Grupo Espírita Nosso Lar

Grupo Espírita Nosso Lar Estamos localizados à Rua Clara Nunes, s/n, lote 21 Balneário de São Pedro da Aldeia, RJ.

24/09/2023

O JUIZ REFORMADO

Como houvesse o Senhor recomendado nas instruções do dia muita cautela no julgar, a conversação na casa de Pedro se desdobrava no derredor do mesmo tema.
É difícil não criticar - comentava matheus, com lealdade - porque, a todo instante o homem de mediana educação é compelido a emitir pareceres na atividade comum.
Sim - concordava André, muito franco -, não é fácil agir com acerto, sem analisar detidamente.
Depois de vários depoimentos, em torno do direito de observar e corrigir, interferiu Jesus sem afetação:
Inegavelmente, homem algum poderá cumprir o mandato que lhe cabe, no plano divino da vida,sem vigiar no caminho em que se movimenta, sem os princípios da retidão. Todavia, é necessário inclinar o espírito aos desvarios do sentimento, para não sermos vitimados por nós mesmos. Seremos julgados pela medida que aplicados aos outros. O rigor responde ao rigor, a paciência à paciência, a bondade à bondade…
E, transcorrido alguns instantes, contou:
Quando Israel vivia sob o governo dos grandes juízes, existiu um magistrado austero e violento, em destacada cidade do povo escolhido, que imprimiu o terror e a crueldade em todos os serventuários sob a sua orientação. Abusando dos poderes que a lei lhe conferia, criou ordenações tirânicas para punição das mínimas faltas. Multiplicou infinitamente o número dos soldados, edificouuiros cárceres e a nventou vários instrumentos de flagelação.
O povo, asfixiado por estranhas proibições, devia movimentar-se debaixo de severa fiscalização, qual se fora rebanho de bravios animais. Trabalharia, descansaria e adoraria o Senhor, em horas previamente determinadas pela autoridade, sob pena de sofrer humilhantes castigos, nas prisões, com pesadas multas de toda espécie.
Se bem mandava o juiz, melhor agiam os subordinados, cheios de natural malvadeza.
Assim foi que, certa feita, dirigindo-se o magistrado, alta noite, à casa de um filho enfermo, foi aprisionado, sem qualquer consideração, por um grupo de guardas bêbados e inconscientes que o conduziram a escura enxovia que ele mesmo havia inaugurado, a semanas antes. Não lhe valeram o nome e as honrosas insígnias de que se revestia. Tomado por temível ladrão, foi manietado, despojado dos bens que trazia e espancado sem piedade, afirmando os sentimelas que assim procediam, obedecendo as instruções do grande juiz, que era ele próprio.
Somente no dia imediato foi desfeito o equívoco, quando o infeliz homem público já havia sofrido a aplicação da pena que a sua autoridade estabelecera para os outros.
O legislador atribulado reconheceu, então, que era perigoso transmitir o poder a subalternos neutralizados e ignorantes, percebendo que a justiça construtiva e santificante é aquela que retifica ajudando e educando, na preparação do Reinado de Amor entre os homens.
Desde a singular ocorrência, a cidade adquiriu outro modo de ser, porque o juiz reformado, embora prosseguisse atento às funções que lhe competiam, ergueu sobre o tribunal, a beneficio de todos, o coração de pai compreensivo e amoroso.
Lá fora, brilhavam estrelas, retratadas nas águas serenas do grande lago. Depois de longa pausa , o Mestre conclui:
Somente aquele que aprendeu intensamente com a vida, estudando e servindo, suando e chorando para sustentar o bem, entre os espinhos da renúncia e as flores do amor, estará habilitado a exercer a justiça, em nome do pai.

Liv. Jesus no Lar
Néio Lúcio/Francisco C. Xavier

EVENTO 35°CEU, vamos prestigiar.
09/02/2023

EVENTO 35°CEU, vamos prestigiar.

17/01/2023

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26/12/2022

Antero de Quental
Deus uma prece para refletir o dia de hoje.
Boa noite a todos.


Quem, senão Deus, criou obra tamanha,

O espaço e o tempo, as amplidões e as eras,

Onde se agitam turbilhões de esferas,

Que a luz, a excelsa luz, aquece e banha?



Quem, senão ele, fez a esfinge estranha

No segredo inviolável das moneras,

No coração dos homens e das feras,

No coração do mar e da montanha!



Deus!... somente o Eterno, o Impenetrável,

Poderia criar o imensurável

E o Universo infinito criaria!...



Suprema paz, intérmina piedade,

E que habita na eterna claridade

Das torrentes da Luz e da Harmonia!

Psicografado por Chico Xavier

26/12/2022

O ANÚNCIO DIVINO

“Pois, na cidade de David, nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor”. (Lucas: 2:11)

A palavra do anjo aos pastores continua vibrando sobre o mundo, embora as sombras densas que envolvem as atividades dos homens. Como aconteceu, há dois mil anos, a Espiritualidade anuncia que nasceu o Salvador.
Onde se encontram os que desejam a luminosa notícia?...
Nas cidades e nos campos, há multidões atormentadas, corações inquietos, almas indecisas. Muita gente pergunta pela justiça do céu. Longas fileiras de criaturas procuram os templos da fé, incapazes, porém, de ouvir o Anúncio Divino. A família cristã, em grande parte, experimenta a incerteza dos mais fracos. Muitos discípulos cuidam somente de política, outros apenas de intelectualismo ou de expressões sectárias. Entretanto, sem que o Cristo haja nascido na “terra do coração”, a política pode perverter, a filosofia pode arruinar, a seita é suscetível de destruir pelo veneno da separatividade.
A paisagem humana sempre exibiu os quadros escuros do ódio e da desolação. No longo caminho evolutivo, como sempre, há doentes, criminosos, ignorantes, desalentados, esperando a divina influência do Mestre. Muitos já ouviram ou pregaram as mensagens do Evangelho, mas, não desocuparam o coração para que Jesus os visite. Não renunciam às cargas pesadas de que são portadores e, cedo ou tarde, dão a prova de que, nos serviços da fé, não passaram de ouvintes ou transmissores. No íntimo, não obstante a condição de necessitados, guardam, ciosamente, o material primitivista do “homem velho”.
Esquecem-se de que Jesus é o Amigo Renovador, o Mestre que transforma.
Os séculos transcorrem. As exigências de cada homem sucedem-se no caminho terrestre. E a espiritualidade continua convidando as criaturas para as esferas mais altas.
Bendito, assim, todo aquele que puder ouvir a voz do anjo que ainda se dirige aos simples de coração, sentindo entre as lutas terrestres, que o Cristo nasceu hoje no país de sua alma. Pelo Espírito Emmanuel.


Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: Mentores e Seareiros. Lição nº 14. Página 59.

17/12/2022

CREDORES DIFERENTES


“Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos” - Jesus (Matheus, 5:44)
O problema do inimigo sempre merece estudos mais acurados.
Certo, ninguém poderá aderir, de pronto, à completa união com o adversário do dia de hoje, como Jesus não pôde rir-se com os perseguidores no martírio do calvário.
Entretanto a advertência do Senhor, conclamando-nos a amar os inimigos, reveste-se profunda significação em todas as facetas pelas quais a examinemos, mobilizando os instrumentos da análise comum.
Geralmente, somos devedores de altos benefícios a quantos nos perseguem e caluniam; constituem os instrumentos que nos trabalham a individualidade, compelindo-nos a renovações de elevado alcance que raramente compreendemos nos instantes mais graves da experiência. São Pedro lês que nos indicam as fraquezas, as deficiências e as necessidades a serem atendidas na tarefa que estamos executando.
Os amigos, em muitas ocasiões, são imprevidentes companheiros, porquanto comtemporizam com o mal; os adversários, porém, situam-no com vigor.
Pela rudeza do inimigo, o homem comumente se rubro e indignado uma só vez, mas, pela complacência dos afeiçoados, torna-se pálido e acabrunhado, vezes sem conta.
Não queremos dizer com isto que a criatura deva cultivar inimizades; no entanto, somos daqueles que reconhecem por beneméritos credores quantos nos proclamam as faltas.
São médicos corajosos que nos facultam corretivo.
É difícil para muita gente, na terra, a aceitação de semelhante verdade; todavia, chega sempre um instante em que entendemos o apelo do Cristo, em sua magna extensão.

17/10/2022

ORIENTAÇÃO

Coração, não intelecto.
Sentir, não pesquisar.
Ouvir, não falar.
Fazer, não dizer.
Exemplificar, não explicar.
Praticar, não pregar.
Dar, não pedir.
Levar, não mandar.
Acudir, não suplicar.
Socorrer, não aguardar.
Visitar, não esperar visitas.
Ensinar, não aprender apenas.
Abrigar, não pedir abrigo.
Atender, não fazer esperar.
Ir buscar o pobre, não aguardar que ele venha.
Abrir a porta do coração.
Levar sua pessoa ao tugúrio da miséria.
Confortar o enfermo em seu leito.
Ajudar o mendigo de m sua tapera.
Penetrar os umbrais dos hospitais e hospícios.
Buscar os desvalidos que dormem nas sarjetas.
Consolar os velhinhos nos asilos.
Levar presentes e sorrisos às crianças nos abrigos.
Fazer, realizar, executar, exemplificar: imitar Jesus, e não apenas falar, falar, falar…
Palavras, leva-as o vento.

SUGESTÕES OPORTUNAS, C. Torres Pastorino

24/09/2022

A ARMA INFALÍVEL

Certo dia, um homem revoltado criou um poderoso e longo pensamento de ódio, colocou-o numa carta rude e malcriada e mandou-o para o chefe da oficina de que fora despedido.
O pensamento foi vazado em forma de ameaças cruéis. E quando o diretor do serviço leu as frases ingratas que o expressava, acolheu-o, desprevenidamente, no próprio coração, e tornou-se furioso sem saber por quê. Encontrou quase de imediato, o subchefe da oficina e, a pretexto de enxergar uma pequena peça quebrada, desfechou sobre ele a bomba mental que trazia consigo.
Foi a vez do subchefe tornar-se neurastênico, sem dar motivo. Abrigou a projeção maléfica no sentimento, permaneceu amuado por várias horas e, no instante do almoço, ao invés de alimentar-se, descarregou na esposa o perigoso dardo intangível. Tão só por ver um sapato imperfeitamente engraxado, proferiu dezenas de palavras feias; sentiu-se aliviado e a mulher passou a asilar no peito a odienta vibração, em forma de cólera inexplicável. Repentinamente transtornada pelo raio que a ferira é que, até ali, ninguém soubera resolver, encaminhou- se para a empregada que se incumbia do serviço de calçados e desabafou. Com palavras indesejáveis inoculou- lhe no coração o estilete invisível.
Agora, era só uma pobre menina quem detinha tóxico mental. Não podendo despeja-ló nos pratos e xícaras ao alcance de suas mãos, em vista do enorme débito em dinheiro que seria compelida a aceitar, acercou-se de um velho cão, dorminhoco e paciente, e transferiu-lhe o veneno imponderável, num pontapé de largas proporções.
O animal ganiu e disparou tocado pela manhã negro-africanos mortífera, e, para livrar-se desta, mordeu a primeira pessoa ué encontrou na via pública.
Era uma senhora de um proprietário que, ferida na coxa, se enfureceu instantaneamente, possuída pela força maléfica. Em gritaria desesperada, foi conduzida a certa farmácia; entretanto, deu-se pressa em transferir ao enfermeiro que a socorria a vibração amaldiçoada. Crivou-o de xingamentos e esbofeteou-lhe o rosto.
O rapaz muito prestativo, de calmo que era, converteu-se em fera verdadeira. Revidou os golpes recebidos com observações ásperas e saiu, alucinado, para residência, onde a velha e devotada mãezinha o esperava para a refeição da tarde. Chegou descarregou sobre ela toda irá de que era portador.
-Estou farto! - bradou - a senhora é culpada dos aborrecimentos que me perseguem! Não suporto mais esta vida infeliz! Fuja de minha frente!…
Pronunciou nomes terríveis. Blasfemou. Gritou, colérico, qual louco.
A velhinha, porém, longe de agastar-se, tomou-lhe as mãos e disse-lhe com naturalidade e brandura:
- Venha cá, meu filho! Você está cansado e doente! Sei a extensão de seu sacrifícios por mim e reconheço que tem razão para lamentar-se. No entanto, tenha bom ânimo! Lembremos-nos de Jesus!… tudo passa na terra. Não nos esqueçamos do amor que o Mestre nos legou…
Abraçou-o, comovida, e afagou-lhe os cabelos!
O filho demorou-se a contemplar-lhe os olhos serenos e reconheceu que havia no carinho materno tanto perdão e tanto entendimento que começou a chorar, pedindo-lhe desculpas.
Houve então entre os dois uma explosão de íntimas alegrias. Jantaram felizes e oraram em sinal de reconhecimento à Deus.
A projeção destrutiva do ódio morrera, afinal, ali, dentro do lar humilde, diante da força infalível e sublime do amor.

Psicografia: Francisco C. Xavier
Espírito; Néio Lúcio

Endereço

Rua Clara Nunes, Lt. 21 Balneário
São Pedro Da Aldeia, RJ
28948880

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