02/10/2025
O infinito ciclo entre Aiyê e o Orun se renova a cada roncó cheio, a cada saída de Yawô.
Entre palhas, folhas, contas, bichos, panos brancos e pintura sagrada, a fé no Òrìsà inunda o coração e transborda nos olhos.
Abençoados sejam os roncós, úteros sagrados do Òrìsà a parir uma nova chance, uma nova vida, um novo motivo pra continuar. Àse o!
O cordão umbilical que liga Orun e Aiyê, se enrosca no pescoço do neófito e o lembra eternamente do parto sagrado do Òrìsà, da cabeça raspada e sempre baixa, do cheiro das folhas, das vestes sempre brancas, do som dos atabaques como corações pulsantes da vida que se renova.
Que todo omorixá consiga compreender a importância do kelê e desse momento único no contato com o Òrìsà.
O pèrègúm balança no alto, prenunciando os nascimentos, Òrìsà pariu! Pèrègúm presenciou a criação do mundo e o desenvolvimento da humanidade.
Lá vem pèrègúm trazendo o Yawô, enchendo-o de proteção e harmonia. Ewê!!!