Em agosto de 1956, reuniu-se um grupo de amigos no Salão Nobre do Instituto Visconde de Mauá de nossa cidade com a ideia de formar um Centro de Tradições Gaúchas e assim manter vivos os ideais farroupilhas do povo santa-cruzense. Celso Trigo Alvares, Rolph Bartholomay, Floriano Karan Menezes, Antonio Brito Fº, Arno Schmidt, Homero Azambuja, Cleobis da Fontoura e José Niderauer, os quais formaram u
ma Diretoria Provisória que se reunia periòdicamente na sede do Clube União, e no dia 26 de setembro de 1956 fundaram o primeiro C.T.G. Tropeiros da Amizade, cujo nome foi escolhido através de sujestões enviadas pela comunidade. Após as apreciações e seleções foram escolhidos tres nomes: Tapera Grande, Tropeiros da Amizade e Ronda dos Pampas, que foram submetidos a votação na Assembléia Geral que optou por “Tropeiros da Amizade”, sugestão enviada pela Sra. Cacilda Brito. Com sede provisória num prédio da Rua 28 de setembro e tendo como presidente o Sr. Rolph Bartholomay, o Tropeiros da Amizade foi o terceiro Centro de Tradições Gaúchas da região oficialmente registradas no MTG. Por algum tempo funcionou como departamento tradicionalista filiado ao Clube União, mas suas atividades eram muito escassas até meados de 1958, quando o Sr. Euclides Pereira Soares, 1º patrão da entidade, o desfiliou do clube e transferiu a sede para um depósito onde atualmente existe a Afubra. Ali, através dum programa radiofônico aos poucos foi divulgando e agrupando mais tradicionalistas para fazer a história do C.T.G. Tropeiros da Amizade, que nesta época também mantinha o jornal informativo tradicionalista “O Tropeiro”. Mais tarde, mudou-se para o B. Arroio Grande na sede do Flamengo e depois para a Rua Bela Vista, residência do Sr. Ari Lopes, já desenvolvendo nesta época várias atividades culturais, artísticas e campeiras. E assim, após várias mudanças de endereço, foi na gestão do Patrão Juarez de Freitas Lopes em janeiro de 1966, que foi adquirido o terreno e construído o galpão crioulo, graças ao trabalho incansável dos sócios que se dedicaram inteiramente à realização desta obra que foi inaugurada em 24 de setembro de 1966, com grande festividade e a presença das principais autoridades da época. Foi este Galpão Crioulo coberto com santa fé e mais tarde com zinco, que abrigou por muitos anos o programa de rádio “Grande Rodeio da Tradição” e ainda, jogos de ping-pong, bolão de sala, fandangos, danças de invernadas e outras tantas atividades. Em maio de 1993 foi adquirido um terreno ao lado do velho galpão que a partir de 1995 foi dando lugar a um prédio de alvenaria todo revestido de costaneiras, mais espaçoso para acolher os associados e simpatizantes desta entidade. O novo galpão, inaugurado em setembro de 2002, tem 800 m² distribuídos em dois pisos,mais uma cancha de bocha, que permitem desenvolver as mais diversas atividades sociais, artísticas e esportivas. A entidade ainda conta com um galpão construído no Parque Municipal de Eventos para abrigar os integrantes em rodeios e festividades. A invernada cultural e artística realiza um trabalho baseado na divulgação da história do Rio Grande, os costumes, feitos e nomes de nossos antepassados. Desenvolve principalmente entre a mocidade, o amor à nossa terra e a nossa gente através de palestras e apresentações em escolas e entidades diversas. Também o “Terno de Reis” é uma característica da entidade, pois há mais de 40 anos são visitados os associados e amigos , sempre entre 26 de dezembro e 06 de janeiro. A invernada social merece grande destaque. Temos uma Carta de Princípios a seguir e entre seus artigos existem vários que conclamam os tradicionalistas a auxiliar o Estado na solução de seus problemas sociais e na conquista do bem coletivo. Um dos principais objetivos da entidade é a participação ativa em eventos que visam o bem comum da sociedade, contribuindo para melhorar as condições de vida de idosos e carentes. Nossas prendas juntamente com a invernada artística e a patronagem tem realizado um trabalho na altura de suas possibilidades.