03/04/2026
¹⁴ Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim,
¹⁵ assim como o Pai me conhece a mim, e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas.
¹⁶ Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a mim me convém conduzi-las; elas ouvirão a minha voz; então, haverá um rebanho e um pastor.
¹⁷ Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir.
¹⁸ Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai.
João 10:14-18
É muito interessante que, quando se é criança, há uma suspensão de nosso juízo. Talvez, pela ausência dos diversos problemas que a vida adulta reserva, a criança perde a noção do que lhe cerca, e se achega às figuras paternas de sua vida da maneira mais afobada e inocente. Quantas vezes, me perdi na contagem, mas quantas vezes me aproximei de minha mãe e de meu pai, quantas vezes, sem perceber as próprias dificuldades que carregavam, me acheguei a eles e lhes compartilhei de minha dor. A criança não percebe, mas como, muitas vezes, sua dor é somatizada a dor dos genitores, e, são descarregados nos pais toda uma carga emocional infantil. Certamente as dores de uma criança não são, na grande maioria, equiparáveis às dores de um adulto, cujo emprego lhe preocupa, ou o casamento, ou as finanças, e assim sucessivamente. A dor de uma criança não se assemelha ao peso que um adulto carrega, mas, certamente, tem o poder de causar tanta dor quanto. Neste sentido, ascende uma pergunta digna de nota: Por quê? Por que se submeter a isso? Por qual motivo um adulto se submeteria a isso? Por qual motivo carregaria o fardo daquele que não tem forças para carregar por si mesmo? A resposta é latente: por amor! Continua nos comentários 👇