Tambor de Mina Jeje-Nagô Casa Bossu Jara

Tambor de Mina Jeje-Nagô Casa Bossu Jara Aqui trataremos sobre o calendário anual de eventos, ações, palestras, cursos e assuntos diversos sobre nossa Casa.

Tambor aberto somente aos sábados conforme calendário. Atendimento particular todos os dias com agendamento.

Vivemos um tempo em que muitos levantam bandeiras em defesa de sua raça, credo, profissão ou gênero.E lutar por respeito...
26/05/2026

Vivemos um tempo em que muitos levantam bandeiras em defesa de sua raça, credo, profissão ou gênero.
E lutar por respeito é necessário.
O problema começa quando a identidade vira apenas palco, barulho e disputa de atenção.
Poucos compreendem verdadeiramente o que é ser e estar.
Poucos conseguem enxergar a pessoa na pessoa.
O ser humano além do discurso.
Vivemos uma geração que aprendeu a gritar, mas desaprendeu a ouvir.
Que exige espaço, mas muitas vezes não sabe construir convivência.
Que fala sobre igualdade, mas alimenta divisões constantes através do ódio, da arrogância e da necessidade de estar sempre em conflito.
Defender sua existência não deveria significar destruir a do outro.
Buscar respeito não deveria nascer do tumulto, mas da consciência, da postura e da humanidade.
Há quem transforme dor em identidade permanente.
Há quem use a própria luta como justificativa para agressividade, intolerância e superioridade moral.
E nisso, a verdadeira causa se perde.
Porque igualdade não é sobre quem fala mais alto.
É sobre reconhecer que todo ser humano carrega dores, histórias, limitações e o direito de existir com dignidade.
O mundo precisa menos de guerras de ego disfarçadas de militância,
e mais de pessoas capazes de compreender que respeito não se impõe apenas com gritos, mas também com caráter, maturidade e humanidade.
No fim, a maior revolução ainda continua sendo enxergar o outro como humano antes de qualquer rótulo.

22/05/2026

O debate apresentado naquela reportagem de 1984 continua atual. Talvez até mais intenso hoje do que naquele período. O temor de muitos sacerdotes antigos não era simplesmente a presença de pessoas brancas dentro do culto, mas a transformação das religiões afro em espetáculo, vaidade e ruptura com os fundamentos ancestrais.

O embranquecimento das religiões afro não se resume à cor da pele. Ele também se manifesta na perda da profundidade ritual, na criação de “novas verdades”, na substituição da tradição pela invenção, na criação de doutrinas sem fundamento nos dialetos africanos, nos fundamentos antigos ou na transmissão oral dos mais velhos. Aquilo que antes era silêncio, mistério e aprendizado gradual, hoje muitas vezes virou exposição. Segredos ritualísticos passaram a ser gravados, fotografados e exibidos publicamente, como se o sagrado pudesse existir sem resguardo.

E muitos perguntam: “qual o problema?”.
O problema talvez esteja justamente na perda da experiência do encontro com o desconhecido. Antigamente, entrar para o culto significava se submeter ao tempo, ao silêncio, ao aprendizado e ao próprio sagrado. Havia respeito pelo mistério. Hoje, muitos querem saber antes o que vai acontecer, querem antecipar processos, acelerar cargos, estender a mão para receber bênçãos sem atravessar os caminhos necessários da iniciação.

Surge então uma geração que já não quer “dar santo”, bolar, recolher, aprender lentamente ou amadurecer espiritualmente. Para alguns, o transe virou performance; a incorporação virou movimento ensaiado; a ancestralidade virou estética. “Bolar pra quê?”, dizem alguns, “se já sei o que fazer?”. E assim o processo iniciático vai sendo deixado de lado em favor da aparência de autoridade.

O xirê também sofre transformações. O que antes obedecia uma sequência ritual profunda e cuidadosamente preservada, hoje em muitos lugares se fragmenta em versões improvisadas. A dança dos Orixás — antes manifestação única, espontânea e sagrada — por vezes se torna coreografia marcada, onde parece existir mais preocupação com apresentação do que com presença espiritual. Em alguns casos, há mais brilho no corpo do dançarino do que reverência ao próprio Orixá.

As vestes seguem o mesmo caminho. O que antes era simplicidade ritual — pano branco, pano da costa, humildade litúrgica — em muitos espaços cede lugar ao excesso de brilho, pedrarias e alegorias monumentais. O que era símbolo de axé passa a disputar atenção estética. O sagrado corre o risco de virar espetáculo visual.

Talvez fosse exatamente esse o medo dos antigos sacerdotes quando falavam do risco de “embranquecer” o culto afro: não apenas perder a negritude da pele, mas perder a alma africana da religião — sua disciplina, oralidade, hierarquia, silêncio, mistério, ancestralidade e fundamento. Porque quando o culto perde seu centro espiritual e ancestral, ele pode continuar bonito aos olhos, mas vazio na essência.

O sacerdote não é escudo de problema, nem parede para proteger irresponsabilidade. Sua função não é absorver as escolhas...
15/05/2026

O sacerdote não é escudo de problema, nem parede para proteger irresponsabilidade. Sua função não é absorver as escolhas mal feitas de quem se recusa a amadurecer. O sacerdote é guia, é referência, é ponto de equilíbrio — mas não pode ser transformado em cúmplice do descontrole alheio. Quando alguém vive criando o próprio caos e depois tenta transferir suas consequências para a liderança espiritual, está confundindo cuidado com permissividade.

Ao mesmo tempo, firmeza não é dureza vazia. O sacerdote precisa se manter com postura, presença e autoridade moral, porque no ambiente espiritual a ausência de limite gera desordem. Quando não há imposição clara, o respeito se enfraquece. E onde o respeito enfraquece, instala-se o abuso, a manipulação e a confusão de papéis. Autoridade espiritual não é grito, não é arrogância — é coerência. É a capacidade de dizer “não” quando necessário, de estabelecer regras, de sustentar decisões mesmo sob pressão.

Filho de santo verdadeiro compreende hierarquia, responsabilidade e consequência. Ele não arrasta seu sacerdote para o caos que ele mesmo cria repetidamente. Quem escolhe agir fora da orientação não pode exigir que a liderança assuma os danos. A maturidade espiritual começa quando a pessoa entende que suas escolhas têm peso. O sacerdote orienta, aconselha, corrige e sustenta — mas não pode viver resolvendo ciclos de desorganização que se repetem por falta de disciplina.

Respeito na tradição não nasce do medo, nasce da consciência. O sacerdote que mantém postura educa pelo exemplo. O filho que deseja crescer aprende a ouvir, a refletir e a assumir suas próprias responsabilidades. Quando cada um ocupa seu lugar com clareza, a casa se fortalece. Quando os limites são respeitados, a harmonia se estabelece. E onde há ordem, há continuidade.

15/02/2026

Eu sou a voz que nunca se cala.
Sou o sussurro antigo que atravessa o tempo para te apontar o caminho quando tudo parece confuso.

Sou ancestral.

Fui eu quem abriu os mistérios que hoje você chama de religião — mas saiba: antes de qualquer nome, antes de qualquer rito, tudo começou dentro de você.
Não é religião. É força.
É consciência.
É o despertar daquilo que sempre habitou o seu espírito.
O Abassa não é passeio, não é obrigação, nem refúgio para quem não sabe onde ir.
O Abassa é chão sagrado.
É o lugar onde nós, ancestrais, pisamos junto a você para moldar sua coragem, fortalecer sua essência e lembrar quem você realmente é.
Quando seus pés tocam esse chão, você não está na terra — está no céu ancestral.
Ali, a vida não termina, ela continua.
Ela se transforma.
Ela se lembra de si mesma.
Toque o chão.
Erga os olhos.
Dance.
Permita que o corpo fale com a terra e que o espírito converse com o universo.
O corpo é ponte.
O espírito é caminho.
Procure-me…
Mas apenas se estiver pronto para se encontrar.

06/01/2026

NOTA ÀS CASAS COIRMÃS

A Casa de Tambor de Mina Jejê-Nagô Bossou Jara, sob a responsabilidade espiritual de seu Sacerdote Rogério Biojalade Moreira, comunica que, a partir desta data, o senhor Vitor Jardim Amaral (obrigação de Kpo Olubata, não confirmado/Suspenso) não caminha mais sob o fundamento desta Casa, não possuindo vínculo, autorização ou representação de qualquer natureza.
Cada pessoa segue seu próprio destino, e os caminhos se separam quando assim determina o tempo e o sagrado. Desejamos ao senhor Vitor Jardim Amaral prosperidade, consciência e bons caminhos em sua jornada.
A Casa Bossou Jara segue firme em seus fundamentos, respeitando a tradição e a verdade espiritual.
Rogerio Biojalade Moreira
Axé

06/01/2026

COMUNICADO OFICIAL

A Casa de Tambor de Mina Jejê-Nagô Bossou Jara, representada por seu Sacerdote Rogério Biojalade Moreira, comunica, para conhecimento geral, que o senhor Vitor Jardim Amaral não integra mais o quadro religioso desta Casa, estando formalmente desligado a partir da presente data.
Declara-se, ainda, que o referido senhor não possui autorização para representar esta Casa, seja em atos religiosos, administrativos ou públicos, em nenhuma hipótese.
A presente comunicação tem efeito imediato e deve ser observada por todas as casas e instituições religiosas acima mencionadas.
Desejamos ao senhor Vitor Jardim Amaral êxito em seus caminhos futuros e registramos o encerramento definitivo de qualquer vínculo com esta Casa.

Rogério Biojalade Moreira – Sacerdote

Vodun lɛ ni xo ɖɛ dó mi jí hwebinu
Que Vodun o abençoe sempre

31/12/2025
" Meu axé não faz parte do relativismo "Sim, é dessa forma que penso e cultuo meu sagrado, não podemos ser dotados da ve...
09/12/2025

" Meu axé não faz parte do relativismo "

Sim, é dessa forma que penso e cultuo meu sagrado, não podemos ser dotados da verdade absoluta, assim como você não é !!!

Não podemos admitir que tudo bem, deixa pra lá, assim tá bom, minimalismo ou exagero façam parte do sagrado.

Não pode haver espaço para os desrespeitos ao sagrado.

R. Biojalade M.

A Dangbe a mãe que nos guarda em seu ventre, não nos engole, ela nos transforma em serpente, não para ter veneno ou enve...
01/08/2025

A Dangbe a mãe que nos guarda em seu ventre, não nos engole, ela nos transforma em serpente, não para ter veneno ou envenenar, ela engana Iku, mas não ao nosso tempo, ela não precisa falar, não precisa voar, não precisa de braços e pernas para mostrar a todos que é do chão que se ergue.

Endereço

Rua Masculo, 188/Vila São Paulo
São Paulo, SP
04651-130

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 15:00 - 21:00
Terça-feira 15:00 - 21:00
Quarta-feira 15:00 - 21:00
Quinta-feira 15:00 - 21:00
Sexta-feira 15:00 - 21:00
Sábado 19:00 - 00:00

Telefone

+5511942101635

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Tambor de Mina Jeje-Nagô Casa Bossu Jara posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com O Local De Adoração

Envie uma mensagem para Tambor de Mina Jeje-Nagô Casa Bossu Jara:

Compartilhar

Categoria