01/05/2018
Primeiro de maio, Memória Litúrgica de São José Operário
A Grandeza de São José
Embora Jesus tenha sido concebido e nascido de Maria sendo Virgem, por obra exclusiva do Espírito Santo, sem nenhuma relação humana, Maria era toda de José, que exercia domínio e poder sobre ela como sobre sua propriedade. Por isso é que o fruto deste campo é atribuído também àquele que dele é patrão. Falemos abertamente. O amabilíssimo Jesus, que veio trazer ao mundo todas as bênçãos possíveis e imagináveis, é fruto precioso das núpcias de Maria com José. Ele é prole deste santo matrimônio. Assim, Jesus quis ser reconhecido e considerado como filho dos Santos Esposos, Maria e José. Ele chamava Maria com o doce nome de Mãe; dependurado ao pescoço de José, chamava-o de pai.
Nobilíssimo pela descendência de patriarcas e reis, excelente em todo tipo de dons da natureza e perfeito em todas as virtudes, São José é chamado, na Escritura, pelo apelativo de homem justo (Mt 1,19), o possuidor perfeito de todas as virtudes.
Agora compreendo porque os evangelistas, tão pródigos em enaltecer alguns personagens, foram parcos em louvar a José. Mesmo sabendo de quais sublimes qualidades estava enriquecido por ter sido escolhido, pelo Espírito Santo, como consorte da Mãe de Deus, preocupavam-se tão somente em torná-lo conhecido como o esposo de Maria.
Esposo de Maria: um mesmo coração, uma mesma alma, com o coração e a alma que geraram o coração e a alma do Filho de Deus. Esposo de Maria, que é como dizer em tudo e por tudo semelhante à Esposa: no coração, no comportamento, nos costumes, na santidade e nas virtudes.
Texto extraído de "A Gramática de Padre Gaspar: meditações cotidianas", nº 368.