Ortodoxia e Missão

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25/12/2025
A Caminhada Espiritual do Jejum do NatalPor Dom Máximo, Bispo de MelitineO jejum do Natal se abre diante de nós como uma...
11/11/2025

A Caminhada Espiritual do Jejum do Natal
Por Dom Máximo, Bispo de Melitine

O jejum do Natal se abre diante de nós como uma porta mística, convidando a alma a uma comunhão mais profunda com o mistério divino da Encarnação. Durante esse período, o ser humano é chamado a despertar do torpor da rotina diária e voltar-se para sua purificação interior.

> “Eis agora o tempo favorável, eis agora o dia da salvação” (2Cor 6,2).

A preparação para acolher o Divino Menino exige silêncio interior. O coração torna-se uma manjedoura que recebe o mistério divino, enquanto a alma, semelhante a um ramo coberto de neve que se inclina em direção à terra, se curva diante da grandeza do milagre. Na tradição eclesiástica, o jejum não é apenas uma restrição alimentar, mas um exercício espiritual que purifica a mente e eleva a alma.

Durante este período, a hinologia da Igreja nos recorda:

> “Cristo nasce, glorificai-O; Cristo vem do céu, ide ao Seu encontro” (Catafísias do Natal).

A expectativa do nascimento divino transforma o nosso mundo interior. Os dias passam como grãos de areia em uma antiga ampulheta, medindo o caminho até a grande festa.

No coração do jejum, a alma se assemelha a um jardim de inverno que espera a primavera. As paixões, como folhas secas, caem uma a uma através do exercício da oração e da penitência, enquanto a temperança torna-se a chave que abre as portas da contemplação espiritual.

À medida que nos aproximamos da grande solenidade, a vida eclesiástica se intensifica. Os fiéis recorrem aos sacramentos da confissão e da divina comunhão, preparando suas almas para acolher o Menino Divino. A oração se torna mais profunda — como uma raiz que penetra nas profundezas da terra em busca da água vivificante.

No recolhimento do jejum, a mente se purifica dos pensamentos superficiais e dos sonhos vãos. Volta-se para o interior, onde a alma permanece nua diante do olhar divino. Essa purificação não é um caminho solitário, mas um esforço coletivo do corpo eclesial. A comunidade dos fiéis, unida na oração e no jejum, avança conjuntamente rumo ao mistério da divina Encarnação. Como os flocos de neve que caem suavemente sobre a terra, as almas dos fiéis convergem para o centro da fé.

A tradição eclesiástica nos ensina que o jejum é tempo de vigilância espiritual:

> “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação” (Mt 26,41).

O fiel é chamado a ser um guardião vigilante de seu coração, protegendo-o das investidas das paixões e dos maus pensamentos.

No caminho para Belém, a alma torna-se como um vaso vazio que espera ser preenchido pela graça divina. O jejum purifica os sentidos, permitindo ao homem discernir com mais clareza a vontade de Deus. No silêncio da oração, ouve-se o sussurro do Espírito Santo que guia nossos passos em direção à manjedoura.

> “Preparai o caminho do Senhor” (Mc 1,3),
exorta a Escritura. Essa preparação é múltipla: jejum do corpo, oração da mente, purificação do coração. A alma, como uma vela que se consome diante da presença divina, transforma-se gradualmente, adquirindo o perfume da virtude.

O jejum do Natal nos ensina paciência e perseverança. Assim como o embrião se desenvolve silenciosamente no ventre, também a vida espiritual amadurece na silenciosa prática do jejum. Cada dia é um pequeno passo em direção a Belém, uma preparação para o encontro com o Divino Menino.

Nessa preparação espiritual, a Igreja nos chama a voltar-nos para nossos irmãos com amor e compaixão. O jejum sem caridade é como uma lâmpada sem óleo.

> “Então a tua luz surgirá como a aurora” (Is 58,8),
afirma o profeta Isaías, falando do verdadeiro jejum que se acompanha de obras de amor.

A festa do Natal traz a mensagem da condescendência divina. Deus desce à terra como um frágil bebê, ensinando-nos a virtude da humildade. O jejum nos ajuda a compreender mais profundamente esse mistério. A alma, como uma folha que brota por entre a neve, busca a luz da presença divina.

No coração do inverno, a Igreja se prepara para acolher a “Luz verdadeira” (Jo 1,9). O jejum é a primavera espiritual que prepara a alma para receber a semente divina. No silêncio da oração, o fiel torna-se testemunha de sua própria transformação interior.

À medida que a festa se aproxima, a expectativa cresce. Os hinos da Igreja tornam-se mais jubilosos, anunciando o acontecimento salvador do mundo. A alma, purificada pelo jejum, permanece como a estrela que guia até a manjedoura de Belém.

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📖 Fonte: Orthodoxia News Agency – Γνώμες

JEJUM DE NATAL

MENSAGEM AOS PAIS – JESUS CAMINHANDO SOBRE AS ÁGUAS !!!Queridos pais,Neste Dia dos Pais, a Palavra do Evangelho nos most...
10/08/2025

MENSAGEM AOS PAIS –

JESUS CAMINHANDO SOBRE AS ÁGUAS !!!

Queridos pais,
Neste Dia dos Pais, a Palavra do Evangelho nos mostra Jesus caminhando sobre as águas em meio à tempestade. Os discípulos estavam com medo, mas o Senhor Se aproximou dizendo:
“Coragem! Sou Eu. Não tenhais medo!”

Ser pai é, muitas vezes, atravessar mares agitados:
a insegurança diante do futuro,
a luta pelo sustento,
a preocupação com a educação dos filhos,
o peso das responsabilidades.

Como Pedro, todo pai é chamado a dar passos de fé. Não caminhamos sozinhos — Cristo vem ao nosso encontro, estende a mão, sustenta e fortalece.
Mesmo quando as ondas parecem mais altas que o barco, o Pai do Céu nos lembra:

a fé mantém o coração firme;

o amor mantém o rumo;

e a presença de Deus acalma qualquer mar.

Neste dia especial, peço ao Senhor que dê a cada pai a coragem de permanecer de pé, a esperança para não desistir e a fé para caminhar, mesmo quando o chão parece faltar sob os pés.

Feliz Dia dos Pais!
Que Deus, Pai de todos, abençoe cada papai com saúde, sabedoria e paz.

Pater Basileios

C.O.N.V.I.T.E !!!
23/07/2025

C.O.N.V.I.T.E !!!

MENSAGEM DE QUARESMA DO PATRIARCA † BARTOLOMEUPela misericórdia de Deus Arcebispo de Constantinopla-Nova Romae Patriarca...
26/02/2025

MENSAGEM DE QUARESMA DO PATRIARCA

† BARTOLOMEU

Pela misericórdia de Deus Arcebispo de Constantinopla-Nova Roma

e Patriarca Ecumênico

à Plenitude da Igreja

que a Graça e a Paz de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo,

juntamente com a nossa Oração, Bênção e Perdão
estejam com todos vós

Honorabilíssimos irmãos Hierarcas e filhos abençoados no Senhor,

Mais uma vez, pela vontade e graça de Deus, o doador de todos os bens, estamos entrando na Santa e Grande Quaresma, o bendito período de jejum e arrependimento, de vigília espiritual e jornada com o Senhor, enquanto Ele se dirige à Sua paixão voluntária, para que possamos chegar à veneração da Sua gloriosa Ressurreição e nos tornarmos dignos da nossa própria passagem das coisas terrenas para “aquilo que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram e o coração do homem não percebeu” (1 Cor 2,9).

Na Igreja primitiva, a Santa e Grande Quaresma era um período de preparação dos catecúmenos, cujo batismo ocorria durante a Divina Liturgia da Festa Pascal. Essa conexão com o batismo também é preservada pela compreensão e experiência da Grande Quaresma como o período por excelência do arrependimento, descrito como “uma renovação do batismo”, “um segundo batismo”, “um aliança com Deus para uma segunda vida”, ou seja, uma regeneração dos dons do batismo e uma promessa a Deus para o início de um novo modo de vida. Os ofícios e hinos litúrgicos deste tempo associam a luta espiritual dos fiéis à expectativa da Páscoa do Senhor, de modo que o jejum de quarenta dias irradia o perfume da alegria pascal.

A Santa e Grande Quaresma é uma oportunidade para tomarmos consciência da profundidade e riqueza da nossa fé como “um encontro pessoal com Cristo”. É corretamente enfatizado que o cristianismo é “extremamente pessoal”, sem que isso implique que seja “individualista”. Os fiéis “encontram, reconhecem e amam o mesmo Cristo”, que, “sozinho e somente Ele, revelou a verdadeira e perfeita pessoa humana” (Nicolau Cabasilas). Ele convida todas as pessoas — e cada uma individualmente — à salvação, de modo que a resposta de cada um seja sempre “fundamentada na fé comum” e, ao mesmo tempo, “única”.

Recordamos as palavras de São Paulo: “Já não sou eu quem vive, mas é Cristo que vive em mim. A vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gl 2: 20). Neste caso, as palavras “em mim”, “mim” e “por mim” não contradizem as palavras “em nós”, “nós” e “por nós”, em referência à nossa “salvação comum”. Eternamente grato pelos dons celestiais de sua regeneração em Cristo, o Apóstolo da liberdade “torna seu o que é compartilhado”, como se o Verbo pré-eterno de Deus tivesse se encarnado, sido crucificado e ressuscitado “por ele pessoalmente”.

Nossa experiência de fé é “única” e “profundamente pessoal” como uma liberdade dada a nós por Cristo, algo que é, ao mesmo tempo, “essencialmente eclesial”, uma experiência “de liberdade comum”. Essa liberdade mais genuína em Cristo se expressa como amor e apoio concreto ao próximo, como descrito na Parábola do Bom Samaritano (Lc 10: 30-37) e na passagem sobre o Juízo Final (Mt 25: 31-46), mas também como respeito e cuidado pelo mundo e uma abordagem eucarística da criação. A liberdade em Cristo tem uma natureza pessoal e holística, que é especialmente revelada durante a Santa e Grande Quaresma em sua compreensão da ascese e do jejum. A liberdade cristã, como autenticidade e plenitude existenciais, não envolve uma ascese sombria, uma vida sem graça e alegria, “como se Cristo nunca tivesse vindo”. Além disso, o jejum não é apenas “abstinência de alimentos”, mas “renúncia ao pecado”, uma luta contra o egoísmo, um amoroso afastamento de si mesmo para o irmão necessitado, “um coração que arde por toda a criação”. A natureza holística da espiritualidade é sustentada pela experiência da Grande Quaresma como uma jornada rumo à Páscoa e como um antegozo da “gloriosa liberdade dos filhos de Deus” (Rm 8: 21).

Oramos para que nosso Salvador Jesus Cristo nos torne dignos de percorrer o caminho da Santa e Grande Quaresma com ascese, arrependimento, perdão, oração e liberdade divina. E concluímos com as palavras do nosso pai espiritual, o falecido Metropolita Meliton de Calcedônia, durante a Divina Liturgia do Domingo do Perdão em 1970, na Catedral Metropolitana de Atenas:

“Ao entrarmos na Santa Quaresma, o que nos espera no final é a visão, o milagre e a experiência da Ressurreição, a experiência primordial da Igreja Ortodoxa. Avancemos rumo a essa visão e experiência, mas não sem ter recebido e oferecido o perdão, não com um jejum meramente de carne e óleo, não com um senso de hipocrisia, mas com liberdade divina, em espírito e verdade, no espírito da verdade, na verdade do espírito.”

Santa e Grande Quaresma 2025

† BARTOLOMEU de Constantinopla

Vosso fervoroso suplicante diante de Deus.

04/01/2025

Provided to YouTube by The Orchard EnterprisesEn Iordani vaptizomenou sou Kyrie · Fr. Nikodimos KabarnosYmnoi Xristougennon protohronias & Theofanion℗ 2011 B...

03/01/2025

THEOFANIA !!!

DIA 06 DE JANEIRO ( 2a feira )

Consagração das Águas ( AGHIASMÓS) ..Festa do BATISMO DE JESUS CRISTO por João , o Precursor , no Rio Jordão...

DIVINA LITURGIA ( Missa) , as 10h30
Após a Missa consagraremos as Águas.
Local : CATEDRAL ORTODOXA GREGA
RUA BRESSER , 793 - BRAS - S.Paulo

Participem ...bebam a Água Santificada ( Aghiasmos)

Levem para casa e façam a aspersão com esta AGUA , em seu lar , trabalho , Lojas , etc...

Quem quiser que o Padre vá até o local ( casa, loja, etc...) é só entrar em contato com o Padre Basilio .

Endereço

Rua ALBUQUERQUE MARANHÃO 211
São Paulo, SP
01540-020

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