08/05/2022
Há 17 anos, Xangô nascia em mim, no meu Ori, no meu Ara, no meu Emi. Eleda mi, minha vida está sempre em suas mãos.
No meu barco, tive 8 irmãos. Desses, sem nenhum julgamento, apenas minha irmã Mãe Francisca permanece. Inevitável paralelo com a vida de axé onde o adágio já dizia: ...muitos chamados e pouco escolhidos.
Hoje tenho a desafiante e divertida tarefa de servir aos meus filhos, tentando ensinar o quão valiosa e bela é a vida no Orixá. O quanto é importante usarmos o conhecimento ancestral para ajudar a quem descer nossas escadas.
Do outro lado, falar de amor próprio, ao próximo e profundo. Falar da consciência do mundo e da autoconsciência. Falar da justiça, amor e caridade. Falar da beleza indescritível do espiritual sem esquecer a importância da vida material e do protagonismo diante dela.
Na minha vida de axé, todos que estão e estiveram, são e foram presentes de Xangô, com os quais aprendo ou aprendi e para os quais peço e pedirei perdão.
Xango, mo ni fe pupo Baba mi. Obrigado meus amigos, irmãos, família e filhos. Amo vocês muito!
Mãe Diva, estrela divina. Espero honrar a contento todos seus ensinamentos. Obrigado pela sua mão e pelo seu axé. Cabelo...te amo 🥲
Salve meu padrinho Sultão das Matas. Boiadeiros, Rei das Ervas, Marujos, Caboclas, Juremas, P***s, Caciques, Oguns, Xangôs, Oxossis. Salve meu pai Guerreiro!
Salve minhas almas benditas. Salve Joaquins, Beneditos, Joãos, Josés, Atanasios, Marias, Vovôs e vovós. Salve ancestrais do Congo, de Angola, de Moçambique.
Salve Egungun.
Salve meus companheiros, compadres, comadres. Salve 7 e 21. Salve as estradas, as linhas, as matas, as encruzas. Salve o cabaré. Salve Esu, salvem os Exus, as giras, as Marias, as ciganas, os Zés, as Rosas, a realeza, salve os caveiras, as calungas, salvem as mandigas.
Olodumare, só lhe peço saúde para seguir nessa caminhada.