Pastoral da Catequese - Diocese de Santa Cruz do Sul

Pastoral da Catequese - Diocese de Santa Cruz do Sul Espaço de formação e reflexão sobre a Catequese na atualidade.

Faz indicações, sugestões e oferece conteúdos sobre vários temas importantes para a formação dos catequistas da Diocese de Santa Cruz do Sul.

ENCONTRO COM JESUS NO EVANGELHO25 de agosto – terça-feiraDiante da malícia dos fariseus, escribas e mestres da Lei, Jesu...
24/08/2026

ENCONTRO COM JESUS NO EVANGELHO
25 de agosto – terça-feira

Diante da malícia dos fariseus, escribas e mestres da Lei, Jesus não proferiu uma maldição, mas uma lamentação: “Ai de vós”. Jesus percebeu e denunciou que a prática escrupulosa de prescrições secundárias os levaria as descuidar a prática de leis fundamentais, capazes de gerar e promover a vida com dignidade.

Pai, dá-me pureza de coração para que do meu interior brotem a justiça, a misericórdia e a fidelidade, e assim, eu possa guiar meus semelhantes na caminhada para ti.

EVANGELHO: MATEUS 23,23-26 (2TESSALONICENSES 2,1-3A.14-17 SALMO 95)
Os fariseus se orgulhavam de seguir à risca todas as leis presentes nas Sagradas Escrituras, a até algumas que não estavam ali escritas, que pertenciam apenas à tradição oral. O dízimo sobre ervas e especiarias, como a hortelã, a erva-doce e o cominho, que serviam apenas como tempero, não era prescrito na lei que vemos em Dt 14,22-29 (trigo, vinho, azeite e primeiras crias de gado...). Faz parte de uma interpretação posterior que taxa tudo o que serve de alimento. Nisso os fariseus são especialistas, porém Jesus pede que vão além da “regra”, seguindo o fundamental da Lei, pois nesse quesito eles falham muito. Estamos falando do senso de justiça, de misericórdia e de fidelidade, que é o “espírito” do direito, aquilo que dá sentido à Lei. Esses princípios são expressos na legislação brasileira em vigor hoje? De que modo os valores evangélicos poderiam ajudar a iluminar as nossas leis e os nossos legisladores?
- Qual é o tema central desta narrativa?
- Quais são as leis mais importantes que devem ser praticadas, segundo o texto?
- Como acolho os ensinamentos de Jesus em minha vida?
- O que Jesus quer dizer para nós através deste texto?

Ocupados com a pureza exterior, descuravam do interior. Ao invés de se deixarem iluminar pelas Escrituras, se tornaram cegos em suas interpretações da Lei. Pervertiam o espírito da Lei, pois suas observâncias religiosas não os levavam a agir com justiça, misericórdia e fidelidade. Jesus não se colocou em oposição à legislação mosaica, mas sim ao formalismo exterior.
- Qual novo olhar nasceu em nós, a partir desta Palavra? Como pretendemos viver os apelos que o Senhor nos revela?

É importante olhar para dentro de nós mesmos e verificar como está a nossa prática religiosa. Não devemos julgar a prática alheia, mas julgar nossas próprias ações. Antes de fazermos críticas às atitudes alheias, é importante rever as próprias atitudes. Pode ser que ampliamos pequenas falhas de nossos irmãos e não olhamos para as nossas, que podem ser muito maiores.
- O que este texto nos faz dizer a Deus?

ORAÇÃO
Obrigado, Senhor, por nos apresentar os critérios fundamentais que devem iluminar a leitura do Antigo Testamento e servir de guia para qualquer lei atual: justiça, misericórdia e fidelidade. Amém.

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

(Imagem: https://www.caminhodefe.com)

Pe. Décio Weber e Alfonso Antoni

ENCONTRO COM JESUS NO EVANGELHO24 de agosto – segunda-feiraJesus já havia chamado Filipe ao discipulado. Foi ele quem en...
23/08/2026

ENCONTRO COM JESUS NO EVANGELHO
24 de agosto – segunda-feira

Jesus já havia chamado Filipe ao discipulado. Foi ele quem encontrou Natanael, de Caná da Galileia, e lhe transmitiu a sua experiência: “Encontramos...”. Natanael, também conhecido como Bartolomeu, apresentou sua objeção com base nas Escrituras, pois o Messias devia vir de Belém, da casa de Davi, e não de um vilarejo insignificante.

Pai, leva-me a conhecer, cada vez mais profundamente, a identidade de teu Filho Jesus, e a fazer-me discípulo dele, de modo a compartilhar sua missão.

EVANGELHO: JOÃO 1,45-51 (APOCALIPSE 21,9B-14 SALMO 144)
Bartolomeu, ou, em hebraico, Natanael, como é chamado pelo evangelista João, era pescador, como a maioria dos apóstolos. Era natural de Caná, oito quilômetros ao norte de Nazaré; por isso, se acredita que estava presente nas famosas bodas de Caná, local do primeiro milagre de Jesus, que o próprio Bartolomeu reconheceu como Filho de Deus, rei de Israel, assim que o viu. Inicialmente, movido pelo preconceito, havia duvidado que Jesus, filho de José e Maria, habitante da pequena Nazaré, era verdadeiramente o Messias. Assim que o viu, porém, seu coração se encheu de alegria, confirmando as palavras de Filipe: “Encontramos aquele de quem Moisés escreveu na Lei, a também os profetas”. Segundo a tradição, Bartolomeu evangelizou a Índia e a Armênia, onde foi martirizado.
- Que palavra ou frase mais chamou sua atenção neste texto?
- Qual é a mensagem central do texto?
- Quais são as palavras ditas por Jesus?
- O que Jesus quer dizer para nós através deste texto?

Quando Jesus revelou que conhecia o íntimo de Natanael, este mudou de perspectiva. Só o Messias podia conhecer e revelar o íntimo do ser humano. Natanael acreditou e fez uma ampla profissão de fé: Jesus, o filho de José, é Mestre, Filho de Deus e Rei de Israel. Jesus não só confirmou a fala de Natanael, mas também fez uma promessa a todos os discípulos.
- Qual novo olhar nasceu em nós, a partir desta Palavra? Como pretendemos viver os apelos que o Senhor nos revela?

Saibamos aproveitar as oportunidades que Deus nos oferece através dos convites das pessoas que Ele coloca no nosso caminho. Assim, Ele vai se revelando a nós e nós vamos transformando a nossa vida, tornando-nos cada vez mais discípulos missionários de Jesus Cristo, empenhados em fazer deste mundo a Jerusalém vinda do alto.
- O que este texto nos faz dizer a Deus?

ORAÇÃO
Obrigado, Senhor, pelo testemunho de São Bartolomeu, que, através de uma sincera profissão de fé, nos ajuda a compreender sua divindade e messianidade. Amém.

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

(Imagem: https://oratoriosaoluiz.com.br)

Pe. Décio Weber e Alfonso Antoni

22/08/2026

PALAVRA DE ESPERANÇA CCCLXXIV (374)

ENCONTRO COM JESUS NO EVANGELHO23 de agosto – 21º Domingo do Tempo ComumJesus confia a Pedro a árdua responsabilidade de...
22/08/2026

ENCONTRO COM JESUS NO EVANGELHO
23 de agosto – 21º Domingo do Tempo Comum

Jesus confia a Pedro a árdua responsabilidade de governar a Igreja, sendo Ele a pedra fundamental, a rocha que a sustenta e a tornaria inabalável pelos séculos sem fim. Porém, para isso, foi preciso primeiro que Pedro respondesse com precisão quem é Jesus. Quem não sabe quem é Jesus dificilmente irá agir conforme seus ensinamentos.

Pai, faze de mim um bem-aventurado, como o apóstolo Pedro, revelando-me teu Filho Jesus, e dando-me força para testemunhar minha fé até o fim.

EVANGELHO: MATEUS 16,13-20 (ISAÍAS 22,19-23 SALMO 137 ROMANOS 11,33-36)
O texto que lemos neste 21º Domingo do Tempo Comum constitui um marco importante no Evangelho de Mateus. Numa região pagã (Cesareia de Filipe), Jesus quer saber o que os seus seguidores mais próximos pensam dele, e Pedro (porta-voz do grupo) reconhece nele o Messias, o Filho do Deus vivo. Jesus é mais do que um simples profeta, Ele é a revelação verdadeira do Pai. Ele é o Emanuel, a presença e a ação de Deus no meio da humanidade. A resposta de Pedro traz a essência da fé cristológica: Jesus é Messias, Filho de Deus. Pela resposta, revelada pelo Pai, Pedro é proclamado feliz, testemunha a fé da comunidade e recebe as chaves para abrir as portas do Reino de Deus, para que todos os que desejarem tenham acesso a Ele. Ele tem o poder de discernir quem de fato pertence à comunidade comprometida com a justiça do Reino. A pergunta de Jesus continua soando em nossos dias: “Vocês, quem dizem que eu sou”? A resposta deve ser dada pela nossa prática, pelo nosso compromisso com o projeto de Jesus, que exige liberdade e vida digna para todos.
- Qual foi a pergunta de Jesus aos discípulos?
- Como foi a resposta de Pedro à pergunta de Jesus?
- Quem é Jesus para nós?
- O que Jesus quer dizer para nós através deste texto?

Enquanto estivermos dizendo que Jesus é isso ou aquilo e não chegarmos ao que Ele tem de essencial, não seremos dignos de fazer parte de sua messe. Isso só será possível através do compromisso. É preciso comprometer-se com a vida e a causa de Jesus, somente assim Deus se revelará para nós, como fez a Pedro, dizendo-lhe quem é Jesus.
- Qual novo olhar nasceu em nós, a partir desta Palavra? Como pretendemos viver os apelos que o Senhor nos revela?

Que no nosso coração arda o desejo de querer ver Jesus, Caminho, Verdade e Vida e nos comprometamos com Ele, comprometendo-nos com a vida dos nossos irmãos e irmãs que sofrem. Sem saber quem Ele é, não podemos segui-lo verdadeiramente. Infelizmente, muitos pensam que estão seguindo a Cristo, mas seguem algo que não corresponde a quem de fato Ele é.
- O que este texto nos faz dizer a Deus?

ORAÇÃO
Obrigado, Senhor, por continuar hoje a nos questionar sobre sua identidade e messianidade, provocando-nos a uma resposta de adesão e compromisso com sua pessoa e missão. Amém.

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

(Imagem: Acampamento dos crismandos da Paróquia de Arroio do Meio, RS)

Pe. Décio Weber e Alfonso Antoni

ENCONTRO COM JESUS NO EVANGELHO22 de agosto – sábadoJesus é Rei, como Ele mesmo disse a Pilatos. Então, é mais do que ju...
21/08/2026

ENCONTRO COM JESUS NO EVANGELHO
22 de agosto – sábado

Jesus é Rei, como Ele mesmo disse a Pilatos. Então, é mais do que justo chamar a Mãe do Rei de Rainha! O Reino de seu Filho, porém, não é deste mundo, conforme disse Jesus. A condição para entrarmos nesse Reino é amar a Deus e ao nosso próximo com todo o espírito. Nossa Rainha recebeu o Espírito Santo porque era da verdade.

Senhor Jesus, que a contemplação da concepção imaculada de tua mãe desperte em mim o desejo de romper, definitivamente, com o pecado que maculou a humanidade.

EVANGELHO: LUCAS 1,26-38 (ISAÍAS 9,1-6 SALMO 112)
No quinto mistério glorioso, contemplamos a coroação de Maria como Rainha do Céu e da Terra, ao lado de seu Filho, o Rei do Universo. Alguns poderiam dizer que se trata de resquícios da tradição medieval, marcadas pelas relações entre reis e súditos. Porém, é significativo celebrar a memória que hoje a liturgia no apresenta, pois ela ressalta a beleza da Assunção de Nossa Senhora, celebrada há uma semana, e nos recorda que Maria é modelo e sinal de esperança para os cristãos que, já revestidos da dignidade real do Senhor no Batismo, são chamados a reinar eternamente com Ele.
- Como compreendo a missão confiada a Maria de ser mãe do Filho de Deus?
- Como acolho a ação do Espírito Santo que realiza a obra de Deus em nós?
- O que significa estar disponíveis aos projetos de Deus?
- O que Jesus quer dizer para nós através deste texto?

A realeza dada a Maria provém da sua unidade e íntima relação com Jesus, Filho de Deus e Rei do universo. Não é mérito de Maria, mas plena participação na comunhão de vida com seu único Filho, Salvador e Redentor da humanidade. A maravilha que começou na terra concluiu-se no céu.
- Qual novo olhar nasceu em nós, a partir desta Palavra? Como pretendemos viver os apelos que o Senhor nos revela?

O culto a Maria, ele faz bem ao nosso coração e mostra o amor que temos por seu Filho. Jesus ocupa o centro, Ele é o único e suficiente Salvador. Hoje, damos à Mãe de Jesus o título de Rainha. É uma maneira de dizer que a vemos coroada de glória no céu, junto ao trono de seu Filho. Adoramos a Deus e temos muita devoção à Mãe de Jesus.
- O que este texto nos faz dizer a Deus?

ORAÇÃO
Obrigado, Senhor, pelo sim de Maria, que possibilitou sua entrada no mundo como Senhor e Rei do Universo, e indica-nos ainda que ao seu lado reina a Mãe cheia de graça, humilde e generosa. Amém.

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

(Imagem: https://br.pinterest.com)

Pe. Décio Weber e Alfonso Antoni

ENCONTRO COM JESUS NO EVANGELHO21 de agosto – sexta-feiraA controvérsia gira em torno do maior mandamento da Lei de Deus...
20/08/2026

ENCONTRO COM JESUS NO EVANGELHO
21 de agosto – sexta-feira

A controvérsia gira em torno do maior mandamento da Lei de Deus. No diálogo entre o fariseu e Jesus, encontra-se uma dupla intenção: o fariseu quis colocar Jesus à prova; Jesus quis mostrar ao fariseu, tanto o que inspirava suas palavras e movia suas ações como alertá-lo sobre o cumprimento da vontade de Deus em sua vida e ministério.

Pai, que o meu amor a ti se manifeste na solidariedade para com o meu próximo. E que a comunhão com o meu próximo expresse meu profundo amor por ti.

EVANGELHO: MATEUS 22,34-40 (ÊXODO 37,1-14 SALMO 106)
Uma armadilha dos fariseus serve para Jesus ensinar o mandamento do amor, coração de toda a Lei e essência da mensagem dos profetas. É importante aqui recordar que no judaísmo do tempo de Jesus existia um catálogo com 365 mandamentos ou preceitos negativos (não pode...) e 248 positivos (deve...). Um “fardo” pesado para o povo seguir. Qualquer desvio era punido, ou duramente criticado, como vimos nas discussões dos fariseus com Jesus sobre o sábado ou sobre as abluções. O novo mandamento é simples e, ao mesmo tempo, extremamente exigente: amar a Deus e ao próximo. Trata-se, na verdade, de um único e mesmo amor, visto que o próximo é o rosto de Deus no mundo: “Tive fome e vocês me deram de comer, tive sede e me deram de beber. Era estrangeiro e me acolheram, estava nu e me vestiram, estava doente e me visitaram, estava na prisão e vieram me ver...”. Toda vez que manifestamos amor ao próximo, é uma prova de amor ao próprio Jesus Cristo.
- Eu também me aproximo de Jesus para provocá-lo como faziam os fariseus?
- Como é minha fé?
- Questiono meu modo de proceder no diálogo com Jesus Mestre?
- O que Jesus quer dizer para nós através deste texto?

O autêntico amor a Deus não se concretiza sem o autêntico amor ao próximo, e vice-versa. Por isso, Jesus afirmou que os dois mandamentos não são apenas os maiores, mas estão na base de toda a Sagrada Escritura. A forma como Jesus os resumiu tinha função didática, pois facilitava o aprendizado, mas também demonstrou que Jesus não era infiel ao seu conteúdo.
- Qual novo olhar nasceu em nós, a partir desta Palavra? Como pretendemos viver os apelos que o Senhor nos revela?

Não complique a vida, nem a religião. Em Jesus e com Jesus, tudo é claro e simples. Na Bíblia, há mandamentos, cânones e regulamentos, decretos e provisões; tudo isso é bom, desde que não ofusque o brilho do único mandamento deixado por Jesus: o amor. Amar a Deus e amar o próximo é o resumo de toda a Bíblia.
- O que este texto nos faz dizer a Deus?

ORAÇÃO
Obrigado, Senhor, por nos advertir de que toda a Lei e a realização humana se concretizam no amor ao próximo, pois ele é a “imagem” de Deus presente e atuante na nossa vida. Amém.

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

(Imagem: https://www.fiquefirme.com.br)

Pe. Décio Weber e Alfonso Antoni

ENCONTRO COM JESUS NO EVANGELHO20 de agosto – quinta-feiraDa sentença, os últimos serão os primeiros e os primeiros serã...
19/08/2026

ENCONTRO COM JESUS NO EVANGELHO
20 de agosto – quinta-feira

Da sentença, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos, se passa à afirmação: “Muitos são chamados, mas poucos escolhidos”. Sim, Deus é bom e, exatamente por isso, é justo. É o que demonstra a parábola dos convidados ao banquete nupcial. A festa é o banquete da vida, e o traje que se pede é o da justiça.

Pai, tendo respondido ao teu convite para ser discípulo do Reino, desejo conformar toda a minha vida ao teu querer sendo fiel a ti

EVANGELHO: MATEUS 22,1-14 (EZEQUIEL 36,23-28 SALMO 50)
Ao longo desta semana, refletimos sobre a questão da riqueza como empecilho para entrar no Reino de Deus. Hoje Mateus nos apresenta outros empecilhos, a partir da parábola do banquete de casamento. O maior deles é a falta de preparação adequada e a ausência de comprometimento, simbolicamente expressos na “roupa de festa”. A recusa de Israel em receber o Reino trazido pelo Filho de Deus (recusa em participar da festa) abre a possibilidade de todos serem admitidos a essa festa (serem batizados, fazerem parte da Igreja e um dia entrarem no Reino), mas isso exige de cada um de nós uma resposta de aliança, que é dada através da fé.
- Quem foi convidado para a festa?
- O que os convidados representam?
- O que significa comparecer ao casamento com a veste digna?
- O que Jesus quer dizer para nós através deste texto?

Todos são chamados a participar deste banquete, porém, nem todos têm condições de participar. Uns porque não querem, preferem se banquetear com as riquezas deste mundo, com o poder e o prestígio; outros, porque estão preocupados com outras coisas, seus afazeres, seus bens, suas preocupações; outros, porque não vestem o traje da festa.
- Qual novo olhar nasceu em nós, a partir desta Palavra? Como pretendemos viver os apelos que o Senhor nos revela?

Esta parábola de Jesus serve para nós: há cristãos que estiveram na catequese quando crianças, fizeram a Primeira Comunhão e receberam o sacramento da Crisma. Pensam que estão dentro do Reino dos Céus, mas não estão. Para pertencer ao Reino de Deus, temos de levar adiante a força do Espírito que recebemos e praticar a justiça de Jesus.
- O que este texto nos faz dizer a Deus?

ORAÇÃO
Obrigado, Senhor, por chamar todos, bons e maus, a fazer parte da sua Igreja, dando, assim, a todos a possibilidade de conversão e de vivência do Evangelho. Amém.

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

(Imagem: https://centroloyola.com.br)

Pe. Décio Weber e Alfonso Antoni

ENCONTRO COM JESUS NO EVANGELHO19 de agosto – quarta-feiraA parábola dos trabalhadores da vinha permite compreender porq...
18/08/2026

ENCONTRO COM JESUS NO EVANGELHO
19 de agosto – quarta-feira

A parábola dos trabalhadores da vinha permite compreender porque Deus é bom e porque os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros, pois é assim que também termina esta parábola. Está em jogo a noção da justiça de Deus, baseada na sua bondade e compaixão, contraposta à justiça humana apenas baseada em méritos.

Pai, que eu jamais me deixe levar pelo espírito de ambição e de rivalidade, convencido de que, no Reino, somos todos iguais, teus filhos.

EVANGELHO: MATEUS 20,1-16A (EZEQUIEL 34,1-11 SALMO 22)
É curioso que, após transmitir alguns ensinamentos sobre a riqueza, Jesus conte a parábola dos trabalhadores da vinha. Serve-nos como exemplo de aplicação prática de tal ensinamento, sobretudo para os empresários cristãos. O “patrão” cristão deve desejar o bem de todos e que todos tenham o mínimo necessário para ter uma vida digna. Se os últimos não tiveram a oportunidade de desempenhar o mesmo trabalho que os primeiros, isso não significa que tenham que passar fome ou outra necessidade. Ao chegar em casa, todo trabalhador deveria se alegrar por poder sustentar sua família, proporcionando-lhe uma vida feliz, e isso pode ser assegurado pelos empresários e empreendedores cristãos, se seguirem a Doutrina Social da Igreja e as indicações de Jesus Cristo, presentes no Evangelho de hoje.
- Que ensinamento Jesus quer transmitir por meio da parábola?
- O que representa a vinha?
- Quem é convidado a participar do Reino?
- O que Jesus quer dizer para nós através deste texto?

A bondade do patrão, imagem de Deus, que deu a todos o mesmo pagamento, inverteu o modo costumeiro como age o ser humano. Importa que os discípulos aprendam os critérios de Deus e os coloquem em prática, vendo em Jesus o preço pago pela salvação da humanidade. Essa compreensão é que deve orientar a prática da evangelização e da ação eclesial no mundo.
- Qual novo olhar nasceu em nós, a partir desta Palavra? Como pretendemos viver os apelos que o Senhor nos revela?

Sinta-se feliz com o bem do outro! Não permita que a inveja corroa seus bons sentimentos! Alegrar-se com o bem dos outros é a maior expressão de qualidade do nosso relacionamento. É difícil relacionar-se, e essa é a nossa maior dificuldade. Se os relacionamentos estão bem, sentimo-nos bem e com disposição para superar os outros problemas.
- O que este texto nos faz dizer a Deus?

ORAÇÃO
Obrigado, Senhor, por apresentar uma nova lei que revoluciona inclusive as relações laborais, dando aos empreendedores cristãos orientações preciosas em relação aos seus funcionários. Amém.

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

(Imagem: https://cebimg.org.br)

Pe. Décio Weber e Alfonso Antoni

ENCONTRO COM JESUS NO EVANGELHO18 de agosto – terça-feiraNão importa o quanto alguém teve de renunciar para poder seguir...
17/08/2026

ENCONTRO COM JESUS NO EVANGELHO
18 de agosto – terça-feira

Não importa o quanto alguém teve de renunciar para poder seguir Jesus. Também os pobres têm coisas para deixar para trás para segui-lo. O que importa é a seriedade que se deve ter para possuir um coração de pobre. Isso significa ter coração desprendido, não se encher de orgulho, estar disposto a dialogar com quem pensa diferente.

Pai, desapega meu coração das coisas deste mundo, livrando-me da ilusão de buscar segurança nos bens acumulados. E reforça minha fé na Providência!

EVANGELHO: MATEUS 19,23-30 (EZEQUIEL 28,1-10 SALMO (DEUTERONÔMIO 32,26-36))
Mais um ensinamento sobre a riqueza, unido ao Evangelho de ontem, do jovem rico. Hoje temos dois temas principais para refletir: o risco da riqueza e a recompensa dos que renunciam a ela. Na cultura judaica, retomada por algumas Igrejas evangélicas, reina a teologia da prosperidade, ou seja, a riqueza é vista como sinal de bênção; portanto, acumular riquezas significa ser muito abençoado por Deus. Jesus mostra que essa interpretação é errônea, pois Deus quer a misericórdia e o sacrifício, quer a solidariedade e o amor. Essa é a verdadeira bênção, que torna possível até mesmo um camelo passar pelo buraco de uma agulha. Os que renunciam à riqueza e dedicam-se a amar e servir ao próximo, esses serão recompensados e herdarão a vida eterna.
- Qual é o ponto de partida do ensinamento de Jesus?
- Qual é a recompensa prometida por Jesus aos que decididamente o seguirem?
- O que significa deixar tudo para seguir Jesus?
- O que Jesus quer dizer para nós através deste texto?

Ser cristão não é investimento financeiro para a vida. É bom que isso esteja clara para que não sigamos a Cristo apenas por interesse: ter bens, saúde, paz, um lugar no Reino dos Céus, enfim, a salvação. Tudo isso é importante, mas não deve ser o principal motivo do nosso seguimento. Seguir a Cristo significa amá-lo e amá-lo significa amar aqueles que Ele amou.
- Qual novo olhar nasceu em nós, a partir desta Palavra? Como pretendemos viver os apelos que o Senhor nos revela?

Não se pode pensar que a riqueza, em si mesma, seja empecilho para a salvação. Mas não é difícil ver como a ganância pela posse de bens corrompe as boas intenções, se é que elas existem em quem é ganancioso. É evidente que não participam da construção do Reino de Deus os que praticam a desonestidade. Poderão se salvar? Certamente, Deus lhes dará tempo para uma penitência.
- O que este texto nos faz dizer a Deus?

ORAÇÃO
Obrigado, Senhor, por nos mostrar que a verdadeira riqueza é o amor e que seremos extremamente ricos somente quando transformarmos esse amor em ações concretas em prol do nosso irmão. Amém.

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

(Imagem: https://br.pinterest.com)

Pe. Décio Weber e Alfonso Antoni

ENCONTRO COM JESUS NO EVANGELHO17 de agosto – segunda-feiraUm jovem rico procura Jesus e pergunta o que ele deve fazer d...
16/08/2026

ENCONTRO COM JESUS NO EVANGELHO
17 de agosto – segunda-feira

Um jovem rico procura Jesus e pergunta o que ele deve fazer de bom para possuir a vida eterna. Ela já possuía tudo o que queria de bens materiais, mas seu dinheiro não possibilitava que comprasse a vida eterna. Ele imaginava que a poderia comprar, pois já havia comprado de tudo. Vejamos como foi o encontro deste jovem com Jesus.

Pai, quero estar sempre em comunhão contigo, pois só tu és Bom. Que eu possa, assim, conhecer a tua vontade e colocá-la em prática, pois este é o caminho da salvação.

EVANGELHO: MATEUS 19,16-22 (EZEQUIEL 24,15-24 SALMO (DEUTERONÔMIO 32,18-21))
Os profetas e toda a Lei, sobretudo o Decálogo, se resumem no mandamento do amor, mas precisamos recordar que o mandamento tem duas dimensões: amor a Deus e amor ao próximo. O jovem que dialoga com Jesus no Evangelho de hoje não compreendeu essa dinâmica. Pensava que estava sendo fiel a Deus por seguir o Decálogo e os preceitos da tradição judaica, esquecendo-se de que nada disso tem valor se somos egoístas e não nos sensibilizamos com os irmãos mais necessitados. Ainda hoje muitos cristãos pensam ser fiéis a Deus e à Igreja porque vão à missa, fazem ofertas, ajudam uma vez ou outra a própria paróquia ou um santuário (ou talvez algum influenciador digital), mas negligenciam o amor ao próximo, aquele que está ao seu lado, sentado na rua, desabrigado, com fome, com sede, doente, sem perspectiva... Se você quer ser perfeito, Jesus tem um bom conselho: “use os seus bens para ajudar os pobres e transformar vidas”.
- O que aquele jovem que se aproximou de Jesus perguntou?
- O que Jesus lhe respondeu?
- O que Jesus sugere a essa pessoa?
- O que Jesus quer dizer para nós através deste texto?

Quando Jesus pediu ao jovem que vendesse tudo e desse o dinheiro aos pobres, seu coração se encheu de tristeza. Ele não estava disposto a fazer isso. Ele queria o tesouro no céu, mas não queria desfazer-se dos seus tesouros na terra. O que ele queria era acumular mais um tesouro, como se esse último fosse algo que se poderia comprar.
- Qual novo olhar nasceu em nós, a partir desta Palavra? Como pretendemos viver os apelos que o Senhor nos revela?

Há uma incompatibilidade entre estes dois tipos de tesouro, tesouro na terra e tesouro no céu, e aquele que optar por um não poderá ter o outro. Há que fazer uma escolha e, pelo que tudo indica, o jovem preferiu ficar com o tesouro terreno, embora cumprisse os mandamentos de Deus. Vemos, assim, porque é difícil um rico entrar no Reino dos Céus.
- O que este texto nos faz dizer a Deus?

ORAÇÃO
Obrigado, Senhor, por nos recordar que o seguimento pleno ao seu Evangelho implica renúncias e, sobretudo, atitude de solidariedade e doação plena pela causa do Reino da justiça. Amém.

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

(Imagem: https://www.porciunculaniteroi.com.br)

Pe. Décio Weber e Alfonso Antoni

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