24/08/2026
ENCONTRO COM JESUS NO EVANGELHO
25 de agosto – terça-feira
Diante da malícia dos fariseus, escribas e mestres da Lei, Jesus não proferiu uma maldição, mas uma lamentação: “Ai de vós”. Jesus percebeu e denunciou que a prática escrupulosa de prescrições secundárias os levaria as descuidar a prática de leis fundamentais, capazes de gerar e promover a vida com dignidade.
Pai, dá-me pureza de coração para que do meu interior brotem a justiça, a misericórdia e a fidelidade, e assim, eu possa guiar meus semelhantes na caminhada para ti.
EVANGELHO: MATEUS 23,23-26 (2TESSALONICENSES 2,1-3A.14-17 SALMO 95)
Os fariseus se orgulhavam de seguir à risca todas as leis presentes nas Sagradas Escrituras, a até algumas que não estavam ali escritas, que pertenciam apenas à tradição oral. O dízimo sobre ervas e especiarias, como a hortelã, a erva-doce e o cominho, que serviam apenas como tempero, não era prescrito na lei que vemos em Dt 14,22-29 (trigo, vinho, azeite e primeiras crias de gado...). Faz parte de uma interpretação posterior que taxa tudo o que serve de alimento. Nisso os fariseus são especialistas, porém Jesus pede que vão além da “regra”, seguindo o fundamental da Lei, pois nesse quesito eles falham muito. Estamos falando do senso de justiça, de misericórdia e de fidelidade, que é o “espírito” do direito, aquilo que dá sentido à Lei. Esses princípios são expressos na legislação brasileira em vigor hoje? De que modo os valores evangélicos poderiam ajudar a iluminar as nossas leis e os nossos legisladores?
- Qual é o tema central desta narrativa?
- Quais são as leis mais importantes que devem ser praticadas, segundo o texto?
- Como acolho os ensinamentos de Jesus em minha vida?
- O que Jesus quer dizer para nós através deste texto?
Ocupados com a pureza exterior, descuravam do interior. Ao invés de se deixarem iluminar pelas Escrituras, se tornaram cegos em suas interpretações da Lei. Pervertiam o espírito da Lei, pois suas observâncias religiosas não os levavam a agir com justiça, misericórdia e fidelidade. Jesus não se colocou em oposição à legislação mosaica, mas sim ao formalismo exterior.
- Qual novo olhar nasceu em nós, a partir desta Palavra? Como pretendemos viver os apelos que o Senhor nos revela?
É importante olhar para dentro de nós mesmos e verificar como está a nossa prática religiosa. Não devemos julgar a prática alheia, mas julgar nossas próprias ações. Antes de fazermos críticas às atitudes alheias, é importante rever as próprias atitudes. Pode ser que ampliamos pequenas falhas de nossos irmãos e não olhamos para as nossas, que podem ser muito maiores.
- O que este texto nos faz dizer a Deus?
ORAÇÃO
Obrigado, Senhor, por nos apresentar os critérios fundamentais que devem iluminar a leitura do Antigo Testamento e servir de guia para qualquer lei atual: justiça, misericórdia e fidelidade. Amém.
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.
(Imagem: https://www.caminhodefe.com)
Pe. Décio Weber e Alfonso Antoni