Egbé N'la Òsògìyán Kolá - O Quilombo de Òsògìyán

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23/05/2026

A água que mata a sede do justo também é a mesma que afoga o traidor. Òṣun ensina que a doçura nunca foi sinal de fraqueza, porque até o rio mais calmo conhece a força das suas correntezas. Òṣun é água viva, é movimento, é destino correndo no leito do tempo, não se toca duas vezes a mesma água do rio, porque ela segue, ela flui, ela se renova… e nós também devemos aprender a seguir sem carregar o peso daquilo que já passou.

Mãe das águas doces, senhora da fertilidade, do amor, da prosperidade e da sensibilidade, Òṣun nos mostra que existe poder na calma, sabedoria no silêncio e força naquilo que nasce do coração, que as águas sagradas de Òṣun levem embora toda inveja, toda falsidade e toda energia ruim, deixando ap***s aquilo que é verdadeiro permanecer em nossos caminhos.

Ore Yèyé Ó 💛

(Música do projeto Iyalode de propriedade intelectual da , protegida nos termos da lei, reprodução proibida sem autorização prévia)

22/05/2026

Sexta-feira é dia de vestir o branco da paz, fortalecer o ori e reverenciar aquele que transforma batalha em sabedoria. Dia de Òṣògìyán, o jovem guerreiro, senhor da coragem, da estratégia e da resistência.

Que nesta sexta o silêncio de Obatalá acalme nossos pensamentos e que a força de Òṣògìyán nos dê firmeza para enfrentar cada luta da vida com honra e dignidade, porque vencer não é ap***s guerrear… é saber permanecer de pé sem perder a essência.

Na força da ancestralidade, seguimos mantendo viva nossa tradição, nossa fé e nossos fundamentos.

“Ajagùnnòn gbá wa o Ajagùnnòn
Elémòsó Bàbá olóroògùn
Ajagùnnòn gbá wa o”

Epa Osá ooo! 🤍⚔️
Epá Bàbá!

Falar de Èṣù é falar da força que sustenta o movimento da existência.Èṣù não é símbolo do mal, como durante séculos tent...
18/05/2026

Falar de Èṣù é falar da força que sustenta o movimento da existência.

Èṣù não é símbolo do mal, como durante séculos tentaram fazer acreditar, essa associação foi fruto do racismo religioso e da intolerância contra as tradições de matriz africana. Èṣù é um Òrìṣà fundamental na cosmologia iorubá: senhor da comunicação, da dinâmica, da estratégia e da transformação.

Nada se realiza sem Èṣù. É ele quem estabelece a ligação entre o Òrun e o Àiyé, entre o sagrado e o mundo material, é o guardião dos caminhos, o fiscal da justiça e o princípio que assegura que toda ação produza uma consequência.

Èṣù não premia a omissão.
Èṣù não sustenta a mentira.
Èṣù não protege a incoerência.

Ele revela intenções, desorganiza estruturas corrompidas e reposiciona cada pessoa diante da verdade de seus próprios atos, onde há movimento, há Èṣù, onde há escolha, há responsabilidade, onde há transformação, há sua presença.

Reconhecer Èṣù é reconhecer que a vida exige postura, consciência e compromisso com aquilo que se faz e com aquilo que se fala.

Laroyê Èṣù!
Mojubá ao senhor dos caminhos, ao dono da palavra e ao princípio do movimento.



Nós da Ẹgbẹ Òṣògìyán Kolá manifestamos nossos mais profundos sentimentos pelo falecimento do Bàbálórìṣà Alexsander de Ol...
12/05/2026

Nós da Ẹgbẹ Òṣògìyán Kolá manifestamos nossos mais profundos sentimentos pelo falecimento do Bàbálórìṣà Alexsander de Ologunede, vítima da intolerância religiosa que ainda insiste em ferir, perseguir e arrancar vidas do nosso povo.

Não foi ap***s um sacerdote que partiu, foi um filho da ancestralidade, um guardião da religiosidade afro, um homem de fé, história e resistência, quando um de nós é silenciado pela violência e pelo ódio, toda a comunidade de matriz africana sente a dor atravessar a alma.

É impossível naturalizar a barbárie, é impossível permanecer em silêncio diante de tamanha crueldade, seguiremos denunciando toda forma de intolerância religiosa, racismo e perseguição contra os povos de axé. Nosso sagrado merece respeito, nossos corpos merecem viver, nossa fé não pode continuar sendo alvo de violência neste país.

Que os Orixás recebam Alexsander em luz e honra, que sua memória permaneça viva, e que sua partida fortaleça ainda mais nossa luta por dignidade, justiça e liberdade religiosa, porque quando um de nós cai vítima dessa violência, todos nós morremos um pouco por dentro.

Sun re o Alexsander 🏳️

Porque não descansaremos! ✊🏾

"Òṣun primeiro lava suas jóias antes de lavar suas filhas"Antes de oferecer cuidado, ela se torna o próprio cuidado, há ...
18/04/2026

"Òṣun primeiro lava suas jóias antes de lavar suas filhas"

Antes de oferecer cuidado, ela se torna o próprio cuidado, há quem não entenda… mas é aí que mora o erro: reduzir Òrìṣà àquilo que é confortável, doce e superficial. Oṣùn não é frágil como pensam, ela entra no rio não por estética, mas por sabedoria, cada gesto seu é um ensinamento, quem não se governa, não sustenta nada. Autocuidado não é luxo, é responsabilidade espiritual, amar a si não é ego é princípio de equilíbrio.

Mas o que vemos hoje? Gente dizendo “sou de Oṣùn” enquanto cultua aparência e abandona caráter, exaltando beleza, mas negligenciando ìwà rere. Falando alto, julgando, invejando… e ainda acreditando que Òrìṣà sustenta desordem. Não sustenta.

Oṣùn não coroa desvio, ela revela, ela não protege maldade, ela cobra postura, não alimenta ego, ela exige consciência. Ser de Oṣùn é mais do que brilhar por fora, é saber silenciar, é saber sentir, é saber escolher, é ter firmeza na doçura e guerra na hora certa.

As águas de Oṣùn não é espelho para vaidade, é caminho de purificação, então, antes de dizer que ela te rege, pergunte a si mesma: você se rege?
Porque cultuar Òrìṣà não é levantar bandeira, é sustentar caráter. E Oṣùn… quer mais.

(Ẹgbẹ N'la Òṣògìyán Kolá)

Reconhecer quem luta ao nosso lado é também fortalecer a caminhada coletiva, cada espaço ocupado nas casas de leis, câma...
10/04/2026

Reconhecer quem luta ao nosso lado é também fortalecer a caminhada coletiva, cada espaço ocupado nas casas de leis, câmaras municipais e instâncias de poder é um passo firme no enfrentamento ao racismo religioso e na defesa dos povos de terreiro.

Ontem, nossa Ìyá .yemoja de Yemọja foi homenageada no Prêmio N’Zinga 2026, realizado na Câmara Municipal de Guarulhos, em um evento organizado pela .2015 e com apoio do gabinete da Vereadora , uma homenagem singela, mas carregada de significado, história e resistência.

Eventos como esse são fundamentais, pois reafirmam que esses espaços também nos pertencem por direito, precisamos ocupar, marcar presença e fazer ecoar nossas vozes onde por tanto tempo tentaram nos silenciar. Somos livres, somos resistência, e merecemos respeito.

Que Èṣù abençoe nossos caminhos e siga abrindo portas importantes!

Oriire Ìyá Wa Ana Carolina
Àṣẹ o 🙏🏾❤️🖤

(Ẹgbẹ N'la Oṣogiyan Kọla)

30/03/2026

Quinta feira passada, a nossa Iyalase Alicia, foi vítima de Intolerância Religiosa na escola que estuda, tendo que aprender cedo demais o que é o ódio, não por algo que ela fez, não por alguém que ela machucou, mas simplesmente por amar sua fé, por respeitar seus ancestrais, por dizer com orgulho que é do Candomblé, que é de Òṣun.

Ela foi agredida, verbalmente, fisicamente, dentro de um espaço que deveria acolher, educar e proteger. E ainda assim, no meio da dor, ela escolheu falar de amor, escolheu dizer que ninguém merece ser tratado com violência, que só quer cultuar sua fé em paz, que só quer existir sendo quem é.

Isso deveria nos envergonhar como sociedade.
A intolerância religiosa não é “opinião”, não é “brincadeira”, não é “falta de informação”. É violência, é racismo religioso, é desumanização. E quando isso atinge uma criança, escancara o quanto ainda falhamos.

Mas que fique nítido: vocês não vão nos calar.
Não vão calar nossas crianças.
Não vão calar nossos ancestrais.
Não vão apagar nossa fé.
Nós somos resistência.
Somos herança viva, somos continuidade.
E tomaremos medidas cabíveis!

E enquanto houver uma Alicia tendo coragem de falar, nós estaremos aqui, mais fortes, mais firmes, e ainda mais comprometidos em não aceitar nenhum passo atrás.

Respeitem nossas crianças.
Respeitem nossa fé.
Respeitem nossa existência.

Nada sobre nós sem nós! ✊🏾🙏🏾

Laroye Èṣù 🖤❤️

Obs: A intolerância religiosa é crime no Brasil, com p***s de reclusão e multa (Lei 7.716/1989 e Lei 14.532/2023). Orientem que agressões físicas, verbais, vandalismo a templos, demonização de ritos e racismo religioso devem ser combatidos e denunciados, garantindo a liberdade de crença e a laicidade do Estado. A Constituição Federal (Art. 5º, VI) garante a liberdade de consciência e crença. A injúria racial e o racismo religioso são crimes inafiançáveis.

30/03/2026

Nesse vídeo o Omo Ologunede .luccas aqui da que também é Professor de História fala sobre Intolerância Religiosa, precisamos falar sobre esse tema, pois, a intolerância religiosa no Brasil não é ap***s desrespeito é resultado de um longo processo histórico de silenciamento, exclusão e racismo estrutural. Desde o período colonial, saberes e práticas das religiões de matriz africana foram perseguidos, criminalizados e associados à marginalidade, como parte de um projeto de controle sobre corpos, culturas e espiritualidades negras.

Ainda hoje, quando terreiros são invadidos, símbolos são demonizados e práticas ancestrais são ridicularizadas, não estamos diante de simples conflitos de fé, mas da continuidade desse processo histórico, trata-se de uma disputa de poder: quem pode existir, quem pode se expressar livremente e quem ainda é empurrado para a invisibilidade.

Enquanto algumas religiões são socialmente legitimadas e protegidas, outras seguem sendo alvo de preconceito e violência. Isso revela que o racismo religioso não ficou no passado ele se reinventa e permanece presente nas estruturas da sociedade, por isso, não basta “tolerar”.

Tolerar, muitas vezes, é ap***s suportar à distância, o que precisamos é de reconhecimento: da história, da legitimidade e da humanidade das religiões marginalizadas, que são parte fundamental da formação cultural do Brasil, romper com esse ciclo exige posicionamento, o silêncio diante da intolerância também sustenta a injustiça. Respeitar é reconhecer, valorizar e garantir que todas as formas de fé possam existir com dignidade.

23/03/2026

Tem vídeos que a gente assiste… e sente. Esse é um deles.

Nosso filho Lucas de Òlógúnẹ̀dẹ, Ọmọ Òrìṣà aqui da Ẹgbẹ Òṣògìyán Kolá, traz nesse registro um relato firme, consciente e necessário sobre a importância de seguir a tradição como pilar da nossa religião.

Num tempo em que muitos querem reinventar sem fundamento, ouvir quem vive, respeita e sustenta o àsé com responsabilidade é essencial, tradição não é prisão, é raiz, é fundamento, é caminho seguro.

Parabéns, meu filho, pela colocação lúcida, verdadeira e cheia de àsé. Que sua palavra alcance muitos e fortaleça quem ainda está no caminho.

Àṣẹ ire oooooo 💙💛🙏🏾

Entre o silêncio que ensina e o passo que avança, caminham Olufon e Ògìyán, dois modos de existência do mesmo princípio ...
06/02/2026

Entre o silêncio que ensina e o passo que avança, caminham Olufon e Ògìyán, dois modos de existência do mesmo princípio criador, duas éticas do tempo inscritas no corpo, no rito e na história.
ObraOlufon é o Òrìṣà da paciência radical. Seu branco não é passividade, é decantação, ele ensina que o mundo não se sustenta pela pressa, mas pela permanência; que a sabedoria verdadeira não grita, observa, em sua lentidão ritual existe método, memória e responsabilidade ancestral. Olufon é o tempo que amadurece o Àṣẹ, o velho que sustenta a aldeia porque conhece o peso de cada passo, na história do culto, ele representa a continuidade, o elo que não se rompe mesmo quando o mundo tenta apagar o que é antigo.

Ògìyán, por sua vez, é o movimento que rompe a inércia, guerreiro estrategista, não luta por impulso, mas por inteligência, sua garra não é brutalidade: é cálculo, leitura do terreno, astúcia política e força disciplinada. Òṣògìyán não corre, avança, e avança porque sabe onde pisa, patrono deste terreiro, ele é o princípio da defesa, da organização e da firmeza frente aos conflitos do mundo. Onde Olufon sustenta, Ògìyán protege, onde um espera, o outro age.

Aqui, a paciência não é fraqueza e a guerra não é desordem, são princípios civilizatórios africanos que atravessaram o Atlântico, resistiram à violência colonial e continuam vivos no chão do terreiro.
Celebrar Olufon e Ògìyán é afirmar que tradição não é imobilidade, e que força sem sabedoria é ruído. É reconhecer que nosso culto se equilibra entre o silêncio que ensina e a espada que defende.
Aqui, caminhamos com os dois, porque só permanece quem sabe esperar, e só vence quem sabe lutar com sentido.

Àṣẹ.

Eeepa Osa oooooo 🤍🐚🙏🏾

Foto:
Representando Òṣògìyán Babalossaniyn
Representando ObaOlufon Ogan

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São Paulo, SP
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