CANDOMBLÉ
Candomblé palavra originaria da língua francesa, trazido pelos escravos africanos da Costa do Marfim – Republica dos Camarões – Senegal e uma parte da Índia ocidental onde é o idioma. Quando os negros chegarem ao Brasil como escravo e logo foram trabalhar nas casas dos seus senhores, na sede da fazenda e na corte onde ensinava os filhos dos nobres onde trabalhavam. E pôr serem negro com
o idioma francês eles eram considerados requintados e diferentes dos demais negros, que só nobres tinham este tipo de escravo no seu convívio e na sede da fazenda. Como os negros tinham que se comunicarem, uns com os outros, e com os seus descendentes que estavam na senzala. Então os negros da sede da fazenda diziam: - Que era candomblé uma dança típica de sua pátria e terra mãe. NAÇÃO KETU
A IMPORTÂNCIA DOS MITOS NO CANDOMBLÉ
O culto dos Òrìsàs remonta há muitos séculos, talvez sendo um dos mais antigos cultos religiosos de toda história da humanidade. O objetivo principal deste culto é o equilíbrio entre o ser humano e a divindade aí chamada de Òrìsà. A religião de Òrìsà tem por base ensinamentos que são passados de geração a geração de forma oral. Pelos nossos afro-descendentes desde o tempo dos primeiros escravos trazidos da África aqui para no Brasil. Basicamente este culto está assim organizado:
1º. – Akámárà - Deus Maior – Supremo - O maioral (senhor de tudo que existes) pouco conhecido pelos nossos adeptos do culto.
2º. - Òlórùn - Senhor Supremo ou Deus Todo Poderoso ( Senhor do Òrún)
3º. - Òlódùmarè – Senhor absoluto do Destino
4º. – Òrúnmílà - Divindade da Sabedoria (Senhor do Oráculo de Ifá e dos destinos)
5º. – Òrìsà – Divindade de Comunicação entre Akámárà/Òlódùmarè (Deus) e os homens, também chamado de Elegún.
6º. – Elegún – a palavra elegún quer dizer “aquele que pode ser possuído pelo Òrìsà”.
7º. – Egúngún – Espíritos dos Ancestrais
Ìtan - (mitos) são muito importantes no culto dos Òrìsàs, pois é através deles que encontramos explicações plausíveis para determinados ritos. Sem estas estórias, lendas ou ìtan seria difícil ter respostas a sérios enigmas, como o envolvimento entre a vida do ser humano e do próprio Òrìsà. Em uma casa de candomblé, existe um caminho a ser percorrido pelo (Omo Òrìsà) filho ou filha de santo na vida religiosa. Ele irá aprender aos poucos os ritmos da casa, a ser um bom observador, a conviver e a lidar com as forças mágicas de seu Òrìsà e os demais, e assim irá aprendendo a passar por cada degrau da hierarquia religiosa. Primeiro o filho passará por uma iniciação “feitura” que lhe dará o direito de ser um Iyàwò. Quer dizer novo iniciado. O Iyàwò deverá fazer as obrigações de 1 (odueta) e 3 (oduika) anos, (em ketù) após esta deverá ser realizado um ritual chamado de “ODUIJÈ” “obrigação de 7 anos”, que completará o ritual da iniciação, incluindo todos os Òrìsàs do enredo do Omo Òrìsà (filho ou da filha), completando os Ibás de seus respectivos Òrìsàs. No dia da apresentação do DEKA do Omo Òrìsà (filho ou filha) aos adeptos do candomblé presentes. O Bàbálòrìsà ou a Iyàlórìsà apresentará em público os pertences do Iyàwò, que deverá está coberto com um ala branco como objetos sagrados dos Òrìsàs, chamado Deka, (direitos) e receberá um titulo (Oiye) de Egbónmè e lhe dará o direito e diplomado de abrir a sua própria casa de Òrìsà (candomblé), e iniciando seus próprios Omo Òrìsà (filhos de santo). E dando continuidade ao seu àsé.