoso para com os pobres e necessitados. Amém.

São Luís, Rei de França, rogai por nós!

24 de agosto — Dia de São Bartolomeu, Apóstolo e MártirSão Bartolomeu é um dos Doze Apóstolos escolhidos pessoalmente po...
24/08/2026

24 de agosto — Dia de São Bartolomeu, Apóstolo e Mártir

São Bartolomeu é um dos Doze Apóstolos escolhidos pessoalmente por Jesus Cristo. Nos Evangelhos, ele aparece nas listas dos Apóstolos, mas não é mencionado pelo nome de Bartolomeu nas narrativas, com exceção dessas listas. A tradição da Igreja identifica Bartolomeu com Natanael, apresentado no Evangelho de São João como um homem sincero, profundamente conhecedor das Escrituras e aberto à verdade.

Natanael era natural de Caná da Galileia. Quando Filipe lhe anunciou que havia encontrado aquele de quem Moisés e os profetas haviam falado, Jesus de Nazaré, Natanael inicialmente demonstrou certa desconfiança, perguntando: “De Nazaré pode sair algo de bom?” Filipe, porém, respondeu simplesmente: “Vem ver.”

Quando Natanael se aproximou, Jesus revelou conhecer seu coração e declarou: “Eis um verdadeiro israelita, no qual não há falsidade.” Surpreso, Natanael perguntou como Jesus o conhecia. O Senhor respondeu que o havia visto debaixo da figueira antes que Filipe o chamasse. Diante dessa manifestação, Natanael reconheceu Jesus como o Filho de Deus e Rei de Israel.

A partir desse encontro, Bartolomeu passou a seguir Jesus e testemunhou os principais acontecimentos de sua vida pública: sua pregação, seus milagres, sua Paixão, sua Morte e, sobretudo, sua Ressurreição. Depois da Ascensão do Senhor e da descida do Espírito Santo em Pentecostes, recebeu, juntamente com os demais Apóstolos, a missão de anunciar o Evangelho a todas as nações.

A tradição cristã afirma que Bartolomeu realizou intensa atividade missionária em regiões do Oriente, especialmente na Armênia, Mesopotâmia e áreas próximas da Índia. Embora os detalhes de suas viagens sejam difíceis de confirmar historicamente, sua memória permaneceu fortemente ligada à evangelização dos povos orientais.

Segundo uma antiga tradição, Bartolomeu teria convertido o rei Polímio da Armênia e muitos membros de sua corte ao cristianismo. A conversão provocou a oposição de autoridades pagãs, que passaram a persegui-lo.

A tradição mais difundida sobre seu martírio afirma que Bartolomeu foi cruelmente torturado e teve a pele arrancada antes de ser morto. Por isso, nas representações artísticas, aparece frequentemente segurando a própria pele ou uma faca, instrumento associado ao seu martírio. Embora esses detalhes pertençam sobretudo à tradição hagiográfica, seu martírio e sua veneração antiga são firmemente testemunhados pela tradição cristã.

São Bartolomeu entregou sua vida por Cristo, permanecendo fiel à missão recebida dos Apóstolos: anunciar o Evangelho e testemunhar que Jesus é verdadeiramente o Filho de Deus e Salvador da humanidade.

Sua vida é um convite a superar preconceitos e desconfianças para encontrar pessoalmente Cristo. Assim como Filipe disse a Natanael “Vem ver”, também nós somos chamados a aproximar-nos de Jesus, conhecê-Lo profundamente e permitir que Ele transforme nossa vida.

São Bartolomeu destacou-se pela sinceridade, fé, coragem, zelo missionário e fidelidade a Cristo. Seu testemunho recorda que o verdadeiro discípulo não guarda para si a experiência do encontro com Jesus, mas torna-se testemunha e missionário.

A Igreja celebra sua memória em 24 de agosto. É venerado como padroeiro dos curtidores, sapateiros, açougueiros e de profissões relacionadas ao trabalho com couro, em razão da tradição de seu martírio.

Ó São Bartolomeu, Apóstolo fiel de Jesus Cristo, alcançai-nos a graça de termos um coração sincero, livre de toda falsidade e aberto à verdade. Ajudai-nos a reconhecer Cristo como nosso Senhor e Salvador e dai-nos coragem para anunciar o Evangelho com fé, amor e perseverança. Que, seguindo vosso exemplo, permaneçamos fiéis a Jesus até o fim de nossa vida. Amém.

São Bartolomeu, Apóstolo e Mártir, rogai por nós!

23 de agosto — Dia de Santa Rosa de Lima, VirgemSanta Rosa de Lima nasceu em 20 de abril de 1586, em Lima, no então Vice...
23/08/2026

23 de agosto — Dia de Santa Rosa de Lima, Virgem

Santa Rosa de Lima nasceu em 20 de abril de 1586, em Lima, no então Vice-Reino do Peru. Seu nome de batismo era Isabel Flores de Oliva. Era filha de Gaspar Flores, soldado espanhol, e Oliva Herrera. Desde pequena demonstrou profunda fé, amor à oração e grande desejo de consagrar sua vida inteiramente a Deus.

Ainda criança, começou a cultivar uma intensa vida espiritual. Admirava especialmente Santa Catarina de Sena e desejava seguir seu exemplo de penitência, oração e serviço aos necessitados. Segundo a tradição, sua beleza despertava a admiração das pessoas, mas Rosa desejava evitar qualquer vaidade e consagrar sua vida a Cristo.

Por causa das dificuldades econômicas da família, trabalhou no cultivo de flores e em trabalhos de costura e bordado para ajudar no sustento de sua casa. Com o dinheiro que conseguia, também ajudava os pobres. Transformou parte de sua própria residência em um pequeno espaço onde acolhia enfermos e necessitados, cuidando deles com grande carinho.

Em 1606, ingressou na Ordem Terceira de São Domingos, adotando o hábito dominicano. Embora não tenha vivido em um convento, dedicou-se a uma vida de oração, penitência e contemplação dentro de sua própria casa. Construiu um pequeno eremitério no jardim familiar, onde passava longos períodos em oração.

Sua espiritualidade era profundamente centrada em Cristo crucificado. Rosa oferecia seus sofrimentos e penitências pela conversão dos pecadores e pela salvação das almas. Sua vida foi marcada por jejuns, vigílias e outras práticas de penitência, realizadas de maneira muito rigorosa segundo os costumes espirituais de seu tempo.

Ao mesmo tempo, sua santidade não se limitava à penitência. Era profundamente caridosa. Cuidava dos doentes, dos pobres, dos indígenas, dos escravizados e de pessoas abandonadas pela sociedade. Via em cada pessoa necessitada um irmão e procurava servir a Cristo concretamente.

Santa Rosa possuía também uma intensa devoção à Santíssima Virgem Maria e a São Domingos. Sua vida de oração era acompanhada por uma profunda confiança em Deus e pelo desejo de unir seus sofrimentos aos de Jesus.

Nos últimos anos de sua vida, ficou gravemente enferma. Foi acolhida na casa de uma família amiga, onde permaneceu até sua morte. Faleceu em 24 de agosto de 1617, aos 31 anos de idade. Suas últimas palavras foram de entrega a Cristo, a quem havia dedicado toda a sua existência.

Foi sepultada inicialmente na Igreja de Santo Domingo, em Lima. Sua fama de santidade espalhou-se rapidamente por toda a América e pela Europa. Foi beatificada em 1668 pelo Papa Clemente IX e canonizada em 1671 pelo Papa Clemente X.

Santa Rosa de Lima foi a primeira pessoa nascida no continente americano a ser canonizada pela Igreja Católica. É venerada como padroeira do Peru, das Américas e das Filipinas, além de ser especialmente invocada pelos jardineiros, floristas e pessoas que sofrem.

Sua festa é celebrada em 23 de agosto no calendário litúrgico atual. No Peru e em alguns outros lugares, sua celebração possui grande importância popular.

Santa Rosa de Lima ensina que a santidade pode florescer no meio da vida cotidiana, por meio da oração, da caridade, da simplicidade e da entrega total a Deus. Sua vida mostra que o amor a Cristo deve necessariamente transformar-se em amor concreto pelos irmãos.

Ó Santa Rosa de Lima, virgem e serva dos pobres, ensinai-nos a amar a Cristo com todo o coração e a reconhecer sua presença nos irmãos que sofrem. Dai-nos perseverança na oração, generosidade na caridade e coragem para oferecer a Deus nossas dificuldades e sofrimentos. Intercedei especialmente por nossas famílias e por todos aqueles que necessitam de auxílio. Amém.

Santa Rosa de Lima, rogai por nós!

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