22/02/2026
"Atualmente, o remorso tem sido o zelador implacável de muitas noites de insônia, atormentando aqueles que, de maneira consciente ou não, se fizeram empreiteiros da iniquidade. A culpa, qual poço ácido encravado na intimidade, tem provocado corrosão nos tecidos delicados da emotividade, patrocinando teratologias no terreno da sensibilidade. A dureza no trato com as ocorrências contrárias aos próprios interesses evidencia uma alma ainda imatura, quase sempre reagente de maneira agressiva contra tudo aquilo que conspire em seu desfavor. E soma-se a esse bloco de espectros as aflições íntimas, a solidão que grita na intimidade de milhões, suplicando um amigo, o vazio existencial, que devora a esperança, o pânico da morte, o terror que se apossa de muitos quando se percebe envelhecendo, tentando negar a passagem do tempo e a decadência crescente do veículo físico.
Em socorro dessa massa de enfermos que não surge em estatísticas e foge de qualquer abordagem psicoterapêutica, a medicina e a psicologia vêm patrocinando uma imensa força tarefa, penetrando, mesmo que vagarosamente, na gênese que aciona esses mecanismos doentios.
A busca do autoconhecimento, as leituras edificantes e saudáveis, os momentos de oração e silêncio, a confecção de uma fé lúcida e coerente, a participação em atividades que promovam a dignidade da pessoa humana, a aceitação e convivência resiliente com o semelhante diferente do nosso pensar.
Jesus percebeu desde sempre nossas fragilidades, auscultou e medicou nossas enfermidades emocionais e físicas, nos advertiu sem agressão e apontou a estrada, sem caminhar no lugar de pessoa alguma.
Acima de tudo, nos ministrou maturidade, senso de responsabilidade, ferramentas com as quais podemos e deveremos avançar no rumo do próprio progresso espiritual, diluindo as marcas que nos têm caracterizado até aqui como infantes do conhecimento e rascunhos do saber evolutivo.
A marcha reclama disciplina, o objetivo pede foco e a coragem exige determinação.
Sem isso, estaremos sempre assustados com os reveses da vida, quais lenhadores invigilantes nas densas florestas de nós mesmos."
Marta
Juazeiro, 22.02.2026
Trecho da mensagem de Marta, através de psicografia.