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12/01/2026
O que é um cambono ou cambone na Umbanda?O termo “cambono” ou “cambone” tem origem angolana: “Kambono” e significa pesso...
21/09/2025

O que é um cambono ou cambone na Umbanda?

O termo “cambono” ou “cambone” tem origem angolana: “Kambono” e significa pessoas que não entram em transe mediúnico (não incorporam) mas exercem diversas atividades e têm responsabilidades dentro de um ritual sagrado. Este termo já era bem conhecido antes do surgimento da Umbanda, e utilizado pelos cultos de origem afro. Foi absorvido pela religião da Umbanda para designar os “auxiliares” dos guias espirituais no trabalho mediúnico.

Ao contrário do que muitos pensam, os cambonos são tão importantes quanto os médiuns que incorporam, pois são eles que ajudam a garantir segurança, firmeza e proteção para o terreiro e para o trabalho, ajudam nas necessidades físicas, como manter sempre os materiais de trabalho das entidades organizados de forma que nunca falte nada e esclarecer as dúvidas das pessoas. Além de desenvolver a mediunidade, o cambono tem a chance de aprender muito sobre a vida, sobre si mesmo, autoconhecimento que é fundamental para um bom trabalho espiritual e claro sobre a Umbanda em si.

Na macumba carioca, no Omoloko e na Umbanda Nagô, os cambonos recebiam faixas para confirmar seus postos dentro de suas casas. Esse símbolo era utilizado como forma de reconhecimento e legitimidade do cargo, reforçando a hierarquia e a responsabilidade assumida pelo cambono ou cambona no auxílio direto às entidades e no apoio à condução dos trabalhos.

A importância dos cambonos no terreiro

O cambono pode ser comparado a um supervisor de todo o funcionamento da casa. Ficam auxiliando e servindo as entidades no atendimento aos frequentadores do terreiro. Apesar de não incorporar, o cambono também tem uma forma de mediunidade, ele é a via mestra do trabalho, sua energia é fundamental na sustentação vibracional da casa.

Antes de poder atuar como cambono, o médium tem de passar por um processo necessário de desenvolvimento para poder auxiliar e entender os guias nas necessidades das sessões, agindo como um facilitador, para que os consulentes compreendam de forma correta tudo que as entidades estão falando e, em alguns casos, anotar para os consulentes o que for solicitado pela entidade.

Os cambonos são designados a acompanhar os médiuns de incorporação durante todo o trabalho, devendo permanecer atentos não só à conversa entre o consulente e a entidade, mas, principalmente, prestar atenção ao consulente e saber se o consulente está de fato entendendo da forma correta o que a entidade está querendo passar para ele. Tendo que ter o discernimento para, quando necessário, interromper e explicar da melhor forma para que o consulente realmente entenda tudo que a entidade está falando e também caso a entidade esteja passando dos limites ou falando coisas sem muito sentido, é seu dever interromper a conversa e chamar imediatamente o dirigente do terreiro e reportar o que está acontecendo e como está acontecendo.

Por este motivo, é imprescindível que o cambono tenha conhecimentos necessários para saber quando a incorporação do médium está firme ou, em casos extremos (e nem por isso menos incomuns), se o médium está ali apenas por ele mesmo.

23/09/2024

A CADEIRA

"Hoje, com certa apreensão, vejo muitos sentando em mim.
Uns, antes do tempo.
Outros, sem conhecimento.
Muitos, sem preparo.
Alguns, sem maturidade.
A maioria, sem humildade.
Vários, sem equilíbrio emocional.
Em muitas casas, me fazem de trono e quando sentam em mim se comportam como reis e rainhas e, não raro, se sentem mais importantes do que os próprios Orixás.

Às vezes sou pequena e simples e em mim sentam grandes babalorixás e yalorixás. Noutras vezes, sou enorme, um símbolo de poder e ostentação, e em mim sentam pessoas ricas de dinheiro e pobre de espírito.

Em mim já sentaram pessoas que honraram o nome do Orixá e se tornaram referências na religião.
Mas também em mim sentaram e sentam muitos mercadores da fé, pessoas que fazem da religião um comércio e vivem de enganar pessoas.
Antes, para sentar em mim, se levava muito tempo e quem sentava era apontado pelos Orixás, tinham que ter merecimento e quem autorizava a sentar era o Babalorixá ou a Yalorixá, sempre na hora certa.
Agora, qualquer um senta em mim, basta se auto-proclamar zelador ou zeladora, me comprar no mercado e não já não precisam dar satisfação pra mais ninguém .
Saudade do tempo em que o Babalorixá ou a Yalorixá sentava em mim para ensinar fundamentos para os seus filhos, com calma e paciência. Hoje está tudo mudado, são poucos os que ensinam e os que querem aprender não sentam mais à minha frente, preferem sentar à frente do computador."

O trono ou a cadeira do pai ou da mãe-de-santo é símbolo máximo de poder no culto ao Orixá. Mais que isso, símbolo sagrado, diante do qual os filhos se prostram, em cumprimento e respeito. A cadeira é o trono do terreiro, de onde a mãe ou o pai-de-santo governam sua casa. Somente a mãe-de-santo ou Pai de Santo tem cadeira dentro do Ilê e podem se sentar. Sentar-se em cadeira é sinal de hierarquia, alta dignidade, obrigações cumpridas.
Os orixás também se sentam na cadeira, sendo a única excessão. A cadeira marca a diferença de tempo de iniciação, de tempo de santo, tanto para os humanos quanto para os deuses.
Esse costume vem da África, onde somente os reis e membros da alta corte podiam se sentar em cadeiras e bancos. O assento do rei deveria ser mais alto do que os dos demais, como se observa até hoje no cultos como por exemplo o Candomblé. Mas seu uso é mais generalizado, podendo ser observado como prática que vai desde os povos mais antigos até instituições do mundo ocidental moderno.

Além do Babalorixá ou Iyalorixá e dos Orixás da casa, apenas quem senta no trono são padrinhos ou Iyalorixa/Babalorixá do Sacerdote da casa, como respeito e hierarquia dentro do Ilê.
Crédito do texto Pai Abel D'Xangô

Foto da esquerda para direita : Mãe Leda D' Xangô foto acima, Mãe Nica D' Bará, Mario D' Xangô e Mãe Geci D' Oxum .

09/08/2024

Estátua de Lúcifer, que será erguida em Gravataí, em ateliê onde foi produzida — Foto: Nova Ordem de Lúcifer na Terra/Divulgação Uma ordem religiosa está construindo um santuário para Lúcifer, em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O espaço deve ser inaugurado no dia ...

01/08/2024

Se lembram da história que o saudoso chamim falou que as primeiras casas que ele conheceu o batuque foi na casa da mãe odete de xangô e que ao abraça-lo disse a partir de hoje tu é o chamim de xangô, e apartir dali começou a usar o nome de chamim,mãe odete possuia um coral de crianças que cantavam musicas afros marcou muito a história do nosso batuque,e no buzio a pessoa se sentava na frente e não precisava falar nada pois dali em diante ela desvendaria tudo.éra da bacia do gege ijexá,e sempre que podermos iremos lembrar pois somou muito para o nosso batuque.

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