Egbé Ty Oimbo Omó Orisá Logunedé E Oxum

Egbé Ty Oimbo Omó Orisá Logunedé E Oxum Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Egbé Ty Oimbo Omó Orisá Logunedé E Oxum, Organização religiosa, Rua Siderúrgica, 65, São Paulo.

30/06/2020
10/02/2017

Sim , sou feito no santo
Raspei meus cabelos , encarei o olhar do preconceito e venci os meus maiores medos .

Sim, sou feito no santo
Dormi quando quis ficar acordado , fiquei acordado quando oque mais queria dormir , comi sem sentir fome e senti fome quando não podia comer .

Sim , sou feito no santo
Vivi a simplicidade , aprendi a humildade e ganhei o conheçimento .
Sim , sou feito no santo
Aprendi a cantar , a rezar , e a AMAR aquilo que sempre foi motivo de medo e repúdio para os ignorantes .

Sim , sou feito no santo
Conheci o desconhecido , sobrevivi ao um universo paralelo e descobri uma imensidão de aprendizado .

Sim , sou feito no santo
Me arrepiei quando senti o poder da força do asé e me emocionei quando senti o tamanho do amor da minha fé .

Sim , sou feito no santo
Eu chorei , eu ri , eu louvei , eu escutei , eu a baixei a cabeça e bati paó

Sim , sou feito no santo
Usei Kele , contra egun , umbigueira e cháoro .

Sim , sou feito no santo
Dormi sobre o IBA , beijei meu IBA , admirei meu IBA , e fiz carinho em meu IBA , pois aprendi a amar o lar do meu ORISA .
Sim sou feito no santo

Vivi em um breve tempo uma vida que poderia ser escrita num livro , foram momentos únicos , oportunidades únicas e uma grande chance de poder ter a honra de vivenciar um momento tão único e especial dentro da religião afro .

Sim sou feito no santo
Eu morri e renasci para uma vida que sem dúvida alguma é a melhor de todas. Pois vida sem fé , não se vive , somente sobrevive.

Sexta-Feira , Dia do Branco!
10/02/2017

Sexta-Feira , Dia do Branco!

27/12/2016

VIDA DE YAWÔ.
21 dias.
Por amor
gratidão
e Asé.
21 dias,
ajudando nas tarefas,
se banhando
aprendendo
conhecendo
inovando
21 dias,
pé no chão sagrado.
Lavando
limpando
torcendo
cozinhando
brincando.
21 dias,
ensaiando,
e aprendendo.
21 dias,
frio na barriga
arrepios estranhos
heeeeey
odoyá
salubá
ye ye Ô
21 dias ...
Como passa rápido. . .
Ontem mesmo estava eu na Esteira.
21 dias . . .
Chegou a cerimônia
Vislumbrante
perfeito
lindeza
saída !
Cumprimentos
batidas
tambor
illá
21 dias ...
21 dias ....
De puro amor.

22/12/2016

ỌMỌLU, O MISTERIOSO

Coberto de palha, Ọmọlu mantém-se sempre em mistério. A beleza de seus traços, a grandeza de seus gestos somente a poucos é revelelada.

Ọmọlu e Ọbalúwáiyé são cultuados no Brasil como energias de um mesmo Òrìṣà. O primeiro mais velho e o segundo mais novo. Mas em ambos, a marca física da superação. Ọbalúwáiyé lutou contra a Àrùn (a doença). Foi o primeiro a vê-la de frente. Conhece sua face. Por isso consegue derrotá-la. Ọbalúwáiyé é o guerreiro da saúde. Assim, amadureceu como Ọmọlu se tornando sábio e conhecedor das curas.

Dono do interior da terra, acolhe os mortos em seus braços, dando ao corpo um local de descanso, quando se encerra a jornada da vida. Ọmọlu é calado, circunspecto. Prudente, entende que é possível ver, sem dizer e ouvir, sem falar. Mas quando fala, faz a terra tremer.

O ritmo litúrgico que o saúda, o ọpanijẹ, traduz a personalidade enigmática deste Òrìṣà. Acompanhando a batida cadenciada dos atabaques, Ọmọlu vai pelo mundo, atravessando continentes de dor, distribuindo a dádiva da saúde a quem fizer por merecer.

Traz na pele a marca de todas as agruras. Mas resistente e persistente, morre e revive sobrepujando da doença à rejeição, da pobreza à solidão, da ingratidão à mágoa. O Olóore (O Senhor da Bondade) nunca se cansa de fazer o bem. Ọmọlu é assim um grande médico, que cura as doenças do corpo e cicatriza as mazelas da alma.

Originário da região de Empe, no território Tapá do antigo Daomé, Ọmọlu é saudado no Candomblé em uma grande celebração de comunhão: o Olúbájẹ (O Banquete do Rei). Nela, todos comem juntos, louvam juntos, rezam juntos, para juntos construírem um mundo melhor, com as bênçãos do Senhor da Terra.

Pisamos com os pés descalsos no chão e sentimos a força de todas as possibilidades que a terra tem: o sustento, a base, a vida, o berço da morte. Pisamos com os pés descalsos no chão e sentimos a força de Ọbalúwáiyé. Atótóo! (Silêncio em Respeito a Ele!).

"Série ORIXÁS”
CASA DE OXUMARÊ

21/12/2016

Orunmilá estava consultando quando Oxun ordenou que o pombo pousasse sobre o seu Oponifá, as patas da ave produziram, sobre o iyerosun espalhado na superfície do tabuleiro as marcas do Odu Irosobara e, desta forma, Orunmilá foi informado da armadilha que seus inimigos haviam lhe preparado.

Em sinal de gratidão, Orunmilá fez com que as patas do pombo se tingissem de vermelho e abençoou o animal, colocando-o sob sua proteção.

Por este motivo os pombos não podem ser amarrados pelas patas, como se faz com as outras aves, mas sim pelas asas e muito menos pode se utilizar de Obés para seus sacríficios!

Cultura & Saberes de Povos Tradicionais de Terreiros
Babalorisá Mauro T'osun - Rio de Janeiro - Brasil

Ologunedé conhece Odé Erinlé.Ologunedé era filho de ErinléMas ele nunca havia conhecido o pai.Aqui no Brasil muitos dize...
21/12/2016

Ologunedé conhece Odé Erinlé.

Ologunedé era filho de Erinlé
Mas ele nunca havia conhecido o pai.
Aqui no Brasil muitos dizem que
O pai de Ologun é Oxóssi,
Mas só dizem isso porque confudem
Erinlé, o Odé de Ilobu com
Oxóssi, o Odé de Ketu.
Oxóssi e Erinlé são caçadores, os dois
São Odé, mas não são a mesma pessoa.
Os dois estão na longa lista
De ex amores de Osun
Mas foi de Erinlé que ela engravidou.
Quando Osun descobriu a gravidez
Ela temeu que Erinlé tomasse
Dela o filho e o levasse para longe,
Ela não contou a ele que seria Pai.
Osun se separou de Erinlé e quando
Ologun nasceu ficou com ele sozinha.
Por ironía do destino ela
Teve de abandona-lo.
Quando se casou com Sango
Ela deixou o filho para trás.
Sango não queria "filho dos outros",
Ologunedé ficou com Oyá.
Foi Oyá quem criou Ologunedé
Oyá é quem foi a mãe de verdade.
Toda a infância e adolescência
Ele passou ao lado de Oyá.
Tempos depois Erinlé soube
Que Osun tinha tido um filho
E que este era filho dele
Mas quando foi procura-la
Ela não sabia onde Ologunedé estava.
Ela nem sabia que ele respondia
Pelo nome de Ologunedé,
Pois o nome que ela deu a ele
Quando nasceu era outro,
Ele originalmente se chamava Larô
Mas quando se tornou Rei de Edé
Ele passou a se chamar "Ologunedé".
Erinlé ficou sabendo que
O filho existía
Mas não sabia onde ele estava
Nem como era.
Oyá criou Ologunedé até ele ser
Um homem forte e independente.
Quando Ologun se tornou este homem
Ele se despediu de Oyá e partiu
Para viver suas aventuras sozinho.
Oyá também seguiu outro rumo,
Assim como Osun
Oyá também se casou com Sango.
Muitos anos se passaram
Um dia ele estava na mata a caçar
E avistou outro caçador que
Tanbem caçava ali.
Ologun com seu ofá dourado
Gostava de exercer sua boa pontaria
Caçando nas florestas.
Ele ficou amigo do outro caçador
Que portava uma grande lança.
Este caçador era Erinlé.
Erinlé caiu de amores por Ologunedé,
Ele via nas atitudes de Ologun
Um pouco de si mesmo,
Porém com mais classe e leveza.
Erinlé se apaixonou por Ologunedé,
Mas não foi amor carnal,
O que Erinlé sentia era algo diferente,
Ele queria sempre
Estar perto do rapaz,
Gostava muito de ficar ao lado dele.
Ologun também gostava de Erinlé.
Nenhum dos dois entendiam
Porque amavam um ao outro
Sendo que mal se conheciam,
Mas eram os laços de sangue que
Falavam mais alto.
Eles iam para todo lugar juntos
E todos comparavam um ao outro.
Erinlé era lindo, mas um tanto bruto.
Ologun era lindo exatamente como
Erinlé, mas era mais vaidoso.
Erinlé se vestia de modo simples.
Ologun se vestia como um rei.
Mas quando se olhava para o rosto
Dos dois se via que
Eram muito semelhantes.
Erinlé era uma divindade e por isso
Conservou sua beleza mesmo
Já sendo muito velho.
Ele e Ologunedé parecíam
Ter a mesma idade.
Um dia os dois foram caçar
Em uma mata distante,
Uma mata escura.
Lá eles encontraram um pássaro
Que era diferente de todos.
Majestosa ave, com p***s de
Cores incomuns.
Ologunedé sabía que aquele pássaro
Não era normal, era um pássaro
Mágico que pertencia a uma Iyami.
Erinlé atirou sua lança
E ela atravessou o pássaro o matando.
Ologunedé tentou avisar mas
Já era tarde demais.
A Iyami apareceu
Surgindo das sombras e viu o pássaro
Morto caido no chão.
Furiosa ela atirou
Um feitiço contra eles
Erinlé e Ologunedé ficaram cegos,
A magia da feiticeira queimou os
Olhos dos dois.
Ologunedé quando criança
Havia passado algum tempo
Na casa de Obatalá,
E dele roubou muitos segredos,
Um destes segredos era um
Pó miraculoso que ele trazia dentro
De uma cabaça preso a cintura.
Ologunedé usou o pó para tentar
Restaurar a visão dele e de Erinlé,
Mas não foi o suficiente.
Eles continuam cegos, mas o pó
Fez com o eles pudessem ver
Um pouco de luz.
A visão ainda era muito turva
Mas eles conseguiram ver
Um ponto de luz no céu e
Indentificaram como sendo a lua.
Eles seguiram a lua e o sol
Por muitos e muitos dias
Os dois caminharam perdidos
Seguindo ap***s as luzes do céu.
Foram caminhando e caminhando
Até que em uma noite eles
Ouviram um som de metal tilintando.
"Bling! Blig! Bling!"
O som do metal era delicado
E ambos se sentiam atraídos por ele.
Eles seguiram o som
E foram caminhando
Ate que cairam dentro de um rio.
Os dois estavam ali dentro da água
Quando ouviram a voz de uma mulher
E pediram ajuda a ela.
A mulher jogou agua e lavou os
Olhos deles, com o poder curativo
Ela removeu a magia de Iyami e
Assim a cegueira foi
Totalmente curada.
Eles puderam ver a bela mulher
Que os ajudou.
Ologunedé não a via desde criança
Mas a reconheceu, era Osun
Sua mãe.
Erinlé também a reconheceu,
Era Osun sua ex mulher.
Quem põe os olhos em Osun
Mesmo que uma única vez
Jamais se esquece.
O som do metal a tilintar era
O som de Osun lavando suas pulseiras.
Ela estava muito feliz por rever
Os dois homens que mais amava.
Osun contou a eles que eram
Pai e filho.
Desde então os três sempre
Se encontram e Ologunedé
Passa parte do ano com Erinlé
Nas matas e nas margens
Do rio que ele domina,
A outra parte do ano ele passa
Junto com Osun dentro das águas
Do rio que ela mora,
Mas mesmo que tenha sempre
Que estar com o pai ou com a mãe,
As vezes ele desaparece,
E quando ele some
Osun e Erinlé sabem que ele foi
Atrás de Oyá, que é a mulher
Que Ologunedé tem como sua
Mãe do coração.

Oluwa o! Oluwa o Ologunedé!
Ara unse! Ara unse Odé Erinlé!

São belíssimos! Belíssimos!

(Uma observação: A paternidade de Ologunedé é atribuída a três Orixas, são eles Erinlé, Ogun e Oxalá, as diferenças se dão por costumes distintos, ou seja, todos os três são válidos mas ap***s dentro de suas respectivas tradições.)

21/12/2016

Os Pães de Ògún – O Nascimento da Tradição – A Fé de Mãe Simplícia!

Atualmente muitos Terreiros de Candomblé da Bahia e de muitos Estados da Federação realizam o chamado “Pães de Ògún”. Resumidamente nas festas em homenagem ao Òrìsà Ògún, pães são distribuídos aos filhos e demais pessoas presentes. Muitos acreditam que a cerimônia ocorre em razão do sincretismo de Ògún com Santo Antônio e em razão dos pães desse santo. Em verdade, o surgimento dessa cerimônia ocorreu em 1.952, em razão de um acontecimento com a Ìyálòrìsà Simpliciana Basília da Encarnação –, a aclamada Mãe Simplícia de Ògún, então Ìyálòrìsà do Asè Òsùmàrè, mãe carnal da Ìyálòrìsà Nilzete de Yemoja e avó de Pai Pecê.

Mãe Simplícia ascendeu à posição de Ìyálòrìsà do Asè Òsùmàrè em 1.952 e à época, com muito esforço e dedicação lutava para conseguir manter a estrutura do Asè e para que nada faltasse para os Òrìsà ou para a sua família. Mãe Simplícia sempre trabalhou, mas mesmo com a venda de fato e de quitutes, era muito difícil manter tudo.

Todos os dias pela manhã, antes de ir ao Retiro onde comercializava fato, mãe Simplícia cumpria um rigoroso ritual. Ia até a cozinha onde pegava farinha para com água entregar a Èsù, pedindo que o dia fosse bom e que não passasse por dificuldades, entoava um antigo cântico ao galo e dava início a sua longa jornada.

Certa vez Mãe Simplícia ao entrar na cozinha para novamente cumprir seu ritual, deparou-se com as latas de farinhas vazias – havendo somente o pão. Diante do cenário desolador, Mãe Simplícia suplicou a Ògún que não deixasse jamais faltar algo dentro de sua casa que, quando da realização da sua festa, ela daria pães de lembrança.

Com o passar dos dias, Mãe Simplícia conseguia ainda que de forma tímida se estruturar financeiramente e com as chamadas “caixas”, conseguia seguir o calendário religioso do Asè Òsùmàrè. Quando chegou a festa de Ògún, mãe Simplícia não se esqueceu da promessa que havia feito no momento de grande dificuldade e preparou uma certa quantidade de pães para serem distribuídos. Pessoalmente, mãe Simplícia colocava os pães em saquinhos, enfeitando-os com fitinhas na cor azul, ela era caprichosa e gostava das coisas bonitas e arrumadas. Assim aconteceu no primeiro e segundo ano da gestão de Mãe Simplícia.

No terceiro ano, Mãe Simplícia já se estabelecera como importante Ìyálòrìsà do Candomblé da Bahia e com muito esforço, dedicação e trabalho, havia conseguido comprar um fogão para o Terreiro de Candomblé – até então, só havia fogão de lenha no Asè e não era comum o uso do fogão a gás. Mãe Simplícia estava muito contente, pois poderia fazer no próprio Asè os pães para as lembrancinhas da festa de Ògún Dekisi.

Dessa forma, mãe Simplícia organizou tudo para que os pães fossem assados no Terreiro, enfeitados e distribuídos aos devotos de Ògún. Porém, no dia da festa, durante o preparo dos pães, o gás acabou e ninguém conseguia achar um local que vendesse para que todos os pães fossem assados. Pouco antes do início da festa, finalmente conseguiram o gás, mas já era tarde. Mãe Simplícia pediu que assassem os pães, mas que seriam servidos no café, no dia seguinte, sendo que ela não conseguiria fazer as lembrancinhas. Muito desolada pelo fato de não conseguir manter a sua promessa, Mãe Simplícia deu início a festa de forma muito triste, enquanto os pães eram assados para serem distribuídos no outro dia.

Quando Ògún foi sair para o “Hun”, ele surpreendeu a todos...

De forma inesperada Ògún entrou na cozinha pegando os pães que ainda estavam esfriando, sendo que como relatado, a falta do gás atrasou o preparo. Ògún pegou um balaio, enfeitou com o màrìwò de suas vestes, colocando nele todos os pães que foram feitos. Emocionados, os filhos do Asè Òsùmàrè aclamavam Ògún. Aquele venerável Òrìsà que mãe Simplícia tanto amava, entrou com os pães no salão e começou a cantar:

“Akara Mu Avaro Veve, Awo Awo”
“Akara Mu Avaro Veve, Awo Awo”

Ògún de Mãe Simplícia então começou a distribuir aqueles pães. Os filhos do Asè recebiam os pães de forma muito emocionada, conclamando Ògún. Para eles, aquele pão carregava uma simbologia muito grande. Aquele pão não retratava as dificuldades passadas por mãe Simplícia, mas sim, a vitória dela obtida por meio da fé naquele Òrìsà tão poderoso. Òrìsá que mesmo com o seu perfil de lutador e vencedor das grandes batalhas, teve a sensibilidade para ver a apreensão no coração da sua filha, tomando assim, uma atitude que anos depois, passou a ser replicada pelos descendentes do Asè Òsùmàrè e de outras famílias, tornando uma das tradições mais bonitas da nossa Casa.

Ọ̀ṢÙN, A SEDUTORAQuando a água toca nosso rosto, é a mão de Ọ̀ṣùn que nos acaricia. Quando um beijo nos acalenta a alma,...
21/12/2016

Ọ̀ṢÙN, A SEDUTORA
Quando a água toca nosso rosto, é a mão de Ọ̀ṣùn que nos acaricia. Quando um beijo nos acalenta a alma, é Ọ̀ṣùn que enche de mel o coração. Quando sentimos em nós o amor, sentimos Ọ̀ṣùn.
Ọ̀ṣùn está presente na maternidade, no charme, na vaidade de querer ser a primeira, a mais bela.
Gerar uma vida dentro de si, guardando no útero um novo Ser, é experimentar o poder gerador de Ọ̀ṣùn.
O amor lhe pertence. Assim como o encanto, o mimo. Ọ̀ṣùn é dona do gesto delicado, da palavra macia, das artimanhas de mulher.
Ọ̀ṣùn é a sedução que convence. É a água que contorna suavemente os obstáculos, dando feitio à pedra sem a pedra sentir. É o espelho dágua que reflete a beleza.
Mas apesar de tanto enlevo e candura, Ọ̀ṣùn é o rio profundo que arrasta em correnteza. É cachoeira que encanta de longe, mas que surpreende e afoga ao descuidado. Assim, a delicadeza da água se transforma em arma. E a doce Ọ̀ṣùn se mostra poderosa guerreira, que usa seus encantos para vencer as guerras que lhe convém.
Ọ̀ṣùn é bela, é doce, mas é Senhora. Conhece os feitiços de mulher. É sábia. Guarda em si a força e a resistência da das donas do ventre.
Oore yèyé, o! (Oh Mãezinha da Bondade!), guarde-nos em teus braços de mãe! Ofyderimán! (Muito doce!) – Adoce nossas vidas!

Série “ORIXÁS” – CASA DE OXUMARÊ
Ilustração -Ricardo Costa, faz parte da obra "Odara, tudo que é bom e bonito", da editora Jujuba, de São Paulo, SP.

21/12/2016

ÒṢÀGIYÁN, O GUERREIRO DA PAZ
De adaga em punho, não aceita a tirania. Desfaz os conflitos, dissolve as mágoas. Pacifica as tensões. Òṣàgiyán faz o branco reinar.
Òṣàgiyán é aquele que age quando a impiedade não dá trégua. É a paz que se impõe pela guerra.
Rei de Èjìgbò, comedor de inhame pilado. Òṣàgiyán é a jovialidade aguerrida de Òṣàlá.
Está na água, está no ar. Òṣàgiyán é puro, mas astuto, sabe onde quer chegar.
Òṣàgiyán é a sensação do dever cumprido, da vitória do bem sobre o mal. Ele é a superação das tristezas, a vontade que sobrepõe o desânimo.
Na luta pela paz, Ògúnjà forjou as armas para ajudar Òṣàgiyán a vencer. Para eternizar gratidão, Òṣàgiyán usa o azul de Ògún em suas contas sagradas. E este, traja branco para reverenciar Ògiyán.
A desavença o atrai, pois ele não a tolera. Assim como não aceita os perturbadores da ordem. Òṣàgiyán luta até desfazê-la, quer o império da paz.
Òṣàgiyán está na simpatia, na generosidade, no perfeccionismo, no alívio do justo, na consciência tranquila.
Òṣàgiyán é o Pai da Paz. Luta por ela, vence por ela, por ela nos dá esperanças. Eèpàà! (Saudamos!). Saudamos o guerreiro branco da paz!

Série “ORIXÁS” – CASA DE OXUMARÊ

20/12/2016
13/12/2016

OLOKUN QUERIA SER UM ADIVINHO

Olokun veio a confiar tanto no oraculo de Orunmila, que ela se decidiu a aprender tudo sobre a adivinhação e o processo de compensações e oferecimentos. Ela expos o assunto a Orunmila e ele afirmou que isto era desnecessário.
Olokun insistiu e discutiu com Orunmila porque ela queria aprender o processo de adivinhação porque ela estava se tornando uma preocupação para ele e a todo momento estava na casa de orunmila para uma nova consulta.
Orunmila escolhe consultar o oraculo para ter um direcionamento.

A resposta veio através de um verso do odu Oturupon Meji.

A mu gbe ile rin gbin gbin gbin
Difa dun Olokun Serin Ade
Ti n fi ojoojumo
Sunkun oun ko romo bi
Ifa ni odun odun nii
Ni Olokun yio finu soyun
Odun Odun ni
Ni Olokun yio fie yin gbe omo pon
Olokun, iwo ni op se eni
Olokun, iwo lo s’eyan
Iwo lo gbebo nibe to rubo

Orunmila aconselhou Olokun que ela não precisaria aprender a arte de divinação de Ifa, além do que ela também não era nenhum jovem, além do mais por ser mulher ela teria muitos contra ela e isto seria tedioso. Então Orunmila ensinou ela a fazer um sacrifício que terminaria com a esterilidade dela. Porem para surpresa dele, Olokun recusou a levar a cabo esta instrução, porque ela estava descontente com a sugestão de Orunmila e a suposição dela era que Orunmila estava mantendo segredos com ela.
Mai rápido que ele imaginava, Olokun voltou a Orunmila para teimar em aprender e que haveria de saber Ifa. Enquanto agia assim ela não prestou atenção a uma tensão que estava acontecendo na relação dele mais ela, contanto que ela conseguisse adquirir o9 que mais queria, e do modo dela. Novamente Orunmila se recusou a atender seu desejo. Ao invés ele ofereceu ensinar-lhe o método de adivinhação com 16 conchas, o Merindilogun.
Olokun recusou esta proposta abruptamente.
Orunmila não tendo outra opção, teve que persuadi-la e argumenta Orisanla Osere-igbo (Obatala) o grande senhor de todas as deidades se opõe a isto, o mesmo vale para Osun, a esposa de Orunmila que já estava muito hábil nas dezesseis frações da adivinhação (merindilogun).
Assim foi o bastante, Olokun se rendeu aos argumentos de Orunmila e em algum tempo depois estava praticando aquele oraculo com muito saber e destreza, uma adivinhação que constituiu uma combinação complexa e se utilizando de 16 cawries ralados.Foi isto que ensinou para os seguidores dela e por este motivo ainda é praticado em Ile-Ife pelos devotos de Olokun

CREDITO:- pequeno trecho explicativo do longo trabalho chamado “HISTORY OF OLOKUN” Oodua Peoples congresso Project Committee, 19 Olusoga street, Mushin, Lagos, Nigeria – Olokun Festival Org.

Endereço

Rua Siderúrgica, 65
São Paulo, SP

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