16/11/2025
Hoje nos despedimos de Anderson Kaique, um jovem de apenas 19 anos, mas com uma alma que parecia muito mais velha e muito mais luminosa. No candomblé, aprendemos que algumas pessoas vêm ao mundo com uma missão muito especial — e quando essa missão é cumprida, o orixá as recolhe de volta ao seu lado.
Kaique sempre foi assim: de coração bom, de axé leve, de energia que acalmava e unia. E é por isso que tanta gente se pergunta: “Por que ele? Por que alguém tão bondoso parte tão cedo, enquanto outros que não carregam a mesma pureza continuam aqui?”
Os mais velhos dizem que os filhos de luz voltam rápido para a luz, porque vibram alto demais para este mundo tão duro. Dizem também que quando uma alma cumpre o que veio cumprir, ela é recolhida pelo orixá como quem guarda um tesouro. E assim acreditamos que foi com Kaique.
Ele não se foi por ausência — ele voltou porque era precioso.
Voltou porque sua missão, por mais curta que tenha sido, foi inteira.
Voltou porque sua alma já estava pronta para caminhar em outro plano, guiada e protegida.
E nós que ficamos, ficamos com a saudade, com o silêncio que dói… mas também ficamos com o exemplo.
Com o axé bonito que ele espalhou.
Com a paz que ele deixava por onde passava.
Com a certeza de que ele agora é guia, é proteção, é presença que não se vê, mas se sente.
Que seu caminho seja aberto pelos orixás.
Que seu Ori seja recebido com canto, luz e água doce.
E que sua memória continue sendo esse farol que ilumina a vida de quem teve a sorte de cruzar com ele.
Axé, Kaique.
Que você siga em paz, sabendo que aqui deixou amor, respeito e saudade bonita.