Ceap Centro Espírita Amor e Paz

Ceap Centro Espírita Amor e Paz O CEAP (Centro Espírita Amor e Paz) é uma associação religiosa sem fins lucrativos, voltada à divulgação do Espiritismo Kardecista.

Fundado em 1.o de julho de 1991

23/05/2026
06/05/2026

Vejam como AK já conhecia a eficácia dos passes:

05/05/2026

Cremação — A indagação é frequente. Espiritualistas, sobretudo ocidentais, temem a cremação. Os brasileiros, secularmente acostumados aos enormes cemitérios de atmosfera pesada e lúgubre — onde os túmulos custosos ostentam flores e objetos preciosos — ou mesmo habituados a ver os corpos dos entes queridos tragados pela terra, não aceitam com muita facilidade a ideia da cremação.

Trata-se, contudo, de uma prática comum entre outros povos, como os hindus, por exemplo. Há bem pouco tempo vimos, no cinema, as cinzas do corpo de Gandhi espalharem-se pelo Ganges, mas a dificuldade de sua difusão por aqui ainda é enorme.

O Espiritismo afirma que o corpo é apenas uma vestimenta do espírito; ele não é necessário após o término de um ciclo existencial. Mas há o perispírito, ou corpo espiritual, que permite ao espírito a sua manifestação através do corpo de carne. Por isso mesmo, os espíritas questionam: qual a repercussão da cremação sobre o perispírito?

Muitos dos participantes do Encontro Espírita pela Paz, realizado no Anhembi, em São Paulo, fizeram perguntas sobre este assunto, e a Folha Espírita indagou de Chico Xavier:

Marlene Nobre pergunta: O espírito sente os efeitos da cremação do corpo físico? Quantas horas devemos esperar para efetuar a cremação?

O nosso abnegado benfeitor Emmanuel, em outra ocasião, questionado sobre o assunto, afirmou que o tempo ideal para a cremação do corpo desocupado pelo "inquilino", ou pelo espírito que o habitava, é de setenta e duas horas. Isso porque, além da chamada morte clínica, o espírito liberado, em muitos casos, ainda está em processo de mudança, retirando aos poucos os remanescentes da sua própria desencarnação. No caso em exame, será importante que o corpo seja mantido em câmara frigoríf**a, evitando-se-lhe qualquer indício de decomposição. (Novembro de 1983)
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Do livro Lições de Sabedoria, da autora Marlene Nobre.

01/05/2026

O olhar amadurece quando para de vigiar a imperfeição alheia como se dela dependesse a própria paz.

Grande parte do sofrimento humano nasce desse hábito de medir a vida dos outros, corrigir por dentro o que não nos cabe, exigir da alma vizinha um grau de lucidez que nem sempre alcançamos em nós. As lições mais belas ligadas a Chico Xavier sempre voltam, com delicadeza firme, a esse ponto: caridade também é deixar o outro existir no tamanho real da sua consciência, sem transformar diferença em motivo de dureza.

Dar ao outro o direito de ser como é não signif**a concordar com tudo.

Signif**a compreender que cada espírito atravessa o tempo no degrau que já consegue pisar. Uns ainda ferem porque não aprenderam brandura. Outros se confundem porque lhes falta luz. Outros recuam, tropeçam, resistem, repetem velhos enganos. A ninguém aproveita a superioridade de quem observa de fora. Em muitas páginas de co***lo espiritual, a reforma íntima nunca aparece como vigilância sobre o próximo. Aparece como trabalho silencioso sobre si.

Essa é a parte mais difícil.

É mais simples notar o defeito do outro do que disciplinar a própria impaciência. É mais cômodo apontar a sombra alheia do que encarar o orgulho que ainda pede razão, controle, aplauso e vantagem. Só que a consciência só amadurece de verdade quando troca a tentação de julgar pelo dever de melhorar.

Nesse sentido, humildade não é se diminuir.

Humildade é parar de se colocar no centro da medida moral do mundo.

Quem compreende isso começa a viver com menos atrito. Sofre menos com a diferença. Espera menos perfeição da Terra. E passa a usar a convivência não como campo de condenação, mas como espelho, oficina e aprendizado.

Talvez uma das formas mais altas de sabedoria seja esta: oferecer liberdade ao crescimento do outro e exigir de si mesmo mais bondade, mais vigilância, mais coerência, mais paz.

Porque o próximo não foi colocado em nosso caminho para ser moldado à força.

Foi colocado, muitas vezes, para revelar o quanto ainda nos falta de paciência, de compaixão e de luz.

Diário Espírita

20/04/2026

Ela entrou no hospital em Barbacena, Minas Gerais, para dar a luz a uma nova vida, mas não sabia que o destino já havia escrito o roteiro de um reencontro que não aconteceria sob a luz do sol, mas sob o brilho da eternidade.

Marina tinha apenas vinte e dois anos. Ela escolheu cada peça do enxoval e planejou o cheiro do quarto da pequena Alice. Quando as contrações começaram, o riso era maior que o medo. Lucas, o marido, segurava sua mão com a promessa de que, em poucas horas, os três voltariam para casa.

Mas o que aconteceu nos minutos seguintes ao parto congelou o tempo e partiu o coração de quem ficou.

Marina começou a empalidecer. O lençol branco foi tingido por um vermelho que não parava de brotar. Médicos corriam, ordens eram gritadas, e o silêncio da bebê, que nasceu sem conseguir respirar, era o som mais aterrorizante daquela sala.

Marina sentiu um frio súbito subir pelos pés. Ela tentou chamar por Lucas, mas sua voz parecia ter se transformado em fumaça.

— Por que está tudo tão escuro se as luzes estão acesas? — ela se perguntou, sentindo uma leveza estranha.

De repente, Marina não sentia mais dor. Ela viu, de um ângulo que a lógica não explica, a equipe médica debruçada sobre o seu próprio corpo. Ela viu o desespero nos olhos dos enfermeiros e o esforço para reanimar a pequena Alice em outra mesa.

Marina tentou tocar o braço de um médico, mas sua mão atravessou a pele dele como se ela fosse feita de luz e vento. Foi quando ela percebeu uma presença ao seu lado. Uma senhora de olhar profundamente doce, vestindo uma túnica clara, colocou a mão em seu ombro.

— Marina, minha filha, olhe para as suas mãos — disse a senhora com uma voz que parecia um abraço.

Marina olhou. Suas mãos brilhavam com uma névoa azulada. Ela não era mais carne; ela era o espírito que acabara de se soltar da casca.

— O que aconteceu comigo? E a minha filha? Onde ela está? — Marina gritou em pensamento, sentindo uma angústia que a puxava de volta para o corpo.

— Calma, meu bem. O corpo físico falhou, mas a vida não para. Há um propósito que os olhos da Terra ainda não conseguem enxergar. Sua filha está lutando, mas o tempo dela lá embaixo é um sopro necessário para que o espírito dela se liberte de amarras antigas.

Marina acompanhou, em espírito, os cinco dias de agonia na UTI neonatal. Ela viu Lucas chorar sobre o vidro da encubadora. Ela viu a família registrar boletins de ocorrência, buscando culpados na negligência dos homens, sem saber que as leis do céu operam em silêncio.

No quinto dia, a pequena Alice parou de lutar. Marina estava lá, na beira do berço, quando viu o espírito da bebê se desprender como uma borboleta saindo do casulo.

— Mãe? — a bebê perguntou, agora com a voz de uma consciência lúcida e plena.

O plot twist que mudou a compreensão de Marina sobre a morte veio no momento em que ela abraçou a filha no plano espiritual. A mentora explicou que elas não eram apenas mãe e filha de uma única tarde. Em outra existência, elas haviam se separado de forma trágica e a pequena Alice precisava apenas daqueles cinco dias de vida física para selar um resgate de amor e perdão com a linhagem da família.

— Vocês vieram para curar o passado, Marina. Agora, vocês voltam para casa juntas. O Lucas f**ará bem, pois a dor dele se transformará em uma busca pela verdade que libertará a alma dele também.

Hoje, aquele túmulo em São Roque carrega nomes e datas, mas a verdadeira história não está gravada na pedra. Marina e Alice não morreram; elas apenas mudaram de endereço e continuam a caminhada, agora sem dores e sem as limitações da carne.

Reflexão:

A morte prematura é um dos maiores enigmas da alma humana. Como entender que uma vida termine antes mesmo de começar? A espiritualidade nos ensina que a Terra é uma escola onde os horários de saída são planejados muito antes do sinal tocar.

Muitas vezes, uma passagem curta é o remédio que o espírito precisava para se curar de dívidas milenares. O amor não se mede por anos de convivência, mas pela intensidade da transformação que ele deixa em quem f**a.

Você já viveu uma perda que parecia não ter explicação, mas que depois de um tempo trouxe um amadurecimento espiritual para a sua família?

08/04/2026

Embriões congelados e o Espiritismo - o tema evoluiu

Veja nossa revista de abril/26

01/04/2026

Durante toda a vida do menino, o afeto foi substituído pela rigidez. O pai acreditava que criar um homem exigia frieza, cobranças e distância. Não havia abraços de bom dia, nem palavras de carinho antes de dormir. O amor era mudo, engessado pelo orgulho de quem não sabe demonstrar vulnerabilidade.

Até que o impensável aconteceu. Um acidente escolar levou o menino de forma súbita, com apenas dez anos de idade.

O mundo daquele pai desabou. A disciplina e a rigidez não serviam de armadura contra o luto. Por décadas, ele viveu mergulhado em um oceano de culpa silenciosa, assombrado pelo fantasma dos abraços que nunca deu e dos "eu te amo" que f**aram presos na garganta.

No dia em que completou setenta anos, o peso da idade o fez tomar uma decisão dolorosa: subir ao sótão e finalmente doar os pertences do filho. Caixas empoeiradas foram abertas, até que as mãos trêmulas do velho homem alcançaram a pequena lancheira que o menino havia levado para a escola naquele dia fatídico.

Ao abrir a tampa, no fundo do plástico desbotado, havia um pedaço de papel dobrado. A caligrafia infantil, torta e apressada, carregava uma mensagem que rasgou o tempo e o espaço:

"Pai, eu sei que seu coração é grande, só que você tem vergonha de mostrar. Eu te amo muito."

Aquele pai, que passou a vida inteira tentando ser uma fortaleza inabalável, caiu de joelhos no chão do sótão e chorou com o desespero de uma criança. Naquele instante, o ar do quarto ficou denso e acolhedor. Ele não estava sozinho. A presença do filho envolveu os seus ombros cansados, trazendo o abraço espiritual que curou décadas de amargura.

O menino, com a sabedoria pura das crianças, sempre soube ler a alma do pai por trás daquela muralha de frieza. O amor é sentido pelo espírito, mesmo quando as palavras humanas faltam. Mas a vida física tem prazo de validade. Nunca deixe para demonstrar afeto depois, pois o tempo da carne é um sopro impiedoso.

30/03/2026

Paul Newman entrou no abrigo de Manhattan na véspera de Natal de 1983 com um suéter azul-marinho simples e duas caixas de madeira cheias de alimentos. A neve caía pelas ruas, e dentro do abrigo, o caos já dominava: voluntários corriam com panelas quase vazias e bandejas de pão insuficientes para a fila de pessoas famintas. O espírito natalino parecia distante, substituído pelo cansaço e pela ansiedade de não conseguir alimentar todos que dependiam deles.

Newman depositou as caixas no balcão sem cerimônia. Vegetais frescos, potes e farinha de sua fazenda em Westport, Connecticut, esperavam por ele. “Onde f**a a cozinha?”, perguntou, já arregaçando as mangas. Alguns voluntários congelaram ao perceber quem estava diante deles, mas Newman ignorou a surpresa e entrou em ação. Acendeu os fogões, levantou tampas e cortou cebolas como se estivesse ali há anos.

Em menos de uma hora, a cozinha voltou a pulsar vida. Alho chiava no azeite, pão crescia no forno e uma sopa de tomate borbulhava numa panela enorme. Newman trabalhava com concentração absoluta, suéter úmido de calor, mãos sempre em movimento. Clara, jovem voluntária, descascava cenouras ao lado dele. Lembraria para sempre do momento em que ele disse: “Se fizermos algo bem reforçado, ninguém vai sair daqui com fome.”

Quando as portas se abriram, os primeiros convidados entraram devagar, com casacos finos e rostos marcados pelo frio. Newman levou pessoalmente as tigelas até as mesas, abaixando-se para cumprimentar cada um. “Feliz Natal”, dizia, colocando pães quentes diante deles. Alguns o reconheceram, outros viram apenas um homem gentil, exausto, servindo comida como se todos fossem convidados em sua própria casa.

Luis, um homem que estava no abrigo há semanas, começou a chorar ao receber um prato de legumes assados. “Eu costumava ter jantares assim com minha família”, sussurrou. Newman puxou uma cadeira e sentou-se com ele, não falando sobre filmes, mas sobre a vida, a família, o momento presente. “Ele me fez sentir a pessoa mais importante da sala”, diria Luis depois.

As crianças o seguiam como sombras, rindo enquanto ele desenhava rostos sorridentes na farinha espalhada. Em certo momento, cortou o pão de uma menina em pedaços menores enquanto ela ria com sua mãe. Denise cochichou para uma voluntária: “Parece que ele está nos recebendo na própria casa.”

Horas se passaram entre fogões e mesas. Sopa servida, pães assados, risadas ecoando pelo abrigo. Mais de duzentas pessoas tiveram refeições completas — algumas repetiram. Quando o último convidado saiu, Newman varreu o chão, empilhou cadeiras e só depois vestiu o casaco novamente. Antes de sair para a neve, virou-se para Clara e disse baixinho: “A comida importa. Mas estar aqui com eles importa mais.”

Na manhã seguinte, nenhum jornal ligou. Nenhum repórter apareceu. Newman não contou a ninguém. Aquela véspera de Natal permaneceu apenas na memória de quem esteve lá. Uma voluntária resumiu: “Ele ouviu mais do que falou. E fez todos se sentirem convidados de honra.”

Na história daquele abrigo, aquela noite nunca foi igualada — não pelo que foi servido, mas pela presença de um homem que escolheu, em silêncio, ser humano quando o resto da cidade virou o rosto.

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