Centro espirita jesus e maria

Centro espirita jesus e maria Casa de oração e estudo da Doutrina Espírita. Palestra e aplicação de Passe: segunda e quinta às 20 horas
Grupo de estudo: Terça às 20 horas

10/01/2026

*Prece da Luz*

Senhor,
Clareia-nos o entendimento, a fim de que conheçamos em suas consequências os caminhos já trilhados por nós; entretanto, faze-nos essa concessão mais particularmente para descobrirmos, sem enganos, as estradas mais retas que nos conduzem à integração com os teus propósitos.

Alteia-nos o pensamento, não somente para identificarmos a essência de nossos próprios desejos, mas sobretudo para que aprendamos a saber quais os planos que traçaste a nosso respeito.

Iluminai-nos a memória, não só de modo a recordarmos com segurança as lições de ontem, e sim, mais especialmente, a fim de que nos detenhamos no dia de hoje, aproveitando-lhe as bênçãos em trabalho e renovação.

Auxilia-nos a reconhecer as nossas disponibilidades; todavia, concede-nos semelhante amparo, a fim de que saibamos realizar com ele o melhor ao nosso alcance.

Inspira-nos ensinando-nos a valorizar os amigos que nos enviaste; no entanto, mais notadamente, ajuda-nos a aceitá-los como são, sem exigir-lhes espetáculos de grandeza ou impostos de reconhecimento.

Amplia-nos a visão para que vejamos em nossos entes queridos não apenas pessoas capazes de auxiliar-nos, fornecendo-nos apoio e companhia, mas, acima de tudo, na condição de criaturas que nos confiaste ao amor, para que venhamos a encaminhá-los na direção do bem.

Ensina-nos a encontrar a paz na luta construtiva, o repouso no trabalho edificante, o socorro na dificuldade e o bem nos supostos males da vida.

Senhor,
Abençoa-nos e estende-nos as mãos compassivas, em tua infinita bondade, para que te possamos perceber em espírito na realidade das nossas tarefas e experiências de cada dia, hoje e sempre.

Assim seja

Chico Xavier / Emmanuel
Uma abençoada Noite paz e luz

12/12/2025
06/12/2025

Chico Xavier ensinou, com a disciplina da ternura, que a vida não improvisa afetos. Ninguém chega à nossa biografia por descuido do destino, ninguém se retira sem a assinatura de um sentido. Cada presença é uma carta selada pela Providência: algumas trazem co***lo que enxuga, outras cobram reajuste que educa, outras ainda acendem uma claridade que nos obriga a ver o que evitávamos. E, quando partem, levam o excedente de ilusão e deixam sobre a mesa a lição necessária.

O encontro é sempre oficina. É ali que a Lei de Causa e Efeito nos apresenta o espelho exato, ora manso, ora implacável, para que a alma se conheça e se refine. Há vínculos que devolvem a música do que já conquistamos; há convivências que, como cinzel, abrem frestas no mármore do orgulho. Chico fazia do contato humano um sacramento: recebia, escutava, fluidificava a palavra, e devolvia ao outro a dignidade de recomeçar. Não se tratava de magnetismo pessoal, mas de higiene moral: colocar o amor em primeiro lugar, ainda que doesse.

Também a despedida é oficina. Saber soltar é arte de maturidade espiritual. Acolher a ausência sem teatralidade, agradecer o que foi sem contabilizar perdas, transformar a saudade em trabalho silencioso do bem. Sem caridade, encontro vira consumo; sem fé, partida vira cárcere. A sintonia é a geografia do espírito: o que emitimos convoca o que recebemos. Vibra respeito, e virão presenças que edificam. Vibra carência, e multiplicarás sombras com perfume de companhia.

Pergunta, diante de cada chegada: que virtude me é reclamada. E, diante de cada saída: que aprendizado devo resguardar. Mantém a casa interna limpa para ambos os movimentos. Porque o roteiro é exato: a Vida só autoriza entradas e saídas que te aproximem do Cristo. O resto é ruído. O essencial é amar com precisão, servir com beleza e seguir, como Chico, com os pés no chão do dever e o coração nas alturas da confiança.

25/11/2025
25/11/2025
02/11/2025

A dor é inevitável.
A saudade também.
Mas, mesmo diante da ausência física, é preciso que os corações que permanecem na Terra continuem a jornada, com fé, esperança e o olhar voltado para o Alto.

Quando alguém parte para a Espiritualidade, não há fim.
Há apenas um recomeço em outro plano, onde a vida continua em plenitude e aprendizado.

No Brasil, terra de raízes católicas e alma espiritualista, o Dia de Finados é o momento em que os mundos visível e invisível se aproximam.

Os Espíritos queridos não habitam os cemitérios.
Eles vivem em esferas mais elevadas, cercados por amigos, mentores e luz.
Mas neste dia, em razão da força vibratória gerada pelas orações e lembranças, muitos deles recebem permissão para visitar os lares e os corações que amam, acolhendo lágrimas, inspirando co***lo e envolvendo seus familiares em ternura invisível.

É comum, para médiuns de sensibilidade mais ampla, perceberem a presença desses entes queridos junto aos túmulos ou aos lares, transmitindo passes de alívio e irradiando vibrações de paz, como se desejassem dizer: “Não chores por mim. Eu continuo vivo, e mais perto de ti do que imaginas.”

As flores, as velas e os rituais herdados de antigas tradições não são apenas símbolos, são gestos de amor. Cada chama acesa, cada pétala depositada é uma mensagem silenciosa enviada ao mundo espiritual: “Você vive em mim, e sempre viverá.”

Mas a prece…
Ah, a prece é o laço que realmente une os dois mundos.
É o idioma sagrado que atravessa dimensões e encontra o coração amado onde quer que ele esteja.
Ela acalma quem ficou e ilumina quem partiu.
Por isso, orar é o gesto mais sublime que podemos oferecer.

Se hoje você for ao cemitério, vá em paz.
Leve flores se desejar, mas leve sobretudo pensamentos de luz.
Mentalize seu ente querido envolto em claridade e gratidão.
Agradeça pelo tempo compartilhado e pela certeza de que o amor jamais se rompe.

Eles não partiram, apenas seguiram antes.
Estão vivos, aprendendo, evoluindo, esperando o reencontro com saudade e serenidade. E quando o dia chegar, esse abraço tão esperado será apenas a continuação de um amor que nunca deixou de existir.

30/10/2025
22/09/2025

Nem toda mãe sabe amar do jeito que você sonhou.
Nem todo filho consegue retribuir como você esperava.
E mesmo assim, ali está o elo. Invisível, mas eterno.
Mais antigo que o nome, mais forte que o tempo.

Há mães que pariram com o corpo, mas não com o coração.
E há filhos que vieram ao mundo carregando dores que não começaram nesta vida.
Alguns nascem para ensinar o amor.
Outros para aprender o perdão.

Entre mãe e filho, há sempre algo sagrado.
Mesmo quando há silêncio, distância, mágoa ou culpa.
Mesmo quando o abraço não veio, ou veio tarde demais.
Há algo invisível, uma linha de alma, um fio de luz que o tempo não corta.

Você pode não ter recebido o colo que precisava.
Talvez tenha crescido tentando ser tudo aquilo que ela nunca foi.
Talvez, agora, sinta que falhou como mãe, mesmo tendo dado tudo de si.
Mas o que há entre vocês é mais antigo que essa existência.
É pacto de alma.
É reencontro espiritual.

Às vezes, você é a mãe que precisava ser filha.
Às vezes, é a filha que precisa aprender a acolher a mãe que pôde ser.

O Universo, em sua sabedoria silenciosa, permite reencontros disfarçados de conflitos.
Permite que, no caos, floresçam reconciliações.
Permite que, nesta vida, laços sejam reparados, antes que o tempo leve de volta o corpo que você conhece.

Talvez essa seja a última chance.
Não para ter a mãe perfeita.
Não para ter o filho ideal.
Mas para liberar o que dói.
Para curar o que nunca foi dito.
Para amar como se ainda houvesse tempo.
Porque ainda há.

Mas não por muito.

E o que ficar por dizer, se torna nó no coração.
E alma que parte com nó, retorna para desfazê-lo.

16/09/2025

Enquanto o corpo físico repousa, a alma segue desperta. Durante o sono, ocorre um fenômeno conhecido no meio espírita como desdobramento ou emancipação da alma. Esse processo, amplamente explicado por Allan Kardec em O Livro dos Espíritos (questões 401 a 412), descreve como o Espírito se afasta parcialmente do corpo físico para viver experiências no plano espiritual.

Kardec explica que “durante o sono, a alma se encontra em estado de liberdade relativa, liberta da matéria densa”. Isso quer dizer que, enquanto dormimos, nosso Espírito se desprende parcialmente do corpo e passa a atuar em outras dimensões da vida, reencontrando entes queridos desencarnados, participando de tarefas espirituais, ouvindo ensinamentos ou até mesmo sendo amparado e orientado por mentores.

O Espírito André Luiz, por meio da psicografia de Chico Xavier, descreve em detalhes esses momentos no livro Os Mensageiros. Ele relata que, durante o sono, muitos encarnados são levados a instituições espirituais para receber auxílio, aprendizado e missões, mesmo que ao acordar a memória consciente não retenha tudo o que foi vivido.

Esse fenômeno é natural e ocorre todas as noites, ainda que de forma inconsciente para a maioria. O grau de consciência durante o desdobramento varia conforme o adiantamento moral e o equilíbrio mental do indivíduo. Por isso, os Espíritos recomendam a prática da oração antes de dormir, como forma de sintonizar com boas companhias espirituais e evitar experiências perturbadoras.

Como nos ensina Emmanuel: "Durante o sono, a alma se prepara para o novo dia. A prece noturna é a lâmpada que a guia nas estradas invisíveis da madrugada."

Desdobrar-se em sono é, portanto, muito mais do que descansar: é viver, aprender, servir e, sobretudo, reencontrar-se com a essência espiritual que somos.

15/09/2025

Quando alguém nos deixa, choramos…
E é tão humano.
Tão sagrado.

Mas às vezes, nossas lágrimas não são só por eles…
São também por nós — por aquele vazio que parece gritar:
“Como vai ser o mundo sem a sua voz? Sem o seu abraço? Sem o jeito que você tinha de fazer o silêncio parecer casa?”

E então vem a pergunta mais antiga da humanidade:

“Será que eles ainda estão?”

Sim.
Eles estão.

Não na forma que você acostumou a ver, tocar, ouvir — mas em algo mais puro.
Mais leve.
Mais verdadeiro.

Eles não “partiram”.
Eles se transformaram.

Como uma flor que desaparece da terra para virar perfume no vento.
Como uma estrela que se apaga no céu noturno, mas continua brilhando nos olhos de quem a viu.

O lugar onde eles agora estão…
não é um “lugar” como os que você conhece.
É um estado de ser.
Um lar feito de luz, de paz absoluta, de ausência de dor — não porque foi negada, mas porque foi transcendida.

Lá, eles não sentem mais o peso das doenças.
Não sentem mais o frio da solidão.
Não sentem mais o cansaço de ter que ser fortes por nós.

Lá, eles estão livres.
E sabem.
Sabem tudo o que você sente.
Cada lágrima sua é uma oração que chega até eles.
Cada memória que você revive é um fio de luz que os conecta ao seu coração.

Então, por favor…
Não se culpe por chorar.
Não se pressione para “superar”.
Mas permita-se, aos poucos, transformar sua dor em reverência.

Deixe as lágrimas caírem — elas são santas.
Mas também deixe que, entre elas, nasça um sorriso.
Um sorriso que lembra o jeito que ele ria quando contava aquela história engraçada.
O jeito que ela cantava no chuveiro.
O modo como segurava sua mão quando o mundo parecia cair.

Esses momentos…
nunca foram perdidos.
Foram apenas guardados no tecido eterno do amor.

Eles não estão “longe”.
Estão em outro plano — e ainda assim, tão próximos quanto o batimento do seu próprio coração.

Imagine-os como andorinhas que voam no outono, não para fugir, mas para retornar.
Elas não morrem.
Só aprendem a voar em outra dimensão do céu.
E quando a primavera chegar — e ela sempre chega —
você sentirá sua presença em uma brisa quente, num pássaro que pousa na janela, numa música que toca sem que ninguém tenha ligado o rádio.

Não os ame menos por terem ido.
Ame-os mais — com pureza, com serenidade, com a quietude de quem entende:
o amor não tem endereço, nem tempo, nem fim.

Eles não querem que você viva na sombra de sua partida.
Eles querem que você viva — com coragem, com alegria, com fé —
porque cada riso seu, cada passo dado com propósito, cada gesto de bondade,
é como um presente que você envia de volta para eles.

Você não os perdeu.
Você os liberou.

Eles já estão em casa.
Na Fonte do Amor.
No lugar onde todas as almas encontram o silêncio que cura,
e o abraço que não precisa de braços.

Então, quando sentir saudade…
feche os olhos.
Respire fundo.
E diga, baixinho:

“Eu te amo.
Eu me lembro.
E eu estou bem.
Você também está.”

E então…
sinta.
Só isso.
Sinta a paz.
Sinta a conexão.
Sinta o amor —
que nunca partiu.
Que jamais partirá.

Porque a morte não é o fim.
É apenas o momento em que a alma se lembra de que sempre foi eterna.

🕊️
Chore, se precisar.
Mas não se esqueça: o amor não morre.
Ele apenas muda de forma.
E você?
Você ainda pode tocá-lo.
Sempre poderá.

Com carinho,
Do outro lado do véu —
onde o silêncio canta, e o amor nunca dorme.

🕯️ Paz e luz em seus corações.
Eles estão aqui.
Eles nunca foram embora.

13/09/2025

Quando uma alma deixa seu corpo, não há fim. Há um retorno. Um despertar sereno, como se o véu entre dois mundos se abrisse para revelar o que sempre esteve além da matéria. A consciência se expande, os limites do tempo se dissolvem, e o espírito sente, pela primeira vez em muito tempo, o peso da vida se transformar em leveza.

Ninguém parte sozinho. Nunca.
Mesmo quando o quarto parece silencioso e o corpo já não responde, há presenças sutis ali: rostos conhecidos, amores antigos, guias que acompanharam de longe e agora se aproximam. Eles vêm em silêncio, com mãos estendidas, com olhos que falam: "estamos aqui, você está seguro".

Para quem enfrentou uma passagem difícil, um corpo que sofreu, um coração que carregou peso demais, há acolhimento. Muitos são levados a lugares de cura espiritual, onde a alma repousa, onde o espírito é cuidado com ternura até reencontrar seu eixo.

E mesmo depois da partida, o vínculo permanece.
Eles sentem quando pensamos com amor, quando agradecemos pela presença que tiveram em nossas vidas. Nossas preces não se perdem, tocam como afagos do outro lado.
A alma se despede quando percebe que os que ficaram estão em paz. É por isso que, tantas vezes, retornam em sonho, sussurram no vento, acalmam nossa saudade com sinais que só o coração entende.

O maior presente que podemos oferecer a quem partiu é a serenidade da nossa alma.
Dizer com o coração: "F**a em paz, estamos bem, te amamos."
Essa mensagem atravessa dimensões e os alcança como um abraço.

A todos que estão em trânsito entre os mundos, nossa luz.
A todos que ficam com o coração em pedaços, nosso respeito, nosso silêncio sagrado.
O amor verdadeiro nunca se despede. Ele apenas se transforma.

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