21/03/2026
Tocar a Missa é diferente de tocar na Missa.
Quando o ministério esquece isso, a música deixa de servir à liturgia e começa a buscar aplauso. E a liturgia nunca foi palco. Ela é encontro, sacrifício, mistério.
Como recorda o Padre Chrystian Shankar, o músico não está ali para aparecer, mas para conduzir. Seu papel é sustentar a oração da assembleia, respeitar cada momento da celebração e desaparecer para que Cristo apareça.
Cada canto precisa dialogar com o rito. Cada acorde deve servir ao altar. Quando a música chama mais atenção que o Mistério celebrado, algo se perdeu no caminho.
Servir na música é aceitar ser ponte, não protagonista. É entender que a beleza do canto está em ajudar o povo a rezar, mesmo que ninguém repare em quem está segurando o microfone.
No fim, o melhor elogio para um ministério de música é simples: a assembleia rezou melhor.