16/02/2026
UM MÉDIUM CONTA O QUE VIU NO CARNAVAL.
Quando cheguei perto da festa, antes mesmo de entrar, já senti o ar diferente. Não era algo que dava para ver com os olhos físicos, mas era como se o ambiente estivesse mais pesado, mais denso, como quando o céu f**a carregado antes de uma tempestade. Meu corpo ficou sensível, o coração acelerou um pouco, e eu senti um aperto leve no peito.
Ao me aproximar da multidão, comecei a perceber, com a visão espiritual, uma espécie de névoa escura pairando sobre muitas pessoas. Não era uma nuvem única. Parecia um v***r grosso, em movimento, formado pelas emoções intensas que estavam ali: exageros, brigas, pensamentos confusos, impulsos descontrolados. Aquilo tudo se misturava e criava uma camada pesada no ar espiritual.
Também vi espíritos próximos de algumas pessoas. Não eram monstros nem figuras de filme. Eram presenças humanas, mas com semblante triste, perturbado ou vazio. Muitos pareciam atraídos pelas emoções fortes da festa, como se estivessem se alimentando daquela agitação. Alguns se aproximavam de quem estava mais desequilibrado, como se fossem imãs invisíveis.
Havia momentos em que essa movimentação f**ava ainda mais intensa. Em certos pontos da rua, parecia que o ar girava devagar, como se algo invisível circulasse entre as pessoas. Nessas áreas, a sensação era de inquietação constante. Eu via algumas dessas presenças espirituais caminhando junto com os foliões, acompanhando passos, observando rostos, aproximando-se principalmente de quem demonstrava irritação, excesso ou descontrole emocional.
Alguns desses espíritos pareciam confusos, como se não entendessem bem onde estavam. Outros mostravam uma expressão de desejo, como quem procura algo que já não consegue sentir sozinho. Era como se buscassem, nas emoções humanas ao redor, uma forma de experimentar novamente sensações que haviam perdido. Em volta de certas pessoas, a névoa se adensava, girando lentamente, formando redemoinhos sutis, quase imperceptíveis para quem não estivesse atento ao plano espiritual.
Notei também que, quando surgiam discussões, empurrões ou palavras agressivas, essas presenças se aproximavam ainda mais, como se fossem atraídas por aquele tipo de vibração. Era um movimento silencioso, constante, sem alarde, mas muito organizado. Elas se agrupavam perto das fontes de maior agitação emocional, permanecendo ali como quem observa ou absorve algo.
Portanto, quem desejar cair na folia no carnaval é livre para fazê-lo. Todos temos o livre arbítrio. Mas é preciso assumir a responsabilidade por aquilo que semeamos. O que semeamos no carnaval, poderá ser colhido durante e após o carnaval. E a colheita dos excessos não costuma ser nada positiva.