Casa de Culto aos Orixás cujo patrono é o Orixá Ogum, o Asiwaju: o vanguardeiro dentre todos; desbravador de caminhos. Propriedade adquirida pela jovem advogada militante Cleo Martins, em 1983, auxiliada pelo "Senhor" Paulo, motorista e amigo. A intenção de Cleo era uma boa hospedagem para Mãe Xagui quando estivesse em São Paulo...Nasceu a Roça. O egbé ficou sob a responsabilidade da veneranda ia
lorixá Xagui (Carmelita Luciana Pinto) de Idako (filha de santo de Mãe Bada e Pai Ciriaco) iniciada em 1936 e então responsável pela "iaô quase ebome de Ogum com Iansã", cuja iniciação foi passada a limpo (e assinada em baixo) por Mãe Stella de Oxossi, responsável pela iniciação de Cleo para o Orixá Oya, nesta mesma Casa de Santana de Parnaiba; a obrigação de sete anos foi realizada em Salvador,no Ase Opó Afonjá, onde Cleo também recebeu o oiê de Agbeni Sàngó e, durante longos anos esteve ao lado da Iyalorisa na realização de iniciações, confirmações e projetos. É ojubonan, no Ase, de uma quantidade significativa de pessoas, a exemplo de a Ossi-Dagan, o Iperi-Lode e certo Obá de Sángó. Sua ojubonan (no Opô Afonjá) foi a falecida Ebome Aida Margarida de Oya, a Iya Siya. A primeira iniciação de Cleo (bori com assentamento do Orisa Oya e outros) foi realizada pela falecida Mãe Eunice de Xangô da Casa Branca do Engenho Velho (OBá Sanyá). A então Ojubonan (primeira) de Cleo foi Ebome Mariinha de Omolu, sendo o axogun o venerando e inesquecível Pai Chico. Mãe Eunice - muito doente- ficou impossibilitada de continuar sua tarefa, vindo a falecer poucos anos depois.. Depois de hibernar, aos cuidados de Tânia de Oya, a Iya Egbe (iniciada em 1989 por Iya Cleo e Mâe Stella) o Ase Asiwaju reabre as suas portas agora, em 2016. Sob a responsabilidade da Iya Cleo Martins (Oyakoromilonan), de volta a São Paulo após ter residido mais de 25 anos em Salvador. Vários orixás foram iniciados em Santana de Parnaiba. O primeiro foi Xangô, seguindo-se muitos outros. Em 1989, no Ile Ase Asiwaju realizou-se o primeiro axexê, sob a responsabilidade de Ojé Lawô (falecido) e Ojé Eurico (Lejibé) o fundador do Ile Ibó Iku e Alabá desta nossa Casa. Houve confirmação de dois Ogãs no terreiro. Muitas personalidades ilustres tinham "cadeira cativa" no Ile Ase Asiwaju. Babá Valdemiro de Xangô (ojubonan, em 1988, de Odé Boaji), Iya Lourdes de Iemanjá e família, Mãe Caçula do RJ, Mãe Joana Voga (Salvador), Tata Benedito Zambangô, Tata Cajado (Sa), Pai Camuçuan, Iya Meruca de Oya (Sa), Babá Ismael de Oxalá (SP), Mãe Lídia de Oxalá (de Santo Amaro da Purificação), Pai Décio de Ogun Iya Maria de Osun e tantas outras personagens, a exemplo de o Assobá Gilberto de Exu, então casado com Iya Vanda de Osun. Muitas personalidades não mais se encontram entre nós aqui no Aiê, mas intercedendo pelo Ase no Orun.. Como curiosidade,registre-se que o Ase Asiwaju foi quem deu o nome de "Queluz" para a região. Por iniciativa da comunidade religiosa da época, a luz elétrica chegou ao local, em 1988. A comunidade marcha para a elaboração de um centro cultural. A casa é de Ogun: mantem portas abertas. Quem for de bem, que "se achegue".