Ilê Axé Asiwaju

Ilê Axé Asiwaju Culto aos Orixás e Ancestrais em S. de Parnaíba. F. 16/06/ 1983. Descendente do Opô Afonjá, 1910, BA. Foi quem encontrou o loteamento.

Casa de Culto aos Orixás cujo patrono é o Orixá Ogum, o Asiwaju: o vanguardeiro dentre todos; desbravador de caminhos. Propriedade adquirida pela jovem advogada militante Cleo Martins, em 1983, auxiliada pelo "Senhor" Paulo, motorista e amigo. A intenção de Cleo era uma boa hospedagem para Mãe Xagui quando estivesse em São Paulo...Nasceu a Roça. O egbé ficou sob a responsabilidade da veneranda ia

lorixá Xagui (Carmelita Luciana Pinto) de Idako (filha de santo de Mãe Bada e Pai Ciriaco) iniciada em 1936 e então responsável pela "iaô quase ebome de Ogum com Iansã", cuja iniciação foi passada a limpo (e assinada em baixo) por Mãe Stella de Oxossi, responsável pela iniciação de Cleo para o Orixá Oya, nesta mesma Casa de Santana de Parnaiba; a obrigação de sete anos foi realizada em Salvador,no Ase Opó Afonjá, onde Cleo também recebeu o oiê de Agbeni Sàngó e, durante longos anos esteve ao lado da Iyalorisa na realização de iniciações, confirmações e projetos. É ojubonan, no Ase, de uma quantidade significativa de pessoas, a exemplo de a Ossi-Dagan, o Iperi-Lode e certo Obá de Sángó. Sua ojubonan (no Opô Afonjá) foi a falecida Ebome Aida Margarida de Oya, a Iya Siya. A primeira iniciação de Cleo (bori com assentamento do Orisa Oya e outros) foi realizada pela falecida Mãe Eunice de Xangô da Casa Branca do Engenho Velho (OBá Sanyá). A então Ojubonan (primeira) de Cleo foi Ebome Mariinha de Omolu, sendo o axogun o venerando e inesquecível Pai Chico. Mãe Eunice - muito doente- ficou impossibilitada de continuar sua tarefa, vindo a falecer poucos anos depois.. Depois de hibernar, aos cuidados de Tânia de Oya, a Iya Egbe (iniciada em 1989 por Iya Cleo e Mâe Stella) o Ase Asiwaju reabre as suas portas agora, em 2016. Sob a responsabilidade da Iya Cleo Martins (Oyakoromilonan), de volta a São Paulo após ter residido mais de 25 anos em Salvador. Vários orixás foram iniciados em Santana de Parnaiba. O primeiro foi Xangô, seguindo-se muitos outros. Em 1989, no Ile Ase Asiwaju realizou-se o primeiro axexê, sob a responsabilidade de Ojé Lawô (falecido) e Ojé Eurico (Lejibé) o fundador do Ile Ibó Iku e Alabá desta nossa Casa. Houve confirmação de dois Ogãs no terreiro. Muitas personalidades ilustres tinham "cadeira cativa" no Ile Ase Asiwaju. Babá Valdemiro de Xangô (ojubonan, em 1988, de Odé Boaji), Iya Lourdes de Iemanjá e família, Mãe Caçula do RJ, Mãe Joana Voga (Salvador), Tata Benedito Zambangô, Tata Cajado (Sa), Pai Camuçuan, Iya Meruca de Oya (Sa), Babá Ismael de Oxalá (SP), Mãe Lídia de Oxalá (de Santo Amaro da Purificação), Pai Décio de Ogun Iya Maria de Osun e tantas outras personagens, a exemplo de o Assobá Gilberto de Exu, então casado com Iya Vanda de Osun. Muitas personalidades não mais se encontram entre nós aqui no Aiê, mas intercedendo pelo Ase no Orun.. Como curiosidade,registre-se que o Ase Asiwaju foi quem deu o nome de "Queluz" para a região. Por iniciativa da comunidade religiosa da época, a luz elétrica chegou ao local, em 1988. A comunidade marcha para a elaboração de um centro cultural. A casa é de Ogun: mantem portas abertas. Quem for de bem, que "se achegue".

O Dia 2 de maio também é o Dia da Agbeni SàngóLiguei o rádio na Cultura 103.30.Em um som maior do que o esperado, o espa...
03/05/2026

O Dia 2 de maio também é o Dia da Agbeni Sàngó
Liguei o rádio na Cultura 103.30.

Em um som maior do que o esperado, o espaço foi invadido por uma versão moderna, jazística, de "Lascia che io pianga" - de Haendel.

"Deixe que eu chore". Italianamente dramática. Vinícius de Moraes proclamou que a gente também extrai alegria da tristeza.

Hoje, dia 02 de maio de 2026, Mãe Stella completaria 101 anos

Eu, a caminho dos 70, no dia 11 de junho, celebro neste dia memorável meus 36 outonos no cargo de Agbeni Sàngó do Axé Opô Afonjá.
Kabiecy. Adupè.

Agbeni. Aquela que divide com Sàngó a mesma causa.
Sem dúvida, a honra pertence a Oyá, minha mãe incansável.

A primeira mensagem escrita, de cumprimentos, partiu de Isnaia, coautora (e idealizadora) do seminário " Cartas para Mãe Stella" que aconteceu em um sábado, como hoje, então o dia 03 de maio de 2025.
E também no Concerto " Odé nfè" da Osba.
Lindo. O Maestro Heitor dos Prazeres reuniu músicos profissionais e Alabês que indicamos em um mesmo palco.
Fecho os olhos e contemplo Mãe Stella com seu sorriso traquinas e amor eterno. Para sempre.

" Sem essa de choro Agbeni. Agradeça tudo o que a vida lhe deu, menina. Estou aqui. Estou aí. Sigo dentro".
O mais, minha gente, segue em meu coração.

Imagem criada por I A.
TEXTO AUTORAL.

Um terreiro não é lugar de passagemOntem, uma pessoa escreveu para a página do Ilê Axé ASIWAJU perguntando se o terreiro...
20/04/2026

Um terreiro não é lugar de passagem

Ontem, uma pessoa escreveu para a página do Ilê Axé ASIWAJU perguntando se o terreiro era em Santana de Parnaíba. Disse que morava por perto e queria o endereço.

Logo na primeira conversa, afirmou que pertencia a uma casa de “Umbanda cruzada com Candomblé”.

Confesso: minha primeira reação foi não responder.

Mas depois pensei — a gente também tem responsabilidade com quem procura. Nem sempre quem chega sabe nomear o que vive. E isso exige cuidado.

Engoli a minha aversão e respondi com polidez.

Expliquei que a casa — o Axé — não é esse lugar de entrar e sair, como se fosse visita de curiosidade. Aqui tem tempo, tem forma, tem sentido.

Convidei para uma festa específica, como se faz: a festa de Ogum.

A pessoa ficou radiante. E isso é bom. Quem procura, de algum jeito, já está a caminho.

Mas confesso: em alguns momentos, me pareceu que não sabia muito bem do que estava falando. Posso estar enganada. Mas a pergunta era muito mais de endereço do que de caminho.

E Axé não é endereço.

Mas depois veio a frase:

“Vou pedir permissão ao meu pai de santo.”

E ali terminou.

E não é falta de polidez. É justamente o contrário: é o início de uma formação básica.

Quem precisa pedir licença está ligado. E vínculo não é brincadeira. Não é coisa que se atravessa como quem muda de roupa.

Vínculo é coisa séria.

E outra coisa: não é aconselhável receber filho de santo dos outros. Já vi esse filme — e é um filme triste. Pessoa que ainda está vinculada a um Axé e quer ir a outro, para depois inverter valores e situações.

Há muito tempo se ouve essa história de “Umbanda cruzada com Candomblé”, como se fosse mistura de gosto pessoal.

Não é.

Há misturas que vêm da história, da necessidade, da dor mesmo. Isso é outra conversa.

Mas há também o improviso. Às vezes por ignorância, às vezes por interesse. A pessoa prova um pedaço aqui, outro ali, e acha que dá para m***ar uma casa.

Não dá.

Pode dar para m***ar um comércio, se for o caso. Uma loja de artigos religiosos. Mas um Axé não se m***a assim.

E isso não se sustenta.

Nossa casa não é encruzilhada.

E digo isso com todo respeito à encruzilhada de verdade, que é coisa séria, lugar de decisão. Não é bagunça.

Aqui há caminho. E caminho não se passa por endereço.

Exige escolha. Às vezes, renúncia.

Quem está em uma casa, que esteja inteiro. De corpo e alma. Isso já é muito.

Se um dia quiser sair, que saia com dignidade — lembrando de como entrou, de como foi acolhido.

Eu aprendi — e continuo aprendendo — que abrir portas sem critério não é acolhimento.

É descuido.

E descuido, nesse lugar, cobra caro.

19/04/2026

Fim da obrigação de Exu 2026!

ORELHA, VÍTIMA DA DESUMANIDADE MALDITACléo Agbeni Martins Há coisas  que  fazem  o ser humano  pular  para trás.Cheiro d...
03/02/2026

ORELHA, VÍTIMA DA DESUMANIDADE MALDITA

Cléo Agbeni Martins

Há coisas que fazem o ser humano pular para trás.
Cheiro de putrefação, por exemplo. Maus tratos a incapazes....E tantos outros.
Quem não faz esse movimento
já atravessou uma fronteira invisível. Que Deus nos livre disso, minha gente.

O cão comunitário foi espancado até a impossibilidade de seguir vivo.
Houve grupo de agressores.
Houve bando formado.
Houve conlúio.
Houve premeditação.

Os predadores- para mim mortos-vivos- atuaram em quadrilha,
com instrumentos contundentes,
dificultando qualquer possibilidade de defesa do animal dócil e amado por tantos.

Foi violência deliberada contra um ser vivo indefeso.

Esse tipo de maldade criminosa, demoníaca, tem precedentes.
Ele se repete.

Em 1997, em Brasília,
um indígena dormindo num ponto de ônibus
foi incendiado por jovens de classe média.

Chamava-se Galdino.
A crueldade foi a mesma.
O método muda,
a lógica não.
É massacre.
O sangue de um cachorro inofensivo, que a tantos alegrava,
tem a mesma cor
do sangue de um ser humano.

Violência é violência.
Quem faz isso com um animal
faz isso com gente —
ou está disposto a fazer.

O que mais adoece uma sociedade,
no entanto,
não é apenas o crime.
É o que vem depois.

Adultos tentam intimidar testemunhas.
Tentam calar.
Tentam "negociar" os fatos nauseabundos.

Tentam corromper o que ainda resta de limite.

Corrupção, aqui,
não é figura de linguagem.
É prática moral.
É ensinamento.
É herança.

Não se trata de juventude. A maioria dos adolescentes amam os animais.

Não se trata de geração, portanto.
Trata-se de adultos corruptos
lançando seus filhos
à beira do abismo ético. Querendo destruir a quase nenhuma humanidade destes zumbis.

O fruto, como se sabe,
não cai longe da árvore. Crianças crescem; canalhas adquirem cabelos brancos.

A GAROA VOLTOU  NA TERRA DE PIRATININGACléo Agbeni Martins São Paulo, minha cidade nascida em um 25 de janeiro, em 1554,...
25/01/2026

A GAROA VOLTOU NA TERRA DE PIRATININGA

Cléo Agbeni Martins

São Paulo, minha cidade nascida em um 25 de janeiro, em 1554, um dia foi chamada de "São Paulo da garoa".

Bastava pensar e a imagem vinha sozinha.

Em 1954, no Quarto Centenário, Bezerra de Menezes cantou uma cidade de lampiões, sobrados e moços da Academia do Largo de São Francisco cantando canções na noite gelada.

Já era nostalgia naquela época.

A minha cidade virou megalópole. Referencia internacional, onde coisas acontecem.

Ganhou potência, perdeu cuidado. O centro à noite assusta. Gente dormindo em papel, fumando craque, comendo lixo por ausência de projeto urbano capaz de oferecer lugar a todos os filhos de Deus.

Penso, com ternura, no padre Júlio Lancelotti, silenciado pela instituição de sorriso nos lábios e olhos de aço.

Canções como "Perfil de São Paulo" e "Lampião de Gás", de D. Zica Bergami ( conheci) cantam a cidade desejada.

E então, como se a cidade paulistana lembrasse de si, voltou a garoar à noite. Não é metáfora. É garoa mesmo!

Talvez ela nunca tenha ido embora.

Talvez a gente é que desaprendeu a perceber.

A garoa pede menos pressa, menos ruído, mais atenção

Cai sobre chapéus e papelão, minha gente.

Quem sabe, seja um convite para reduzir o passo e
e reaprender a amar a cidade que nasceu no pátio do colégio.

Talvez o mais significativo fundador seja o Cacique Tibiriçá, líder dos piratiningas.Nossa cidade é formada pela mistura de povos: indígenas, escravizados e europeus. Falamos nenhengatu durante os primeiros cento e cinquenta anos.

E seguiremos brasileiros.

Viva S. Paulo de Piratininga, a terra da garoa. Viva Tibiriça. Viva Anchieta.

" Aonde estão seus sobrados, de velhos telhados e os lampiões? E os moços da academia na noite tão fria, cantando canções?.......São Paulo de meus amores, apagando e acendendo em cores, teu nome no meu coração ❤️ "

13/01/2026

Samba do Asiwaju

Endereço

Rua Queluz
Santana De Parnaíba, SP
06525125

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