26/08/2026
3° DIA FESTIVIDADE IRMÃS - 23/08/26
A Palavra — Irmã Tábata
Chegou então o momento mais aguardado daquela noite: a ministração da Palavra de Deus pela irmã Tábata.
A irmã Tábata iniciou a mensagem lendo o versículo que trazia o tema da festividade, em Mateus 25.13:
“Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do Homem há de vir.”
A partir daquele texto, ela começou a introduzir a igreja na parábola das dez virgens.
Explicou que aquela parábola traz uma luz sobre os fins dos tempos e aponta para uma realidade que a Igreja não pode ignorar.
Jesus falou sobre os acontecimentos dos últimos dias.
Falou sobre guerras, pestes e sobre um tempo em que o amor de muitos se esfriaria.
A irmã Tábata também levou a igreja para o capítulo 24 de Mateus, lembrando a palavra de Jesus de que ninguém sabe o dia nem a hora em que o Filho do Homem virá.
E justamente por não sabermos quando Ele virá, precisamos estar preparados.
A irmã Tábata explicou também os costumes relacionados aos casamentos da cultura judaica daquela época.
A parábola apresentada por Jesus não era apenas uma história sobre dez mulheres esperando um casamento.
Era uma mensagem espiritual.
Jesus apresentou cinco virgens como loucas e cinco como prudentes.
E a diferença entre elas não estava simplesmente na aparência.
Todas tinham lamparinas.
Todas estavam esperando.
Todas sabiam que o noivo viria.
Mas apenas algumas estavam preparadas para a demora.
Essa diferença se tornou fundamental para a mensagem.
A irmã Tábata trouxe então um paralelo com o momento em que o profeta Samuel foi à casa de Jessé para ungir aquele que seria escolhido por Deus.
Samuel olhou para aqueles que estavam diante dele e pensou que aquele que parecia forte e belo seria o escolhido.
Mas Deus mostrou que o homem olha para aquilo que está diante dos olhos, enquanto o Senhor conhece aquilo que está dentro.
A mensagem levou a igreja a refletir que Deus não olha apenas para a aparência.
Deus conhece o coração.
Deus conhece aquilo que ninguém vê.
Deus sabe quem somos quando não existe ninguém olhando.
A irmã Tábata então voltou à figura das lamparinas.
A lamparina precisa de azeite.
E ela trouxe uma reflexão muito forte:
para existir azeite, existe um processo de prensagem.
Para que o azeite seja produzido, é necessário que algo seja prensado.
E a mensagem trouxe uma aplicação espiritual:
para ter azeite, muitas vezes precisamos passar pelo processo.
Existem coisas que só são produzidas dentro de nós quando passamos por dificuldades.
Existem experiências que nos quebrantam.
Existem provas que nos levam para mais perto de Deus.
E é nesse processo que Deus trabalha em nós.
Em determinado momento da mensagem, a irmã Tábata abriu o coração e contou parte de seu próprio testemunho.
Ela relatou que não nasceu em um berço evangélico.
Disse que é natural da cidade de São Paulo e que sua infância foi marcada pela autoridade de sua mãe.
Com emoção, contou:
“Eu só apanhava.”
Aos 13 anos de idade, em determinado dia, ela perdeu o último ônibus que a levaria de volta para casa.
Naquele momento, tomou uma decisão:
“Hoje eu não volto mais para casa.”
A partir daquele momento, passou a viver nas ruas.
Com o passar do tempo, começou a se envolver com diversos delitos e, como consequência daquele caminho, acabou sendo encaminhada para a Fundação Casa.
Mas foi justamente naquele lugar que Deus começou a realizar uma obra em sua vida.
Deus começou a trabalhar.
Deus começou a transformar.
Deus começou a escrever uma nova história.
A irmã Tábata relatou que, quando já estava sendo tratada por Jesus, enfrentou outra situação dolorosa.
Alguns jovens da igreja a rejeitaram.
Mas havia um grupo que fez diferente.
O Círculo de Oração a abraçou.
E ela compreendeu que aquilo fazia parte do propósito de Deus para sua vida.
Aquelas mulheres a acolheram.
Aquelas mulheres a abraçaram.
Aquelas mulheres ajudaram a mostrar que havia lugar para ela na Casa de Deus.
E, mesmo diante de todas as adversidades, a irmã Tábata declarou que jamais deixou de adorar a Deus.
Sua história não impediu sua adoração.
Suas dificuldades não impediram sua adoração.
Seu passado não conseguiu apagar aquilo que Deus havia colocado dentro dela.
Ela continuou adorando.
A irmã Tábata trouxe então uma afirmação muito forte:
Muitos dizem que “a voz do povo é a voz de Deus”.
Mas ela ensinou à igreja:
A voz de Deus é a Bíblia.
Não devemos construir nossa vida em cima daquilo que as pessoas dizem.
Precisamos conhecer a Palavra.
Precisamos ouvir aquilo que Deus realmente falou.
Precisamos permanecer fundamentados nas Escrituras.
A irmã Tábata voltou novamente para o texto das dez virgens e para a figura do azeite.
Ela ensinou que o azeite tipifica a presença de Deus.
E então trouxe uma advertência direta:
“Vigie para não perder esse azeite que você tem.”
Não podemos perder a presença de Deus em nossas vidas.
Não podemos permitir que as lutas, o pecado, a distração ou as circunstâncias nos afastem daquilo que é mais precioso.
A presença de Deus precisa ser preservada.
A irmã Tábata também lembrou à igreja que temos um amigo fiel: Jesus.
Ele não nos abandona.
Ele não desiste de nós.
Mesmo quando passamos por processos que não compreendemos, Ele continua sendo fiel.
Ela trouxe também a palavra de Jesus registrada em João, quando o Senhor afirma que ainda havia muitas coisas para revelar aos discípulos, mas que naquele momento eles ainda não poderiam suportar.
A mensagem era:
Continue permanecendo.
Continue confiando.
Aquele que prometeu é fiel para cumprir.
E então ela declarou:
“Vai até o fim.”
Não pare no meio do caminho.
Não abandone a caminhada porque a promessa está demorando.
Não deixe a lamparina apagar porque o processo ficou difícil.
Continue.
Mais uma vez, a irmã Tábata levou a igreja a uma pergunta:
“Como está o seu azeite aí?”
Não era uma pergunta sobre o irmão.
Era sobre nós.
Como está nossa vida espiritual?
Como está nossa comunhão?
Como está nossa busca?
Como está nossa lamparina?
A irmã Tábata fez uma reflexão a partir do louvor da cantora Damares, “Agora é Só Vitória”.
Ela trouxe uma aplicação diferente:
Muitas vezes queremos cantar apenas:
“Agora é só vitória.”
Mas precisamos entender que, muitas vezes, a realidade da caminhada é:
“Agora é só vitória e uma prova.”
“Agora é só vitória e uma prova.”
“Agora é só vitória e uma prova.”
A vitória também vem acompanhada de processos.
A prova também faz parte da caminhada.
E é justamente quando a vitória não chega, quando a promessa parece distante e quando o céu parece silencioso, que mostramos quem realmente somos.
É aí que descobrimos quem está preparado.
Ser preparado não significa estar preparado apenas quando tudo está bem.
É estar preparado em qualquer momento.
É permanecer mesmo quando existem apenas duas ou três pessoas em uma consagração.
É permanecer quando ninguém está vendo.
É permanecer porque Deus continua sendo Deus.
A irmã Tábata fez um pedido à igreja para que cada pessoa olhasse para seu irmão e trouxe uma frase muito forte:
“Deus permite a dificuldade na sua vida para você saber quem você é verdadeiramente.”
É nas dificuldades que somos provados.
É nas lutas que nossa fé é revelada.
É quando a resposta demora que descobrimos se estamos servindo a Deus pela bênção ou por quem Ele é.
E é nesse momento que descobrimos se estamos apenas carregando uma lâmpada ou se realmente estamos aguardando o Noivo.
Porque carregar uma lâmpada qualquer pessoa pode carregar.
Mas esperar o Noivo exige perseverança.
A irmã Tábata afirmou que, se não soubermos viver as provas aqui na terra, não saberemos desfrutar das vitórias que o céu nos proporciona.
A prova tem um propósito.
O processo tem um propósito.
A dificuldade não significa que Deus nos abandonou.
Pode ser justamente o lugar onde Ele está trabalhando em nós.
Por isso:
É tempo de adquirir azeite.
É tempo de buscar a presença de Deus.
A irmã Tábata voltou à parábola e lembrou o que aconteceu quando o Noivo finalmente chegou.
Aquelas que tinham azeite entraram.
As que não tinham foram buscar.
Mas chegou um momento em que era tarde demais.
E essa foi uma das advertências mais sérias daquela noite:
quando Jesus voltar, será tarde demais para se preparar.
Hoje existe oportunidade.
Hoje existe graça.
Hoje existe convite.
Mas haverá um dia em que a porta será fechada.
A irmã Tábata também levou a igreja para o texto em que pessoas chegarão diante de Jesus dizendo que pregaram, profetizaram e realizaram obras em Seu nome.
Mas Jesus dirá:
“Não vos conheço.”
A mensagem era extremamente séria.
Não basta fazer coisas para Deus.
Precisamos conhecer a Deus.
Não basta ter uma aparência de crente.
É necessário possuir azeite.
Não basta ter uma lamparina.
É necessário estar preparado para encontrar o Noivo.
Então, a mensagem tomou um tom de convite.
A irmã Tábata declarou:
“Vigiai.”
Hoje a porta está aberta.
Ainda dá tempo.
O céu está nos convidando hoje.
Vigie.
Prepare-se.
A porta da graça ainda está aberta.
Ela levou a igreja para a Palavra que diz:
“Buscai ao Senhor enquanto se pode achar.”
Hoje ainda podemos buscar.
Hoje ainda podemos voltar.
Hoje ainda podemos pedir azeite.
Hoje ainda podemos buscar a presença de Deus.
A irmã Tábata trouxe uma palavra diretamente para aqueles que chegaram naquela noite com o coração cansado.
Talvez alguém tenha entrado naquela igreja com a lamparina vazia.
Talvez alguém tenha chegado sem forças.
Talvez alguém tenha chegado sem esperança.
Mas Deus estava fazendo um convite:
Busque a Minha presença.
Ela também lembrou a Palavra que nos ensina que, quando ouvirmos a voz de Deus, não devemos endurecer o coração.
A mensagem apontava para a urgência de ouvir enquanto Deus está falando.
Porque as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos.
Ainda existe misericórdia.
Ainda existe graça.
Ainda existe oportunidade.
A irmã Tábata afirmou que a graça nos convida hoje, porque o amanhã pertence ao Senhor.
Nós temos hoje.
Temos esta oportunidade.
Temos esta noite.
Temos este momento.
Não sabemos o que acontecerá amanhã.
Por isso, não devemos adiar nossa decisão de buscar a Deus.
Em determinado momento, a irmã Tábata trouxe uma expressão que marcou a mensagem:
“Crente normal, irmão, tem que ser doido.”
A ideia era mostrar que não podemos viver uma fé acomodada, indiferente ou sem paixão.
Precisamos ter fome de Deus.
Precisamos buscar Sua presença.
Precisamos estar dispostos a permanecer firmes mesmo quando o mundo não entende.
Precisamos viver de maneira diferente porque estamos aguardando algo diferente.
Estamos esperando o Noivo.
Ao se aproximar do encerramento da mensagem, a irmã Tábata chamou a igreja para voltar ao primeiro amor e às primeiras obras.
Não podemos andar despreparados.
Não podemos permitir que a chama se apague.
Não podemos perder o azeite.
Não podemos deixar que as dificuldades nos façam desistir.
A graça estava fazendo um convite naquela noite.
Um convite para voltar.
Um convite para recomeçar.
Um convite para buscar novamente.
Um convite para permanecer.
E então, como uma das últimas mensagens daquela noite de encerramento, ficou a declaração:
“A minha graça te restaura.”
A graça de Deus ainda estava disponível.
A porta ainda estava aberta.
O convite ainda estava sendo feito.
O Noivo ainda não havia chegado.
Ainda havia tempo para buscar azeite.
Ainda havia tempo para voltar ao primeiro amor.
Ainda havia tempo para se preparar.
A festividade chegava ao fim, mas a mensagem não terminava naquela noite.
Ela precisava continuar dentro de cada coração.
Porque o encerramento da festividade não significava o encerramento da vigilância.
Pelo contrário.
Depois de tantos cultos, tantos louvores, tantas mensagens, tantos testemunhos e tantos momentos na presença de Deus, a igreja saía diante de uma responsabilidade:
continuar cheia.
continuar vigilante.
continuar adorando.
continuar buscando.
continuar até o fim.
Porque o Noivo virá.
E ninguém sabe o dia.
Ninguém sabe a hora.
Mas hoje a porta da graça está aberta.
Hoje ainda existe oportunidade.
Hoje ainda existe azeite.
Hoje ainda existe graça.
E a voz que encerrou aquela festividade parecia ecoar sobre toda a igreja:
Vigiai.
Preparai-vos.
Buscai o Senhor enquanto se pode achar.
Voltai ao primeiro amor.
Não deixeis a lamparina apagar.
Ide até o fim.
Porque o Noivo está voltando.
E a graça de Deus ainda está dizendo:
“Eu te restauro.”