27/01/2021
"Difícil não é acolher uma pessoa em seu Asé, difícil é conseguir mudar um Orí negativo para positivo.
Difícil não é assentar um santo, difícil é você fazer o Òmò Òrisá entender que perante o sagrado não somos nada, que cada um atrai o que emana!
Difícil não é ter um santo bom, difícil é ter um Orí bom!
Mudança, prosperidade, renovação.. muitas pessoas entram para a vida espiritual em busca disso, mas poucos entendem que para isso acontecer precisamos primeiro cuidar de nosso Orí, e o cuidado que me refiro não é tomar ebó, tomar bori, arriar mil e uma comidas aos pés de Òsalá e Yemanjá, nem nada disso, isso tudo ajuda de certo, mas, o que realmente precisamos fazer não é mudar a vida de ninguém, e sim, melhorar o Orí, melhorar a cabeça de quem nos procura. A forma de pensar, a forma de enxergar a vida, a forma de trilhar os caminhos, de alimentar os pensamentos e a forma de agir principalmente.
Orí é a nossa fonte de recursos para a prosperidade e boa saúde mental.
Se não temos uma mente próspera com pensamentos bons e saudáveis como podemos esperar ter uma vida positiva e frutífera?
Aprender sobre Orí é fundamental, toda casa deveria passar isso aos seus filhos e simpatizantes.
Perante um Orí fraco, sem instrução e negativo, não há benção possível de nenhum Òrisá.
Sem Orí nada se faz, sem um bom Orí muito menos.
Pra quem tem casa aberta, para quem cuida de pessoas, ensinem e falem mais sobre Orí. Vejo que muita gente desconhece ou fala pouco sobre este assunto.
Orí é a chave de tudo!
Fazer Santo é bom, bonito e extraordinário, mas fazer santo em bons Orís faz toda a diferença.
As vezes o problema de uma pessoa não é Òrisá, não é demanda nem quizila, é um Orí negativo.
Há muita cabeça com pano bonito amarrado, porém vazia, sem conteúdo, sem essência, sem saber direcionar a própria vida e pior, com pensamentos ruins."
Crédito ;Castelo de Oyá Sonan
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