14/10/2020
[Parte 2]
Educar um filho é sempre uma missão, conforme o descrito na questão 582 de O Livro dos Espíritos, codificado por Allan Kardec. Portanto, tem que assumir as responsabilidades de sua ação junto àquela criança que Deus de colocou em suas mãos, recolhendo as consequências advindas de sua execução.
Dessa forma, nós podemos imaginar, mesmo que parcialmente, o nível da responsabilidade assumido pelos pais de Jesus, em especial por Maria de Nazaré, que se dedicou com amor, carinho, compreensão e renúncia àquele filho.
Para entendermos um pouco melhor a missão de Maria, vamos, por um momento, sem querer nos comparar, pensar em nossas famílias.
Na condição de pais, pretendemos constantemente buscar o melhor para nossos filhos, preocupando-nos com seu bem-estar. Sofremos diante de suas dores e nos alegramos com suas alegrias. Isso é natural, para a maioria dos pais e mães encarnados, que desejam estar ao lado de sua prole, para que possam sentir-se amparada em sua caminhada.
Agora, imaginemos dentro de nossa condição limitada, como se sentiu Maria ao perceber que seu filho muito amado, sendo rejeitado e mortificado pela ignorância humana, nada podia fazer para impedir o sofrimento daquele que lhe encantara os dias com a luz de suas palavras e de seus sorrisos.
Maria de Nazaré, respaldada por sua posição espiritual superior, aceitava aqueles fatos dolorosos e tristes, que lhe causavam pesar profundo. Alicerçada pela própria fé inabalável, sofreu, mas sem revoltar-se, preocupando-se mais em buscar o filho amado para ofertar-lhe sua presença amorosa, tentando amenizar as dores e sofrimentos atrozes pelos quais passava.
Seu exemplo de fé deve inspirar a todos nós ao enfrentarmos as dificuldades da vida, os obstáculos que se apresentam em nosso caminho, com esperança, fé e coragem, pois sabemos que não estamos desamparados pela misericórdia infinita, que nos acolhe e nos trata como seus filhos queridos, que, entretanto, não nos retira as oportunidades de aprendizagem, visando à nossa renovação.