Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino - Rivas

Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino - Rivas A OICD é uma instituição religiosa sem fins lucrativos fundada em 1970 e dirigida por Mãe Rivas Rivas Neto, que a dirigiu até maio de 2018.
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A Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino é uma Instituição religiosa sem fins lucrativos fundada em 1970 pelo sacerdote F. Atualmente é dirigida por Mãe Maria Elise Rivas. Promove a iniciação, o diálogo e a difusão do conhecimento dos três núcleos duros: candomblés, encantarias e umbandas.

19/08/2026

O mês dedicado a Omolu nos convida a ampliar nossa compreensão sobre o sofrimento humano. O Orixá que acolhe os desvalidos também nos leva a pensar naqueles que, ainda hoje, continuam sendo vítimas da violência, da exclusão e da negação da dignidade Entre essas realidades, destaca-se a violência contra a mulher.

Os dados mais recentes revelam uma realidade preocupante. O feminicídio continua crescendo, assim como as violências psicológica, sexual e doméstica. Para muitas mulheres, o lugar que deveria representar proteção, o próprio lar, tornou-se também um espaço de medo e insegurança.

Na tradição dos Orixás, Omolu mantém profunda relação com as Yabás, as divindades femininas, que acolheram, projetaram e curaram. Como entidade que volta seu olhar para os desvalidos, os invisibilizados e aqueles que carregam as marcas do sofrimento, Omolu nos convida a não naturalizar a violência nem permanecer indiferentes diante dela.

Assista ao Reels e reflita sobre o significado desse chamado à proteção, ao respeito e à defesa da vida das mulheres.

Que Omolu fortaleça, ampare e valha por todas aquelas que ainda enfrentam, diariamente, as diversas formas de violência.

Ser mãe ou pai de santo é chamado é um compromisso com o sagrado. Mas por trás dessa imagem bonita existe um peso real: ...
17/08/2026

Ser mãe ou pai de santo é chamado é um compromisso com o sagrado. Mas por trás dessa imagem bonita existe um peso real: a expectativa de estar sempre disponível, sempre forte, sempre com resposta para tudo, mesmo quando não sobra nada para dar.

Escrevi sobre isso no Correio Braziliense: sobre como a desumanização de quem cuida leva ao esgotamento, e sobre como esse peso se torna ainda mais forte quando recai sobre lideranças femininas negras à frente de terreiros e templos.

A dor de quem busca ajuda é legítima. Mas a forma como tratamos quem oferece essa ajuda também precisa ser olhada com cuidado, pois ninguém é fonte infinita.

📖 Artigo completo no link da bio.

14/08/2026

No Canto da Leitura de hoje, apresentamos A Palavra que Resta, de Stênio Gardel, um romance que nos conduz a uma profunda reflexão sobre identidade, pertencimento, exclusão e dignidade humana.

Ambientada no sertão nordestino, a obra acompanha a trajetória de personagens que vivenciam a descoberta e a expressão da própria homossexualidade em um contexto marcado pelo preconceito, pela violência simbólica e pelo silenciamento.

Ao longo da narrativa, as cartas assumem um papel central, tornando-se o espaço onde sentimentos reprimidos, dores não verbalizadas e afetos interrompidos finalmente encontram possibilidade de expressão.O romance evidencia como diferentes formas de exclusão produzem marcas profundas na constituição da subjetividade e nas relações humanas. Ao dar voz ao que permaneceu silenciado durante tantos anos, a literatura revela sua potência como instrumento de memória, reconhecimento e humanização.

Ler A Palavra que Resta é também refletir sobre os impactos do preconceito, da negação do afeto e da dificuldade de existir plenamente em uma sociedade que, muitas vezes, insiste em excluir aquilo que não compreende.

12/08/2026

Nas religiões afro-brasileiras, Omolu é o Orixá que guarda uma profunda relação com a terra. Não apenas como elemento da natureza, mas como símbolo da origem, da memória, da ancestralidade e da própria existência humana.

Ao refletirmos sobre a terra, somos convidados também a voltar nosso olhar para aqueles que, historicamente, foram dela afastados: os povos originários. Povos que sofreram a perda de seus territórios, de suas referências culturais e, muitas vezes, da própria possibilidade de existir segundo suas tradições.

São homens e mulheres que contribuíram, e continuam contribuindo, de forma decisiva para a formação da sociedade brasileira, embora frequentemente permaneçam invisibilizados pela história oficial.

Falar de Omolu é reconhecer sua relação com todos os desvalidos da terra, aqueles que carregam as marcas da exclusão, do abandono e da negação de direitos. É compreender que espiritualidade também nos convida a desenvolver consciência histórica, respeito e responsabilidade diante daqueles que vieram antes de nós.

Assista ao Reels e reflita sobre a relação entre Omolu, a terra e a história dos povos originários do Brasil.

10/08/2026

Agosto é tradicionalmente o mês de Omolu, reconhecido como Orixá da doença, da saúde, da morte e da vida.

Sua trajetória nos ensina sobre superação, dignidade e renascimento. Aquele que conheceu a exclusão, o abandono e a dor tornou-se o senhor que conhece os mistérios da vida e da morte, o rei que acolhe os corpos até mesmo após a morte, simbolizando a possibilidade de transformação por meio da resistência e da sabedoria.

Omolu representa todos aqueles que foram marginalizados pela sociedade: os pobres, os doentes, os rejeitados e os invisibilizados. Seu axé nos convida a olhar não apenas para as enfermidades do corpo, mas também para as chamadas “doenças sociais”: a desigualdade, o preconceito, a exclusão, a intolerância e a falta de humanidade.

Por essa razão, falar de Omolu é falar de respeito, acolhimento e responsabilidade coletiva. É compreender que toda cura verdadeira ultrapassa a dimensão individual e alcança também a comunidade e as relações humanas.

Ao longo deste mês, dedicaremos nossos conteúdos à reflexão sobre os ensinamentos de Omolu e sua importância para a compreensão da espiritualidade, da vida e da sociedade.

07/08/2026

No Canto da Leitura de hoje, apresentamos Água Fresca para as Flores, de Valérie Perrin. Uma obra que convida o leitor a refletir sobre temas universais como a vida, a morte, a memória, os vínculos afetivos e a capacidade humana de ressignificar a própria existência.

Com uma narrativa sensível e profunda, o romance nos lembra que as experiências mais dolorosas também podem se tornar espaços de aprendizado, transformação e reconstrução do sentido da vida.

Ao abordar o luto, os encontros, os desencontros e a permanência dos afetos, a autora propõe uma reflexão sobre a importância de reconhecer a complexidade da experiência humana e de compreender que toda trajetória é composta por múltiplas camadas de significado.

A literatura, nesse contexto, ultrapassa o entretenimento. Ela se torna um instrumento de ampliação da consciência, favorecendo o desenvolvimento da sensibilidade, do pensamento crítico e da compreensão das relações humanas.

A leitura de obras como esta nos convida a desacelerar, refletir e perceber que, muitas vezes, aquilo que parece um fim pode representar o início de uma nova forma de compreender a vida.

E para você, quais leituras contribuíram para ampliar sua percepção sobre a existência e as relações humanas?

O axé não nasce do acaso. Ele é construído com dedicação, responsabilidade, presença e compromisso com a comunidade.Por ...
05/08/2026

O axé não nasce do acaso. Ele é construído com dedicação, responsabilidade, presença e compromisso com a comunidade.

Por isso, é preciso refletir sobre uma realidade que também pode existir dentro da vivência religiosa: os ladrões de axé.

São pessoas que desejam receber a força produzida pela casa de santo, mas não participam da construção desse axé. Procuram a comunidade apenas quando precisam, acreditando que sempre encontrarão aquilo que nunca ajudaram a fortalecer.

Nas religiões afro-brasileiras, o axé é um bem sagrado, cultivado por meio da reciprocidade. Receber e oferecer caminham juntos. Não há comunidade forte quando apenas alguns sustentam aquilo de que todos desejam usufruir.

Refletir sobre os ladrões de axé é refletir sobre compromisso, responsabilidade e pertencimento. Afinal, fortalecer o axé também é uma responsabilidade de quem faz parte da comunidade.

Como você compreende a importância da reciprocidade na construção do axé?

Mucuiú, motumbá, kolofé, axé, saravá, salve, salve, aranauan,Lembrem-se da pedra lançada contra a menina Kaylane em 2015...
03/08/2026

Mucuiú, motumbá, kolofé, axé, saravá, salve, salve, aranauan,

Lembrem-se da pedra lançada contra a menina Kaylane em 2015.
Pensem bem a quem entregarão a "pedra" este ano.

Mãe Maria Elise Rivas

Ao longo de 56 anos, a Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino tem contribuído para a sociedade por meio do acolhimento espi...
03/08/2026

Ao longo de 56 anos, a Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino tem contribuído para a sociedade por meio do acolhimento espiritual, da realização de rituais e atendimentos comunitários gratuitos e da formação contínua de sacerdotes e sacerdotisas. Sua atuação preserva a tradição, fortalece a espiritualidade e oferece orientação e apoio a milhares de pessoas.

Na área da saúde e da assistência social, a instituição promove campanhas de prevenção, cuidado e qualidade de vida desde 1983. Também desenvolve ações solidárias que já possibilitaram a distribuição de mais de 80 toneladas de alimentos a famílias em situação de vulnerabilidade, além de iniciativas de conscientização ambiental e apoio comunitário.

A OICD também desempenha um papel importante na valorização da cultura afro-brasileira e na preservação da memória e da tradição oral, por meio de livros, documentários, videoaulas, eventos culturais, projetos musicais, como o , e acadêmicos. No campo da cidadania, promove exposições, congressos, seminários, palestras e debates voltados ao combate ao racismo, à liberdade religiosa e à saúde mental.

Na educação, destaca-se pela fundação da FTU, primeira Faculdade de Teologia de Tradição Oral reconhecida pelo MEC, além da publicação de mais de 20 obras, da realização de pesquisas e da oferta de oficinas e cursos gratuitos. Assim, a instituição integra espiritualidade, solidariedade, cultura, educação e defesa de direitos, construindo um legado de conhecimento, acolhimento e transformação social.

São 56 anos de trabalho contínuo de uma instituição que se renova constantemente, acompanha as transformações sociais e aplica essas mudanças em sua base sem perder de vista a tradição. O esforço incessante da OICD tem um propósito claro: garantir que as religiões afro‑brasileiras sejam cada vez mais respeitadas, tenham seus direitos assegurados e possam existir com dignidade, sem sofrer qualquer forma de discriminação por serem quem são.

01/08/2026

Endereço

Rua Chebl Massud, 157
São Paulo, SP
04156-050

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