Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito

Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito "Eu quero é ver brotar o DIREITO como água e correr a JUSTIÇA como torrente que não seca" (Amós 5:24) Mas nosso grito se fez ouvir e virou canto.

Em 2016, um grupo de evangélicos escolheu agir em contraposição ao massivo apoio da igreja brasileira ao que entendemos ser um golpe de Estado – a deposição da presidenta Dilma Rousseff. Desde então, a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito tem atuado na denúncia do estado de exceção sob o qual estamos e do qual não nos livramos simplesmente pela realização das últimas eleições. Autoexílio,

prisões políticas e condenações injustas, frequente instrumentalização política do poder judiciário, uso sistemático da mentira, especialmente no contexto eleitoral; crescente participação militar nas instâncias de poder e multiplicação de discursos e práticas de ódio visando intimidar e calar os defensores dos direitos humanos compõem um grave quadro de corrosão da democracia e de fragilização das instituições republicanas. Tudo isso a serviço de um projeto iníquo de retirada de direitos do povo trabalhador, crescentemente privado do pão e do futuro. A Frente está presente na maioria dos estados brasileiros e organiza milhares de irmãos e irmãs na luta por um Estado de Direito inclusivo, igualitário, justo e generoso. Por questão de fé:

- Mobilizamo-nos contra as desigualdades de classe, raça e gênero; contra as diversas formas de feminícidio, de genocídio dos negros e indígenas; contra a lgbtfobia; contra a intolerância religiosa e no combate a todas as formas de discriminação, opressão e violência;
- Atuamos contra a exploração predatória dos recursos naturais e a mercantilização da terra, da água e do ar; contra quaisquer modelos de desenvolvimento pautados no extrativismo insustentável e que desequilibrem as relações entre humanos e outras formas de vida;
- Enfrentamos os retrocessos sociais, promovidos pela elite política em sua associação às elites econômicas. Ambas instrumentalizam o Estado para perpetuar a exploração capitalista, retirar direitos sociais e escravizar o pobre. E professamos, em atitude confessional, que:

- Pecam contra Deus todos aqueles que ofendem o próximo e todos aqueles que ignoram, por ação ou omissão, a dignidade da Criação;
- Cremos em uma sociedade plural e afirmamos a laicidade como princípio fundamental à nossa convivência;
- A paz é fruto da justiça (Is. 32:17). A justiça do Reino de Deus é uma realidade em que todos desfrutam igualmente de tudo aquilo que Deus é e de tudo que Ele nos doa. É tarefa especial do Estado promovê-la;
- Servir ao Senhor neste tempo e lugar é insurgir-se contra os poderes da morte e da escravidão, mesmo que eles tenham aparência de piedade. Neste período, nos fazemos Palavra de Deus em todas Galileias do Brasil, em todos contextos de violência e injustiça e buscamos unidade nas lutas:

- Oferecemos apoio e celebramos a resistência junto ao povo de Deus nas ocupações e nos movimentos de moradia; nas favelas; nas roças e nos territórios militarizados;
- Buscamos aproximação com as parcelas organizadas da classe trabalhadora nos sindicatos, somando forças na campanha contra a reforma antipopular da previdência;
- Estabelecemos diálogo com as universidades, trocamos conhecimentos e alcançamos sínteses sobre a conjuntura brasileira, o fenômeno evangélico e os desafios comuns;
- Valorizamos a unidade democrática em torno da defesa da cidadania. Compomos articulações amplas na construção de um projeto de sociedade, na qual todos tenham condições dignas de vida, como disse Jesus em Mateus 25: 31-40. O Brasil vive uma transição religiosa e assiste à ascensão da direita evangélica. Seus grupos organizam uma bancada parlamentar, bloqueiam o avanço dos direitos humanos, manipulam imensos rebanhos por meio de pautas moralistas e a venda de soluções falsas ao povo. Tem sido assim também em diversos outros países do mundo. No entanto, descobrimos, dia após dia, que há espaço crescente para a sensibilização política e a organização desse segmento. Infelizmente, parte do campo democrático-popular ainda não reconhece a necessidade de aproximação com o povo evangélico, à exceção das ocasiões eleitorais. Nesse contexto, a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito busca firmar uma cisão na igreja brasileira e conclamar o povo de Deus ao arrependimento. Em nossa missão de proclamação, são tarefas incontornáveis:


- Combater a cultura de poder dentro das igrejas;
- Desconstruir o conservadorismo moral evangélico como regra pública;
- Contrariar o individualismo baseado na teologia da prosperidade. Reiteramos a defesa permanente do Estado laico, a transformação da cultura política brasileira, o fomento à consciência crítica acerca da defesa dos direitos assentada em um projeto político popular que garanta vida abundante para todos. Em nossa caminhada, desempenhamos um testemunho público que é confrontador dos poderosos; formativo, ancorado em princípios bíblico-políticos e empoderador daqueles que já discernem o Corpo. Mas a profecia está incompleta se for apenas a denúncia da opressão e da injustiça como pecado; sua realização requer também o anúncio esperançoso e engajado do juízo de Deus e os horizontes históricos de Seu Reino de amor, verdade e justiça. Por isso temos priorizado o trabalho de base na educação em direitos humanos e disputa da leitura bíblica; a nucleação territorial nas periferias; a elaboração de materiais de formação; bem como consideramos a identificação estética, própria da natureza do que é belo, entre fé e política, incorporando linguagens artísticas e recuperando a memória política do protestantismo nacional. Em meio às trevas próprias das ditaduras, há sinais de libertação. A mentira não é imune ao martelo da realidade. A Frente reitera seu compromisso com a reconstrução, em patamares mais avançados, do Estado de Direito no Brasil para que impere a justiça. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos.

No último sábado, 28/2, nossa coordenadora nacional, Nilza Valeria, participou do Fé, Gente e Futuro, promovido pelo IBA...
02/03/2026

No último sábado, 28/2, nossa coordenadora nacional, Nilza Valeria, participou do Fé, Gente e Futuro, promovido pelo IBAB Jovem, da Igreja Batista da Água Branca, em São Paulo.

Ela convocou a juventude a assumir sua responsabilidade na construção de um Brasil mais justo. Ao lembrar que “os grandes caem”, usou o futebol como metáfora para mostrar que quedas fazem parte da história, mas é possível se reconstruir e voltar mais forte. Reafirmou que “os jovens são fortes” e que é preciso “construir esse caminho”, olhando para o órfão, a viúva, o estrangeiro e o pobre de hoje.

Valeria criticou a naturalização das injustiças e reforçou: “o que abomino no mundo é a iniquidade, a intolerância e o desrespeito. É a desonestidade. É a incoerência. O maligno está nisso.” Citou como exemplos a violência contra crianças, decisões judiciais que relativizam abusos, pais que matam para se vingar e tragédias anunciadas pela negligência do poder público, situações em que, quase sempre, os pobres são os que mais sofrem.

Para ela, a fé precisa gerar transformação estrutural. “Mais do que dar o peixe, mais do que ensinar a pescar, a gente precisa perguntar quem é o dono do lago! O lago precisa ser nosso!” Ao final, incentivou a juventude: “É a força que há em vocês reescreverá a história. Essa força está em Jesus, nos reconhecermos como irmãos significa nos reconhecermos iguais. Nisso está a esperança para o Brasil. Esse caminho, somente nós podemos fazer”.

Tragédia não é palco eleitoral. É consequência de escolhas.O orçamento para combate às chuvas em Minas Gerais caiu mais ...
27/02/2026

Tragédia não é palco eleitoral. É consequência de escolhas.

O orçamento para combate às chuvas em Minas Gerais caiu mais de 90% nos últimos 3 anos.

Prevenção deixou de ser prioridade.
Após a devastação na Zona da Mata, Romeu Zema (Novo) disse que foi “algo nunca visto”, apesar dos alertas da Defesa Civil. Chuvas intensas no Sudeste não são novidade. Não é fenômeno imprevisível. É decisão orçamentária.

O padrão se repete: Nikolas Ferreira, quando vereador em BH, votou contra um empréstimo para obras contra enchentes na capital mineira por ser opositor do então prefeito. Hoje, a indignação aparece depois da tragédia.
Cortar prevenção e depois discursar sobre a dor é transformar sofrimento em estratégia política.

“Pelos seus frutos os conhecereis.” (Mateus 7:16)

Os frutos de um governo são as escolhas feitas antes da chuva e não as palavras depois da lama.

A vida vale mais do que narrativa eleitoral.

“Ócio demais faz mal.” A declaração do presidente do Republicanos, ao criticar a proposta de fim da jornada 6x1, ignora ...
26/02/2026

“Ócio demais faz mal.” A declaração do presidente do Republicanos, ao criticar a proposta de fim da jornada 6x1, ignora a realidade de milhões de brasileiros que não vivem o excesso de descanso, mas o excesso de trabalho. Os dados do Datafolha mostram que a frequência aos cultos caiu nos últimos anos.

Entre evangélicos, a ida mais de uma vez por semana passou de 65% em 2016 para 53% em 2022. Não se trata de falta de fé, mas de falta de tempo. Jornadas longas, deslocamentos exaustivos e o empobrecimento da população impactam diretamente a vida comunitária e espiritual.

Relatórios como o do Movimento de Lausanne também indicam que os jovens vivem a fé em meio a rotinas fragmentadas e pressões constantes.

Em um país onde trabalhadores enfrentam escala 6x1, muitas vezes com baixos salários, defender mais tempo de descanso não é promover “ócio”, mas dignidade.

A Bíblia consagra o descanso como direito. Apoiar o fim da jornada 6x1 é afirmar que o ser humano não pode ser reduzido à produtividade.

19/02/2026

Lataria

A comparação é clara: ➡️ 🇦🇷Na Argentina, mais horas de trabalho e menos direitos;➡️ 🇲🇽 No México, menos horas e mais dig...
14/02/2026

A comparação é clara:

➡️ 🇦🇷Na Argentina, mais horas de trabalho e menos direitos;

➡️ 🇲🇽 No México, menos horas e mais dignidade.

Como cristãos e cristãs comprometidos com o Estado de Direito, afirmamos: defender direitos trabalhistas é defender a dignidade humana!

Todos os dias, no Brasil, ao menos quatro mulheres são assassinadas por homens. Na maioria das vezes, esses homens são o...
13/02/2026

Todos os dias, no Brasil, ao menos quatro mulheres são assassinadas por homens. Na maioria das vezes, esses homens são ou foram seus companheiros, familiares ou pessoas próximas. Homens que um dia prometeram cuidado e afeto, mas entregaram violência e morte.

Todos os dias, nas redes sociais, se multiplicam cursos, discursos e influenciadores que promovem uma masculinidade adoecida e violenta: homens que não podem demonstrar fragilidade, mulheres que devem se submeter, relações marcadas pelo controle e pela dominação. Não raro, a fé é usada como instrumento para sustentar esse modelo distorcido, no qual homens se colocam como donos da vida, do corpo e da vontade das mulheres.

Todos os dias, a Bíblia é lida e interpretada por lentes intolerantes, machistas e autoritárias. Lentes que nada têm a ver com o Evangelho de Jesus.

Todos os dias, uma irmã em Cristo sofre agressão.
Todos os dias, um homem usa a Bíblia para tentar justificar ou naturalizar a violência.

Isso precisa parar.
É urgente que a Igreja de Jesus seja trincheira de proteção, denúncia e cuidado diante da violência contra a mulher. É necessário que pastores e lideranças assumam protagonismo na luta contra o feminicídio, rompendo o silêncio cúmplice e afirmando, com clareza, que violência não vem de Deus.

Nós, da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, lamentamos profundamente o caso ocorrido em Itumbiara (GO), amplamente noticiado. Lamentamos a morte do irmão mais velho, a dor irreparável dessa família e uma cultura que normaliza a barbárie. Uma cultura que ensina que o homem não pode perder, não pode ser contrariado, não pode abrir mão do controle. Uma cultura que transforma a família em propriedade e autoriza, em sua lógica perversa, até mesmo a sua destruição como forma de punição.

Esse não é o Evangelho em que cremos.
Esse não é o Deus que anunciamos.

Que o Senhor tenha misericórdia, derrame co***lo, amor e cura sobre essa família e sobre todas as famílias atingidas pela violência. E que a Igreja seja conhecida, não pelo silêncio, mas pela defesa da vida, da dignidade e da justiça.

Todos os dias, no Brasil, ao menos quatro mulheres são assassinadas por homens. Na maioria das vezes, esses homens são o...
13/02/2026

Todos os dias, no Brasil, ao menos quatro mulheres são assassinadas por homens. Na maioria das vezes, esses homens são ou foram seus companheiros, familiares ou pessoas próximas. Homens que um dia prometeram cuidado e afeto, mas entregaram violência e morte.

Todos os dias, nas redes sociais, se multiplicam cursos, discursos e influenciadores que promovem uma masculinidade adoecida e violenta: homens que não podem demonstrar fragilidade, mulheres que devem se submeter, relações marcadas pelo controle e pela dominação. Não raro, a fé é usada como instrumento para sustentar esse modelo distorcido, no qual homens se colocam como donos da vida, do corpo e da vontade das mulheres.

Todos os dias, a Bíblia é lida e interpretada por lentes intolerantes, machistas e autoritárias. Lentes que nada têm a ver com o Evangelho de Jesus.

Todos os dias, uma irmã em Cristo sofre agressão.
Todos os dias, um homem usa a Bíblia para tentar justificar ou naturalizar a violência.

Isso precisa parar.
É urgente que a Igreja de Jesus seja trincheira de proteção, denúncia e cuidado diante da violência contra a mulher. É necessário que pastores e lideranças assumam protagonismo na luta contra o feminicídio, rompendo o silêncio cúmplice e afirmando, com clareza, que violência não vem de Deus.

Nós, da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, lamentamos profundamente o caso ocorrido em Itumbiara (GO), amplamente noticiado. Lamentamos a morte das crianças, a dor irreparável dessa família e uma cultura que normaliza a barbárie. Uma cultura que ensina que o homem não pode perder, não pode ser contrariado, não pode abrir mão do controle. Uma cultura que transforma a família em propriedade e autoriza, em sua lógica perversa, até mesmo a sua destruição como forma de punição.

Esse não é o Evangelho em que cremos.
Esse não é o Deus que anunciamos.

Que o Senhor tenha misericórdia, derrame co***lo, amor e cura sobre essa família e sobre todas as famílias atingidas pela violência. E que a Igreja seja conhecida, não pelo silêncio, mas pela defesa da vida, da dignidade e da justiça.

A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito manifesta sua solidariedade ao povo de Cuba, que tem sofrido, mais uma ve...
12/02/2026

A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito manifesta sua solidariedade ao povo de Cuba, que tem sofrido, mais uma vez, os efeitos cruéis do bloqueio econômico e das recentes sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos, especialmente no campo energético.

Medidas que provocam escassez, sofrimento e ameaçam a vida de milhões de pessoas não podem ser naturalizadas nem justificadas como política internacional.

Como cristãos e cristãs, cremos que provocar fome, negar energia, restringir medicamentos e inviabilizar o funcionamento de hospitais e serviços básicos fere frontalmente o mandamento do amor ao próximo e o valor sagrado da vida.

A Bíblia nos ensina que Deus “faz justiça aos oprimidos e dá alimento aos que têm fome” (Salmo 146:7). Nenhuma nação deve usar o sofrimento humano como instrumento de pressão política.

Nossa solidariedade se estende, de modo especial, às igrejas, pastores, comunidades e irmãos e irmãs em Cristo em Cuba, que seguem testemunhando fé, esperança e serviço em meio às adversidades. A história cristã nos lembra que o Evangelho floresce mesmo em tempos de escassez, mas isso não exime os poderosos da responsabilidade moral por decisões que aprofundam a dor dos povos.

Somamo-nos às vozes de artistas, intelectuais, organizações sociais e religiosas que denunciam o bloqueio como uma prática imoral, desumana e contrária ao direito internacional, reiteradamente condenada pela comunidade internacional. Defender a soberania de Cuba é também defender a dignidade de seu povo.

Que prevaleçam o diálogo, a justiça e a paz. Que cessem as agressões.

Que deixem Cuba viver.

Pastoreio
11/02/2026

Pastoreio

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A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito parabeniza sua coordenadora nacional e uma de suas fundadoras, a jornalis...
11/02/2026

A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito parabeniza sua coordenadora nacional e uma de suas fundadoras, a jornalista , por seu aniversário.

Evangélica, membro da Igreja Batista, Valeria traz em sua trajetória a marca de uma família formada por gerações de cristãos evangélicos, o que confere profundidade, coerência e compromisso à sua atuação pública e política.

Ao longo dos últimos anos, sua presença firme e incansável tem sido fundamental para abrir caminhos, construir pontes e estabelecer interlocuções qualificadas entre o segmento evangélico e instâncias dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de movimentos sociais, universidades e diversos setores da sociedade civil organizada.

A Frente reconhece sua liderança e a relevância de sua contribuição em debates centrais para o país, como o enfrentamento à violência contra a mulher, o combate ao racismo, a defesa da liberdade religiosa, a democratização da comunicação e a luta contra as desigualdades sociais. Sua atuação reafirma que fé e compromisso com a justiça caminham juntos e que o testemunho cristão também se expressa na defesa da dignidade humana.

Receba o nosso abraço fraterno e os votos de vida longa, saúde, sabedoria e força para seguir servindo com fé, coragem e compromisso com a justiça.

“Esforça-te e tenha bom ânimo”
Josué 1:9

Parabéns, Nilza Valeria!

05/02/2026

“ O Senhor examina os justos, mas odeia os que amam a violência.” (Salmos 11:5)

A fé cristã é, acima de tudo, um compromisso inegociável com a vida. Diante de um Brasil onde quatro mulheres são mortas por feminicídio todos os dias, o silêncio não é uma opção para quem segue o Evangelho.

A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito se soma a todas as instituições pelo Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, reafirmando que o enfrentamento à violência de gênero precisa ser uma prioridade absoluta de Estado — e também das nossas comunidades de fé.

Convocamos cada liderança evangélica a ser voz ativa na proteção de mulheres e meninas. Não podemos aceitar que a violência seja naturalizada.

📍 Denuncie. Ajude. Mobilize sua igreja.

A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito esteve presente, nesta terça-feira (04), no lançamento do Pacto Nacional ...
04/02/2026

A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito esteve presente, nesta terça-feira (04), no lançamento do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, representada por sua coordenadora nacional, Nilza Valeria. A iniciativa reúne, de forma inédita e permanente, os Três Poderes da República para enfrentar a violência contra mulheres e meninas como prioridade de Estado.

Durante a cerimônia, o presidente Lula destacou que a defesa das mulheres não é apenas uma causa feminina, mas uma responsabilidade dos homens e de toda a sociedade, que passa pela educação das crianças e pela construção de uma cultura de respeito, capaz de gerar “uma nova civilização, uma civilização de iguais”.

Ao afirmar que “nenhuma de nós está segura”, a primeira-dama Janja Lula da Silva deu voz a um sentimento compartilhado por milhões de brasileiras. Na mesma direção, o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, definiu a iniciativa como “um pacto em prol da vida, um pacto de Estado”. Já a ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, ressaltou que romper o ciclo da violência exige mudanças profundas e a atuação integrada dos três poderes.
Os dados reforçam a urgência dessa mobilização: quatro mulheres são mortas por feminicídio todos os dias no Brasil. Somente em 2025, mais de 15 mil casos foram julgados, 620 mil medidas protetivas concedidas e o Ligue 180 recebeu, em média, 425 denúncias diárias.

É nesse contexto que, no dia de hoje, a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito lança a campanha Pastores contra o Feminicídio, convocando lideranças evangélicas de todo o país a romperem o silêncio e afirmarem, com clareza, que a fé cristã é compromisso com a vida, o cuidado e a justiça.

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São Paulo, SP

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