Igreja Presbiteriana do Jardim da Glória

Igreja Presbiteriana do Jardim da Glória Igreja Presbiteriana do Jardim da Glória, no local desde 1961. Igreja Protestante e Confessional.

15/03/2026

Culto Vespertino - Ordem Litúrgica
Tema: O mesmo sentimento de Cristo
Dirigente: Pb. Rodrigo
Mensagem: Pr. André Silvério
Prelúdio (silêncio e oração)
01 - Oração de Confissão (silenciosa/audível)
02 - Leitura Bíblica Alternada: Salmo 24
03 - Cântico do Hino "Glória e Coroação" (052)
04 - Oração de Adoração
05 - Participação do Coral IPJG
06 - Leitura Bíblica Conjunta: Hb 10.23-25
07 - Hino 221"Um vaso de benção" Entrega dos Dízimos e Ofertas
08 - Oração de Gratidão: Salvação, família, trabalho, saúde, dízimos e ofertas
09 - Saída das crianças e oração de intercessão-IPJG, enfermos, missões, pátria e crianças.
10 - Participação do Coral IPJG
11 - MENSAGEM: Fp 2.5-11
12 - Cântico do Hino "Rude Cruz" (266)
13 - Celebração da Ceia do Senhor
14 - Bênção do Senhor
15 - Cântico "Vem Derrama a Paz"


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15/03/2026

Culto Matutino - Ordem Litúrgica
Tema: O que fazer quando o mundo parece desmoronar?
Dirigente: Pb. Douglas
Mensagem: Pr. André Silvério

01 - Oração de Confissão (silenciosa/audível)
02 - Leitura Bíblica Alternada: Salmo 46
03 - Cântico do Hino "Exaltação e Louvor" (039)
04 - Oração de Adoração
05 - Leitura Bíblica Conjunta: Hb 13.5-6
06 - Cânticos: Equipe Entrega dos Dízimos e Ofertas
07 - Oração de Gratidão: Salvação, família, trabalho, saúde, dízimos e ofertas
08 - Recepção de membros
09 - Saída das crianças e oração de intercessão: IPJG, enfermos, missões, pátria e crianças.
10 - MENSAGEM: Salmo 3
11 - Cântico do Hino "Abrigo no Temporal" (137)
12 - Bênção do Senhor
13 - Hino "Tríplice Amém"


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07/03/2025

A Comunhão da Oração
“Tendo dito estas coisas, ajoelhando-se, orou com todos eles. Então, houve grande pranto entre todos, e, abraçando afetuosamente a Paulo, o beijavam, entristecidos especialmente pela palavra que ele dissera: que não mais veriam o seu rosto. E acompanharam-no até ao navio” (At 20:36-38).
As Escrituras narram algumas ocasiões que descrevem de forma tão bela a comunhão dos irmãos. Certamente, não há experiência maior de comunhão fraternal do que a oração, momento quando sentimos de forma mais contundente os laços que nos atam todos a Cristo. A ocasião referida pelo texto epigrafado é a despedida de Paulo da querida igreja de Éfeso. Ele sabia que estava indo para Jerusalém e que lá seria preso. Não haveria mais ocasião de desfrutar da comunhão com aqueles irmãos. Foi bem claro em dizer-lhes que não mais veriam o seu rosto. Imaginem estar uma última vez com um irmão a quem amamos muito, a quem devemos tesouros espirituais que conosco foram repartidos!
Neste texto, a ida de Paulo a Jerusalém é uma reedição muito menor e rearranjada da ida de Cristo a Jerusalém. Jesus também foi à capital dos judeus para ser preso. No entanto, haveria de ser morto e ressuscitar. Disse algo semelhante aos seus discípulos, que igualmente lhes trouxe grande tristeza: “Filhinhos, ainda por um pouco estou convosco; buscar-me-eis, e o que eu disse aos judeus também agora vos digo a vós outros: para onde eu vou, vós não podeis ir” (Jo 13.33). Curiosamente, a última ocasião de Jesus com seus discípulos também foi de oração. Nosso Senhor pôs todos para orar com ele no Getsêmani, pouco antes de ser preso.
Despedidas de pessoas queridas, de irmãos na fé, geralmente são momentos de lágrimas. Elas traduzem expressões da alma que às vezes não cabem em palavras. São doces comunicações que traduzem gratidão pelos abençoados momentos que o Senhor nos presenteou com a comunhão. Somos agradecidos a Deus pela instrumentalidade de servos queridos usados por ele em nossa vida. Sentimos a ausência e o vazio quando privados de tão preciosa comunhão. Paulo foi o fundador da igreja de Éfeso. O ofício apostólico incluía certo senso de paternidade pelos crentes, algo que o apóstolo dos gentios claramente demonstra em suas cartas, especialmente para com as igrejas que foram fruto de seu ministério. Ele cuidava com zelo paternal de cada uma delas.
Seres humanos são essencialmente emocionais. Não há quem não se emocione. Sabendo o impacto e a comoção que sua despedida causaria à igreja de Éfeso, mas precisando dar orientações finais à sua liderança, propositalmente não aporta na cidade, mas em Mileto, que distava cerca de cinquenta quilômetros. Assim como Jesus encontrou nas boas intenções de seus discípulos algumas barreiras para prosseguir em seu caminho para Jerusalém, o mesmo se daria com Paulo. Possivelmente para evitar tal desgaste, manteve-se equidistante, solicitando apenas a presença dos presbíteros. Os últimos momentos que passaram juntos foi muito bem aproveitado. Não houve festa de despedida, nem mesmo foram dados presentes. O que houve foi uma reunião de oração. Depois de dar todas as instruções que acreditou serem necessárias para direcionar os presbíteros, ajoelharam-se e abraçados, oravam e choravam.
Conquanto Paulo não estivesse se encaminhando para a morte iminente, como se deu com Jesus, a figura de Paulo embarcando no navio também a sugere. Geralmente é usada como ilustração da morte, o passar para o outro lado, a viagem que cada um realiza sozinho à eternidade, o desaparecimento da embarcação escondida na curvatura da Terra, quando, embora não mais podendo ver aquele que partiu, sabemos que ele está bem, em outro lugar. Em tais ocasiões, as orações dão conteúdo positivo às lágrimas, uma ponte para a eternidade, uma pregação para eles mesmos na reafirmação da certeza de que, mesmo separados pelo tempo e pelo espaço, estão eternamente juntos em Cristo.
A religião ensimesmada e egoísta dos crentes atuais tem alijado a doce comunhão da oração. Não dão mais valor à oração na igreja, junto com os irmãos. Preferem orar apenas por si mesmos em suas casas. No entanto, a oração existe não apenas para nos aproximar de Deus, mas também dos irmãos. Como é doce a comunhão dos que sofrem, podendo dizer “amém” à oração de queridos que estão ao seu lado. O ajuntamento dos crentes, a igreja, é muito mais do que obrigação: prazer e alegria no relacionamento fraternal. Necessário se faz redescobrir essa dimensão da vida cristã cada vez mais olvidada, realmente desprezada. Precisamos atribuir tempo à comunhão com os irmãos, percebendo a enorme bênção que nos está reservada nesse relacionamento, algo necessário para todos os crentes, a experiência mais vívida de nossa união com Cristo. Tenha um abençoado dia na presença de Jesus (Rev. Jair de Almeida Junior).

28/02/2025

Dormindo com o inimigo
“Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?” (2 Co 6.14).
A partir da queda, duas linhagens se estabeleceram: a dos filhos de Deus e a dos filhos dos homens. A primeira vinha por meio de Sete e Enos; a segunda através de Caim. A linhagem de Caim foi a mais criativa. Curiosamente o ser humano parece se empenhar mais por sua própria glória do que pela de Deus. Segundo a doutrina da graça comum, o Senhor permite aos ímpios desenvolvimentos que, embora busquem a própria glória deles e a afirmação de pecados, podem beneficiar também o povo de Deus, se usados corretamente. Dentre as invenções dos descendentes de Caim, todas usadas para o mal, estão os objetos cortantes: usados também como armas; as cidades, ajuntamentos que eram claras afrontas à ordem de Deus para que o homem se espalhasse por toda terra; e a música, que contavam os feitos e os desejos dos homens.
O ímpio desenvolve modelos de vida obviamente atraentes ao pecado, o que signif**a que exerce também atração sobre o crente, devido ao fato de ainda ser pecador, embora não escravizado como o ímpio. Por causa disso, temos que ter muita cautela com a ideia da graça comum, como se pudéssemos “usufruir” de artes, serviços e conhecimentos desenvolvidos por não-crentes, sem critérios claramente definidos. Precisamos julgá-los não com base naquilo que achamos, mas estribados apenas nas Escrituras. A atração pelo pecado incidiu de tal forma sobre a linhagem dos filhos de Deus a ponto de extinguir completamente a pureza da descendência de Sete e Enos. Isso se deu pela sedução dos homens pelas filhas do mundo.
O dilúvio foi causado pelo casamento misto, por terem os filhos de Deus se encantado pelas filhas dos homens e casado com elas. Posteriormente, o Senhor separou Abraão e dele compôs um povo. Em Moisés ordenou não tomarem mulheres estrangeiras. Devemos entender que o paganismo está diretamente ligado à sensualidade. As religiões dos cananeus eram religiões de fertilidade, que tinham a figura feminina como ícone principal por causa da capacidade de gerar filhos. Por isso, tais religiões se davam pelo contato com prostitutas cultuais.
As paixões se***is estão entre as mais terríveis loucuras descritas nas Escrituras, ícone do mal e da perdição. A mulher virtuosa de Provérbios, personif**ada também na sabedoria, contrasta com a mulher-loucura, adúltera que enlaçava homens incautos. Em Apocalipse, a noiva do Cordeiro, vestida de linho finíssimo, que são os atos de justiça dos santos, contrasta com a Grande Meretriz Babilônia, que é o símbolo maior da sociedade ímpia que vive conforme a besta, imagem e semelhança do dragão.
O homem mais sábio que existiu: Salomão, é também ícone da loucura. Tornou-se louco devido à vida sexual desregrada, ao tomar para si mil mulheres, a grande maioria, estrangeiras. Elas vieram com seus deuses e sua adoração sexual. Impuseram tamanha paixão escravizadora sobre Salomão que não apenas “adorou” com elas, como também construiu templos e altares. Por outro lado, o único dos grandes personagens veterotestamentários contra quem as Escrituras nada falam: Daniel, era alguém que possivelmente foi feito eunuco. Vemos no livro que conta sua história que estava sujeito ao chefe dos eunucos. Não há qualquer registro de esposa ou descendência de Daniel. Além disso, sabe-se que os babilônicos emasculavam os escravos que eram levados para lá, para que não se multiplicassem e passassem a representar risco de revolta. Também foram utilizados como eunucos (Is 39.7).
Embora o s**o tenha sido criado por Deus para a bênção conjugal, é também uma das maiores ferramentas que o diabo utiliza para fazer cair homens de Deus. Além de Salomão, pode-se destacar nesta lista a geração pré-diluviana, Sansão e Davi, dentre outros. Como se diz: “por trás de um grande homem, há uma grande mulher; por trás de um homem em ruínas há duas ou mais mulheres”. Paixão alguma pode justif**ar a união de um crente com um ímpio, clara opção por um ídolo. Quando um dito crente faz tal escolha f**a claro que não conhece, ao menos como deveria, o Deus a quem confessa crer. Ele é Deus santo, que impõe seu caráter a todos os que lhe pertencem.
O verso epigrafado não se aplica diretamente a casamentos, mas a sociedades. Baseia-se no exemplo da “canga”, uma trave que unia animais ladeados que tracionavam uma carroça. Não há como colocar lado-a-alado um boi e um jumento, um cavalo e um boi. É necessário que sejam de mesma espécie. De igual forma, é impossível um crente e ímpio dividirem uma mesma empresa, pois haverá claro descompasso não apenas naquilo que será permitido e buscado, mas também quanto a quem será dedicada aquela empresa. Ora, se um crente não pode ter uma empresa com um ímpio, seria possível casar-se com ele? Ter filhos com ele? Constituir família? A quem será consagrado esse lar? Quais serão os valores e princípios adotados? A opção pelo casamento misto para um chamado crente é empreendimento fracassado antes mesmo de começar.
Sofismas há em toda parte. Também aqui surgem alguns, como aquele que afirma que há divórcios também entre casais que diziam professar a mesma fé. Todavia, ao invés de se tentar nivelar a obediência com a desobediência, reconhecendo injusta paridade no resultado, deveria se pensar: se até mesmo entre pessoas que se dizem crentes o casamento pode não dar certo, pois são pecadores, quanto mais para uma união entre pessoas que têm pensamentos e procedimentos tão opostos, descritos como luz e trevas? A opção pelo casamento misto é escolher dormir com o inimigo, ao menos de Deus. Tenha um abençoado dia na presença de Jesus (Rev. Jair de Almeida Junior).

27/02/2025

A prática do que é correto
“Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada um fazia o que achava mais reto” (Jz 21.25).
Assim termina o livro de Juízes. Foram cerca de quatrocentos anos nos quais Israel foi governado por juízes. Não havia um governo estabelecido da forma como conhecemos. Os juízes geralmente mostravam os três ofícios de Cristo: profetas, sacerdotes e reis. Seguiam um modelo próximo de liderança exercido por Moisés e Josué. Podemos perceber isso com clareza em Samuel, alguém que era também sacerdote, o último dos juízes, o primeiro que foi chamado “profeta”. Como “reis”, tinham palavra diretiva, mas não possuíam trono. Eram como que “acionados” quando necessário. É exatamente em Samuel que os ofícios são separados, aplicados então a grupos específicos qualif**ados para exercer separadamente cada um dos três ofícios. Assim, na época dos juízes havia um certo desgoverno, pois, conquanto a Lei tivesse sido dada, o povo não sabia exatamente como aplicá-la. Predominava aquilo que está descrito no verso epigrafado: “cada um fazia o que achava mais reto”.
Certamente, quando o homem concede a si mesmo a responsabilidade de julgar suas próprias atitudes, o resultado não será boa coisa. Nas Escrituras, temos textos que destacam essa realidade: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr 17.9); “Quem há que possa discernir as próprias faltas? Absolve-me das que me são ocultas” (Sl 19.12).
É preciso também compreender qual era a função de um “rei” em Israel. O fato de não haver judiciário no reino é uma pista bastante consistente. Os reis não dirigiam o povo. A única ocasião em que eles lideravam realmente era nas batalhas. No demais, apenas fiscalizavam o cumprimento da Lei por parte do povo.
A sociedade israelita era sustentada por um tripé representado pelos ofícios: o sacerdote era aquele que ensinava a Lei, além de ser responsável pelo funcionamento de toda religiosidade ordenada por Deus; o rei era aquele que julgava todas as causas e liderava nas batalhas; os profetas se dividiam em dois grupos, a saber, os conselheiros dos reis e historiadores que registravam os feitos de cada rei e aqueles que eram levantados especif**amente para repreender reis e sacerdotes quando se afastavam do cumprimento fiel de seus ofícios.
Dessa forma, o rei era aquele que julgava. Nisso também se estabelecia seu contato com o povo, por meio do que sua fama era construída: um rei bom e fiel ou um rei mal e infiel. Note-se que os relatos dos reis estão sempre relativos à guerra e a julgamentos. Um dos textos mais famosos quanto à Salomão, no qual desponta sua sabedoria, foi exatamente quando julgou a causa de duas mulheres que reclamavam um mesmo bebê como filho. Outro exemplo pode ser visto na estratégia usada por Absalão para conquistar a confiança do povo em sua tentativa de destronar seu pai, assentando-se no meio da cidade e passando a julgar as causas do povo. O governo nas Escrituras é principalmente judiciário, não executivo. Isso também ilustra o governo divino, que julga a todos os seres morais.
É curioso que a igreja parece ter assumido novamente um modelo social da época dos juízes. Embora seja “coluna e baluarte da verdade” (1 Tm 3.15), guardiã da verdade bíblica, tendo acesso à plenitude da revelação em Cristo, vive atualmente um tipo semelhante de desgoverno, onde cada um faz o que acha mais certo. O mau testemunho de boa parte dos chamados crentes, mais comprometidos com o mundo, com suas causas pessoais, do que com o reino de Deus e sua justiça, mesmo muitos de seus líderes, faz com que se olhe para a igreja e sua liderança com desconfiança e ceticismo.
Os crentes parecem ter encontrado a “perfeita” desculpa para governarem a si mesmos, para assumirem, de forma errada, os três ofícios: são sua própria autoridade espiritual; estabelecem uma espécie de sacerdócio egoísta e ensimesmado, vivendo a fé apenas para si e seus próprios interesses; interpretam a Palavra da forma que melhor lhes convém. Embora, realmente, uma das grandes bênçãos para o crente que vive a plenitude da fé típica do Novo Testamento é a posse dos três ofícios, no mesmo modelo de Cristo, o que vemos é a deturpação de tamanha graça. A isso infelizmente se aplica a máxima reconhecida mesmo na sociedade: “o poder corrompe”. Percebendo que o Senhor concede ao crente os três ofícios, muitos passaram a dar a si mesmos privilégios “acima” ou “fora” da Lei.
Entendamos que mesmo no período dos juízes, o fato de não terem rei não justif**ava os erros que cometiam. Pode ser visto como um atenuante, no máximo. Ao invés de assumir comportamento condenável nas Escrituras, se um crente percebe que não está em uma igreja fiel, comprometida com a Verdade e com Cristo, vá para uma! Nossos dias são marcados pela posse da plenitude da revelação na era do Espírito. Há lideranças constituídas nas igrejas, com boa teologia desenvolvida por homens capacitados por Deus. Portanto, torna-se completamente injustif**ada a tentativa dos crentes de assumirem a liderança de suas próprias vidas espirituais, interpretando as Escrituras da forma que melhor lhes convém, criando caricaturas de cristãos mais comprometidos com o mundo do que com o Senhor. Nós temos rei, na verdade, o Rei dos reis e Senhor dos senhores.
Cuidado com a perniciosa e demoníaca democracia evangélica! Na igreja, Cristo manda e nós obedecemos! Não há espaço para debate, para votação, para qualquer participação ou interesse humanos quanto à verdade ou procedimentos. Ao invés de fazermos o que acharmos certo, vamos legitimamente até as Escrituras, entendendo-as em harmonia com a compreensão que tiveram os crentes desde o primeiro século, e façamos o que é realmente certo. Tenha um abençoado dia na presença do Rei (Rev. Jair de Almeida Junior).

26/02/2025

A necessidade do arrependimento
“Então, Jesus proferiu a seguinte parábola: Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha e, vindo procurar fruto nela, não achou” (Lc 13.6).
Qualquer texto que trate de pecado e arrependimento não é popular. A despeito da obviedade do assunto, pois não há quem não cometa pecado, o homem prefere viver sem considerá-lo. Essa inclinação faz parte de uma espécie de “mecanismo de defesa” do pecado, cegar a alma para as cobiças que produz. Para aqueles que não conhecem ao Senhor, isso é compreensível, embora jamais justificável, pois não nasceram de novo e não conhecem a verdade. O pecado é a norma da vida deles, a lei gravada nas tábuas de seu coração. Como diz o apóstolo Pedro: “Com eles aconteceu o que diz certo adágio verdadeiro: O cão voltou ao seu próprio vômito; e: A p***a lavada voltou a revolver-se no lamaçal” (2 Pe 2:22).
O pecado não é estranho para o ímpio, mas para o crente. Jamais devemos desculpar qualquer impiedade pelo fato de ainda sermos pecadores, como se isso fosse o normal a ser esperado do nascido de novo. Pecados para os crentes são acidentes, não o percurso. Certamente, ocorrerão em sua vida, mas por não concordar com eles, o nascido de Deus sempre os reprovará. Haverá arrependimento e confissão. Todavia, quando vemos uma geração de chamados crentes que não fazem questão de arrependimento e confissão, percebe-se que há algo muito errado e grave em seu entendimento sobre a vida cristã.
Conquanto o arrependimento, que leva à verdadeira confissão, seja algo esperado para todo crente genuíno, ele ocorre espontaneamente, não por coerção ou obrigação. Por ainda sermos pecadores, quando comparecemos diante do Deus santo, nossos pecados se destacam. Colocando isso de outra forma, não há como estarmos verdadeiramente diante da face de Deus e não sermos impelidos à confissão. Se isso não ocorre, é porque nossa visão do Senhor está errada. Há muitos que acreditam ter vida com Deus por praticar mera religiosidade. Eles leem as Escrituras, oram, vão à igreja, são até mesmo dizimistas, porém como resultado de uma concepção errada de fé.
Geralmente, pode-se distinguir a correta compreensão da verdade das falsas examinando qual é o objetivo de minha busca de Deus. Em minhas orações, o que orienta meus pedidos? Estou sempre pedindo por mim, pelos meus interesses, pelas coisas relativas a essa terra? Ora, a matéria não peca. O pecado é relativo aos domínios da alma. Um corpo morto é “santo”! Incapaz de pecar! Olhar para as necessidades materiais destaca tão-somente minha dependência material, uma espécie de incapacidade para manter minha vida física. No entanto, quando foco questões espirituais, orientando minhas súplicas para o crescimento espiritual pessoal, bem como, de meus irmãos, para a expansão do reino de Deus, envolverão diretamente a questão do pecado.
Quando o crente não percebe claramente seus próprios pecados a ponto de ser impelido ao arrependimento e à confissão é porque não está suficientemente perto de Deus. Adotou um comportamento equidistante do Senhor, distância segura para não comprometer demais seus projetos pessoais. A experiência daqueles que presenciaram uma teofania, uma manifestação pessoal de Deus, sempre foi de perceber primeiramente o horror de seus próprios pecados. A luz do Senhor destaca todas as manchas de nossa alma. A falta de uma visão clara dos pecados que cometemos consequentemente nos impede de confessar. Signif**a que desenvolvemos a terrível habilidade de conviver com os nossos pecados.
A parábola que Jesus propõe, que inclui o verso epigrafado, foi motivada pelo errôneo entendimento do judeu de sua época de associar o sofrimento necessariamente a pecados cometidos. Alguns comentavam a respeito de galileus que foram mortos por ordem de Pilatos quando sacrif**avam, bem como, de dezoito que morreram soterrados no desabamento da Torre de Siloé. Acreditavam que tais mortes trágicas se deram por serem pecadores piores que os demais. Jesus censura tal compreensão e os adverte: “Não eram, eu vo-lo afirmo; mas, se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis” (Lc 13.5).
Geralmente, crentes que se acomodam em sua vida espiritual o fazem exatamente por acreditar que há crentes piores. Fazem uma autoanálise e concluem que, por não terem pecados terríveis, podem conviver tranquilamente com os pecados que cometem, sem arrependimento e confissão. Mostram que não conhecem profundamente o Deus santo, diante de quem até mesmo os serafins têm que encobrir os olhos. Para o verdadeiro crente a confissão resultante do verdadeiro e sincero arrependimento, ao invés de ser algo ruim, é extremamente prazeroso. É momento de esvaziamento de toda culpa, de renúncia de cobiças, de renovo da alma.
Que terrível é viver como represa de pecados, quando a alma se torna recipiente transbordante de iniquidades. Busquemos a face de Deus diariamente e confessemos sem reserva os nossos pecados. Demonstremos profundo e real arrependimento. Nossa alma experimentará o refrigério, alívio e co***lo que apenas o Santo Espírito pode conceder. Enquanto calamos o nosso pecado nossa alma como que envelhece. Tenha um abençoado dia na presença de Jesus (Rev. Jair de Almeida Junior).

21/02/2025

Vivendo para Deus
“buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33).
O pecado pode ser definido como a centralidade do homem na existência. Essa é outra forma de dizer que ele se tornou um deus para si. Essa trágica condição destaca a força da soberba e da arrogância. Achar-se e viver, de alguma forma, como um deus. É essencial à divindade não necessitar de ajuda. Qualquer demonstração de necessidade implica algum grau de fraqueza, dependência, portanto, sujeição. O Deus verdadeiro de nada precisa. Ele é onipotente. Sua asseidade garante que não haja qualquer desgaste, necessidade de descanso ou de alimento. Deus é o que é, como seu próprio nome atesta. Deus não é soberbo, pois realmente é divino, jamais precisando provar nada a ninguém, ao contrário dos homens que tentam mostrar para si e para os outros aquilo que jamais serão.
O auxílio a pessoas verdadeiramente necessitadas tem caído em desuso. Duas questões se levantam quanto a isso. Primeiramente, poucos estão dispostos a ajudar. O egoísmo, alimentado por um materialismo exacerbado faz com que cada um seja um redemoinho que atrai tudo para si. A consequência é o desenvolvimento, mesmo nos crentes, de uma terrível habilidade de justif**ar a completa inatividade e apatia. Despreza-se quase que por completo a necessária ajuda àqueles que verdadeiramente precisam. Mesmo a bondade, o serviço voluntário que demonstra amor e consideração para com o próximo, tem se tornado cada vez mais raro. O tempo tem sido administrado simplesmente para si, para a realização de seus propósitos e anseios pessoais.
No entanto, mesmo para aqueles que conseguem dedicar algum tempo para auxiliar os que realmente necessitam, têm encontrado alguma dificuldade. Há a mendicância profissional daqueles que se dedicam a enganar e explorar os que sinceramente pretendem ajudar, o que tem freado a atitude de muitos. Tal comportamento contrasta com posição exatamente contrária. Cada vez mais o ser humano tem resistido à ajuda por simples soberba e orgulho, como falamos acima. Colocar-se na condição de ajuda é humilhar-se diante do necessário auxílio, a confissão de que não se foi forte o suficiente para prover ou alcançar o que se queria ou precisava. O orgulho natural causado pela autodivinização humana é o principal motivo pela rejeição da mensagem cristã.
O verdadeiro evangelho vai na contramão do orgulho. Está centrado na confissão não apenas dos pecados, mas de ser essencialmente um pecador, merecedor da ira eterna e carente de salvação. Prega a necessidade de o homem ser salvo, sua incapacidade de alcançar o padrão exigido por Deus e saldar seus próprios pecados. A confissão de um autêntico crente é a declaração de sua mais completa miséria de corpo e alma, a expressão de sua necessidade absoluta de Deus para todas as coisas. Quando o crente começa a esquecer quem é, bem como, o que é, inicia também um processo de centralização de si mesmo, a busca de suas próprias vontades. Sua visão de Deus vai paulatinamente degenerando, deixando de vê-lo como Senhor, passando a considerá-lo um mero provedor.
A completa apostasia da igreja está no final desse processo, a total inversão de posições, quando o homem busca a Deus como servo de suas vontades. A apostasia é algo terrível e tremendo! Ela não se expressa simplesmente na aberta negação de Cristo e no retorno para o mundo, mas também em modalidades de fé deformadas, sinceras, mas simplesmente humanas. Assim como em outras religiões há sinceridade naquilo que os adoradores fazem, de igual forma é possível que alguém se aproxime de Deus assim, com coração sincero, mas sem a legítima fé, antes com uma crença humana, formulada por seu próprio coração. Tal experiência, embora real, jamais é resultante do genuíno conhecimento de Jesus.
Talvez não haja evidência maior que distinga a fé verdadeira das várias modalidade de fé humanas e passageiras do que esta: quem está no centro? A quem você realmente serve? Quais são suas reais motivações para buscar ao Senhor? Toda verdadeiro crente é servo. A caricaturização da ideia de filho tem contribuído para a formulação de tipos de fé deformadas. Para muitos casais, filhos são totens, verdadeiro ídolos. Pais passaram a viver em função de filhos, acreditando que ser “pai” ou “mãe” é tornar-se capacho de filhos rebeldes e desobedientes, blasfemadores e maldizentes. Chamam isso de amor. Esquecem-se que no Antigo Testamento o filho que desonrasse seu pai ou mãe seria morto.
A época extremamente sentimental em que vivemos impõe a muitos pais verdadeiros cativeiros emocionais, como se fossem obrigados a sustentar até os vícios e pecados que os filhos praticam. É trágico que tal visão esteja interferindo na concepção que o crente tem de Deus como Pai, como se estivesse subjugado às mesmas coisas que os homens têm se sujeitado no seu relacionamento com filhos. Aprendamos que o verdadeiro amor “tudo crê, tudo espera, tudo suporta”, mas “não se compraz na injustiça” (1 Co 13). As Escrituras só reconhecem como amor aquilo que está dentro dos limites e promove a justiça e a verdade.
Muitos tem centralizado a si mesmos no relacionamento com Deus como se o Senhor estivesse obrigado a simplesmente aceder aos desejos de filhos desobedientes. Toda percepção de Deus que não causa a gratidão servil, a doce humilhação, que tem o Senhor como centro e objetivo, não corresponde à genuína experiência de fé. Busquemos, acima de tudo, as causas do reino! Vivamos sua justiça! Experimentemos a exuberância da experiência da verdadeira fé. Tenha um abençoado dia na presença de Jesus (Rev. Jair de Almeida Junior).

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