Orisa Brasil

Orisa Brasil Religião Tradicional Orisa em
Terra Yoruba - Yemojagbemi Omitanmole Arike - Renata Barcelos

01/04/2026
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16/03/2026

Inicie agora mesmo ! Inicie já ! Inicie rápido .. aproveite essa oportunidade única e incrível, você finalmente poderá saber o seu destino nesta oferta imperdível, é limitado! É exclusivo!

Feira e fábrica de iniciação de Orisa no Brasil uma modalidade única..

Iniciações em série ….. ?.. vc guardará com carinho mesmo que o seu iniciador não lembre de você. Afinal é baratinho é banal mesmo.. qualquer coisa faz outra vez , ou pede para alguém ensinar .. bate na casa de outro para ajudar ..

Cada Ori aceita aquilo que pode comportar…

SE VOCÊ NÃO ENTENDEU - esse texto é .. UMA CRÍTICA.

Eu não tenho feira.
Tenho religião.

Beijinhos ..
Yemojagbemi Arike

03/03/2026

Dá até um certo receio, não é? Porque quando avançamos nesse tema, tocamos em dois territórios delicados: o da fé e o das construções acadêmicas já estabelecidas. É preciso mente aberta para transitar entre esses campos — sem ferir convicções religiosas, e acadêmicos — e ainda assim permitir um outro olhar, a partir da perspectiva de um pesquisador, historiador e arqueólogo yorùbá Akin Ogundiran. Isso não signif**a que outros autores não tenham sido considerados. Neste momento escolho apresentar este pensamento específico — que pode e deve ser questionado. O diálogo faz parte do processo - o autor está vivo ..

Seguimos para a fase clássica, onde observamos uma organização mais estruturada do panteão yorùbá.

✨ Período Clássico (1000–1420)
Foi o florescimento político, urbano e artístico da civilização yorùbá antiga. Se antes o poder estava sendo organizado, aqui ele se consolida.

🔹 Política: firma-se o rei coroado), a realeza divina torna-se modelo dominante e o sistema cidade-estado sob rei sagrado se expande. Ilé-Ifẹ̀ se consolida como centro político e ideológico.. no primeiro momento.

🔹 Urbanização: crescimento de grandes centros, cidades planejadas com pavimentos de cacos de cerâmica, espaços rituais e bairros organizados.

🔹 Economia: intensif**ação do comércio regional

🔹 Arte : esculturas naturalistas em terracota e, depois, em bronze e latão, com alto nível técnico, e muita produção de vidro em ife

🔹 Ideologia: consolidação da teogonia dos Òrìṣà e centralidade de Ilé-Ifẹ̀ na memória histórica.

E o que segue é conclusões ..

Depois, o Império de Oyo exercerá forte influência, especialmente com a centralidade de Ṣàngó e sua relação com outros Òrìṣà. Ainda assim, mesmo com articulações políticas e religiosas ef**azes, vemos ainda hoje alguns Òrìṣà específicos de alguns povos e continuam presentes em território yorùbá e que ainda não tenham entrado no grande panteão eles possuem relações com outros orisa a partir de suas próprias perspectivas.

f**a evidente como um grupo de Orisa se expande de maior maneira que outros .. e que com tanta pluralidade uma homogeneidade absoluta nunca foi a realidade…

Yemojagbemi Arike

02/03/2026

Atenção ! Tem vídeos anteriores -

Obs inicial : Ogundiran em algumas passagens afirma que não há evidência histórica documentada.

Segundo Ogundiran - O Período Formativo Tardio foi um momento de grande mudança política na história yorùbá. Entre os séculos VII e XI, a população cresceu e a disputa por terras férteis aumentou. As várias casas que antes eram unidades familiares autônomas, começaram a entrar em conflito.

Para se fortalecer e evitar guerras constantes, núcleos se uniram. Dessa união nasceram conglomerados ainda maiores , e mais organizadas politicamente.

Em lugares como Ilé-Ifẹ̀ e na região de Èkìtì–Ìgbómìnà, esses mega conglomerados passaram a funcionar como confederações. No começo, a liderança era mais simbólica ou rotativa. Com o tempo, o poder começou a se concentrar em um personagem principal.

No final desse período surge o ọba - divinizado , o líder que usava a coroa de contas . Essa coroa se torna símbolo de autoridade e marca o início da ideia de realeza divina — que ainda estava se formando e só se consolidaria depois, no período Clássico.

Ao mesmo tempo, o comércio regional cresceu e apareceram esculturas em pedra mais em maior número , mostrando que a sociedade estava f**ando mais organizada e hierarquizada.

Esse período ainda não foi o auge urbano yorùbá, mas foi a base que permitiu o surgimento das cidades-estado, da monarquia sagrada e do sistema político mais integrado que viria nos séculos seguintes.

Baseado em arquivos e documentos de Ogundiran.

Sobre as questões de Oduduwa no solo na Terra no céu na mitologia f**a por minha conta .. rs

Beijos
Yemojagbemi Arike

01/03/2026

Tem vídeo antes deste .. 1 Período Arcaico - > 2 Período Formativo Inicial começa com o retorno das chuvas após a fase de seca.

Há expansão populacional e formação de complexos de aldeias segmentadas, de pequeno e médio porte.

Algumas dessas comunidades já apresentam instituições políticas formalizadas, lideradas por chefes sacerdotais. No entanto, OGUNDIRAN, Aponta : nesse momento os líderes ainda não eram concebidos como divindades vivas.

A organização social começa a ultrapassar o âmbito exclusivamente doméstico.

As linhagens tornam-se mais estruturadas e contíguas. As aldeias passam a apresentar maior densidade populacional.

Esse período é descrito como preparação para a instituição da realeza divina que se consolidará posteriormente.

Ainda não há um panteão regional padronizado.

Cada comunidade mantém seus próprios espíritos ancestrais, heróis próprios , mas existe forte liderança comunitária.

Baseado em estudos de Akin Ogundiran que está escavando com grupo de arqueólogos área yoruba . Historiador, antropólogo e arqueólogo.

Beijinhos
Yemojagbemi Arike

O trabalho arqueológico que está sendo realizado em Oyo Ile, coordenado pelo Prof. Ogundiran, é algo que qualquer pessoa...
28/02/2026

O trabalho arqueológico que está sendo realizado em Oyo Ile, coordenado pelo Prof. Ogundiran, é algo que qualquer pessoa devota ou realmente interessada em história yoruba sonhou a vida inteira em ver acontecer.
E ife já tiveram vários locais escavados tb …

Em tese, antropólogos e historiadores deveriam se abrir para novas fontes, novas coletas, novas escavações — e não permanecer abraçados apenas a uma literatura já estabelecida. Quem costuma fazer isso são alguns “fanáticos religiosos”, né? Aqueles que têm medo de aprender mais porque pode refutar o que já propagam.

E sou religiosa .. até um pouco fanática rsrs mas sempre aberta a novas coletas .. pq aprendi ser assim justamente com a religião tradicional yoruba - que é absolutamente complexa e que todo dia podemos bater em uma casa e aprender algo novo .. tenho amigos 30 anos indo para Nigéria que continuam a aprender coisas novas sobre Orisa.. outros que moram lá e aprendem mais ..

Nada abala minha fé.
Eu culto Orisa todos os dias no templo.
Pode aparecer a prova que for.
Se amanhã disserem que Orisa são alienígenas, minha fé continua intacta.

Pelo amor de Olodumare… os acadêmicos às vezes parecem mais apegados às próprias referências do que certos religiosos às suas coletas . A área yoruba tem fonte viva. Tem pesquisa sendo feita agora. Tem gente escavando. Tem dado novo surgindo.

Isso deveria ser celebrado. Apoiado.

Beijos,
Yemojagbemi Arike

É meu aniversário e refletindo.. Eu realmente não escolhi o caminho mais fácil para cultuar Òrìṣà.E isso, muitas vezes, ...
17/02/2026

É meu aniversário e refletindo..

Eu realmente não escolhi o caminho mais fácil para cultuar Òrìṣà.
E isso, muitas vezes, significou remar contra a maré — até mesmo “contra” o próprio Ifá — e ainda assim fazer um culto tradicional yoruba.

Nada me foi entregue pronto. Eu desbravei com as próprias mãos. Construí no Brasil passo a passo, uma Esin Orisa Ibile sem Ifá-centrismo, e sigo no caminho..

E hoje, olhar e perceber que tenho o apoio e o respeito de sacerdotes e Babalawo(s) que admiro me traz uma satisfação profunda.

Eu fui levada para a religião ainda criança. Antes mesmo de ter consciência do meu próprio caminho, eu já aprendia. Aprendi sobre uma espiritualidade brasileira — moldada neste solo. Uma espiritualidade que aglutinou saberes, que se adaptou às necessidades, que absorveu — e ainda absorve — as dores e lutas de um povo chamado Brasileiro.

E .. vivendo tudo isso .. algo essencial:
Apesar das formas diferentes de cultuar, apesar das diversas vertentes espirituais, o propósito maior sempre foi o mesmo — cuidar do ser humano.. viver o que já vivi me fez entender melhor - terra Brasil e suas particularidades.

O verdadeiro desafio é o óbvio que nunca esteve apenas nos ritos, nem na quantidade de coisas a serem decoradas nem mesmo em replicar uma tradição .. o desafio sacerdotal sempre foi — e sempre será — compreender com a devida atenção a particularidade de cada pessoa.

E hoje eu estou ainda mais certa do meu propósito.
E também mais consciente de quem deve — e quem realmente pode — permanecer ao meu lado nessa caminhada.

E falando em estar ao lado… tem a minha família. Pacientes com as minhas ausências. Aqueles que me acolhem quando eu sofro pelas histórias de pessoas que muitas vezes acabei de conhecer. Sou profundamente grata.

Yemojagbemi Arike

10/02/2026

A comida favorita de Esu é a prepotência e a arrogância! Pode ter certeza!

Beijos
Yemojagbemi Arike

05/02/2026

Isso também travou a minha cabeça por muito tempo… até que a resposta era a mesmo e muito mais simples do que se imaginava: especialidades parecidas, mas resoluções diferentes.

Embora muita gente não saiba, existem muitos versos dessas Òrìṣà pedindo — e lamentando por não ter determinada coisa.
E as resoluções para eles/elas foram dadas, para que conseguissem aquilo que lhes faltava.
Foi a partir dessas resoluções, e das grandes proezas realizadas, que elas se tornaram conhecidas por seus feitos e, então, enaltecidas por suas habilidades — como, por exemplo, a capacidade de ter filhos.

E tem mais uma questão que também sempre pifou a cabeça:
por que existem tantas (tantos) Òrìṣà ligados aos mesmos domínios?
Tantas Òrìṣà de rios, de raios, de fogo, caçadores…

Acho que esse ponto já é assunto para um outro vídeo.

Tem mais temas aí?
Podem sugerir — mas não coisas amplas do tipo “fale mais de Ọ̀ṣun”, porque isso renderia umas 8 horas 😅
Prefiro temas mais específicos.
Se tiver vergonha de colocar nos comentários, pode mandar no direct.

Beijinhos,
Yemojagbemi Arike💙

03/02/2026

O Maior problema deste assunto : não é a sereia em si! Mas copiar um imaginário estético que a sereia tem traços não africanos, representada com cabelos longos lisos as vezes até loiros, pele branca e olhos azuis.

Sobre a pele branca tenho um observação especial, tb vi em área yoruba sereias com corpos brancos - mas não pq se tratava de um estrangeiro sendo desenhado em paredes — mas sim pela ideia de representar a própria água “ a cor da água “ transparente =branco para ser possível pintar.
Então é por isso que vemos algumas delas com corpos brancos, mas ainda assim yoruba.

Acho que tem quatro sereias mais icônicas no Brasil : quando penso em candomblé : a que f**a na praia do rio vermelho , e o quadro que f**a no gantois, é outro que f**a no sítio do pai Adão - Ogunte, na entrada da Casa Branca..

Estas são as que mais lembro. Você lembra de alguma mais ?

Beijos
Yemojagbemi Arike

Na tradição yoruba , chamamos de Abiku aqueles que têm o destino de nascer e morrer repetidas vezes.Não por falta de for...
09/01/2026

Na tradição yoruba , chamamos de Abiku aqueles que têm o destino de nascer e morrer repetidas vezes.
Não por falta de força, mas porque o mundo não fez o que era necessário para mantê-los aqui.
Abiku tem pacto no Orun, e esse pacto precisa ser quebrado no Aiye para que a vida se sustente.

Esse verso sobre osumare— palavra genérica Yorùbá para “arco-íris” — é o protagonista do episódio de abiku.

No verso, o arco-íris nasce e morre todos os dias, porque sua mãe não fez ebo, não realizou os rituais necessários para que ele nascesse e não morresse mais.

Outro ponto interessante que o verso confirma é algo que já conhecemos na teoria:
uma das formas de reter um Abiku no Aiye é dar o nome correto, um nome que o fixe na Terra.

É importante lembrar que o Abiku tem mortes repetidas; ele não chega à vida adulta sem quebrar o pacto.
E é a mesma pessoa que morre e volta várias vezes..
Não é ab**to natural
É destino que precisa ser interrompido , até que algo o prenda ao mundo, o convença a f**ar no mundo.

Esses tipos de rituais de rompimento de pacto de abiku precisam ser feitos por sacerdotes extremamente experientes.


Neste anos ouvi muita gente em consulta que teve diagnóstico de abiku, mas que de fato dentro da minha tradição nunca seriam consideradas abiku e levaram esse fardo a vida toda.. principalmente a relatarem ab**tos maternos..

Da teoria ao verso.

Beijinhos,
Yemojagbemi Arike

Um registro muito especial ! Sango presente em Hedjegan - no Togo. Com o volume enorme de registros de Orisa na Nigéria ...
12/11/2025

Um registro muito especial ! Sango presente em Hedjegan - no Togo.

Com o volume enorme de registros de Orisa na Nigéria e Benin .. é muito bacana ver Orisa no Togo.

Esta comunidade de Sango é bastante ativa e fazem seus festivais de Sango em fevereiro/março todos os anos.

Beijos
Yemojagbemi Arike

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São Paulo, SP

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