Federação Triângulo Imortal da Águia - Tia Tira

Federação Triângulo Imortal da Águia - Tia Tira Candomblé Nosso Ìlê tem sua base na familia carnal da Ìyálorisá Alvina, conhecida como Tia Tira (Sigla da Federação).

Somos uma entidade filantrópica, sem fins lucrativos, fundada há mais de 50 anos pela Ìyálorisá Alvina Pereira de Castro, feita pelo Babalorisá Kawunlemba no interior de São Paulo. Este Ìlê de CANDOMBLÉ (Nação Bantoo) funcionou por 35 anos no bairro do Tatuapé e, há quase 10 anos nos mudamos para o bairro do Belenzinho, onde estamos em nossa própria sede, conquistada com muita garra, suor, determi

nação e fé. Portanto, sua filha Rose é também a Ìyákêkêrê do Ìlê, além de ter o auxílio de suas netas: Ìyá Rebecca D' Oyá e Ìyá Jéssica D' Osun, além de seu neto, Oganilu Pedro.

Não poderíamos deixar de comemorar Ogun esse ano! Abril foi um mês difícil pra nossa comunidade, mas Ogun vive e é por i...
25/05/2026

Não poderíamos deixar de comemorar Ogun esse ano!
Abril foi um mês difícil pra nossa comunidade, mas Ogun vive e é por isso que nossa feijoada está chegando.

Vamos comemorar Ogun?
Ogun ye!

Dia 20/06 às 20h30.

Atenção! ⚠️A partir de segunda agenda aberta para jogo de búzios, banhos e trabalhos espirituais. Dia 12/06 gira de esqu...
24/05/2026

Atenção! ⚠️
A partir de segunda agenda aberta para jogo de búzios, banhos e trabalhos espirituais.
Dia 12/06 gira de esquerda aberta ao público!

Que Oyá e Sangô nos abençoe!

Quando uma Iyálorixá falece o terreiro inteiro sente. Os orixás, assentamentos, os filhos, amigos, o chão, as paredes, t...
21/05/2026

Quando uma Iyálorixá falece o terreiro inteiro sente.
Os orixás, assentamentos, os filhos, amigos, o chão, as paredes, tudo sente a mudança!
Mas é também em todos os orixás, e em cada canto que ela vive e vai continuar vivendo.
Porque os iniciados não morrem, ap***s vivem no Orun!
A morte é só mais um caminho lindo e de descanso merecido.
Os rituais fechados estão chegando ao fim e logo poderemos brindar um novo tempo e com muitas missões lindas.
Mas a mais importante manter o legado dela vivo em cada canto, e em cada um de nós!

Hoje silenciamos e retornaremos daqui alguns dias mais fortes!
Saudades Iyá eternas sempre.

Gratidão por nos dar vida!
Epahey Oyá ❤️🤍

Há quem diga que, quando envelhecemos, f**a mais difícil incorporar erê.Talvez seja vergonha, talvez o corpo já não resp...
11/05/2026

Há quem diga que, quando envelhecemos, f**a mais difícil incorporar erê.
Talvez seja vergonha, talvez o corpo já não responda às estripulias deles, talvez seja espiritual… não sei.
O que sei é que nossa Iyá, em setembro do ano passado, recebeu pela última vez uma entidade. Já deitada em sua cama, com 92 anos de idade, seu erê veio nos abençoar.
A ekedji Camila trouxe de presente um carrinho de fogo (de bombeiro) e, no final da festa, quando estávamos organizando o ilê, ele veio.
Na hora, nos assustamos, mas a comoção e a alegria de ver o Peixinho de Ouro foram algo além.
Mãe Osun, Pai Ogun. Tiose, teté com coca, Danoninho, música e muito amor.
Peixinho, como foi bom te ver uma última vez e receber sua bênção.
Como foi bom cantar “Bigode de Foca” e sermos seus amigos novamente.

Sempre que um peixinho aparecer, as crianças serão celebradas!!!

Erêmi! 💙💛

Maria das Graças… ou somente Das Graças. E como era graciosa. Ela é do afoxé e do candomblé. Do afoxé e do candomblé.Bat...
09/05/2026

Maria das Graças… ou somente Das Graças.
E como era graciosa.
Ela é do afoxé e do candomblé.
Do afoxé e do candomblé.
Batendo suas ervas no pilão, curava o corpo e principalmente as dores do amor.
Delicada, perfumada e dona de uma voz doce, dançava sinuosa, fazendo seus balangandãs cantarem junto com ela.
Filha das folhas, carregava o axé de Ossain nas mãos e o amor dele no coração.
E por onde passava, deixava perfume, cura e encanto.
Requebrava e dançava, a delicadeza da Bahia.
Tome banho de cheiro, tome banho de ervas, mil flores para o amor verdadeiro.

Saravá Bahia! 🩷💚

Dá licença para o cavaleiro. Quem nunca chorou, vai chorar agora!Seu Nenê nunca chegava sozinho. Vinha com o cheiro da l...
08/05/2026

Dá licença para o cavaleiro. Quem nunca chorou, vai chorar agora!
Seu Nenê nunca chegava sozinho. Vinha com o cheiro da lenha queimando, com o estalar da churrasqueira, com o brilho amargo da cerveja dividida entre os companheiros de jornada e aquele silêncio respeitoso que antecedia seus versos. Homem sério quando precisava ser, mas dono de uma alegria acolhedora, daqueles que reuniam gente ao seu redor sem qualquer esforço. Sua presença carregava algo extremamente raro: a essência da ancestralidade.
Africano de alma antiga, boiadeiro de fé profunda, falava do tempo e com o tempo, como quem conversa com um velho vaqueiro de sua comitiva, abrindo caminhos invisíveis enquanto ensinava, sem discursos ou formalidades, o valor das nossas raízes.
Seu Nenê não fazia força para ocupar espaço, preenchia o ambiente, de um modo doce e imperativo de quem é senhor da situação. E quem teve o privilégio de ouvir seus improvisos sabe que havia poesia até no jeito como ele segurava sua cuia ou ajeitava o laço que caía elegantemente de seu chapéu. Seus versos atravessavam a fumaça da carne assando, enquanto todo o terreiro respirava no mesmo compasso de sua voz.
Meu boiadeiro o chamava de padrinho. E a força dessas raízes que atravessou o mar a nado, me atou a esse nó, como banda amarrada ao peito. Deu ao meu filho nome de santo e me fez compreender que os Navizala carregam no olhar a firmeza de quem conhece o peso da existência. E, até por isso, dançam. E, por tudo isso, se transformam em cantiga.
A viola quer que fique. O pandeiro quer que vá embora. Mas, Seu Nenê não parte. Encantados se encantam. Viram vento de invernada, memória acesa, canto que ecoa por todo o sempre. Permanecem na dança, no couro, no conselho silencioso, na saudade bonita que ensina sem machucar.
E sempre que uma bandeira branca tremular sob o céu, em cada tempo novo que chegar, lembraremos que existiu um boiadeiro africano que teve o poder de transformar encontros simples em eternidade, com os parceiros de jornada compartilhando da mesma ceia, exercendo a fraternidade e o amor ao próximo, mandamento zero que deveria cavalgar em todo coração.

Obrigada Seu Nenê, com amor Alessá 💚

O que é cuidar do espiritual? Além do básico (ter a quartinha cheia, o santo limpo e cheiroso, cuidar daquilo que é das ...
07/05/2026

O que é cuidar do espiritual? Além do básico (ter a quartinha cheia, o santo limpo e cheiroso, cuidar daquilo que é das nossas entidades (e não nosso!) e do nosso Orixá, roupa passada, vela acesa, obrigação tomada...), cuidar do espiritual é cuidar da alma.
É encontrar algum equilíbrio entre a vida mundana, tão conturbada, e o divino. Isso daria um texto enorme, de muitos parágrafos, mas essa introdução é importante para dizer que a gente aprende as coisas (o que está além do básico) nos detalhes. E com o tempo.
Eu aprendi o primeiro cuidado com a alma com a Sulema. E sabe o mais curioso? Eu nunca encontrei com ela em terra.

Precisei me afastar do terreiro algumas vezes por conta dos estudos. Em uma dessas vezes, eu vivia um momento interno muito delicado, daqueles que a gente não conta para ninguém. Estar longe do terreiro doía. Fazia falta. Era justamente aquele cuidado com a alma que eu falei no começo que eu estava precisando (e eu nem sabia que precisava).
Sulema veio em terra (estamos em 2010 ou 2011 aqui). Eu, em Campinas. Ela, em São Paulo. Tirou cartas para os presentes (imagino que tenha sido a última vez que ela veio). Antes de se despedir, chamou meu namorado e disse: “Vou tirar uma carta para ele, já que ele não está aqui”.

Ela tirou: um Ás de Espadas.
O signif**ado da tiragem não importa aqui. O que importa foi o depois. Ela entregou aquela carta para ele e disse: “Entregue para ele, para ele saber que eu estive aqui e que fui eu mesma quem tirou essa carta pra ele”.
Ela não deu carta para mais ninguém. Só para mim.
Porque ela sabia da minha relação com o povo cigano. Ela sabia que aquilo me acalentaria e aqueceria meu coração de um jeito que nenhuma outra coisa conseguiria. Sulema cuidou da minha alma sem falar comigo, sem encostar em mim, sem olhar diretamente nos meus olhos.
E esse é o poder do cuidado espiritual.
Hoje, 15 anos e uns quebrados depois, a carta ainda está comigo. Guardada com carinho, não só pelo signif**ado da jogada em si (não vou compartilhar, rs, mas ele se concretiza todos os dias) mas, principalmente, pelo afeto que carrega.

Com amor, Caio.

Eu poderia falar de qualquer entidade da minha mãe. Vivenciei várias histórias com todas elas, mas escolhi falar de Mãe ...
06/05/2026

Eu poderia falar de qualquer entidade da minha mãe. Vivenciei várias histórias com todas elas, mas escolhi falar de Mãe Maria de Angola.
Era uma sexta-feira, 13 de maio de 1977, e à noite teríamos uma festa de Pretos Velhos. Passei o dia cozinhando: fiz tutu de feijão, assei dois bolos e, no final da tarde, por volta das 17 horas, preparei o café.
Tocou a campainha. Eu estava sozinha em casa. Atendi e era uma senhora pretinha, de cabelos brancos presos em um pequeno coque. Ela me pediu uma caneca de água. Abri o portão e ela se sentou na lateral da pequena escada.
Voltei com a caneca e, enquanto ela bebia, ofereci um café fresquinho e uma fatia de bolo. Ela agradeceu, mas não quis. Insisti, mas ela recusou novamente. Agradeceu, disse “Deus te abençoe” e saiu.
Enquanto ela se afastava a casa era quase na esquina da Rua Fernão Tavares com a Rua Tuiuti, fiquei no muro olhando. Quando estava chegando na esquina, ela virou, me olhou e disse:
— Fia, de noite, quando eu voltar, eu bebo o café e como o bolo!
E virou na esquina.
Corri descalça, mas quando cheguei lá, ela já tinha desaparecido.
Fiquei quieta. Não contei para ninguém conforme as pessoas iam chegando, muito menos para minha mãe, que tinha ido ao supermercado.
Quando a festa começou, Mãe Maria foi a primeira a chegar, como sempre. Nos abençoou, se sentou, olhou para mim e disse:
— Nhã nhã (como ela sempre me chamou), agora a nega véia aceita aquele café e o pedaço do bolo que ocê me ofereceu!
Quase desmaiei.
Chorei por horas.
E até hoje, quando conto essa história, lembro de cada detalhe e choro novamente.
Vou sentir saudades o resto da minha vida daquela preta velha que me abençoava, me ouvia, me aconselhava, me orientava e tinha o melhor abraço do mundo.

A bênção, sempre, Mãe Maria de Angola.
Com amor sua Nhãnhã

Nossa Iyá amava Oxossi. Como boa mãe de santo, amava todos os orixás mas tinha um orgulho bonito de ser filha do caçador...
05/05/2026

Nossa Iyá amava Oxossi.

Como boa mãe de santo, amava todos os orixás mas tinha um orgulho bonito de ser filha do caçador.
No caminho dela, como um presente, recebeu Seu Tira Teima, representante direto de Oxossi em sua vida.
Caboclo festeiro, risonho, daqueles que chegam espalhando alegria.
Amava seu nanais, o abacaxi doce, gostava de p***s e de pele, dançava com o corpo solto e falava sem parar, como quem tem sempre história pra contar.
Caçador e filho da Jurema, caminhava pelas matas reais, guiado pela estrela Dalva que nunca deixa de clarear o caminho.
Com Seu Tira Teima, aprendemos cedo que filho da mata nunca está só.
Está deitado no berço de folhas, abraçado pelos encantados, protegido por forças que não se veem, mas se sentem.
Enquanto a Águia trabalhava incansavelmente, firme em sua missão,
Seu Tira Teima festejava porque também é na alegria que a fé se fortalece.

Que o amor dela por Oxossi continue vivo em nosso Ilê.
Okê Arô!
Okê Caboclo!

Nossa Iyá Jessica  escreveu sobre seu amor pela rainha da casa. A classe, a postura e a beleza da nossa Lucy. Lucy… seu ...
04/05/2026

Nossa Iyá Jessica escreveu sobre seu amor pela rainha da casa. A classe, a postura e a beleza da nossa Lucy.

Lucy… seu nome chega como um sopro de elegância.

Leve, firme e inesquecível, como tudo aquilo que você foi. Uma dama em cada detalhe: no jeito de falar, de olhar, de ensinar. Daquelas presenças que não precisam se impor, porque naturalmente ocupam seu lugar com graça e verdade.

Você tinha a sabedoria de quem já viveu muitos caminhos, mas a delicadeza de quem escolhia conduzir com carinho. Seus conselhos vinham como colo e direção ao mesmo tempo, sempre no tom certo, sempre no momento exato. Imponente, sim… mas nunca distante. Forte, mas profundamente acolhedora.

E o que f**a é uma saudade leve… dessas que caminham junto, que aquecem o peito e fazem sorrir ao lembrar. Saudade do seu jeito único, da sua presença marcante, da forma bonita como você tocava tudo ao seu redor.

Lucy, minha dama…
teu encanto permanece,
tua força ainda guia,
e o amor que sinto por você continua aqui: inteiro, sereno e eterno.

Laroyê 💛🖤

O seu, o meu, o nosso amigo Exu Veludo. Veludo para os íntimos não era só um Exu, era amigo. Companheiro fiel que chegav...
03/05/2026

O seu, o meu, o nosso amigo Exu Veludo.
Veludo para os íntimos não era só um Exu, era amigo.
Companheiro fiel que chegava sem cerimônia, arrancava sorrisos, transformava silêncio em conversa boa.
Coçava a cabeça, soltava um palavrão daqueles.
De capa, cartola e bengala na mão ele caminhava como o rei do pedaço. E era mesmo.
Acolhia sem perguntar, falava sem autorização, escutava muitos, mas também respondia com verdade e um toque de malícia.
De todos o que mais trabalhou!
Tem Veludo em todos nós, nas paredes, nas cadeiras, no teto, no chão, marcado na pele do nosso Alagbê que aos 4 anos respondeu pra sua professora com toda inocência do mundo: meu melhor amigo é o Exu Veludo.
Ele conquistava. Era acessível!
Ele era de verdade.
Um Exu pai, um Exu de verdade.
Ele não era só presença espiritual era amizade viva!

Laroyê Exu Veludo 🖤❤️

Endereço

Avenida Álvaro Ramos, 1386
São Paulo, SP
03330000

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Federação Triângulo Imortal da Águia - Tia Tira posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Compartilhar