09/07/2026
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Agora que já passou a polêmica, vale deixar um posicionamento.
Deus não está preso ao horário nem ao dia do culto. Isso é verdade. Mas essa verdade jamais pode servir de justificativa para diminuirmos nosso zelo pelas coisas do Reino.
A Copa do Mundo foi uma excelente oportunidade para ensinarmos as novas gerações, na prática, sobre prioridade na adoração, e a desperdiçamos.
Ao meu ver, só existem duas razões que justificariam alterar a programação de um culto nesse contexto da Copa do Mundo: quando isso faz parte de uma estratégia genuinamente evangelística (algumas igrejas convidaram não crentes para assistir o jogo e depois eles ficaram para o culto) ou quando há uma questão real de segurança para proteger a igreja (alguns pastores cancelaram por conta de possíveis algazarras nos bairros onde as igrejas estavam inseridas).
Fora disso, ainda que exista boa intenção, acredito que a mensagem transmitida foi equivocada.
Precisamos pregar contra a religiosidade, sim. Mas com a mesma firmeza precisamos pregar contra a idolatria. E embora seja nossa cultura, embora sejam esportes, embora seja a seleção brasileira, adequar nosso ritmo pessoal de adoração a Deus por conta de futebol, é idolatria.
O problema nunca foi o futebol; o problema é quando qualquer coisa passa a ocupar um lugar que pertence somente a Deus: prioridade.
Nossas prioridades revelam aquilo que realmente valorizamos, revelam nossa maturidade espiritual.