04/04/2015
Os jovens da O.R.M. da Ala Vila Santa Catarina idealizaram, planejaram e organizaram o Projeto Páscoa Solidária, que consistiu em arrecadar alimentos para serem preparados afim de alimentar moradores de rua de nossa própria região no feriado da Páscoa.
O projeto foi definido no inicio de fevereiro e a partir daí demos início nas arrecadações. Decidimos fazer macarrão com sardinha, legumes e molho, também seria servido suco junto com a refeição e os jovens também decidiram que fariam uma mutual especial para preparar bombons que seriam entregues a cada morador de rua.
O Senhor novamente esteve conosco neste projeto, vimos Sua mão a todo momento, tendo a certeza de que ao final, daria tudo certo. Desse modo, conseguimos arrecadar os seguintes itens:
50 kilos de macarrão
37 litros de molho de tomate
24 kilos de seleta de legumes
52 litros de suco
19 kilos de sardinha em lata
Foram preparados ainda 480 bombons.
Nos dias 02 e 03 de abril, os jovens e líderes dedicaram seu tempo na preparação final do projeto. Foram preparadas 100 marmitas e 100 garrafas de suco para serem entregues. Na quinta feira dia 02, os jovens abriram as latas de sardinha, seleta de legumes e organizaram todas as coisas para preparar as marmitas no dia seguinte. Na sexta feira dia 03, foram então preparadas as 100 marmitas e as 100 garrafas de suco. Estivemos na capela desde as 6h da manhã e terminamos tudo por volta das 12h30.
Ao chegarmos no local da entrega das refeições, nos deparamos com cerca de 80 moradores de rua em um mesmo local. Quando chegamos ouvimos a seguinte frase: “Chegaram os Anjos de Deus!” Apenas havíamos começado a entregar as primeiras refeições quando começamos a ouvir cada uma daquelas pessoas que nos agradeciam incansavelmente e por mais de uma vez. Houve um homem que disse: “Que bom que vocês chegaram aqui, não é todo dia que se tem comida como esta que vocês estão nos dando hoje”.
Após entregarmos as refeições, os jovens tiveram a oportunidade de junto com o bispo, compartilharem os sentimentos que tiveram após esta ação solidária. Todos compartilharam o sentimento de que precisam ser mais gratos por todas as bençãos de Deus e que sentiram-se bem ao poder ajudar e tristes ao pensar que talvez iria demorar um, dois ou até mesmo mais dias para que muitos daquele grupo de moradores de rua tivessem novamente um bom prato de comida.
O jovem Marcelo Costa relatou a seguinte experiência: “Quando estava participando da preparação do projeto, não sabia que seria tão marcante espiritualmente para mim, mas quando fomos entregar as marmitas, assim que chegamos no local onde estavam os moradores de rua, um deles chegou próximo de mim e disse-me: ‘você pode me dar uma marmita? Já faz tempo que não como e estou com muita fome’. Assim que entreguei a marmita e o suco para aquele homem, ele rapidamente abriu e nem ao menos esperou que lhe entregasse um garfo para comer, começou a comer com suas próprias mãos, parecia que ele estava a muitos dias sem um prato de comida. Ele agradeceu-me muitas vezes e imediatamente naquele momento, lembrei-me de que naquela mesma semana, eu havia chegado um dia da escola com fome e como não tinha comida pronta em casa, reclamei com minha mãe, dizendo que estava “morrendo de fome” e que ela não tinha feito nada de comida. Havia comida em casa para fazer, e eu não estava morrendo de fome, apenas com um pouco de fome e ao ver aquele homem que verdadeiramente estava com muita fome agradecer-me tantas vezes por um prato de comida que eu tinha lhe entregado, senti meu peito arder e a necessidade de me arrepender. Assim que encontrei minha mãe, dei um forte abraço nela e pedi perdão pelo que havia dito e agradeci a ela e a meu pai por nunca nos deixar passar fome. Sei que Deus nos ajudou neste projeto, mas Ele me ajudou principalmente a aprender que preciso ser mais grato por tudo que tenho.”
O Presidente Brigham Young ensinou: “Suponham que nesta comunidade haja dez mendigos que batam de porta em porta, pedindo algo para comer, e que nove deles sejam impostores que mendigam para não terem que trabalhar; procurando usar de má-fé, enganam os generosos e compassivos; mas suponham que um deles seja digno de sua generosidade. O que é melhor: dar de comer aos dez, para ter certeza de ter ajudado o que for realmente necessitado ou rejeitar os dez por não saber qual deles realmente é digno de receber ajuda? Todos dirão: usem de caridade para com os dez, em vez de correr o risco de repudiar aquele que dentre eles é realmente digno e necessitado. Se assim o fizerem, tal procedimento não afetará suas bênçãos, quer assistam pessoas dignas ou indignas, contanto que dêem esmolas com os olhos fitos em assistir os verdadeiramente necessitados.” (DBY, p. 274)
O Senhor esteve conosco em cada momento deste projeto e somos gratos por cada experiência que tivemos ao nos colocar a disposição de servir assim como o Salvador sempre serviu.