24/04/2026
Lição 4 A confirmação de uma promessa
No estudo desta semana, veremos em detalhes o momento em que Deus estabelece um concerto com Abraão e sua descendência. Na presente ocasião, Deus fala com Abrão e muda seu nome para Abraão, que tinha um significado mais nobre. Ele deixaria de ser chamado "pai exaltado" para se chamar "pai de multidão". O mesmo ocorrería com Sarai, sua esposa, que deixaria de se chamar "minha princesa ou senhora" para se chamar Sara, "mãe de nações". Deus estava tornando aquele momento muito especial, não apenas mudando o status do casal, mas renovando a suas promessas e reafirmando o seu propósito de usar a descendência do patriarca para alcançar as nações. A essa altura da vida, Abraão e Sara já estavam, respectivamente, com 99 e 89 anos de idade. Note que a confirmação da promessa vem aos ouvidos de Abraão num momento em que o tempo já havia deixado o seu coração desacreditado a respeito do milagre. Mas a história vai mostrar que para Deus nada é impossível (Lc 1.37), Ele tem o controle sobre os tempos e acontecimentos. A palavra que sai da sua boca não volta vazia, antes, cumpre o propósito para o qual foi anunciada (Is 55.11).
Vale destacar que a promessa de Deus a Abraão não se tratava de privilegiar uma família, mas dizia a respeito do propósito divino que estava além das ambições pessoais do patriarca. Neste concerto, o patriarca seria abundantemente abençoado? Sim, mas, como ocorre em qualquer pacto firmado, ambas as partes devem assumir compromissos e serem leais no cumprimento de suas obrigações. Conforme discorre o Dicionário Vine (CPAD), "Os homens 'entram' (Dt 29.12) ou 'se ajuntam' (Jr 50.5) num 'concerto' de Deus. Eles devem obedecer (Gn 12.4) e 'guardar'todas as ordens do 'concerto' (Dt4.6). Mas acima de tudo, o 'concerto' convoca Israel a '[amar], pois, o Senhor, teu Deus de todo o teu poder' (Dt 6.5). O 'concerto' de Deus é uma relação de amor e lealdade entre o Senhor e o seu povo escolhido. [...] No 'concerto', a resposta do homem contribui para o cumprimento do 'concerto'; contudo, a ação do homem não é causativa. A garça de Deus sempre vai adiante e produz a resposta do homem." (p. 76). Partindo dessa premissa, podemos compreender que as promessas feitas a Abraão exigiam do patriarca a fé perseverante, mesmo quando o tempo e as circunstâncias castigavam o seu corpo e a sua mente, porém, em seu espírito a promessa de Deus pulsava. Do mesmo modo, somos chamados a praticar a mesma fé de Abraão, pois, assim como o patriarca, também temos um concerto eterno firmado com o nosso Senhor Jesus Cristo. Devemos honrar esta aliança e, assim, desfrutaremos das promessas de Deus.
(Ensinador Cristão p38)