Obá Abiodun nilê Afonjá - BA

Obá Abiodun nilê Afonjá - BA Abiodun signif**a: aquele nascido em dia de festa.
(221)

Os Obás de Xangô, são títulos honoríficos instituídos no Ilê Axé Opô Afonjá em 1936, por Eugênia Anna dos Santos, com o auxílio de Martiniano Eliseu do Bonfim, pessoa de sua confiança.

29/12/2025

Mãe Stella: uma vida, uma luz!

Ainda em tempo, aos vinte e sete dias do mês de dezembro de dois mil e vinte e cinco, o Ilê Axé Opô Afonjá dá por encerrada a última obrigação pela passagem de tia Stella neste plano. Parece que foi ontem! Mas, lá se foram sete anos sem a presença física de minha tia. A emoção foi à mesma de sete anos atrás. E só em lembrar que não tenho mais as prosas de fim de tarde, onde ela me ensinava à magia do Candomblé, o coração aperta de saudade.

Felizmente o Candomblé me deu suporte e ferramentas para que eu possa compreender a morte com mais serenidade, embora nunca estejamos prontos pra este momento. E quando falo em sustentação; amparo; pilar, ou seja, “Opô”, expresso a minha lealdade e amor que tenho pelos Orixás, Ancestrais e Encantados, onde, em respeito ao sagrado e sem autorização dos mesmos não pude filmar ou fotografar o momento de ontem, haja vista que a nossa tradição não permite a exposição do sagrado nas redes sociais ou em quaisquer meio deste tipo. Por isso, rememoro aqui o que pude presenciar no último dia do Axexê de minha tia, e, espero que nestas linhas eu consiga aguçar a imaginação de quem ler.

Após todos os filhos dançarem, Egbome Tutuca, a mais velha das filhas de Iansã, conduziu uma singela homenagem, aonde todas as filhas de Iansã dançaram a cantiga de Oyá que tia Stella mais gostava. “Iansã gba mi ô. Ajumuda (...)”
[Não me atreverei no ioruba, por isso não recitarei o restante da cantiga].

A condução dos Ojés na cerimônia re-signif**a e dignif**a a morte, seja ela em qual for às circunstâncias. A sensação de que a morte não é um fim é bastante evidente. E só quem acredita de verdade no que os olhos do não iniciado podem ver - "as tiras de pano", saberão o que estou dizendo. Agora imaginem vocês, eu que sou iniciado, a minha sensação em rever meu ente querido?!

Alapalá, o Egun Ojixé - Guardião do Opô Afonjá; Abi Irin, o Konigbagbe – meu tataravô; Okan Nilê, José Félix dos Santos, afilhado de tia Stella e neto do Mestre Didi e mais dois Eguns irmãos Ara Lonã e Olubolá, conduziram o término do Axexê. Na porta do barracão, todos os filhos assistiam os Eguns bailarem ao som dos atabaques. Alapalá saudou todos os filhos, e disse que estava ali cotidianamente em sua forma natural olhando todos os filhos da casa. Abençoou mãe Ana e disse que ela podia contar com sua boa energia para condução do Axé. Okan Nilê se apresentou para aqueles que ainda não o conhecia naquele plano espiritual, onde disse seu nome de Ojé, nome que hoje eu carrego com muito orgulho - Ojé Abigbaewê.

Vôinho, Babá Abi Irin mandou chamar minha mãe, pois Ele queria vê-la. Quando eles se encontraram foi pura emoção. Ele disse que o Olukonigbagbe – meu pai Adriano de Azevedo, estava ali, mas que ela não podia vê-lo. Mas que ele estava bem e nos emanando boas energias junto à tia Stella. Alapalá endossou e pediu para que não chorássemos, pois o momento era de alegria para Eles, e disse que não tivéssemos medo, e ainda me sinalizou: “Você é um Ojé! Não se esqueça disso!” Colocou o Oxé em minha cabeça e me abençoou.

Vôinho saudou minha irmã Andréia e me perguntou pelos outros: Reina, Miguel e Carolina, que espera em seu ventre o mais novo membro da família Konigbagbe, mas infelizmente eles não estavam, então disse que num próximo momento festivo gostaria de vê-los.

Ao escrever estas linhas, lembrei-me com saudade do velho Carybé. Pois com certeza ele ilustraria perfeitamente todo este cenário a partir da sua memória iconográf**a. Pois bem... Já era final de tarde, e o Opô Afonjá tem o pôr do sol mais bonito da Cidade, onde o crepúsculo emoldura o céu ao fundo da casa de Oxalá. Vôinho e os demais Eguns se despediam de todos os presentes, e, ao som do Alujá (ritmo de Xangô) e os últimos raios de sol, onde o colorido e o fúlgido de suas roupas resplandeciam todo o Terreiro de Afonjá e da nossa Ancestral maior, Mãe Anninha, só f**ava o gosto da saudade em cantar e bater palmas para aqueles que foram agraciados por Deus – Olorun, em retornar na condição de Babá Egun para rever os que aqui f**aram.

Tia Stella se tornou um ser de luz. E a minha fé acredita que seu o espírito se tornou força; energia viva, que através do amor, rezas e cânticos a magia do Candomblé acontece, e foi isso que ela me ensinava em nossas prosas de fim de tarde. Êta saudade!

Mãe Stella: uma vida, uma luz!

Adriano Azevedo.

Nada é por acaso!Como numa cena de filme, onde o protagonista tem flash de memórias, e, quem assiste percebe o corte na ...
27/12/2025

Nada é por acaso!

Como numa cena de filme, onde o protagonista tem flash de memórias, e, quem assiste percebe o corte na linha do tempo, onde se revela algo que os olhos na vida real não podem ver, foi como me senti hoje. O corpo de tia Carmem – Mãe Carmem do Gantois quando chegou, voltei há sete anos, quando naquele mesmo cemitério, o corpo de tia Stella acabara de chegar para o descanso eterno.

Após momento inter-religioso com o pastor da igreja Batista e missa realizada pelo Padre Lázaro da Irmandade do Rosário dos Pretos, uma voz forte e marcante surge do meio da multidão. Era Aloísio Menezes entoando “Sorriso Negro” de Dona Ivone Lara, onde um coro afinando conduzia a canção. Em seguida, o Babalorixá Alcides cantou “Como é Grande o meu Amor por você”, de Roberto Carlos, onde todos se emocionaram numa só voz.

O cortejo saiu da capela a caminho do jazigo aonde o corpo de tia Carmem repousará para eternidade. E ai, mais uma vez um corte na linha do tempo. O local de seu repouso foi ao lado do túmulo de tia Stella. Nada é por acaso! Hoje, 27 de dezembro, concluímos os sete anos da partida de tia Stella, dando início a nova vida espiritual de tia Carmem. A roda do Candomblé - círculo anti-horário mostra que; começamos; atuamos e finalizamos, e, quando retornamos para o Orun, começamos tudo novamente.

O corpo se foi, mas os ensinamentos permanecerão, o que torna tia Carmem viva em sua essência, assim como: Mãe Menininha; Tia Stella; Mãe Cleuza; Mãe Olga do Alaketo; Mãe Tatá dentre outras. Por isso digo: Os nossos mortos jamais morrerão!

Nada é por acaso!

Adriano Azevedo, Obá Abiodun.

A Guerreira que se traja de brancoPor que será que os Gigantes sempre partem para eternidade em períodos marcantes? Hoje...
26/12/2025

A Guerreira que se traja de branco

Por que será que os Gigantes sempre partem para eternidade em períodos marcantes? Hoje, última sexta-feira do ano de 2025, Carmem Oliveira da Silva – Mãe Carmem do Gantois, filha de Oxaguian, se transforma em Ancestralidade fortalecedora da dinastia do Ilê Iyá Omi Axé Iyamasê, da qual, deixa muita saudade pra quem f**a.

Embora a morte seja algo assustador, na tradição ioruba quem tem vida longeva é sinal de ter tido uma boa vida, ainda que, os altos e baixos da vida tenham trazido momentos de tristeza, tia Carmem viveu bem, sobretudo, fez o papel de Mãe com maestria, haja vista a grande mãe que teve.

Chamo Mãe Carmem de “tia”, porque a ligação da família Azevedo com a Mãe Menininha era de família. Todos já devem saber da história de Mãe Stella antes de se iniciar no Opô Afonjá – caso não, só é dar um Google. Pois bem! Em março de 2025, estive no Gantois pra conversar com tia Carmem e saber mais sobre a minha Ancestralidade, pois os Orixás de Konigbagbe (meu tataravô) – africano escravizado, alforriado e retornado, reside no Gantois, e, por este motivo a nossa ligação tão forte. Foi uma tarde bem prazerosa regada com suco, chocolate quente, biscoitinhos de goma e uma prosa deliciosa, cheia de reminiscências.

Hoje, 26 de dezembro, sexto dia do Axexê de sete anos de tia Stella, recebo a notícia do retorno de tia Carmem para o Ọ̀run. De voz calma e serena, e, com amor incondicional e sem distinção, tia Carmem deixará uma lacuna imensurável para os filhos do Gantois, para o Candomblé da Bahia e para todos aqueles que em algum momento estiveram ao seu lado. Ela poderia viver mais 98 anos, que com certeza seriam anos de muitas felicidades, principalmente para nós que f**amos.

Sem dúvidas, as que foram antes já preparam o céu para sua chegada. Tia Carmem foi uma Omo bibi - Bem nascida. Até a vista, tia.

Kasun rẹ ò!

Adriano Azevedo, Obá Abiodun.

21/11/2025

20/11/2017

A Educadora Vanda Machado , simboliza a resistência de uma Educação afro-referenciada.Iyá!? Te desejo "Irê Ayó!"Salve a ...
13/08/2025

A Educadora Vanda Machado , simboliza a resistência de uma Educação afro-referenciada.

Iyá!? Te desejo "Irê Ayó!"

Salve a Egome-Doutora Vanda.

21/07/2025

A tristeza quando se vai. A emoção quando retorna!

Outro dia assisti a um vídeo na internet, onde um pensador – Fabrício Carpineja, dizia: “(...) o luto, não é da outra pessoa que morreu. Ela continua contigo, você continua lembrando dela. Foi você que morreu pra ela. Você não tem saudade do outro... Você tem saudade do que você nunca mais será para o outro... Você pensa, não no abraço que você não vai dar... Você pensa no abraço que não vai mais receber...” Sem dúvidas, o pensador sintetizou de maneira precisa e clara a dor do luto. No entanto, quem vive o Candomblé em sua essência filosóf**a, consegue perceber a existência do inexistente dentro da perspectiva da fé naquilo que não podemos ver, mas podemos sentir. Dito isto, com certeza a morte não é o fim.

Poder rever um ente querido dentro da perspectiva do culto Egungun aqui da diáspora, é mágico. O Alagbá do Ilê Axipá – Chefe da Comunidade, Genaldo Novaes, no documentário Egungun da década de 70, disse: “(...) vi coisas maravilhosas que acredito que só um Ojé pode ver!” Não obstante, o que os olhos do não iniciado podem ver, acredito também, que seja tão maravilhoso quanto. Pois, a aparição de José Félix dos Santos me tirou lágrimas. Não teve quem não se emocionasse quando ele falou, dançou e saudou os parentes e amigos. O diálogo dele com Micaela, sua filha do meio deixou todo o barracão de festas emocionado e comovido quando disse: “Sou seu pai e retornei pra ver vocês... Não chorem!”

No auge dos meus 20 anos de iniciado no culto aos Ancestrais, venho angariando conhecimento, sobretudo, discernimento do que é a morte. Ontem, 19 de julho de 2025, data em que José Félix completaria seis décadas, ele ressurge do Itunlá – local do renascimento de só quem é iniciado no culto aos Eguns vão, renascendo assim, mais uma vez, só que agora para eternidade no mundo dos vivos, passando a se chamar de Babá Okan Nilê – O Coração da Casa. E com certeza José foi e continuará sendo a força pulsante do Ilê Axipá, assim como o coração que mantém todo e qualquer ser vivo ativo, ardente, perceptível e contínuo. E assim renasce o “bem nascido”, José Félix dos Santos, assim chamado nesta vida, e hoje chamado de Okan Nilê para Ancestralidade.

Ọkan Nilê, um ser de luz.

Mariwôôô!!!

Adriano Azevedo, Ojé Abigbaewê.

O Candomblé perdeu uma das maiores referências do Candomblé da Nação Congo-Angola.O Tata Xicarangoma Esmeraldo Emetério,...
07/07/2025

O Candomblé perdeu uma das maiores referências do Candomblé da Nação Congo-Angola.O Tata Xicarangoma Esmeraldo Emetério, carinhosamente chamado de Chuchuca, partiu deixando um legado gigantesco.

Na foto, ele está ao lado da saudosa Makota Valdina no Alayandê Xirê - Festival Internacional de Alabês, Xicarangomas e Huntós.

Eu posso dizer que tive a honra de tocar ao seu lado.

Descanse em paz, meu velho!

Minha Solidariedade ao Terreiro Tumba Jussara!✊🏾 Sigamos na Fé!
09/06/2025

Minha Solidariedade ao Terreiro Tumba Jussara!

✊🏾 Sigamos na Fé!

Mãe Stella uma vida, uma luz!
13/03/2025

Mãe Stella uma vida, uma luz!



Ouve-se muito falar: “A favela venceu!” Mas que conquista é essa que não me sinto vencedor?! Ganhar na loteria, ou ganha...
06/01/2025

Ouve-se muito falar: “A favela venceu!” Mas que conquista é essa que não me sinto vencedor?! Ganhar na loteria, ou ganhar rios de dinheiro como influenciador digital, ou f**ar rico fazendo música sem representatividade, é ganho pessoal. Não existe coletividade nessa vitória, o que não coloca a favela no topo deste pódio. Talvez a minha visão esteja equivocada, mas é o meu olhar!

Agora... Quando uma mulher preta ou um homem preto que se dedica aos estudos; milita em prol de movimentos; salvaguarda as memórias daqueles que passaram antes de nós e, sobretudo, honra o sangue e suor derramado pelos nossos Ancestrais, sendo que no final dessa batalha ela ou ele vence; ai sim! Eu me sinto parte desta vitória. É igual ao gol do Brasil em plena Copa do Mundo. Todo mundo grita em uma só voz, se emociona quando ganha e chora todo mundo junto quando perde.

Dito isto, hoje pela manhã – 06 de janeiro de 2025, a favela venceu dentro desta perspectiva de coletividade, onde, Isaura Genoveva: Ekedi do Ilê Iyá Nassô Oká – Casa Branca, advogada e com um currículo recheado de boas ações, foi empossada como a mais nova Secretária Municipal de Reparação – SEMUR, que objetiva promover a equidade racial, inclusão social e valorização da diversidade.

O Prefeito Bruno Reis foi assertivo em escolher Isaura, por tudo o que ela representa dentro deste Território que é Salvador. E não tenho dúvidas que seu olhar será amplo e preciso quando o assunto for cuidar de nós, haja vista a proposta desta conceituada Secretaria – REPARAÇÃO!

Secretaria Isaura, que sua gestão seja de muita luz. Que você continue trilhando com muita honra a sua missão, sobretudo, cuidado com dignidade de todos aqueles que precisem do seu amparo, pois Oxun é mãe e Ogun é contigo!

Vida longa!

Adriano Azevedo, Obá Abiodun nilê Afonjá.

O mês de dezembro pra mim nunca mais foram os mesmos, a partir do ano de 2016. Neste ano, passei o final de novembro e t...
27/12/2024

O mês de dezembro pra mim nunca mais foram os mesmos, a partir do ano de 2016. Neste ano, passei o final de novembro e todo o mês de dezembro dentro do hospital com meu pai – revezando os turnos com minha irmã. Em 22 de dezembro deste mesmo ano, após muito trabalho com minha colega, e hoje, grande amiga: Vanessa Improta; apresentamos com muito esforço o nosso TCC. Foi um momento de muita emoção. Um misto de sentimentos. Feliz por estar concluindo um ciclo da minha vida, e triste por meu pai não estar presente, pois ele seguia no leito do hospital.

A nossa conexão era tanta, que no dia seguinte quando fui visitá-lo, a enfermeira disse que ele passou a noite muito agitado. Eu perguntei qual horário ele apresentou tal agitação, e foi justamente no mesmo horário da apresentação do TCC, em que eu rendia homenagem a ele. A enfermeira relatou também que não era nenhum tipo de desconforto. Ela percebia que ele queria falar e se levantar, mas como estava entubado isso era impossível. Pois bem... Em 29 de dezembro meu grande amigo seguiu para o reencontro com os seus Ancestrais. Eu já estava pronto para este momento. Ele mesmo havia me preparado, mas, ainda que estivesse pronto, eu não queria perde-lo. Porém, a morte faz parte do ciclo da vida e é inevitável!

Em 30 de dezembro de 2016 sepultei meu pai, com todos os ritos que lhe cabia. Os irmãos da Venerável Igreja do Rosário dos Pretos fizeram uma linda homenagem, e, logo após, as homenagens foram concluídas com os ritos do Candomblé, feito pelos Ojés do Ilê Axipá e alguns outros de Itaparica, que também são Ogans do Opô Afonjá. Perdi a presença física de meu pai. O homem que me educou pra vida. Um cara que era respeitado do jovem ao mais velho. Meu pai foi um grande homem e deixou um legado gigante, assim como ele. Sinto muita saudade!

Neste ínterim a vida segue de mãos dadas com a morte, e em curto prazo de tempo, em 27 de dezembro de 2018, Iku – a morte abraçou tia Stella. Ela foi sepultada na mesma data que meu pai partiu, um ano depois – 29 de dezembro de 2018. Foi uma pancada atrás da outra, mas Ogun segurou minha cabeça. A partida de tia Stella desencadeou uma série de complicações em minha vida. Coisas inclusive, devido à partida de meu pai. Mas sou filho de Orixá e estou aqui a relatar este momento importante de minha vida.

Dito isto, o mês de dezembro é um pouco complicado pra mim. Sorriu porque necessito sorrir; brinco porque não posso f**ar o tempo todo emburrado – pois já sou visto como grosso e antipático, rsrs; tento ser leve ao máximo, pois como todo e qualquer ser humano, tenho meus problemas e fantasmas, por isso se faz necessário que eu esteja de bem com a vida, ainda que minhas lágrimas sejam choradas camufladas – cada qual com seus problemas! O fato é: o mês de dezembro me traz esse misto de sentimentos. Mas eu to bem! A saudade que me consome. Mas faz parte!!!

Ainda que essa saudade não caiba em mim, tenho absoluta certeza de que eles estão bem acolhidos e que de lá eles também me acolhem e protegem.

Endereço

São Gonçalo Do Retiro
Salvador, BA
41.190-000

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