Mãe Telma

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OgumOgum é um dos deuses mais populares dentro do panteão africano tanto em território Cubano como Brasileiro, Ogum é co...
17/02/2016

Ogum
Ogum é um dos deuses mais populares dentro do panteão africano tanto em território Cubano como Brasileiro, Ogum é considerado o Deus mais importante para a evolução evolução humana. Ogum é o Deus ferreiro, ele é o responsável pela criação das ferramentas que proporcionaram aos homens se libertarem da instabilidade da vida, antes de Ogum, os homens viviam uma vida tensa e de forma nômade já que não sabiam cultivar a terra, com o Axé de Ogum foi permitido aos homens a dádiva da evolução. Ogum é o Deus da tecnologia, é o Deus da continuidade. Na África Ogum é considerado o Orixá da caça, no Brasil ele perde este posto para sei filho Oxóssi. No Brasil Ogum é considerado o Deus da Guerra, sendo que na África este posto é dado a Xangô, pode-se dizer que ambos são Deuses da Guerra com distinções sutis, Ogum é o Deus da Guerra para a defesa do que se possui e Xangô é o Deus da Guerra para a conquista do poder e da supremacia. Ogum é o senhor dos metais, principalmente do ferro, Ogum é considerado filho de Iemanjá e Obatalá, e irmão de Exú. Sua mãe em terra seria Tabutu e seu pa Ororinnã. Conta-nos uma lenda que o povo iorubá veio do Egito, e que chegando a Ile Ife, eles se reuniram como um povo, surgindo daí o axé dos Orixás. Na ida para Ile Ife, eles tiveram que abrir caminho pela mata. Embora Oxalá tentasse com seu cajado, não conseguiu. Então pediram a Ogum que fosse na frente de todos os orixás, abrindo o caminho com sua espada de ferro. Pôr isso canta-se “ Ogum bagada e Ogum bagada”. Quando chegaram em Ile Ifé, Ogum recebeu o título de “Lakaye Oxin Imole”, que significa que ele é um orixá cultuado no mundo inteiro, e portanto rei de todas as nações, o senhor dos caminhos. Sendo cultuado aqui, no Brasil de 7 (sete) diferentes formas ou qualidades:
Vale lembra que não existem qualidades o que existem são títulos que cada Orixá possuia.

-Ogun Onirê - É um título de Ogum que pode ser traduzido comoSenhor de Irê, Irê é uma das cidades onde é prestado culto a Ogum. Nesta cidade conta a lenda que ao regressar de viagem e ser ignorado pelas pessoas da cidade, ele, enfurecido decapita inúmeras pessoas e após fazer isso ele descobre que, na realidade, chegara em um dia sagrado de silêncio em sua homenagem finca sua espada ao chão abrindo-o e se joga na fenda, suicidando-se.
- Ogun Akorô - Este título é traduzido como Senhor da coroa.
- Ogun Alabedê - É um grande ferreiro e ferramenteiro. Este Ogun é o marido de Iemanjá Ogunté. É o mais velho, trabalhador, exigente e rabugento. Veste-se de azul-marinho. Come com Exú e Iemanjá.
- Ogun Já - Este é um título de Ogum que enfatiza sua predileção por comer cachorro como oferendas. Este nome vem de Ogún Je Ajá,Ogum come cachorro.
- Ogun Warí - É perigoso e feiticeiro, come com Oxum e Iemanjá. Tempemperamento muito difícil e autoritário. Veste azul-marinho.
- Ogun Omini - Também é um Ogun feiticeiro, come com Oxun. É mais gentil, mas muio melindroso, veste azul-marinho
- Ogun Mejê - Pode ser traduzido como Ogun sete, esse número é menção as sete sementes que Ogun plantou nos sete caminhos por onde passou. "Kàtà-kàtà ó gbín mejé, ó gbín mejé ónòn gbógbó". E é por causa destes sete caminhos que por má interpretação passaram a cultuar Ogum como se tivesse sete qualidade.

Aspectos Gerais

DIA: Terça-Feira
METAL: Ferro
CORES: Azul Marinho
COMIDAS: Inhame assado, feijoadaAjá (cachorro), Iiyan (pirão de inhame), Àkùko (galo) e Obì. Sua bebida é o emu (vinho de palmeira).SÍMBOLOS: Bigorna, faca, pá, enxada, todas as ferramentas e armas. ELEMENTOS: Terra, metais e fogo
ORIGEM: Iorubá
PEDRA: Lápis-lazúli
FOLHAS: Abre-caminho-de-Ogum, madeira de lei, aroeira-branca
cajarana, folhas de manga espada, palmeira, pau-ferro
caiçara, peregun (pau-d’água)
ODU QUE REGE: Ejikomeji, Etaogundá, Owarín, Obeogundá
DOMÍNIOS: Guerra, progresso, conquista e evolução
SAUDAÇÃO: Ògún ieé!

Na África, no santuário de Ogum em cada cidade, sete cães são mortos como sacrifício ao Orixá por ocasião de sua festa, que dura sete dias. A saudação "Ogun Iê" pode ser traduzida como, "Ogum Sobreviveu" ou"Ogum é forte", mas também pode ser traduzido como "Olá Ogum". E"Patakori ô Ogun" pode ser traduzido como "Ogum é o principal" ou"Ogum é o líder".

Adura Ogun
Ogun pele o,
Edun irin,
Ogun okunrin ogun.
Enii ti somo emia dolola,Gbigbe ni o gbe mi bi o ti
gbe Akinoro ti o fi kole ola fun,
Ogun awoo alakaiye osin imole,
Egbe lehin eni anda loro.Ogun gbe mi o,
Ogun ma pami, omo elomiran
ni ki o pa.
Ogun, emi beru reOgun so mi di olowo, somi di oloro,Iwo ni olona ola,
Toribe ki o wa la ona ola fun mi.Ki o si maa da abo re bomi t**i lai.
Ase

Adura Ogum
Ogum, te saúdo
Dono de matérias de ferro,
Ogum da guerra,
Você que torna as pessoas para
que sejam ricas,
Ogum me enriqueça como
você enriqueceu Akinoro e
fez dele um homem forte do
mundo, o maior no mundo,
Você que é protetor daqueles
que são feridos.
Ogum me salva,
Ogum não me mate, mate
o filho de outro.
Ogum, eu tenho medo de você
Ogum me torna rico, me torna
próspero,
Favor Ogum, abre o caminho
de bondade, ajuda e da prosperidade,
Você é o dono das riquezas,
Assim, me abre o caminho da
prosperidade.
Para que você me proteja para sempre.
Axé!

OGUN

1Ògún laka aye
(Ogun poderoso do mundo)
Osinmole
(O próximo a Deus)
Olomi nile fi eje we
(Aquele que tem água em casa, mas prefere banho com sangue)
Olaso ni le
(Aquele que tem roupa em casa)
Fi imo bora
(Mas prefere se cobrir de mariô)
La ka aye
(Poderoso do mundo)
Moju re
(Eu o saúdo)
Ma je ki nri ija re
(Que eu não depare com sua ira)
Iba Ògún
(Eu saúdo Ogun)
Iba re Olomi ni le fi eje we
(Eu o saúdo, aquele que tem água em casa, mas prefere banho de sangue)
Feje we. Eje ta sile. Ki ilero
(Que o sangue caia no chão para que haja paz e tranquilidade)
Ase
Axé

Oríkì fún Ògún

Ògún pèlé o !
Ògún alákáyé,
Osìn ímolè.
Ògún alada méjì.
O fi òkan sán oko.
O fi òkan ye ona.
Ojó Ògún ntòkè bò.
A*o iná ló mu bora,
Ewu ejè lówò.
Ògún edun olú irin.
Awònye òrìsà tií bura re sán wònyìnwònyìn.
Ògún onire alagbara.
A mu wodò,
Ògún si la omi Logboogba.
Ògún lo ni aja oun ni a pa aja fun.
Onílí ikú,
Olódèdè màríwò.
Ògún olónà ola.
Ògún a gbeni ju oko riro lo,
Ògún gbemi o.
Bi o se gbe Akinoro.

Oríkì para Ògún

Ògún, eu te saúdo !
Ògún, senhor do universo,
líder dos orixás.
Ògún, dono de dois facões,
Usou um deles para preparar a horta
e o outro para abrir caminho.No dia em que Ògún vinha da montanha
ao invés de roupa usou fogo para se cobrir.
E vestiu roupa de sangue.
Ògún, a divindade do ferro
Òrìsà poderoso, que se morde inúmeras vezes.
Ògún Onire, o poderoso.
O levamos para dentro do rio
e ele, com seu facão, partiu as águas em duas partes iguais.
Ògún é o dono dos cães e para ele sacrificamos.
Ògún, senhor da morada da morte.
o interior de sua casa é enfeitado com màrìwò.
Ògún, senhor do caminho da prosperidade.
Ògún, é mais proveitoso ao homem cultuá-lo do que sair para plantar
Ògún, apoie-me do mesmo modo que apoiou Akinoro.

Oríkì fún Ògún

Ògún awo, olumaki, alase to juba
Ògún ni jo ti ma lana talí ode
Ògún onire, onile kangun dangun ode
Orún egbé iehin
Pá san ba pon ao lana to
Imo kimobora egbé lehin a nle a benge ologbe
Àse

Oríkì para Ògún

Elogiado é o espírito do aço
Espírito de mistério do aço, chefe da força, dono do poder, eu o elogio
Espírito do aço, abra os caminhos
Espírito do aço, dono da fortuna boa, dono de muitas coisas no céu,ajude em nossa viagem
Remove a obstrução de nossa estrada
Sabedoria do espírito em guerra, nos guie por nossa viagem espiritual com força
Axé

Obaluaê, Senhor da TerraOrixá das doenças e da cura, Obaluaê (manifestação jovem - guerreiro, caçador, lutador) ou Omulu...
15/02/2016

Obaluaê, Senhor da Terra

Orixá das doenças e da cura, Obaluaê (manifestação jovem - guerreiro, caçador, lutador) ou Omulu (manifestação velha - sábio, feiticeiro, guardião), como é mais conhecido, representa a manifestação de Deus entre o mundo terrestre e o espiritual. Temido na maioria dos terreiros, sua fama como senhor das pestes, das doenças contagiosas ou não, ele, na verdade, é o médico dos pobres. Sou regida por ele e me sinto como se tivesse uma equipe médica ao meu lado, diariamente.

Reza a lenda que era filho de Nanã, que o abandonou por ser doente, sendo criado por Iemanjá que o alimentava com pipoca sem sal acrescida de mel para melhorar o gosto, e passava azeite de dendê em suas feridas para aliviar a dor e coceira.

Sua representação visual é revestida de mistério, pois é o Orixá que cobre o rosto com o Filá (de palha da Costa). É proibido ver o seu rosto devido à deformação feita pela doença e pelo respeito que devemos a esse poderosíssimo Orixá.

Está presente no funcionamento do organismo, na dor que sentimos por um corte, queimadura ou traumatismo, agonia, aflição, ansiedade. A ele devemos a nossa saúde. Cuida também da pele e de suas moléstias. Também conhecido como Xapanã, seus filhos geralmente têm alergias, coceiras, pneumonia e até mesmo tuberculose, como eu mesma presenciei um deles ter. Rege as pessoas que têm problemas mentais, perturbações nervosas e todos os desequilíbrios do sistema nervoso. Sua influência, além dos cemitérios, pode ser sentida nos hospitais, casas de saúde, ambulatórios, clínicas, sempre próximo aos leitos. Cuida dos mutilados, aleijados, enfermos em geral. Ao contrário do que se prega, é o Orixá da Misericórdia.

Quem tem a missão desse Orixá não pode vacilar. O compromisso com a cura é inevitável, seja profissionalmente, como médicos, enfermeiros, terapeutas ou médiuns curadores. Basicamente solitários, seus filhos ou protegidos preservam sua individualidade com uma máscara de austeridade, mantendo até uma aura de respeito e de imposição, de um certo medo aos outros. Muitas vezes são pessoas irônicas, em que seus comentários são secos e diretos, o que colabora para a imagem de terrível que forma de si próprio.

Mas a minha história com esse arquétipo começou muito cedo. Desde jovem, aparecia em meu quarto uma figura muito forte, olhar dirigido para o chão, careca e sério. Achava estranho, mas quando iniciei a minha vida espiritual aos 18 anos, pude entender a sua presença. Sempre me protegeu, até no desamparo familiar, quando tive pneumonia e fui salva por ele, sem medicamentos. Todas as vezes que me encontrei numa situação crítica, ele ali estava e uma das mais significativas foi quando há cerca de 5 anos, tive um infarto, sozinha em casa. Minha respiração começou a ficar ofegante, senti uma queimação em todo o lado esquerdo dentro das artérias, como se elas estivessem levando um líquido ácido para o resto do corpo, comecei a desmaiar e a sentir uma pressão dentro da cabeça como fosse explodir a minha caixa craniana. Senti se esvaírem as minhas forças e iniciei uma descida quase que em câmera lenta. Quando atingi o chão, ouvi uma voz suave que me disse para ter calma. Imediatamente, senti como se estivessem colocando algo em minha garganta, o que imediatamente me fez começar a tossir. Cada vez que tossia parecia que a cabeça ia implodir de dor. Mas à medida que tossia, percebia que obrigava o coração a voltar ao seu ritmo normal, obrigando-o a levar a circulação para os periféricos. Foram momentos muito dolorosos, mas ao mesmo tempo confortantes. Eu estava sendo salva pela minha amada equipe de amigos invisíveis.

Quem é filho (a) de Obaluaê não precisa muito de médico e eu só fui ter com um por ocasião do nascimento do meu filho, em que o obstetra era a mesma figura física que eu sempre vira na minha juventude (dizem que um filho de Obaluaê só pode ser cortado, em cirurgia, por outro). Além do que meu filho nasceu no dia 17 de dezembro (São Lázaro), dia consagrado a ele. Outros dias de comemoração são 2 de novembro (Omulu) e também 16 de agosto (Xapanã). Todos com a mesma função.

Outro momento muito importante foi quando meu vizinho teve uma doença degenerativa e sua família, sem o menor constrangimento, já estava dividindo a herança antes do fato consumado. Como ele detinha um bom patrimônio, uma junta médica deu-lhe o diagnóstico “nada a fazer”.
Fiquei indignada com a falta de amor e sensibilidade daquela família e me aproximando do seu leito lhe disse baixinho ao ouvido: “agüenta firme, a cavalaria já está a caminho”. Sai dali e fui direto pedir ao meu amigo Obaluaê que o curasse, o que imediatamente, em uma semana aconteceu. Encontrei-o saindo do elevador para correr na praia. Ele me deu um sorriso e se pôs a caminho do mar, como se fosse encontrar Yemanjá. Um ano depois, acabou sendo assassinado, a facadas (segundo a perícia, foram umas 15), supostamente por um ladrão que nada levou de sua casa. Estranho, não? Nessa época o casal já residia em outro bairro e eu fiquei sabendo pelos jornais.

Mas nem sempre é possível reverter a situação, pois temos que respeitar as escolhas de cada um. Quando eu vejo alguém em estado de coma, sem condições de reversão, muitas vezes com o cérebro já comprometido, eu peço a ele que encaminhe aquele espírito para que obtenha descanso do sofrimento físico e sou na maioria das vezes atendida.

A quantidade de curas que eu já vi acontecer me faz perceber que essa manifestação arquetípica de Deus, responsável por esse tema vida e morte, sem dúvida é para se ter muita certeza que quando se tem ele, se está muito bem acompanhado! Atotô Obaluaê! Obrigada, amigo, por você me proteger!

Endereço

Avenida Aliomar Baleeiro Nº21
Salvador, BA
41500660

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 17:00
Terça-feira 09:00 - 17:00
Quarta-feira 09:00 - 17:00
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