08/07/2021
IV Ebó Coletivo em defesa dos Parques
“Governador tira a mão do nosso Parque, não é seu!”
Para assegurar o direito dos Povos e Comunidades tradicionais à terra e a preservação de sítios sagrados, como o Parque São Bartolomeu, a Frente Nacional Makota Valdina, juntamente, com a Frente em Defesa Popular do Parque São Bartolomeu, organizam no próximo sábado, dia 10, o IV “Ebó Coletivo em defesa dos parques”. A ação é em repúdio ao plano nacional e estadual de concessão à iniciativa privada e pela defesa dos parques, com concentração marcada às 8h da manhã, na entrada do Parque pela avenida Afrânio Peixoto (Suburbana).
Além do Parque de São Bartolomeu, pelo esquema do Governo do Estado e o BNDES também estão no plano de concessão a Serra do Conduru - entre Ilhéus, Itacaré e Uruçuca -, Parque das 7 passagens - localizado em Miguel Calmon - e o Jardim Botânico e o Parque de Pituaçu, em Salvador.
Confere o texto completo em:
https://bit.ly/3xnFNZp
ᴍᴀᴋᴏᴛᴀ ᴠᴀʟᴅɪɴᴀ ᴘʀᴇꜱᴇɴᴛᴇ, ʜᴏᴊᴇ ᴇ ꜱᴇᴍᴘʀᴇ!
𝓔𝓫ó 𝓒𝓸𝓵𝓮𝓽𝓲𝓿𝓸 𝓮𝓶 𝓭𝓮𝓯𝓮𝓼𝓪 𝓭𝓸𝓼 𝓟𝓪𝓻𝓺𝓾𝓮𝓼
“𝓖𝓸𝓿𝓮𝓻𝓷𝓪𝓭𝓸𝓻 𝓽𝓲𝓻𝓪 𝓪 𝓶ã𝓸 𝓭𝓸 𝓷𝓸𝓼𝓼𝓸 𝓟𝓪𝓻𝓺𝓾𝓮, 𝓷ã𝓸 é 𝓼𝓮𝓾!”
Para assegurar o direito dos Povos e Comunidades tradicionais à terra e a preservação de sítios sagrados, como o Parque São Bartolomeu, a Frente Nacional Makota Valdina , juntamente, com a Frente em Defesa Popular do Parque São Bartolomeu, organizam no próximo sábado, dia 10, o IV “Ebó Coletivo em defesa dos parques”. A ação é em repúdio ao plano nacional e estadual de concessão à iniciativa privada e pela defesa dos parques, com concentração marcada às 8h da manhã, na entrada do Parque pela Avenida Afrânio Peixoto, Lobato (Suburbana).
Além do Parque de São Bartolomeu, pelo esquema do Governo do Estado da Bahia e o BNDES também estão no plano de concessão a Serra do Conduru - entre Ilhéus, Itacaré e Uruçuca -, Parque das 7 passagens - localizado em Miguel Calmon - e o Jardim Botânico e o Parque de Pituaçu, em Salvador.
Estamos informados das ameaças impostas por este plano de privatização à continuidade do direito ao lazer, à preservação religiosa e à cultura popular. Desta forma, convocamos as comunidades do entorno do Parque São Bartolomeu, os movimentos sociais, negros e ambientais, assim como o Povo de Candomblé para mais um ato de Ebó Coletivo. Não podemos deixar que o nosso patrimônio histórico, material e imaterial seja submetido aos interesses do lucro empresarial. Ressaltamos que o bem público é para todos e todas, o privado é para poucos.
Para isso, estamos cientes de que quando os governos são piores do que o vírus, a população precisa mobilizar-se nas ruas contra os desmandos que vêm ocorrendo, onde são perceptíveis o colapso da saúde pública, o arrefecimento de direitos sociais e congelamento de políticas públicas, tal como o avanço de mazelas como a fome, a violência e o desemprego. Sabemos dos riscos impostos pela pandemia do Covid-19, em meio a lentidão da vacinação, o Brasil segue como o terceiro país com mais casos de Covid-19 no mundo, cerca de 18 milhões e 800 mil infectados e, com mais de 524 mil mortes, segue apenas atrás dos Estados Unidos com 605,5 mil vidas, ocupando a nada honrosa vice liderança global em vidas perdidas pelo coronavírus.
Lançamos no último dia 23 de junho o “Manifesto em Defesa do Parque São Bartolomeu” onde denunciamos os desmontes das políticas ambientais em nosso País. “Esta ação do Governo Rui Costa (PT) da Bahia revela a falta de compromisso social com o Parque São Bartolomeu, seguindo a linha da atual gestão do Ministério do Meio Ambiente, do Governo Bolsonaro (sem partido), que desestrutura toda a sociedade brasileira de forma sistêmica com o apagamento das áreas culturais e ambientais de todo País.”.
No dia 22 de junho fomos surpreendidos com mais um ataque à cultura e às religiões tradicionais e de matriz africana, por meio do registro oficial no Congresso Nacional do Projeto de Lei 2284/2021, feita pelo pastor e deputado federal Abílio Santana (PL) que tenta proibir o arreio de oferendas em locais públicos. Em nota de repúdio divulgada no dia 29 de junho afirmamos que esta ação “violenta o direito constitucional da liberdade religiosa, um impedimento ao cotidiano identitário de Povos Tradicionais de Matriz Africana, uma verdadeira trama constitucional com abuso de poder religioso.”.
Essa forma de inversão de valores demonstra uma clara estratégia de apagamento cultural e da prática de racismo religioso violando dispositivos legais a nível nacional e internacional, como exemplo: a Carta Magna brasileira e a Convenção 169, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), lei a qual o Brasil é signatário.
O Parque São Bartolomeu, área de proteção ambiental, patrimônio material, imaterial e histórico de Salvador, da Bahia e do Brasil é, igualmente, considerado um santuário para as religiões afrodescendentes. Composto de sete cachoeiras, possui uma diversidade de vegetação que é utilizada nos cultos afro-brasileiros. As comunidades ao redor do parque, historicamente, sempre utilizam sua rica floresta como catadores de frutas, folhas das espécies das matas para o sustento e comercialização em feiras livres, um cotidiano de sobrevivência ameaçado por esse projeto de privatização.
Nós povo de Axé baseados na cosmovisão africana e amparados pela legalidade e a força dos nossos Bakulos, juntamente, com movimentos sociais, grupos culturais, e entidades religiosas, construímos a Frente em Defesa Popular do Parque São Bartolomeu cujo caráter de atuação é ser uma unidade suprapartidária que visa a continuidade desse bem comum público natural e popular. Assim como, garantir a livre entrada a este patrimônio, material, imaterial e histórico de forma gratuita para que todos e todas possam acessar.
A Frente Nacional Makota Valdina se constitui como um fórum amplo de defesa das Religiões de Matriz Africana. Formada por redes, coletivos, organizações sociais, associações e terreiros de candomblé tem como propósito organizar a luta nacional contra o racismo e ódio religioso.
Portanto, conclamamos a todes e todxs para se fazerem presentes neste sábado, às 8h. Venham com a máscara protegidos do Covid para o “Ebó Coletivo em defesa dos parques” e, desse modo em espírito do ebó coletivo consigamos fazer com que o executivo estadual desista do programa de concessão à iniciativa privada do Parque São Bartolomeu e abra diálogo com a população para que a gestão participativa e comunitária da unidade de conservação seja fortalecida, visando a proteção da biodiversidade e a relação com as comunidades ao seu entorno. Garantido com isso, a melhor relação entre ser humano e a natureza.
ᴍᴀᴋᴏᴛᴀ ᴠᴀʟᴅɪɴᴀ ᴘʀᴇꜱᴇɴᴛᴇ, ʜᴏᴊᴇ ᴇ ꜱᴇᴍᴘʀᴇ!
𝐒𝐄𝐑𝐕𝐈Ç𝐎
𝗼 𝗾𝘂ê: Ebó Coletivo contra a privatização dos Parques (São Bartolomeu; Serra do Conduru; 7 Passagens; e, Pituaçu e Jardim Botânico - em Salvador );
𝗤𝘂𝗮𝗻𝗱𝗼: 10.07(sábado) concentração às 8h;
𝗢𝗻𝗱𝗲: na av. Afrânio Peixoto (Suburbana) - entrada do Parque São Bartolomeu;
𝗖𝗼𝗺𝗼: com equipamentos de proteção contra a pandemia iremos ser o nosso próprio Ebó Coletivo, (ambientalistas, juntamente, com movimentos sociais, grupos culturais, e entidades religiosas e comunitárias);
𝗣𝗼𝗿𝗾𝘂ê: para garantir o acesso de todos e resguardar a memória dos nossos ancestrais e dos nossos sítios sagrados.