23/12/2021
Esse é o meu pensar
Respeito os que pensam diferente
Mas eu não mudo nem evoluo
Sou antigo
Mas aceito quem pensa diferente só não sigo
O Jornal “Notícias Populares” de São Paulo, publicou uma matéria em 15 de junho de 1977 onde o tema abordado era feitura de santo e de cabeça na Umbanda.
Nessa matéria, Zélio de Moraes apresenta uma mensagem aos umbandistas de São Paulo:
A INDÚSTRIA DE “FAZER SANTO” É UMA VIGARICE O fundador da Umbanda, o Caboclo das Sete Encruzilhadas que foi padre em vidas anteriores, ao se incorporar no médium fluminense Zélio de Moraes, ditou as normas de como deviam funcionar os Terreiros de Umbanda, praticando a caridade gratuita; fazer desobsessão (descargas) transportando os Espíritos maus para os médiuns de incorporação, doutrinando os e afastando-os, aliviando os doentes, curando-os da falsa loucura.
Zélio de Moraes, que faleceu aos 83 anos, em 1975, ao ser entrevistado por Ronaldo Antônio Linares, presidente da Federação Umbandista do Grande ABC diz:
“Não havia Umbanda antes de 1908. Havia a chamada macumba. A Umbanda não é macumba, não é Candomblé.
Aqui, em meu Terreiro, se usa roupa simples de algodão e sapato de corda conhecida como: “alpercata ou alpargata” ou descalço.
Não tem seda e nem luxo. Tenho ouvido que muitos umbandistas aqui na Guanabara estão “fazendo santo”.
Médium fazer santo?
Eu não creio nisso. Trazemos isso do berço; Ninguém bota santo na cabeça dos outros.
Em nossas sessões, temos a preocupação de curar os loucos
(descarregos/desobsessões).
Já foram curados muitos, que estavam em sanatórios e que eram de outras religiões.
Eu trabalho com o Orixá Mallet, de Ogum, que foi trazido pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas para curar os loucos e obsedados”.
INCORPORAR ORIXÁ?
Zélio de Moraes, na sua entrevista a Ronaldo Antônio Linares, tira a máscara de muitos chefes de Terreiro que
dizem ter Orixás incorporados.
“Orixá não se incorpora. São Divindades que trabalham na sua irradiação, não na sua força. Não são os Orixás que se incorporam, mas são os seus enviados.
Na Umbanda não existe feitura de cabeça nem coroação. Eu não
acredito nisso.
O Caboclo das Sete Encruzilhadas nunca mandou “fazer cabeça” de ninguém. Isso não existe. Nem isso, nem coroação”.
Existe em São Paulo uma Federação de Umbanda, dirigida por falso umbandista, que obriga os chefes de Terreiro a “fazerem o santo” e reúne os médiuns do Terreiro para lhes tirar o dinheiro para que o pai de santo dê
“obrigações para o santo”.
Isso não existe na Umbanda.
Estão transformando os Terreiros em rituais de
Umbandomblé, e depois os chefes de Terreiro não entendem nada de Umbanda nem de Candomblé, conforme
declarou o Senhor Demétrio Domingues, que está lutando para separar a Umbanda do Candomblé.
Ele nos dizia: Umbanda não é Candomblé. Umbanda é Umbanda. Candomblé é Candomblé.
Querer misturar as
duas coisas só traz confusões, pois o chefe do Terreiro passa a não entender nem de Umbanda nem de Candomblé.
A verdade é que estão corrompendo a Umbanda, obrigando santo, dar obrigações para o santo, tirando o dinheiro
dos filhos de santo”.