Candomblé, Tradição, Liturgia, Símbolos, Significados, Orixás, Lendas, Educação de Santo, Hungbe, Axé, Associação Cultural Ilé Aláketù Asè Karé
A ìyálòrìsà Lucia de Osun, dirigente do terreiro começou sua trajetória em meados de 1965, em um terreiro de umbanda na capital. Depois de algum tempo, fundou seu próprio terreiro, porém, se viu com a necessidade de iniciação para Òrìsàs. Existem pessoas
que exercem o cargo de Ìyálòrìsà, e outras que nascem predestinadas a exercê-lo, esse é o caso da Ìyálòrìsà Lucia de Osun, uma vez que antes mesmo de se iniciar, pessoas necessitando de tratamento referentes a ancestralidade espiritual, já a procuravam, passando mal, sem alguma explicação, e ela até então, sem conhecer a religião Candomblé, não sabia o que fazer. Procurando ajuda, então, foi iniciada para Òrìsà na nação de Ketù, no ano de 1983 pelo Babalòrìsà Francisco de Osun, iniciando assim sua trajetória dentro do candomblé. Logo no ano seguinte, estava tocando sua casa, com o atendimento de seu caboclo, Sr. Sultão das Matas, e fazendo a parte de candomblé, com o acompanhamento de seus mais velhos. Sua casa, na época, com uma estrutura boa, porém não sendo própria, o que a impedia de plantar o asè do solo, deixando assim o seu Asè com certas limitações. Porém no ano de 1994, a Ìyálòrìsà Lucia de Osun, conseguiu, as duras p***s, adquirir seu imóvel próprio, um lugar antigo, que necessitava de reparos. Ela batalhou muito para conseguir levantar os cômodos, barracão e aos poucos, hoje pode dizer que tem uma estrutura montada para atender as necessidades dos Òrìsàs a serem tratados, porém a Mãe Lucia, deixa-nos um aviso: “Não paramos por aqui!”
No ano de 2000, seu filho carnal, Leandro de Òsógiyàn, resolveu seguir os passos de sua mãe, se iniciando ao culto, assumindo mais tarde a posição de Òsupín nilé Asè, maior cargo masculino de nosso asè, e de alta confiança, dado a membros da família. Assumindo, portanto, ao lado de sua Mãe, a responsabilidade de levar o Asè adiante. A Ìyálòrìsà Lucia de Osun, concluiu mais um ciclo em 2005, dando a Osun a graça de sua Obrigação de 21 anos, com o Babalòrìsà Percio de Aira, seguindo assim a bandeira de seu asè, o Ilé Aláketù Asè Aira – Asè Batistini.