Comunidade da Pedra Branca - Egbé Ifá Aworeni

Comunidade da Pedra Branca - Egbé Ifá Aworeni Assista as nossas reuniões gratuitas todos os sábados a partir das 17:00 horas. Atendimento Agendado de quarta e sexta-feira a partir das 15:00 horas. Axé!

A COMUNIDADE DA PEDRA BRANCA é um local que mescla o Culto a Orixá ao Culto Umbandista Tradicional. Reúne sacerdotes, médiuns em vários estágios de desenvolvimento, devotos, educadores, profissionais de saúde física e mental e outros dispostos a encontrar o melhor de si e da comunidade. Somos uma Irmandade que serve ao individual e o indivíduo que serve à comunidade. Acreditamos no ensinamento de

caminhar juntos a nossa jornada terrena em busca do crescimento. Realizamos consultas com búzios, Tarô, vaticínios ancestrais, orientação espiritual, desenvolvimento mediúnico, passes magnéticos, sessões de curas e limpezas, realinhamento de energias pessoal e de ambientes, reposição bioenergética, terapia auricular, quiropraxia, elixires, banhos e trabalhos específicos para vários fins evolutivos. Nosso objetivo é ajudar a resolver os conflitos interiores, cultivar o perdão, curar a nossa alma e o nosso corpo, contribuir para que nosso comportamento esteja de acordo com a nossa consciência e combinado com os princípios essenciais da vida. Nossa comunidade é inspirada pelos Orixás e Guias, sempre ressaltando a Natureza e a essência espiritual do destino das pessoas, cuidando de melhorar sua vida e afastar o mal para a realização nos planos da matéria e do espírito.

07/03/2023
COMUNIDADE DA PEDRA BRANCA - 40 ANOS - Tradição Cultural, Religiosa e Ação Social.
01/03/2023

COMUNIDADE DA PEDRA BRANCA - 40 ANOS - Tradição Cultural, Religiosa e Ação Social.

*Campanha da Páscoa Solidária*A Páscoa é, sem dúvidas, um dos feriados mais aguardados do ano por crianças e adultos. Um...
01/03/2023

*Campanha da Páscoa Solidária*
A Páscoa é, sem dúvidas, um dos feriados mais aguardados do ano por crianças e adultos. Um dos motivos é desfrutar da doçura dos Ovos de chocolate.
Vivemos tempos incertos, mas a solidariedade é uma das nossas maiores convicções porque podemos transformar vidas através dela. Quer saber como?
Nos dedicando no cuidado e na ajuda dos mais necessitados.
Com pequenas atitudes, juntos, podemos transformar a vida de muitas pessoas através da aproximação e acolhimento necessários.
Contribua para que possamos levar um pouco de alegria às crianças que são assistidas pelo nosso Trabalho Social.
Doe R$ 20,00 ou mais.
Formas de pagamento:
💵 dinheiro 💳 cartão ou PIX.

A "Comunidade da Pedra Branca" está fazendo aniversário, completa 40 anos a serviço da Cultura e Tradição Religiosa Afro...
24/02/2023

A "Comunidade da Pedra Branca" está fazendo aniversário, completa 40 anos a serviço da Cultura e Tradição Religiosa Afro Brasileira.
Queremos comemorar com você!
Vai ter bolo e muita história pra contar.
Dia: 25/02/23
Horário: 17 horas

Vejam este importante acervo que o Babá  compartilhou. Festas de Iemanjá espalhadas pelas praias do Rio de Janeiro e not...
02/02/2023

Vejam este importante acervo que o Babá compartilhou. Festas de Iemanjá espalhadas pelas praias do Rio de Janeiro e noticiadas através da Revista "O Cruzeiro" por volta dos anos 50.

Odoyáaaaaa!

Na data de hoje, alguns Umbandistas celebram o Orixá Oxóssi que, através do processo de sincretismo religioso, foi assoc...
20/01/2023

Na data de hoje, alguns Umbandistas celebram o Orixá Oxóssi que, através do processo de sincretismo religioso, foi associado à São Sebastião. Na imagética da arte sacra católica, São Sebastião é tratado como um homem branco amarrado em uma árvore e martirizado com flechas que atravessam seu corpo. Diz-se também, que o santo padroeiro da cidade do Rio de Janeiro teria sido uma pessoa LGBTQIA+ assassinada por não professar a religião dominante. Inclusive, diferente do que demonstram as imagens de São Sebastião, ele não teria sido morto por flechas. Acredita-se que ele tenha sido espancado até a morte a mando do Imperador Diocleciano, que atirou seu corpo nos esgotos de Roma. Notam alguma semelhança com a nossa realidade? Seria irônico, se não fosse verdade... Justamente o orixá Oxóssi, que é conhecido como o caçador de uma flecha só - aquele que atira para não errar - é sincretizado com o Santo flechado, que é vítima do preconceito religioso e que tem sua suposta orientação sexual violentada.

Para além do olhar colonizado, Oxóssi é o caçador de uma flecha só, aquele que não erra e proporciona a caça farta. É o símbolo da astúcia, da ligeireza, da perspicácia, da boa articulação, da obstinação e da tenacidade. Oxóssi é aquele que traz consigo o papel social de provedor, aquele que é responsável por alimentar e compartilhar o alimento com a comunidade. Nas Makumbas, Oxóssi é considerado o Orixá que rege a linha do Povo da Mata, que acolhe os espíritos ancestrais (entidades) conhecidos como Caboclos e Caboclas. A relação de afinidade entre os Caboclos e Oxóssi foi estabelecida a partir do arquétipo dos caçadores que são exímios conhecedores dos segredos da fauna e da flora.

Apesar disso, os Caboclos e Caboclas não podem ser resumidos a uma única atividade ou experiência de vida, porque estamos tratando de espíritos de pessoas que tiveram suas próprias vivências. Pelo caráter obstinado do ser caçador, os Caboclos e Caboclas são fiéis aos seus propósitos, perspicazes, astutos, ágeis em suas ações e firmes como a terra. A sabedoria desses espíritos ancestrais está presente em terreiros dos mais diversos tipos de sistemas espirituais afro-diaspóricos e ameríndios, tais como os terreiros de Umbanda, Candomblé, Omolokô, Makumbas, Toré de Caboclo, Pajelança, Cabula, Calundu, etc. Em cada um desses territórios, encontraremos uma forma diferente de culto e, de acordo com a região e a diversidade cultural, as manifestações também poderão ser diferentes.

Existem algumas questões sobre os Caboclos que precisam ser tratadas com muito cuidado para que os nossos terreiros retomem seu papel de corpo-território ancestral e decolonial. É preciso partir do princípio que os corpos indígenas e negros foram estereotipados, exotificados, sexualizados e demonizados pelo olhar do colonizador. Esse olhar branco sobre todos os outros corpos é responsável pela distorção da identidade do CABÔKO - assim mesmo sem L, conforme reivindicado pelo irmão e Professor José Sena em seu manifesto político - que abriga em seu guarda-chuva os indivíduos afro-indígenas, ou seja, descendentes de indígenas e/ou negros.

Quando os sistemas espirituais centro-africanos desembarcam neste território, os negros de origem bantu encontraram uma espiritualidade, costumes e uma cultura potente pré-estabelecida pelos povos originários. A partir do estudo sobre a ética bantu da hospitalidade, podemos compreender que os Bakongo têm como principal fundamento o culto ao ancestrais donos da terra. Ou seja, com a chegada dos negros durante o processo de escravização, os indivíduos de origem bantu detectaram a necessidade de cultuar a latente ancestralidade indígena para que os seus próprios ancestrais pudessem ser cultuados. Por isso, em muitas Makumbas, o culto aos Caboclos se organiza a partir do olhar bantu sobre a ancestralidade indígena e inclui em seus ritos elementos africanos associados a elementos indígenas.

Na Bahia, os Caboclos costumam ser cultuados mais intensamente no dia 2 de Julho que faz referência ao Dia da Independência da Bahia, onde rememoram a vitória dos brasileiros sobre os portugueses que contou com forte participação dos negros, indígenas e mulheres. Ainda hoje, a memória dos Caboclos de Julho é celebrada através de uma carreata, onde as imagens simbólicas do Caboclo e da Cabocla em tamanho natural percorrem a cidade em um dia marcado pelas festas populares que preservam a cultura do povo que se expressa através do Samba de Caboclo, da viola e das rodas de makumba que acontecem pelos terreiros de toda a Bahia. Nesse contexto, os Caboclos são lembrados como os donos da terra, como os sertanejos, como os ribeirinhos e como todos aqueles que participaram de alguma forma de movimentos de resistência contra a colonização.

Ainda falando sobre o culto aos Caboclos, é importante notar que, principalmente nos Candomblés Kongo-Angola, há uma ligação entre essas entidades e o Nkisi Kitembo (Tempo) que é conhecido como o Rei da Nação Angola. Os Caboclos costumam "zuelar" (cantar) em exaltação a essa divindade. Quem nunca escutou um Caboclo cantar: "Tata Kitembo me deu uma bandeira, tão branca quanto a de Lembá, quando de longe alguém olhar pra ela, sabe que a casa é de Angolá, ai ai a minha Angola, ai ai meu Angolá". Para além dos Candomblés, o culto aos Caboclos ganha outros contornos na Jurema, nos Torés e na Pajelança, onde essas entidades são cultuadas mais costumeiramente com ritos mais próximos das sabenças ameríndias.

Sabendo que os Caboclos são espíritos ancestrais dotados de conhecimentos sobre caça, pesca, coleta, cultivo, medicina, artesanato, construção, vida em comunidade, subsistência e de diversas outras tecnologias pertencentes aos povos originários e aos africanos, é mais do urgente que comecemos a repensar a imagem do Caboclo que tem sido deturpada desde 1908, quando passa a ser higienizada e é vestida com as vestes angelicais de um ser gentil, mentalmente escravizado, sem identidade e que se coloca a serviço dos interesses do colonizador em um processo de recolonização que se estabelece nos terreiros.

Então, que a força de Oxóssi, do Povo da Mata, dos Ribeirinhos, dos Sertanejos, dos Juremeiros, e de todos os nossos Caboclos e Caboclas de Pena, de Couro e das Águas possa nos ensinar sobre perseverança, obstinação e coragem. Que possamos aprender a olhar para as desigualdades sociais e perceber que só conseguiremos alcançar a prosperidade justa com acesso a educação, equidade econômica, políticas públicas de saúde e justiça social. Que consigamos entender que a vida em comunidade exige que olhemos para o outro com um olhar mais empático e que não há coletividade se alguém ficou para trás. Que sejamos capazes de perceber que levantar alguém não significa ficar estagnado e que não podemos crescer sem puxar outras pessoas conosco. Que busquemos ações para auxiliar no combate ao genocídio das populações indígenas e negra! Que sejamos dignos da oportunidade de beber água fresca em fonte infinita de sabedoria ancestral...

Saravá o Caboclo Cobra Coral! Saravá o Caboclo Urunday! Saravá o Caboclo Urubatão da Guia! Saravá o Caboclo Aruã! Saravá o Caboclo Tupiaçu! Saravá o Caboclo Tapajós! Saravá o Caboclo Rompe Mato! Saravá o Caboclo 7 Luzes! Saravá o Caboclo Jaci! Saravá o Caboclo Pedra Preta! Saravá o Caboclo 7 Flechas! Saravá o Caboclo Pena Branca! Saravá o Caboclo Giramundo! Saravá o Caboclo 7 Estrelas! Saravá o Caboclo Pena Dourada! Saravá o Caboclo Mata Virgem! Saravá a Cabocla Jurema da Mata! Saravá o Caboclo Tupy! Saravá o Caboclo Pena Verde! Saravá o Caboclo Tupaíba! Saravá a Cabocla Jandira! Saravá a Cabocla Jupira! Saravá a Cabocla Indaiá! Saravá a Cabocla Janaína! Saravá o Caboclo Arranca Toco! Saravá o Caboclo Boiadeiro!

Oke Caboclo!! 🍃🏹

Okê Arô! Okê Caboclo! Oké, bamboclim! Xêtro Marrumbaxêtro!
Saravá a Cidade da Jurema! Saravá os Capangueiros da Jurema! Saravá os Caçadores de Orubá! Saravá a Macaia de Oxóssi!

Referência: Professor José Sena e Sidnei Barreto Nogueira

Texto de autoria de Cassano
Em caso de compartilhamento, dê os créditos ao autor.

Já está disponível no site da UNESCO o *II Relatório sobre Intolerância Religiosa: Brasil, América Latina e Caribe*. *Or...
19/01/2023

Já está disponível no site da UNESCO o *II Relatório sobre Intolerância Religiosa: Brasil, América Latina e Caribe*.

*Organizadores:*

*-* Prof Dr. Babalawô Ivanir dos Santos

*-* Prof. doutorando Bruno Bonsanto Dias

*-* Prof. mestrando Luan Costa Ivanir dos Santos

*Publicação:*
CEAP e UNESCO

*Acesse*👉🏿

book

Bom dia, com a benção dos Orixás!Tem uma frase do Carl Sagan, que eu gosto muito, que diz assim:_"Diante da vastidão do ...
24/12/2022

Bom dia, com a benção dos Orixás!
Tem uma frase do Carl Sagan, que eu gosto muito, que diz assim:

_"Diante da vastidão do tempo, e da imensidão do universo, é um imenso prazer para mim dividir um planeta e uma época com você."_

Pra mim é um prazer e uma honra dividir este planeta e esta época com vocês.
Meus votos de Boas Festas e de um excelente Ano Novo!
Gratidão a todos que nos tempos difíceis me permitiram manter a fé e a esperança!
🎄🤍 Iyá Liliana d'Osun 🤍🎄

UMBANDA É FÉ, AMOR, HUMILDADE, JUSTIÇA E CARIDADEA Religião de Umbanda foi oficialmente fundada no Brasil no dia 15 de N...
15/11/2022

UMBANDA É FÉ, AMOR, HUMILDADE, JUSTIÇA E CARIDADE
A Religião de Umbanda foi oficialmente fundada no Brasil no dia 15 de Novembro de 1908, pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, através do seu médium Zélio Fernandino de Moraes.
O Caboclo das Sete Encruzilhadas, manifestado em seu médium, numa sessão Kardecista, anunciou: “Venho trazer a Umbanda, uma religião que harmonizará as famílias e há de perdurar até o final dos séculos... Amanhã, na casa onde meu aparelho mora, haverá uma mesa posta a toda e qualquer entidade que queira ou precise se manifestar, independente daquilo que haja sido em vida, todos serão ouvidos e nós aprenderemos com aqueles espíritos que souberem mais e ensinaremos àqueles que souberem menos e a nenhum viraremos as costas e nem diremos não, pois esta é a vontade do Pai.” Assim fundou a primeira Tenda de Umbanda, “Tenda Nossa Senhora da Piedade”, na cidade de Niterói – RJ, mantida até hoje pela filha de Zélio, Zilméia de Moraes.
Ali mesmo o Caboclo previu muitos acontecimentos históricos como a primeira e segunda grande guerras e algumas revelações como a de que ele teria sido, em outra encarnação, o Padre Gabriel de Malagrida, sacrificado na fogueira da inquisição por ter previsto o terremoto que destruiu Lisboa em 1755. Na sua última encarnação teve o privilégio de nascer como um caboclo brasileiro.
“Umbanda é a manifestação do espírito para a caridade”. Zilméia de Moraes, afirma que “Umbanda é Amor e Caridade”. Foi da casa de Zélio de Moraes que vieram muitas outras casas que se multiplicaram em outras tantas. Surgiram também muitas outras que vieram sem nenhuma ligação material com a primeira, comprovando que a mediunidade surge em todos os cantos e através dela se manifestam as entidades de Umbanda, independente dos laços físicos ou iniciações em outras nações.
O crescimento da Umbanda foi vertiginoso, em sentido horizontal, sem “Papas”, surgiram várias vertentes, com pouca hierarquia, sem núcleo, sem unidade, sem um órgão que unisse a todos, pois ela simplesmente se manifesta e pede muito pouco para se manter.
A Umbanda não foi codificada, como foi o kardecismo em sua origem por Hippolyte Leon Denizard Rivail (Livro dos Espíritos, Livro dos Médiuns, Evangelho Segundo Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese), foi manifestada e o kardecismo esclarecido. É por isso que muito temos a aprender com o Kardecismo, sobre esclarecimento e eles muito a aprender conosco sobre manifestação.
Não temos uma “Bíblia Umbandista”, mas todos os livros sagrados da humanidade são nossos, para extrairmos o que eles tiverem de melhor. O umbandista tem a liberdade de estudar a Bíblia Cristã, o Tora dos Judeus, O Alcorão dos Muçulmanos, o Tao Te Ching dos Chineses, O Zend Avesta dos Persas, os textos Vedas dos Indianos, o Bhagavad Gita dos Hindus e tantos outros.
Não temos dogma nem tabu, pois na Umbanda ninguém é obrigado a aceitar nada, mas o conhecimento vai sendo absorvido naturalmente e da mesma forma a própria religião evolui e se adapta.
Ser umbandista é reforçar todos os dias apenas um mandamento: “Amar ao próximo como a si mesmo e Deus acima de todas as coisas”. Não acreditamos em pecado, mas cremos em vícios e virtudes, dentro de nosso livre arbítrio, onde o que se volta para o ego torna-se vício.
Umbanda não é uma seita religiosa, Umbanda é religião, portanto tem seus fundamentos próprios que devem ser esclarecidos.
O conceito de seita é muito antigo e vem da época em que os que faziam oposição às religiões oficiais e suas liturgias, formavam grupos dissidentes e eram chamados de seitas, portanto considerados hereges, à margem da sociedade.
Atualmente o termo seita é muito mais utilizado para identificar grupos de fanáticos religiosos, que mantém facções sobrepondo práticas e conceitos que vão contra o bom senso comum.
A Umbanda não é um grupo dissidentes, não surgiu para se opor a ninguém e não usamos métodos de conversão ou fanatismo doutrinário. Nossas práticas religiosas jamais poderão atentar contra o bom senso ou os valores de moral comum.
O objetivo das religiões é religar o homem a Deus, cada uma de uma forma diferente, pois diferentes são as culturas, não existem religiões melhores que as outras. Todas satisfazem necessidades sociais, culturais, grupais e individuais e podemos e devemos absorver o conhecimento de outras religiões, ampliando assim nosso universo espiritual.
A Umbanda surgiu da necessidade de uma nova realidade cultural miscigenada. O encontro das culturas do índio brasileiro, do negro africano e do branco europeu somaram uma riqueza espiritual muito grande, de um novo povo que não se enquadrou mais nos moldes clássicos de religiosidade, um povo que não aceita fronteira espiritual, que não aceita tabus ou dogmas, um povo que além de tudo isso vive na era da informação.
As nossas práticas são milenares como a defumação, a magia natural e cerimonial, a manifestação mediúnica, adoração às Divindades e principalmente o culto à Natureza.
O Divino se manifesta em sua forma mais pura, atraindo espíritos muito antigos, ancestrais já fora do círculo reencarnacionista, que adaptam à simplicidade da religião seu conhecimento já esquecido pela humanidade. Verdadeiras egrégoras de remanescentes de outras religiões extintas na vida material formam Linhas de trabalho dentro da Umbanda.
Cada um ou cada grupo umbandista realiza seus trabalhos ou sessões, segundo seu ponto de vista, sem deixar de ser Umbanda. Cada Casa, Templo, Terreiro ou Tenda é diferente um do outro, mas todos são Umbanda. O que há em comum é a essência e não a forma! Umbanda é a nossa prática do Amor.
Saravá a Umbanda!
Iyá Liliana d'Osun
Comunidade da Pedra Branca- Egbé Ifá Aworeni

27/09/2022

CRIANÇAS - IBEJI – ERÊ - SÃO COSME E SÃO DAMIÃO - NÃO SÃO A MESMA COISA
No Brasil as cerimônias dedicadas ao Orixá Ibeji, por sincretismo, acontecem no dia 27 de setembro, dia consagrado a São Cosme e São Damião e também dia 12 de outubro, Dia das Crianças. Nestas datas, comidas associadas às crianças são oferecidas tanto aos Orixá como aos frequentadores dos Terreiros.
Uma criança pode nos mostrar o seu sorriso, a sua alegria e a sua felicidade, no seu falar, nos seus olhos brilhantes. A criança que temos dentro de nós nos mostra as recordações da infância. Quando fechamos os olhos e lembramos de um momento feliz, de uma travessura, da beleza de uma flor e de seu perfume, estamos vivendo ou revivendo uma lenda desse Orixá. Tudo aquilo de bom que nos aconteceu na nossa infância, foi regido, gerado e administrado por Ibeji, portanto, já viveu todas as felicidades e travessuras que todos nós, seres humanos, vivemos. Ibeji é tudo o que existe de bom, belo e puro.
Criou-se uma confusão com as palavras Erê e Ibeji, evidenciando que há uma relação, mas não se trata da mesma coisa. O Erê é o estado intermediário entre a pessoa e seu Orixá, é o aflorar da criança que cada um guarda dentro de si. Reside no ponto exato entre a consciência da pessoa e a inconsciência do Orixá. É de suma importância durante o ritual de iniciação, pois é ele que, muitas das vezes, trará as várias mensagens do Orixá do recém-iniciado.
O Erê aparece instantaneamente logo após o transe do Orixá. É o responsável por muita coisa e ritos passados durante o período de reclusão, conhecendo todas as preocupações do iniciado. Não pode ser confundido com uma criança, cuja nomenclatura em yorubá é omodé. O comportamento do iniciado em estado de Erê é mais influenciado por certos aspectos de sua personalidade do que pelo caráter rígido e convencional atribuído a seu Orixá. É por meio dele que o Orixá expressa sua vontade, que o iniciado aprende as coisas fundamentais da tradição religiosa, como as danças e os ritos específicos dele. Exerce muitas outras funções, pois virado no Erê, pode-se levar a fazer as funções fisiológicas do médium, transportá-lo ou conduzi-lo, se for o caso
Erê, normalmente, é muito irrequieto, barulhento, às vezes brigão, manhoso e involuntário.
Em algumas casas de Candomblé e Batuque são referidos como Erês ou Asêros que se manifestam após a chegada do Orixá.
Ibeji é o Orixá-Criança, em realidade, duas divindades gêmeas infantis, ligadas a todos os Orixás e seres humanos. Dá-se o nome de Taiwo ao primeiro gêmeo gerado e o de Kehinde ao último.
A palavra Igbeji que dizer gêmeos e o Orixá Ibeji é o único permanentemente duplo, formado a partir de duas entidades distintas que coexistem, respeitando o princípio básico da dualidade. Por serem crianças, são ligados a tudo que se inicia e nasce: a nascente de um rio, o nascimento dos seres humanos, o germinar das plantas, etc.
Na África, as crianças representam a certeza da continuidade, por isso os pais consideram seus filhos sua maior riqueza. Ibeji na nação Ketu, ou Vunji nas nações Angola e Congo é a divindade da brincadeira, da alegria e a sua regência está ligada à infância.
Ibeji está presente em todos os rituais do Candomblé pois, assim como Exu, se não for bem cuidado pode atrapalhar os trabalhos com as suas brincadeiras infantis, desvirtuando a concentração dos membros de um Terreiro. A sua determinação é tomar conta desde bebe até à adolescência, independentemente do Orixá que a criança carrega.
É um Orixá duplo e tem seu próprio culto, obrigações e iniciação dentro do ritual. Divide-se em masculino e feminino. Protegem os que ao nascer perderam algum irmão (gêmeo) ou tiveram problemas de parto.
As Crianças são a alegria que contagia a Umbanda! Manifestam-se nos Terreiros simbolizando a pureza, a inocência e a singeleza. Seus trabalhos se resumem em brincadeiras e divertimentos. Podemos pedir-lhes ajuda para os nossos filhos, resolução de problemas, fazer confidências, requisitar respostas e clareza para nossas dúvidas. Estas entidades, apesar da aparência frágil, conseguem atingir o seu objetivo com uma força imensa, atuam em qualquer tipo de trabalho, mas são mais procurados para os casos de família e gravidez.
Na Umbanda vemos a diferença entre as entidades e as divindades. A Criança apresenta-se numa manifestação de um espírito cujo desencarne normalmente se deu em idades infanto-juvenis. São tão barulhentos como os Erês, embora alguns sejam bem mais tranquilos e comportados.
São espíritos que já estiveram encarnados na Terra e que optaram por continuar sua evolução espiritual através da prática de caridade. Em sua maioria, foram espíritos que desencarnaram com pouca idade (terrena), por isso trazem características de sua última encarnação, como o trejeito e a fala de criança, o gosto por brinquedos e doces.
Ibeji, Ibeijada, Erês, Dois-Dois, Crianças, são esses vários nomes para essas entidades que se apresentam de maneira infantil. Assim como todos os servidores dos Orixás, elas também têm funções bem específicas e, a principal delas é a de mensageiro dos Orixás, sendo extremamente respeitados pelos Caboclos e pelos Pretos Velhos.
É uma falange de espíritos que assumem em forma e modos, a mentalidade infantil. Como no plano material, também no plano espiritual, a criança não se governa, tem sempre que ser tutelada. Na representação nos pontos riscados, Ibeji é livre para utilizar o que melhor lhe aprouver. A linha de Ibeji é tão independente quanto à linha de Exu.
Quando incorporadas em um médium, gostam de brincar, correr e fazer brincadeiras (arte) como qualquer criança. É necessária muita concentração do médium. Os pedidos feitos a uma criança incorporada normalmente são atendidos de maneira bastante rápida. Entretanto a cobrança que elas fazem dos presentes prometidos também é.
A Festa de Ibeji ou Cosme e Damião, é muito concorrida em quase todos os Terreiros do pais. No Brasil, o culto de São Cosme e São Damião - os médicos gêmeos e por isso padroeiro nas confrarias médicas, foi iniciado nos primórdios da nossa colonização, através da religião católica (na época, oficial) com a construção em 1530, de uma Igreja em Igarassu, no Pernambuco, a qual ainda existe.
Os festejos têm duração de um mês, iniciando a 27 de setembro (São Cosme e São Damião), passando por 12 de outubro, Dia das Crianças e terminando a 25 de outubro (São Crispim e São Crispiniano), pelo sincretismo que houve destes Santos católicos com Orixá Ibeji.
Nas festas de Ibeji, que tiveram origem na Lei do ventre-Livre, promulgada em 28 de setembro de 1871, pela Princesa Isabel, desde aquela época até nossos dias, são servidos às crianças um "aluá" ou água com açúcar ou bebidas doces (guaraná, refrigerantes), bem como o tradicional Caruru das Crianças.
Muitas entidades que atuam sob as vestes de um espírito infantil, são muito amigas, conselheiras, curadoras e têm mais poder do que imaginamos.
Esses seres, mesmo sendo puros, não são tolos, pois identificam muito rapidamente nossos erros e falhas humanas. Não se calam quando em consulta, pois nos alertam sobre eles.
A Falange das Crianças, embora brinquem, dancem e cantem, exigem respeito para o seu trabalho, pois atrás dessa vibração infantil, se escondem espíritos de extraordinários conhecimentos.
Dia: Domingo
Cores: Verde e Vermelho como base, Azul, Rosa e todas as cores
Elemento: Ar
Domínios: Nascimento e Infância
Comidas: Caruru, Frango, Feijão Fradinho, Cocadas, Doces diversos
Bebidas: Água com mel, Água com açúcar, Suco de frutas, Guaraná
Fio de contas: Azul e rosa ou todas as cores menos preto
Animais: Galinha, Pombo, Codorna
Símbolos: 2 Bonecos Gêmeos, 2 Cabacinhas
Flores: Rosa, Cravo, Jasmim
Saudação: Bejê ó ró! ou Oni Ibejada!

Mãe Liliana d´Oxum

Bibliografia:
– Cacciatore, Olga Gudolle, Dicionário dos Cultos Afro Brasileiros (1977);
- Comunidade da Pedra Branca – Apostila 1986;
- Comunidade da Pedra Branca – Apostila de Estudo e Formação, 1999;
– Verger, Pierre, Deuses Iorubas na África e no Novo Mundo (1981).

RITUAL DA PIPOCAO Ritual da Pipoca na Comunidade da Pedra Branca é feito para descarregar todas as energias negativas do...
20/08/2022

RITUAL DA PIPOCA
O Ritual da Pipoca na Comunidade da Pedra Branca é feito para descarregar todas as energias negativas do corpo, para atrair saúde, disposição, prosperidade, fartura e abundância em todos os sentidos da vida.
A pipoca é uma forte aliada para combater os encostos e apegos do baixo plano astral e, principalmente, para purificar os ambientes onde eles atuaram.
Ela é reconhecida por possuir poderes de sugar excessos de energias negativas que rodeiam nossos lares, corpos e lugares onde passamos, sendo utilizada para limpeza espiritual e como agente de transformação.
A pipoca é um alimento que proporciona grande benefício, pois possui energias de limpeza e proteção, diretamente ligadas às energias do Orixá Obaluaiyê.
Ninguém é capaz de esconder nada diante a sua presença, pois ele enxerga o íntimo de cada um e por isso é considerado nosso protetor de vida. Ele reconhece as dores, sofrimentos e traumas de cada um, curando tanto fisicamente, como mentalmente e espiritualmente.
Ao mesmo tempo que tem o poder da cura, também possui o da destruição, através das epidemias, doenças e tristezas.
As principais expressões do temido Orixá Obaluaiyê, “o médico dos pobres”, na verdade são a generosidade, a empatia e a honestidade. Ele nos permite viver na Terra (Aiyê) com saúde e força.
Nós recorremos a esse Orixá quando estamos enfrentando enfermidades, processos dolorosos ou demorados, sendo internos ou externos, ou quando estamos sobre ataque de feitiçaria que provoca alguma doença.
Utilizamos o Ritual da Pipoca que cura o corpo e o espírito, afastando as negatividades e todos os males de quem procura por sua proteção. Atotô! Ajuberó!

Endereço

Rua Lindolfo Color Nº 215/Jd. V. Formosa
São Paulo, SP
03460-080

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