30/07/2025
Amados irmãos e irmãs,
Quero compartilhar com vocês uma palavra que tem ardido em meu coração: precisamos buscar o dom do discernimento com intensidade e urgência. Vivemos tempos em que muitos ventos de doutrina sopram com força, e nem todos são movidos pelo Espírito de Deus. Por isso, mais do que nunca, nossa igreja precisa estar alicerçada na verdade da Palavra e atenta para não ser levada por ensinos distorcidos.
(Efésios 4:14 NIV) nos adverte: “Então, não seremos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro.”
Queridos, esse é o nosso chamado: maturidade na fé. E a maturidade começa com discernimento.
O discernimento espiritual nos capacita a identificar o que é verdadeiro e o que apenas “parece certo”. Nem todo discurso bonito é saudável. Nem toda “revelação” vem do alto. Devemos examinar tudo à luz das Escrituras, como os bereanos faziam com as palavras de Paulo (Atos 17:11 NIV), recebendo a mensagem com entusiasmo, mas conferindo nas Escrituras se aquilo era de fato assim.
Através da oração, do estudo profundo da Bíblia e da comunhão com irmãos firmados na doutrina de Cristo, o Senhor nos afia espiritualmente e nos livra do engano. Não podemos aceitar sem análise tudo o que ouvimos, seja na internet, em músicas, ou até mesmo em pregações que destoam da sã doutrina.
(1 João 4:1 NIV) diz: “Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo.”
Igreja, vamos vigiar! Vamos orar com entendimento e rejeitar tudo aquilo que não glorifica a Cristo nem corre em linha com a Palavra. A verdade liberta; o erro escraviza.
Que sejamos uma igreja que não apenas ama a Palavra, mas que sabe discernir entre o santo e o profano, entre o verdadeiro evangelho e os seus muitos disfarces. Ensinos que exaltam o homem, que distorcem a graça, que alimentam vaidade espiritual ou que impõem fardos religiosos não vêm de Deus, ainda que sejam populares.
O nosso modelo é Jesus. O nosso referencial é a Escritura. E a nossa responsabilidade é caminhar em vigilância.
Vamos buscar juntos este discernimento, em oração, em humildade e na direção do Espírito Santo.
Em Cristo,
Pr. Daniel Barros