Casa Espírita Allan Kardec de São Sebastião do Pontal, MG

Casa Espírita Allan Kardec de São Sebastião do Pontal, MG Notícias gerais da Casa Espírita Allan Kardec de São Sebastião do Pontal

21/07/2023

NO CAMINHO DO AMOR... é emocionante encontro entre uma sensual jovem mercadora de aromas e Jesus, em Jerusalém; uma lição sobre o Amor. Texto do espírito Hum...

ENQUANTO O MESTRE AGONIZAVA NA CRUZ, rasgou-se o céu em Jerusalém e entidades angélicas, em grupos extensos, desceram so...
07/04/2023

ENQUANTO O MESTRE AGONIZAVA NA CRUZ, rasgou-se o céu em Jerusalém e entidades angélicas, em grupos extensos, desceram sobre o Calvário doloroso…
Na poeira escura do chão, a maldade e a ignorância expeliam trevas demasiadamente compactas para que alguém pudesse divisar as manifestações sublimes.
Fios de claridade indefinível passaram a ligar o madeiro ao firmamento, embora a tempestade se anunciasse a distância…
O Cristo, de alma sedenta e opressa, contemplava a celeste paisagem, aureolado pela glória que lhe bafejava a fronte de herói, e os emissários do Paraíso chegavam, em bandos, a entoarem cânticos de amor e reconhecimento que os tímpanos humanos jamais poderiam perceber.
Os Anjos da Ternura rodearam-lhe o peito ferido, como a lhe insuflarem energias novas.
Os portadores da Consolação ungiram-lhe os pés sangrentos com suave bálsamo.
Os Embaixadores da Harmonia, sobraçando instrumentos delicados, formaram coroa viva, ao redor de sua atribulada cabeça, desferindo comovedoras melodias a se espalharem por bênçãos de perdão sobre a turba amotinada.
Os Emissários da Beleza teceram guirlandas de rosas e lírios sutis, adornando a cruz ingrata.
Os Distribuidores da Justiça, depois de lhe oscularem as mãos quase hirtas, iniciaram a catalogação dos culpados para chamá-los a esclarecimento e reajuste em tempo devido.
Os Doadores de Carinho, em assembleia encantadora, postaram-se à frente dele e acariciavam-lhe os cabelos empastados de sangue.
Os Enviados da Luz acenderam focos brilhantes nas chagas doloridas, fazendo-lhe olvidar o sofrimento.
Trabalhavam os mensageiros do Céu, em torno do Sublime Condutor dos Homens, aliviando-o e exaltando-o, como a lhe prepararem o banquete da ressurreição, quando um anjo aureolado de intraduzível esplendor apareceu, solitário, descendo do império magnificente da Altura.
Não trazia seguidores e, em se abeirando do Senhor, beijou-lhe os pés, entre respeitoso e enternecido. Não se deteve na ociosa contemplação da tarefa que, naturalmente, cabia aos companheiros, mas procurou os olhos de Jesus, dentro de uma ansiedade que não se observara em nenhum dos outros.
Dir-se-ia que o novo representante do Pai Compassivo desejava conhecer a vontade do Mestre, antes de tudo. E, em êxtase, elevou-se do solo em que pousara, aos braços do madeiro afrontoso. Enlaçou o busto do Inesquecível Supliciado, com inexcedível carinho, e colou, por um instante, o ouvido atento em seus lábios que balbuciavam de leve.
Jesus pronunciou algo que os demais não escutaram distintamente.
O mensageiro solitário desprendeu-se, então, do lenho duro, revelando olhos serenos e úmidos e, de imediato, desceu do monte ensolarado para as sombras que começavam a invadir Jerusalém, procurando Judas, afim de socorrê-lo e ampará-lo.
Se os homens lhe não viram a expressão de grandeza e misericórdia, os querubins em serviço também lhe não notaram a ausência. Mas, suspenso no martírio, Jesus contemplava-o, confiante, acompanhando-lhe a excelsa missão, em silêncio.
Esse, era o anjo divino da Caridade.

(Texto do espírito Humberto de Campos Veras (Irmão X) pelas mãos do médium Chico Xavier. Político, jornalista e escritor brasileiro, Humberto de Campos faleceu em 5 de dezembro de 1934 na cidade do Rio de Janeiro. Tinha 48 anos.) Casa Espírita Allan Kardec de São Sebastião do Pontal, Minas Gerais.

DIA DE FINADOS É DEDICADO, ESPECIFICAMENTE, ÀS REZAS QUE NOS FAZEM RELEMBRAR AS ALMAS DE TODOS OS NOSSOS AMADOS QUE JÁ A...
27/10/2022

DIA DE FINADOS É DEDICADO, ESPECIFICAMENTE, ÀS REZAS QUE NOS FAZEM RELEMBRAR AS ALMAS DE TODOS OS NOSSOS AMADOS QUE JÁ ATRAVESSARAM OS PORTAIS DA MORTE. Porém, nada se finda, absolutamente nada se acabou. A morte é somente uma iniciação!
Todas as religiões, todas as filosofias têm tentado explicar a morte; bem poucas lhe têm conservado o verdadeiro caráter.
O Cristianismo divinizou-a; seus santos encararam-na nobremente, seus poetas cantaram-na por uma libertação. Entretanto, os santos do Catolicismo só viram nela a exoneração da servidão da carne, o resgate do pecado, e, por isso mesmo, os ritos funerários da liturgia católica espalham uma espécie de terror sobre essa peroração, aliás, tão natural, da existência terrestre.
A MORTE É, SIMPLESMENTE, UM SEGUNDO NASCIMENTO; DEIXAMOS O MUNDO PELA MESMA RAZÃO POR QUE NELE ENTRAMOS, SEGUNDO A ORDEM DA MESMA LEI.
Algum tempo antes da morte, um trabalho silencioso se executa. A desmaterialização já está começada. Poderiam verifica-la por certos sinais, quantos rodeiam o moribundo, se não estivessem distraídos pelos fatos externos. A moléstia goza aqui de papel considerável. Ela acaba em alguns meses, em algumas semanas, em alguns dias, apenas, o que o lento trabalho da idade havia preparado: é a obra de “dissolução” de que fala o Apóstolo Paulo. Essa palavra dissolução é muito significativa: indica nitidamente que o organismo se desagrega, e que o perispírito se “desliga” do resto da carne em que estava envolvido.
Que se passou nesse momento supremo, a que todas as línguas chamam “agonia”, isto é, o último combate? Pressente-se, advinha-se.
Um grande poeta moribundo traduziu tal instante solene neste verso: “É ESTE O COMBATE DO DIA E DA NOITE.”
Com efeito, a Alma entra em um estado crepuscular, no limite extremo, na fronteira dos dois mundos, e é visitada pelas visões iniciais daquele em que vai entrar. O mundo que deixa, envia-lhe os fantasmas da lembrança e todo um cortejo de Espíritos lhe aparece do lado da aurora.
Ninguém morre só, pela mesma forma que ninguém nasce só. Os invisíveis que o conheceram, que o amaram, que o assistiram aqui, em nosso orbe, vêm ajudar o moribundo a desembaraçar-se das últimas cadeias do cativeiro terrestre.
Nessa hora solene, as faculdades aumentam; a Alma, já meio surpreendida, dilata-se; começa a entrar em sua atmosfera natural, a retomar a vida vibratória normal, e é por isso que, nesse momento, se revelam, em alguns agonizantes, fenômenos curiosos de mediunidade.
A Bíblia está cheia dessas revelações supremas. A morte do patriarca Jacob é o tipo perfeito da desmaterialização e de suas leis. Os doze filhos estão reunidos em torno do leito, formando uma viva coroa funerária. O ancião recolhe-se e, depois de reconstituir o passado, as lembranças, profetiza a cada um deles o futuro da família e de sua raça.
A vista se lhe estende mais longe ainda: percebe na extremidade dos tempos aquele que deve um dia recapitular toda a mediunidade do velho Israel: o Messias, e mostra, por último rebento de sua raça, aquele que resumirá toda a glória da posteridade de Jacob.
Nenhum Faraó, em seu orgulho, morreu com tanta grandeza quanto esse velho obscuro e ignorado, que explicava a um canto da terra de Gessen.
Voltemos ao ato da morte. A desmaterialização está completa; o perispírito se desprende do invólucro carnal, que vive ainda algumas horas, talvez, de uma vida puramente vegetativa. Assim, os estados sucessivos da personalidade humana desenrolam-se em ordem inversa àquela que preside ao nascimento. A vida vegetativa, com que o ser havia começado no seio material, é agora a última a extinguir-se; a vida intelectual e a vida sensitiva são as duas primeiras que partem.
Que se passa então? O Espírito, isto é, a Alma e seu envoltório fluídico e, por consequência, o “eu” leva a última impressão moral e física que teve na Terra, e a conserva durante um tempo mais ou menos prolongado, conforme o grau respectivo de sua evolução. Eis porque convém rodear a agonia dos moribundos de palavras doces e santas, de pensamentos elevados, porque são estes últimos gestos, essas últimas imagens que se imprimem nas folhas do livro subliminal da consciência; é a linha última que o morto lerá desde sua entrada no Além, ou antes, desde quando tiver consciência de seu novo modo de ser.
A morte é, pois, em realidade, uma passagem, uma transição e uma translação. Se devemos tomar à vida moderna uma imagem, comparemo-la a um túnel. Com efeito, a Alma avança no desfiladeiro da morte, mais ou menos lentamente, segundo seu grau de desmaterialização e espiritualidade.
As Almas superiores, que sempre viveram nas altas esferas do pensamento e da virtude, atravessam essa obscuridade com a rapidez do trem expresso que desemboca, em um instante, na plena luz do vale, mas é esse um privilégio de pequeno número de Espíritos evoluídos; são os eleitos e os sábios.
Não falaremos aqui dos criminosos, dos seres animalizados, de instintos grosseiros, que viveram, ou antes, vegetaram toda uma existência nos pântanos do vício e na enxurrada do crime. Para estes é a noite, a noite cheia de terríveis pesadelos. (Texto do escritor e filósofo espírita Léon Denis – Casa Espírita Allan Kardec de São Sebastião do Pontal, Minas Gerais)

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