24/12/2017
EMANUEL - O SINAL QUE VEIO DO CÉU
O profeta Isaías, cujo nome significa “a Salvação do SENHOR”, cumpriu seu ministério profético no Reino de Judá (a divisão do reino Judeu situada ao sul que tinha Jerusalém por capital), durante o reinado de quatro reis, entre os anos 740 a 680 a.C., um período de aproximadamente sessenta anos no qual a cidade de Samaria, capital do Reino de Israel (a divisão do reino Judeu situada ao norte) foi tomada pelos Assírios e este reino do norte foi levado para o cativeiro em cerca de 722–721 a.C. O Senhor Deus dirige Sua Palavra, por intermédio de Isaías, nestes termos: “Visão que Isaías, filho de Amoz, teve a respeito de Judá e Jerusalém durante os reinados de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá [...] Para que me oferecem tantos sacrifícios?, pergunta o Senhor [...] Não consigo suportar suas assembleias cheias de iniquidade. Suas festas da lua nova e suas festas fixas, eu as odeio. Tornaram-se um fardo para mim; não as suporto mais! Quando vocês estenderem as mãos em oração, esconderei de vocês os meus olhos; mesmo que multipliquem as suas orações, não as escutarei! As suas mãos estão cheias de sangue! Lavem-se! Limpem-se! Removam suas más obras para longe da minha vista! Parem de fazer o mal” (Is 1.1,11-16; NVI). Cansado da superficialidade espiritual e da religiosidade de “fachada”, Deus ainda declara: “Esse povo se aproxima de mim com a boca e me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. A adoração que me prestam é feita só de regras ensinadas por homens” (Is 29.13; NVI).
Como se não bastasse toda essa fanfarrice cultual, numa provocação ao Senhor, o rei e o povo passaram a confiar mais nos recursos humanos e na ajuda de outros povos do que no Deus de Israel, o Grande “Eu Sou” (Êx 3.14). Nessa época, a Síria e o Reino de Israel fizeram uma aliança militar contra o Reino de Judá e ameaçaram Jerusalém. (Is 7.1-2). Isaías e seu filho, chamado “Um-Resto-Volverá”, saíram ao encontro do rei Acaz na outra extremidade do aqueduto superior, junto ao campo do lavadeiro. Por boca do profeta Isaías, Deus garantiu a Acaz que não precisava temer os reis da Síria e de Israel (i.e., Rezim e Peca), porque o plano destes cairia por terra e, dentro de 65 anos, o Reino de Israel seria totalmente conquistado pelos Assírios (Is 7.3-13; cf., 2Rs 17). Deus, então, dá a seguinte ordem a Acaz: “Pede ao SENHOR, teu Deus, um sinal, quer seja embaixo, nas profundezas, ou em cima, nas alturas” (v. 11), para confirmar que a aliança entre a Síria e Israel não prevaleceria contra Judá. Relutante em abrir mão de sua confiança na proteção Assíria, Acaz responde: “Não o pedirei, nem tentarei ao SENHOR” (v. 12). Diante da recusa de Acaz, o próprio Deus determinou o sinal de Sua escolha, o qual se estenderia a circunstâncias muito além do tempo daquele rei e culminaria no cumprimento profético das promessas feitas à “Casa de Davi”: “Então, disse o profeta: Ouvi, agora, ó casa de Davi: acaso, não vos basta fatigardes os homens, mas ainda fatigais também ao meu Deus? Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel” (Is 7.13-14).
Como em muitas outras profecias, houve um cumprimento parcial imediato (i.e., nos dias do rei Acaz) e outro cumprimento messianicamente pleno (i.e., na primeira vinda de Jesus Cristo, o Emanuel), como está escrito: “Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles. Ora, tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor por intermédio do profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: ‘Deus conosco’)” (Mt 1.21-23).
O sinal de Emanuel, é a confirmação, vinda do céu, de que os salvos em Cristo não precisam temer as ameaças de Satanás e de todos os inimigos de Deus, inclusive do último inimigo, a morte eterna, porque o Senhor Jesus nos livrará de todos eles para sempre, afinal é “Deus Conosco”!
Aos verdadeiros crentes que participam da IBPP, relembro, neste Natal, as palavras do rei Ezequias diante da ameaça dos inimigos Assírios: “Sede fortes e corajosos, não temais, nem vos assusteis por causa do rei da Assíria, nem por causa de toda a multidão que está com ele; porque um há conosco maior do que o que está com ele. Com ele está o braço de carne, mas conosco, o SENHOR, nosso Deus, para nos ajudar e para guerrear nossas guerras...” (2Cr 32.8).
Desejo-lhes, um Feliz Natal, sem fanfarrice cultual e exibicionismo “NATALESCO”, mas naquela “... simplicidade e pureza devidas a Cristo” (2Co 11.3).
Pr. Jamil Abdalla Filho.