24/01/2026
Eu nunca achei que fosse sentir uma dor tão silenciosa.
Não foi uma briga.
Não foi um grito.
Foi o abandono frio,aquele que chega sem aviso.
Ele foi se afastando aos poucos.
Mensagens mais curtas.
Olhar distante.
Até o dia em que descobri que havia outra mulher ocupando o espaço que era meu.
A sensação é difícil de explicar.
É como se o chão sumisse, mas você tivesse que continuar andando.
Eu me sentia menor, descartável, trocável.
Dormia mal.
Comia sem sentir gosto.
Me olhava no espelho e não reconhecia mais quem eu era.
A pior parte não era só perdê-lo.
Era me perguntar todos os dias:
“Por que ela?”
“O que faltou em mim?”
A rival não levou apenas o marido.
Levou minha paz, minha autoestima e minha confiança.
Foi nesse estado — cansada de chorar sozinha — que conheci o feitiço.
No início, confesso: eu só queria parar de doer.
Queria respostas.
Queria recuperar o que era meu.
O que aconteceu foi além.
O ritual não apenas reativou a ligação entre nós…
Ele quebrou a influência externa,
desfez a interferência daquela rival
e reorganizou tudo o que estava fora do lugar.
O afastamento virou inquietação.
O silêncio virou busca.
E a frieza deu lugar a uma necessidade clara de voltar.
Hoje, olhando para trás, eu entendo:
não era sobre implorar amor.
Era sobre restaurar um vínculo que tinha sido invadido.
A dor existiu.
Foi profunda.
Mas a solução também veio
e me devolveu não só o marido,
mas a mulher que eu achei que tinha perdido no processo.