06/02/2018
A quaresma está chegando e com ela aquelas músicas bem peculiares deste tempo litúrgico. Em uma das dicas anteriores, falamos da música à serviço da liturgia e nesse tempo quaresmal é mais importante ainda a nossa contribuição.
Nossa primeira contribuição é: saber escolher o canto certo pra ajudar a assembleia a ter um encontro de vida com o Senhor, mas de forma especial, a que cada fiel adentre no "deserto quaresmal", onde com Cristo passará e vencerá as tentações, caminhando rumo à Páscoa da Ressurreição, ápice de nossa fé católica.
Nossa segunda contribuição é saber que esse tempo é mais de recolhimento e penitência. Não abuse nos instrumentos (em muitas paróquias, por exemplo, silencia-se qualquer instrumento de percussão). Deixe a voz aparecer um pouco mais e essa deve ser ainda mais suave.
Ainda, podemos e devemos recorrer a tantos cantos antigos que falam desse período, dar uma nova roupagem a eles, mas nunca esquecê-los. A tradição nos ajuda a fitarmos nossos olhos nesse mistério do Deus que se faz gente e se sujeita a tudo o que escutamos na liturgia da palavra desses mais de quarenta dias.
É importante, ainda, lembrar que nesse tempo não cantamos nem o glória (cantado no dia de São José - 19/3, por exemplo), nem o Aleluia (omitido até a Páscoa. Cantamos, nesse caso, apenas a antifona).
Que também para nós músicos, esse tempo seja propício para percebermos em nós, o que falta para sairmos do deserto do orgulho e da soberba, para chegarmos à Cruz, local da maior vivência de humildade e à Páscoa da Ressurreição, onde a vida vence de uma vez por todas.
Deus te abençoe!
Robson Landim