Diocese Anglicana de São Paulo - IEAB

Diocese Anglicana de São Paulo - IEAB A Diocese Anglicana de São Paulo é parte da IEAB, 19ª província da Comunhão Anglicana. Nosso primeiro Bispo, eleito em 1970, foi o Revmo.

A Diocese de Anglicana de São Paulo - ( DASP), criada em 1969, é uma das nove dioceses da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil. Abrange todo o Estado de São Paulo, contando com 15 Paróquias, Missões e Pontos Missionários, e
um corpo eclesiástico de 31 clérigos e clérigas. Elliot Lorenz Sorge, seguido por bispo Sumio Takatsu (1977), revmo. Glauco Soares de Lima (1990), bispo Hiroshi Ito, eleit

o em 2002, Revmo. Roger Douglas Bird, eleito em 2007, Revmo. Flávio Augusto Borges Irala ( 2013 -2021), atualmente a DASP é pastoreada pelo Revmo. bispo Francisco Cézar Fernandes Alves, eleito em 09 de julho de 2019. Fonte: https://www.dioceseanglicanasp.org.br/bispos

https://www.anglicancommunion.org/structures/member-churches/member-church/diocese.aspx?church=brazil&dio=sao-paulo

www.ieab.org.br

https://www.anglicancommunion.org/

10/08/2026

No domingo, 9 de agosto, a Paróquia de São João, da Diocese Anglicana de São Paulo, celebrou com alegria e gratidão o 24º aniversário da consagração de seu templo atual. A celebração da Santa Eucaristia foi presidida pelo Bispo Diocesano, Revmo. Cézar Alves, e a homilia foi ministrada pe...

✠ 𝟳 𝗗𝗘 𝗔𝗚𝗢𝗦𝗧𝗢 ✠ 𝗝𝗢Ã𝗢 𝗬𝗔𝗦𝗢𝗝𝗜 𝗜𝗧𝗢𝗦𝗮𝗰𝗲𝗿𝗱𝗼𝘁𝗲 𝗲 𝗠𝗶𝘀𝘀𝗶𝗼𝗻á𝗿𝗶𝗼A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil,  faz hoje memória do Revdo...
07/08/2026

✠ 𝟳 𝗗𝗘 𝗔𝗚𝗢𝗦𝗧𝗢 ✠ 𝗝𝗢Ã𝗢 𝗬𝗔𝗦𝗢𝗝𝗜 𝗜𝗧𝗢
𝗦𝗮𝗰𝗲𝗿𝗱𝗼𝘁𝗲 𝗲 𝗠𝗶𝘀𝘀𝗶𝗼𝗻á𝗿𝗶𝗼

A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil,
faz hoje memória do Revdo. João Yasoji Ito, cuja vida se tornou um testemunho da fidelidade de Deus na missão entre os imigrantes japoneses no Brasil. Recordar seus santos e santas não é apenas olhar para o passado, mas reconhecer que, em Cristo ressuscitado, aqueles que nos precederam permanecem unidos a nós na comunhão dos santos. Como escreveu o Bispo D. Sumio Takatsu: "(...) lembrar nossos entes queridos diante de Deus é louvar essa obra de Deus demonstrada na morte e ressurreição de Jesus. Lembrar tem uma outra dimensão... se desdobrar numa outra súplica: que eles e nós estejamos numa comunhão dos santos e que no tempo, essa comunhão se manifeste em toda a plenitude, de modo que todos estejamos reunidos diante de Deus..."

Chegando ao Brasil em 1923, João Yasoji Ito dedicou-se ao cuidado pastoral dos imigrantes japoneses, iniciando a missão episcopal anglicana em língua japonesa e lançando os alicerces de comunidades que floresceram em diferentes regiões do estado de São Paulo. Seu ministério foi marcado pela proximidade com as pessoas. Percorria longas distâncias, por estradas, rios e ferrovias, para anunciar o Evangelho, celebrar os sacramentos, consolar os aflitos e fortalecer a esperança. Sua caminhada recorda que a missão da Igreja nasce do movimento de Deus em direção ao mundo e se realiza sempre no encontro com o outro.

O fruto desse ministério permanece vivo nas comunidades que ajudou a fundar e consolidar, entre elas a Paróquia de São João, em São Paulo, e a Capela de Todos os Santos, em Registro, além de muitas outras paróquias espalhadas pela Diocese Anglicana de São Paulo. Ao longo de mais de quatro décadas, batizou milhares de pessoas, fundou mais de trinta missões e acompanhou a formação de novos sacerdotes. Mais do que números, porém, seu legado está na qualidade evangélica de uma vida inteiramente oferecida ao serviço de Cristo e do próximo.

Ao celebrar sua memória, damos graças porque Deus continua edif**ando sua Igreja por meio de homens e mulheres que, com humildade e perseverança, tornam visível o amor de Cristo. A melhor forma de honrar e celebrar a memória do rev. João Yasoji Ito é renovar nosso compromisso de caminhar ao encontro das pessoas, acolher quem se sente estrangeiro, anunciar o Evangelho de nosso senhor, Jesus Cristo com alegria e servir com generosidade, até o dia em que toda a comunhão dos santos se manifestará em plenitude diante do Senhor.

Revdo. João Yasoji Ito, presente!

🏕️ ACAMPAMENTO UJAB 2026Chegou a hora de viver um final de semana que pode marcar a sua caminhada com Deus!✨ "Unidos em ...
29/07/2026

🏕️ ACAMPAMENTO UJAB 2026

Chegou a hora de viver um final de semana que pode marcar a sua caminhada com Deus!

✨ "Unidos em Cristo, fortalecidos pelo Espírito, enviados em missão."

Baseado em João 17:1-26

Nos dias 5, 6 e 7 de setembro, estaremos reunidos em São Francisco Xavier (SP) para um tempo de comunhão, oração, louvor, formação, amizade e muita diversão. Será uma oportunidade de fortalecer a fé, fazer novas amizades e descobrir como Deus nos chama para viver e servir em missão.

📍 Local: São Francisco Xavier – SP

📅 Data: 5, 6 e 7 de setembro

⏰ Inscrições até: 15 de agosto

🔗Link de inscrição: https://forms.gle/aSm5Dr8YtLzZ4qaz7

Não deixe para a última hora! Convide os jovens da sua comunidade e garanta sua vaga.

Esperamos você para vivermos juntos essa experiência inesquecível! 💙🔥

JACI CORREIA MARASCHINSacerdote, músico e mestre de uma liturgia brasileira“Cantarei ao Senhor enquanto eu viver; louvar...
30/06/2026

JACI CORREIA MARASCHIN
Sacerdote, músico e mestre de uma liturgia brasileira

“Cantarei ao Senhor enquanto eu viver; louvarei ao meu Deus enquanto existir.” Salmo 104:33

Jaci Correia Maraschin nasceu em 12 de dezembro de 1929, em Bagé, no Rio Grande do Sul, e faleceu em 29 de junho de 2009. O nome Jaci, de origem tupi (yacy/îasy), remete à lua. Sacerdote da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, educador, teólogo, escritor, poeta, músico, compositor, tradutor e professor universitário, levou para dentro da Igreja uma pergunta simples e difícil: como celebrar a fé com palavra, corpo, música, pensamento, beleza e povo reunido?

Sua formação começou pela música. Estudou piano, teoria musical e composição. Em 1951, ingressou no Seminário Teológico da Igreja Episcopal do Brasil; concluiu o bacharelado em Teologia em 1953 e foi ordenado diácono naquele mesmo ano, em Porto Alegre. Em 1954, recebeu a ordenação presbiteral. Seguiu para o General Theological Seminary, em Nova York, onde concluiu mestrado em Teologia, em 1956, e aprofundou estudos de canto gregoriano. Mais tarde, formou-se em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e doutorou-se em Ciências da Religião pela Universidade de Estrasburgo.

Maraschin trabalhou em muitos lugares onde a Igreja pensava, cantava e formava gente. Ensinou no Seminário Anglicano, colaborou com a educação cristã da IEAB, participou da vida teológica ecumênica brasileira, ajudou a fundar e fortalecer a ASTE, atuou no Instituto Anglicano de Estudos Teológicos e formou ministros, pastores, pesquisadores, músicos, liturgistas e comunidades. Na Universidade Metodista de São Paulo, dedicou muitos anos à formação acadêmica em Ciências da Religião, acompanhando pesquisas sobre liturgia, música, corpo, arte, símbolo, ecumenismo, hermenêutica e cultura.

Sua contribuição litúrgica nasceu de uma convicção concreta: o culto envolve a pessoa inteira. Celebrar, para ele, não era preencher uma ordem de serviço, cumprir cerimônia ou repetir formas recebidas. Era reunir o povo diante de Deus com palavra, silêncio, gesto, espaço, canto, memória, beleza, justiça e participação comunitária. Maraschin conhecia a tradição, mas não a tratava como peça imóvel. Queria uma liturgia com raiz, capaz de respirar no chão brasileiro.

Na música, sua presença marcou o canto litúrgico brasileiro. Participou da comissão do hinário oficial da IEAB, compôs, traduziu, adaptou e organizou repertórios. O Novo Canto da Terra tornou-se uma obra importante para a renovação litúrgico-musical entre anglicanos e também em ambientes ecumênicos. Para Maraschin, o canto congregacional era parte da teologia da assembleia. Quando a comunidade canta, ela aprende, confessa, recorda, celebra e se reconhece como corpo.

Suas canções também circularam fora da IEAB, em repertórios, publicações, encontros e celebrações de diferentes igrejas. Sua presença em espaços ecumênicos, inclusive em instâncias ligadas ao Conselho Mundial de Igrejas, colocou sua obra numa conversa mais ampla sobre fé, cultura, liturgia e unidade cristã. Ele pensou a partir do Brasil, atento ao idioma, ao corpo e à música de seu povo, sem fechar essa escuta dentro de fronteiras pequenas.

Como teólogo, Maraschin aproximou tradição anglicana, filosofia contemporânea, hermenêutica, crítica social, teologia da libertação, literatura e artes. Sua escrita sabia que a linguagem religiosa empobrece quando tenta dominar o mistério. Por isso recorreu à poesia, ao símbolo e à estética. Não como adorno. Como modo legítimo de pensar a fé. Em sua obra, teologia e vida sensível caminham juntas: corpo, música, mesa, palavra dita, palavra cantada, silêncio.

Essa atenção ao corpo talvez seja uma de suas contribuições mais necessárias. Maraschin insistiu que a fé cristã passa pelo modo como se canta, escuta, caminha, celebra, reparte a ceia, organiza o espaço e acolhe a beleza. A liturgia forma a comunidade inteira. Forma a inteligência, mas também o gesto. Forma a memória, mas também a sensibilidade. Forma a doutrina, mas também o modo de estar diante de Deus e das pessoas.

Seu ecumenismo seguiu esse mesmo caminho. Unidade cristã, para ele, exigia escuta, reconhecimento, mesa comum, palavra partilhada e disposição para aprender com outras tradições. Maraschin foi anglicano com densidade, brasileiro sem folclore, ecumênico sem apagar diferenças. Sua obra ajudou a pensar uma fé capaz de dialogar com a cultura sem perder espessura espiritual.

Como poeta e escritor, deixou livros e ensaios que ainda pedem leitura atenta. A beleza da santidade, O espelho e a transparência, Igreja a gente vive, A (im)possibilidade da expressão do sagrado e outros textos atravessam liturgia, corpo, arte, sagrado, cultura, anglicanismo, pós-modernidade, liberdade, estética e experiência religiosa. Maraschin não escreveu para facilitar demais a fé. Escreveu para impedir que ela fosse reduzida a fórmula, costume ou administração religiosa.

Sua memória f**a nas comunidades que cantam, celebram e pensam a liturgia como vida partilhada. F**a onde a música não é acessório, onde a beleza não é luxo, onde a tradição não sufoca a criatividade, onde a palavra teológica ainda conversa com a poesia, onde o culto se abre à justiça, ao corpo e à cultura do povo.

Jaci Correia Maraschin foi mestre da fé porque ensinou sem estreitar. Foi músico porque escutou a terra. Foi sacerdote porque celebrou a vida diante de Deus. Foi teólogo porque soube pensar com a palavra, com o canto, com o silêncio e com a beleza.

Que nossa fé seja canto. Que a poesia nos ensine a celebrar. Que o serviço floresça em cada gesto. Que a Igreja reaprenda, com Maraschin, que celebrar é estar diante de Deus com o corpo, com a terra e com a comunidade.

“Queria dizer que ‘somos o que cantamos’. Talvez até mais, ‘como cantamos’.” — Jaci Correia Maraschin

Palavras inspiradoras da Arcebispa Sarah Mullally, no discurso de abertura do ACC-19."Para Deus, nada é impossível." Ess...
29/06/2026

Palavras inspiradoras da Arcebispa Sarah Mullally, no discurso de abertura do ACC-19.

"Para Deus, nada é impossível." Essas palavras tornam-se ainda mais signif**ativas quando contemplamos um mundo em que tantas circunstâncias parecem tornar a esperança impossível.

Ainda assim, continuamos a esperar, porque fazemos esta caminhada com Deus. Não carregamos o peso da nossa vocação apenas com as nossas próprias forças, mas sustentados pela graça e pelo poder de Deus.

Caminhamos com Deus, confiando que Ele caminha ao nosso lado. Temos a certeza de que, em tudo o que enfrentamos, nas dores e nos desafios, assim como nas alegrias e nas bênçãos, nunca estamos sozinhos. E cremos que, mesmo em meio às dificuldades, Deus está realizando algo novo e continua edif**ando a sua Igreja.

O tema que hoje nos reúne "Chamados para uma só esperança" é desafiador, e deve ser. Ele nos convida, apesar de nossas diferenças e divergências, a confiar naquele que nos chamou para caminhar juntos e a depositar nossa esperança no futuro que Deus está preparando para sua Igreja e para o mundo."

Anglicans from across the world have gathered for the 19th meeting of the Anglican Consultative Council in Belfast, themed ‘Called To One Hope’.

04/06/2026

Onde a diversidade é acolhida, o amor floresce

Junho é um tempo em que muitas pessoas ao redor do mundo celebram o Mês do Orgulho LGBTQIAPN+, recordando conquistas importantes na luta por dignidade, respeito e direitos. É também uma oportunidade para refletirmos sobre o papel das comunidades de fé na construção de espaços seguros, acolhedores e comprometidos com o Evangelho de Jesus Cristo.

Como Igreja, somos chamados a reconhecer que cada ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus. Essa verdade fundamental nos convida a olhar para as pessoas não a partir de preconceitos, estereótipos ou exclusões, mas a partir da dignidade que Deus concede a toda a criação.

Ao longo da história, muitas pessoas LGBTQIAPN+ vivenciaram rejeição, violência e silenciamento em diversos espaços da sociedade, inclusive em ambientes religiosos. Essas experiências deixaram marcas profundas em histórias de vidas e nos desafiam a reexaminar nossas práticas, nossas palavras e nossas atitudes. O Evangelho nos convida continuamente à conversão, à escuta e à reconciliação.

A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil tem afirmado, em sua caminhada, que a diversidade humana não é uma ameaça à comunhão, mas uma expressão da riqueza da criação de Deus. Quando acolhemos as diferenças com respeito e amor, testemunhamos de forma mais autêntica o Reino de Deus, que se constrói na justiça, na compaixão e na dignidade para todas as pessoas.

O tema “Onde a diversidade é acolhida, o amor floresce” nos recorda que o amor cristão não é abstrato. O texto bíblico de Romanos 15:7 nos oferece a deixa para nos encorajar no exercício espiritual da acolhida: "Portanto, acolham-se uns aos outros, assim como Cristo acolheu vocês, para a glória de Deus." Ela se manifesta em gestos concretos de hospitalidade, escuta, cuidado e defesa da dignidade humana. Floresce quando comunidades se tornam lugares de pertencimento e de reencontro com a sua fé. Floresce quando ninguém precisa esconder quem é para participar da vida da Igreja. Floresce quando aprendemos a caminhar juntos, reconhecendo a presença de Deus na vida umas das outras.

Neste Mês do Orgulho, renovamos nosso compromisso com uma Igreja que acolhe, acompanha e celebra a diversidade de seus membros. Uma Igreja que busca refletir o amor de Cristo, que rompeu barreiras do preconceito, aproximou pessoas excluídas e anunciou a boa notícia de que todos e todas têm lugar à mesa do Reino.

Que possamos continuar construindo comunidades onde a fé caminhe lado a lado com a dignidade humana, e onde a diversidade, acolhida com respeito e amor, seja sinal da graça abundante de Deus.

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TEXTO: esta bela reflexão foi compartilhada conosco pelo reverendo Arthur Cavalcante, da Diocese Anglicana de São Paulo - IEAB.

01/06/2026

🎉 Hoje celebramos os 136 anos da primeira celebração da Igreja Episcopal Anglicana no Brasil!

Ao longo dessa caminhada, Deus tem reunido pessoas de diferentes histórias, culturas, dons e vocações para formar uma só Igreja. Somos uma comunidade marcada pela unidade na diversidade, presente em dioceses, paróquias, missões e comunidades locais espalhadas por todo o país.

Nossa tradição nos lembra que a Igreja é maior do que nós mesmos: uma família de fé que atravessa gerações, preservando o Evangelho e anunciando o amor de Cristo em cada tempo e lugar.

Que este aniversário renove em nós a gratidão pelo passado, o compromisso com o presente e a esperança no futuro que Deus continua construindo entre nós.

12/05/2026

Venha o Teu Reino

“Que o bom trabalho siga com grande animação”  (Hinário Episcopal n°174)O 4º Domingo da Páscoa é tradicionalmente conhec...
25/04/2026

“Que o bom trabalho siga com grande animação” (Hinário Episcopal n°174)

O 4º Domingo da Páscoa é tradicionalmente conhecido como o Domingo do Bom Pastor. Neste dia, o coração da Igreja se volta para Aquele que conhece cada um de nós pelo nome (João 10.3), que nos guia com ternura e sustenta nossas vidas, a humanidade e toda a criação com fidelidade. À luz do Evangelho, contemplamos Cristo, o Bom Pastor, que chama, reúne e envia o seu povo. E, ao mesmo tempo, somos convidados a olhar com reverência e gratidão para aquelas pessoas que, por vocação e chamado, refletem esse cuidado pastoral no meio de nós: nossos clérigos e clérigas que, em comunhão com o bispo diocesano, exercem o ministério de pastoreio nas paróquias e missões da DASP. Inseridos na vida do Corpo de Cristo e sustentados pela graça do Espírito Santo, eles e elas caminham conosco, partilham nossas alegrias e dores e, muitas vezes, carregam, com humildade e fidelidade, o peso do serviço pastoral.

À luz dessa realidade, recordamos a profunda intuição de Michael Ramsey, Arcebispo de Cantuária de 1961 a 1974, em sua obra The Christian Priest Today. Com lucidez pastoral e profundidade espiritual, ele nos recorda: “Desde que fui ordenado sacerdote, o mundo conheceu as trevas, (...) os países dilacerados pela violência, outros países com a miséria da pobreza e da fome. No entanto, nestes mesmos anos, a luz que ilumina não se extinguiu, trazendo para a vida humana a evidência do propósito de Deus; e no Cristianismo houve renovações da santidade heróica na contemplação de Deus e no serviço ao sofrimento humano, com fé na soberania da morte e ressurreição de Jesus. Ninguém estará mais perto das trevas e da luz do que o padre cristão hoje.”

Assim, mesmo em tempos marcados por trevas, guerras, violência, pobreza e sofrimento, a luz de Cristo não se apaga. Pelo contrário, continua a brilhar, revelando o propósito de Deus na história, suscitando santidade, renovando a Igreja e inspirando o serviço amoroso ao sofrimento humano. Nesse encontro entre sombra e luz, o ministério sacerdotal se torna lugar de profunda encarnação do Evangelho: quem pastoreia experimenta de perto as dores do mundo, mas também testemunha, com esperança viva, a força da ressurreição.

Sim, hoje queremos expressar, em oração, a nossa gratidão por todas as pessoas que dedicam suas vidas a Deus e à sua Igreja nos ministérios diaconal, sacerdotal e episcopal e, de modo especial, pelos nossos reverendos e reverendas da Diocese Anglicana de São Paulo, que exercem o cuidado pastoral em nossas comunidades paroquiais. O Domingo do Bom Pastor é um dia de oração especial por todas as pessoas que exercem o ministério ordenado.

Somos convidados, como povo de Deus, a sustentar o nosso clero com oração, respeito e gestos concretos de apoio. De modo particular, lembramos dos nossos párocos e reitoras de nossas paróquias, que assumem a responsabilidade de conduzir, animar e servir, muitas vezes de forma silenciosa e generosa. Rezar por quem cuida é um ato de amor. Sustentar quem serve é expressão viva do Evangelho. Cuidar de quem cuida é, de fato, um gesto profundamente evangélico. Também rogamos a Deus, nosso Pai Materno, por nossos seminaristas, postulantes, candidatos as Sagradas ordens e por todas as pessoas que estão em processo de formação para o Ministério Ordenado. Oramos pela Comissão de Ministérios e por todas as pessoas que se dedicam à formação do clero, para que o Espírito Santo as ilumine, fortaleça e conduza com sabedoria, graça e discernimento.

Por isso, como povo batizado e participante do sacerdócio comum de Cristo, renovamos nosso compromisso de interceder continuamente por aqueles e aquelas que nos pastoreiam. Quando os recordamos em nossas preces, na liturgia, na oração pessoal ou na vida comunitária, tornamo-nos cooperadores na missão de Deus. A oração cria comunhão, fortalece vínculos e abre caminhos de esperança. E assim aprendemos que o cuidado pastoral não é tarefa isolada, mas expressão de toda a Igreja que caminha unida, sustentada pelo Espírito.

Cuidar de quem cuida é também tornar visível a graça no cotidiano. Um gesto de gratidão, uma palavra de encorajamento, a oferta de descanso, uma escuta atenta, tudo isso se torna sinal do amor de Deus entre nós. Neste Domingo do Bom Pastor, que possamos renovar nossa vocação de sermos uma Igreja que acolhe, sustenta e caminha em comunhão. E, conduzidos por Cristo, o Bom Pastor, sigamos juntos, na unidade do Espírito, na paz que brota do coração de Deus.

“Deus de poder imutável e luz eterna; olha com favor toda a tua Igreja, este maravilhoso e sagrado mistério, e por tua providência ef**az, leva a bom termo o plano da salvação; a fim de que o mundo veja e conheça que as coisas que foram derrubadas são levantadas, as coisas que têm envelhecido são renovadas, e que todas as coisas estão sendo levadas à sua perfeição, mediante aquele por quem foram feitas, teu filho Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo, na unidade do Espírito Santo, um só Deus, pelos séculos dos séculos. Amém.” (LOC/IEAB pág. 722)

+Cézar Alves

Bispo Diocesano da Diocese Anglicana de São Paulo - (DASP/IEAB)

“Que o bom trabalho siga com grande animação”(Hinário Episcopal n°174)O 4º Domingo da Páscoa é tradicionalmente conhecido como o Domingo do Bom Pastor. Neste dia, o coração da Igreja se volta para Aquele que conhece cada um de nós pelo nome (João 10.3), que nos guia com ternura e sust...

A Arcebispa de Canterbury une-se ao Papa no apelo à pazA Arcebispa Sarah Mullally emitiu uma declaração, manifestando a ...
18/04/2026

A Arcebispa de Canterbury une-se ao Papa no apelo à paz

A Arcebispa Sarah Mullally emitiu uma declaração, manifestando a sua solidariedade com o Papa Leão XIV nos seus apelos à paz :

«Estou ao lado do meu irmão em Cristo, Sua Santidade o Papa Leão XIV, no seu corajoso apelo a um reino de paz. À medida que pessoas inocentes são mortas e deslocadas, famílias são separadas e futuros são destruídos, o custo humano da guerra é incalculável. É vocação de cada cristão e de todas as pessoas de fé e boa vontade, trabalhar e orar pela paz. Devemos também exortar todos aqueles a quem foi confiada a autoridade política a buscar todos os meios pacíficos e justos possíveis para resolver os conflitos.

Ao preparar-me para visitar Roma no final deste mês, a fim de me encontrar e orar com o Papa Leão, tenho presente o seu apelo para que mantenhamos os olhos abertos ao sofrimento do mundo e o nosso olhar fixo em nosso Senhor Jesus Cristo, crucif**ado e ressuscitado a imagem do Deus invisível, à cuja imagem e semelhança todo o ser humano foi criado. Nele, reconhecemos que somos filhos do único Pai e membros de uma única família humana. A oração não é uma fuga do mundo, nem um afastar-se da injustiça; é, antes, um voltar-se para Deus no meio dela, enfrentando o mal, buscando a vontade de Deus e tornando-nos instrumentos de transformação e paz.

Como cristãos, somos chamados a estar solidários com todos os que sofrem e a responder com compaixão e amor. A vida de entrega de Cristo, vivida em prol dos outros, lembra-nos que o mandamento de amar a Deus com todo o nosso coração é inseparável do apelo a amar o próximo como a nós mesmos, especialmente o próximo que sofre, que está deslocado, que vive no medo e que anseia pela paz. O tempo passado com os Primazes anglicanos de toda a Comunhão na minha tomada de posse em Canterbury foi um lembrete de quantos conflitos continuam para além das primeiras páginas dos nossos jornais, mas exigem não menos a nossa preocupação e oração.

A nossa humanidade partilhada há muito que inspira os construtores da paz ao longo das gerações, sejam cristãos ou não. Essa visão deu origem às Nações Unidas, fundada entre as cinzas da Segunda Guerra Mundial. Muitas décadas depois, a nossa geração deve renovar o seu compromisso com a Carta das Nações Unidas, defendendo os direitos humanos, o direito internacional e a dignidade e o valor de cada vida humana. Tal como o Papa recordou, fazemos eco das palavras do Papa Paulo VI na sua primeira visita às Nações Unidas: «Nunca mais a guerra.»

Exorto, portanto, os anglicanos de toda a Igreja da Inglaterra e da Comunhão Anglicana a unirem-se a Sua Santidade para erguermos as nossas vozes em prol da paz e da justiça em todo o mundo. Jesus Cristo, o Príncipe da Paz, abençoa os pacif**adores e chama-os filhos de Deus. Numa época marcada pelo ódio, pela divisão e pela violência, que possamos permanecer firmes nesse chamado – testemunhas da esperança, agentes da reconciliação e portadores da paz de Deus num mundo ferido.»

Palácio de Lambeth
16 de abril de 2026

Link: https://www.igreja-lusitana.org/index.php/publicacoes/noticias/1373-a-arcebispa-de-canterbury-une-se-ao-papa-no-apelo-a-paz

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